Saúde

De baratas a ratos, pragas urbanas aumentam durante isolamento

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Agência Brasil

Estabelecimentos comerciais fechados e o aumento de resíduos domésticos podem gerar proliferação de pragas urbanas e, em consequência, doenças além da Covid-19 , com possibilidade de sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde. O alerta foi dado pela Associação dos Controladores de Vetores de Pragas Urbanas ( Aprag ).

Rato saindo de seu esconderijo%2C em Nova York
Foto: Reprodução/Internet

Cliente chegou a colocar inseto dentro da boca

O vice-presidente da associação, Sérgio Bocalini, explicou que devido à pandemia  do novo coronavírus (Sars-coV-2) e ao elevado número de estabelecimentos fechados, foi possível perceber um aumento populacional desses vetores e a migração de alguns, como roedores . “Eles não estavam encontrando um ambiente favorável, com alimentação e abrigo em determinados locais que estavam fechados, e começaram a migrar para outros locais, aumentando assim sua população”. O mesmo ocorreu em relação a insetos , como baratas .

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O período de quarentena , em função do isolamento social e de estabelecimentos fechados, tem gerado impacto negativo das pragas urbanas. A preocupação maior da Aprag é com o processo de flexibilização das atividades, quando as portas começam a ser reabertas para atendimento ao público.

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Sérgio Bocalini destacou que as pragas urbanas oferecem potencial risco de contaminação em relação a outras doenças que causam impacto também na saúde humana, além da Covid-19 , e que podem vir a agravar o sistema de saúde do país.

Lixo em casa

O descarte correto das embalagens é essencial para evitar qualquer tipo de contaminação no lixo comum
Greenpeace

O descarte correto das embalagens é essencial para evitar qualquer tipo de contaminação no lixo comum

Os novos hábitos adquiridos no isolamento , durante a pandemia , com aumento da quantidade de resíduos domésticos, podem ter ajudado na proliferação desses agentes transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya, leptospirose, entre outras, disse Bocalini. O vice-presidente da Aprag lembrou a entrega de alimentos em casa, cujas embalagens com resíduos acabam atraindo insetos e roedores nas cidades.

“Nós percebemos que, em diversas cidades, a questão da coleta seletiva ficou parada. Deixou de se recolher muito dessas embalagens descartáveis ou elas foram encaminhadas para o lixo comum ou ficaram na residência, atraindo uma série de animais. Isso tem causado impacto também nas residências. Se a pessoa não tiver uma preocupação forte em manter os ambientes bem limpos e higienizados, também com foco no surgimento de pragas, existe a tendência forte do aumento da população e, consequentemente, dos problemas relacionados a elas”.

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Recomendações

Rato saindo de seu esconderijo%2C em Nova York
Foto de Charlie Hamilton James, Nat Geo Image Collection

Rato saindo de seu esconderijo, em Nova York

A recomendação da Aprag para a população é que não deixe restos de alimentos em pias e mesas. “Quanto mais cuidado ela tiver nesse processo de limpeza e higienização do seu ambiente domiciliar, menores vão ser os atrativos. Descartar o lixo de forma regular para que a coleta pública possa fazer esse recolhimento e não ficar acumulado em determinados espaços na residência, tudo isso vai contribuir bastante”, afirmou.

No caso das lojas que estão retornando ou mesmo as que ainda permanecem fechadas, a Aprag recomenda a contratação do trabalho de uma empresa especializada, porque serão usadas técnicas e equipamentos adequados para combater a presença de vetores de pragas urbanas, diminuindo assim os riscos para clientes e trabalhadores

Sérgio Bocalini observou que há pré-requisitos que devem ser verificados para a contratação de empresas especializadas no controle de vetores e pragas urbanas. Um deles é que a empresa tenha licença de funcionamento. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, quem emite a licença é o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em outros estados, são concedidas licenças sanitárias. Além disso, a empresa tem que estar registrada no conselho regional ao qual pertence seu técnico responsável, que pode ser um biólogo, farmacêutico, agrônomo, médico veterinário, químico ou engenheiro florestal. “São pré-requisitos que podem garantir um mínimo de segurança na hora da contratação”, orientou o vice-presidente da associação.

Fonte: IG SAÚDE

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Casagrande pinta o elefante branco de Cachoeiro com as cores da vida

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A briga cega nas redes sociais não tem sequer permitido que pessoas de bem silenciem por instantes agressões gratuitas contra adversários para aplaudir ações benéficas para toda a sociedade.

Enquanto gabinetes que orquestram e semeiam o ódio, tanto de direita quanto de esquerda, tentam entrar na mente do eleitor para denegrir concorrentes e obter ganhos políticos, a vida segue carecendo de ser mais bem cuidada.

Faltaram mãos respeitosas para aplaudir a abertura de 60 leitos no hospital do Aquidabãn nesta segunda-feira, dia 29 de junho. Pior: faltaram olhos sensíveis para enxergar que o dia passou a ser histórico para Cachoeiro.

O governador Renato Casagrande, cuja atuação política tem sido tão combatida principalmente por grupos de extrema direita ligados ao presidente Bolsonaro, tirou do papel uma obra que se arrastava por 16 anos, ou há quase duas décadas. Uma obra que vai salvar pessoas.

Pálido, sem utilidade, e sem funcionar, o local recebeu do então deputado federal Camilo Cola o epíteto irônico de elefante branco. E era mesmo. Até 29 de junho de 2020. Não é mais. A cidade ganhou um novo hospital, mas muita gente cega pelo ódio político não conseguiu ver essa maravilha.

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Lá não há paredes vermelhas dos comunistas, e nem verdes e amarelas dos bolsonaristas. Casagrande pintou com as cores da vida um elefante que era branco até então.

Não tenho dúvidas que sob as bênçãos de São Pedro, com o comando competente das pessoas de bem do Hospital Infantil de Cachoeiro, e com o apoio financeiro do Governo do Estado, o Hospital do Aquidabãn será um local abençoado e com o firme propósito de salvar pessoas.

Sejam elas da esquerda ou da direita.

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“Aquele era o tempo em que as sombras se abriam / Em que homens negavam o que outros erguiam” – Pedro Abrunhosa (Quem me leva os meus fantasmas)

 

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