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“Democratas de fachada”, diz Bolsonaro sobre manifesto da USP

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Bolsonaro criticou a carta a favor da democracia
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro criticou a carta a favor da democracia

Neste sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro disparou em grupos de WhatsApp uma mensagem criticando  a carta a favor da democracia lançada pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

O chefe do executivo federal afirmou que os signatários do documento são “democratas de fachada” e que o objetivo deles é “a volta daquele que acomodou essa escória toda no Poder, de 2003 a 2016, quando roubavam o Brasil em perfeita harmonia”.

A afirmação é uma indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, atualmente, lidera as pesquisas de intenções de votos. O petista não foi citado no manifesto, no entanto, Bolsonaro tem tentado associar a carta ao pré-candidato adversário.

O presidente da República ainda acusou os signatários de serem favoráveis a corrupção, a liberação das drogas e da “destruição” do agronegócio.

O manifesto em defesa da democracia foi aberto ao público e já alcançou mais de 765 mil assinaturas. O documento não faz qualquer menção a Bolsonaro, porém, faz críticas aos que são contrários ao sistema eleitoral brasileiro e realiza ameaças contra as intituições.

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Empresários, artistas, advogados, banqueiros e integrantes do Ministério Público resolveram aderir à manifestação e assinaram a carta. De lá para cá, outros grupos também divulgaram textos pró-democracia e liberdade de expressão.

Confira o texto compartilhado por Bolsonaro

“A Carta dos Cágados.

“O que eles desejam:

“1- a volta do imposto sindical, da Lei Rouanet, do MST, do loteamento político dos Ministérios, da corrupção, do desarmamento do cidadão de bem, do financiamento de obras no exterior via BNDES …

“2- destruir a família, liberar as drogas, restringir nossa Liberdade, impor a ideologia de gênero, soltar traficantes, desmilitarizar as PMs, revogar o PIX, censurar a imprensa e as mídias sociais, destruir o Agro, liberar o aborto, dividir a Amazônia com o mundo …

“Durante a pandemia esses mesmos “democratas” da USP viram trabalhadores sendo presos, mulheres algemadas, igrejas fechadas, comércio com portas cerradas, médicos ameaçados, … e nada falaram ou fizeram… pior, foram coniventes com os autoritários.

“Democratas de fachada, querem a volta daquele que acomodou essa escória toda no Poder, de 2003 a 2016, quando roubavam o Brasil em perfeita harmonia.”

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Bolsonaro não responde se já fez ‘rachadinha’: ‘É meio comum’

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Jair Bolsonaro (PL)
Isac Nóbrega/PR – 07.06.2022

Jair Bolsonaro (PL)

presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou responder diretamente se já fez “rachadinha “ao ser questionado sobre o assunto durante entrevista a um canal de YouTube neste sábado. A prática consiste em obrigar os seus funcionários a devolver parte do seu salário. O presidente disse que a “prática é meio comum” em gabinetes de políticos, mas afirmou que não iria falar do seu próprio caso.

Um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é investigado por essa suspeita. O Ministério Público também investiga um possível esquema de “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além disso, como o GLOBO revelou, alguns dos servidores suspeitos de serem fantasmas no gabinete de Flávio e de Carlos também trabalharam para Bolsonaro quando ele era deputado federal.

Bolsonaro falou sobre o assunto durante entrevista neste sábado ao canal Cara a Tapa, no Youtube. Perguntado inicialmente se “sobraria” alguém na política que não cometeu a “rachadinha”, o presidente disse:

“Sobra pouca gente”.

O entrevistador, então, questionou diretamente se o presidente iria “sobrar”.

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“Não vou falar de mim. Sou suspeito para falar de mim. Você não tem servidor meu falando que, denunciando”.

Perguntado, por fim, se havia “convivido” com a situação, disse que a prática é “meio comum”, inclusive em outros Poderes.

“É uma prática meio comum, concordo contigo. É meio comum. Não só no Legislativo, não. Também no Executivo. Até no outro Poder também. Cargo de comissão, você pode colocar quem você bem entender”.

Flávio foi denunciado pelo MP Flávio Bolsonaro passou a ser investigado por “rachadinha” em 2018, após o relatório Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações suspeitas na conta bancária do assessor de Flavio na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz.

Em novembro de 2020, as investigações do MP do Rio resultaram na denúncia de Flavio, Queiroz e mais 15 pessoas por crimes como peculato e lavagem de dinheiro, com base em provas como a movimentação financeira dos funcionários do gabinete e uma colaboração de uma ex-funcionária. O senador foi acusado de liderar da organização criminosa.

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Para tentar anular as investigações, a defesa do senador apresentou diversos recursos aos tribunais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acabou anulando as quebras de sigilo bancário e fiscal determinadas pelo juiz Flávio Itabaiana, sob o entendimento de que ele não fundamentou adequadamente a justificava para autorizar as quebras.

Na sequência, o STF também determinou a anulação de parte dos relatórios do Coaf usados na investigação. A interpretação é de que os documentos foram produzidos de forma ilegal, o que acabou esvaziando as provas da denúncia. Por isso, o MP do Rio entendeu que não é possível o prosseguimento da acusação e que as investigações precisariam ser refeitas.

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Fonte: IG Política

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