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Crimes impunes no Brasil

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País só pune 30% dos assassinos de jornalistas

Por | 29.04.2012

 

 

Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos 20 anos ficaram impunes. O dado é de um levantamento feito pela organização americana Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). 

 

 

Dos 20 assassinatos de jornalistas contabilizados entre 1992 e 2012 no país, 14 ficaram impunes. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos. O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa. Segundo a pesquisa do CPJ, a maior parte das vítimas são jornalistas que denunciaram casos de corrupção. Em segundo lugar vêm os repórteres policiais e, em terceiro, aqueles que escrevem sobre temas políticos.

 

Porém, mais comuns que os assassinatos são os casos de intimidação e ameaças. O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no dia 23 em São Luís. Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas”, afirmou em nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.

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O levantamento da CPJ, entretanto, já está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro. Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do site Mercosulnews, Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, em Ponta Porã (MS), em fevereiro.

 

Dos quatro assassinatos de jornalistas de 2012, apenas o de Laércio Souza foi esclarecido pela polícia. Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele foi morto por criminosos em janeiro na cidade de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) após descobrir e denunciar um esquema de narcotráfico que operava em uma comunidade onde Souza planejava realizar trabalhos sociais. Um suspeito foi preso e aguarda julgamento. Um adolescente foi apreendido e submetido a 45 dias de medida socioeducativa. Um segundo adolescente que participou do crime foi achado morto.

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Sobre o assassinato de Sá, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que um suspeito chegou a ser detido, mas não foi formalmente indiciado. As mortes de Rodrigues e Lopes permanecem sem solução.

 

Após escrever reportagens sobre assassinatos cometidos por policiais em 2003, o repórter especial paulistano J., de 54 anos, começou a receber ameaças e teve que “desaparecer” por 40 dias. Depois trabalhou por mais de quatro meses protegido por uma escolta armada. “Muda tudo na sua vida. Você se dá conta que é extremamente vulnerável”, contou J. “A minha família ficou desesperada, se eu atrasasse cinco minutos era motivo para muita preocupação. Quase entrei em depressão.” Com informações da Agência Brasil.

 

 

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Prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho, exonera dois secretários municipais

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Foto: arquivo

Cachoeiro de Itapemirim começa a semana com duas mudanças significativas no seu primeiro escalão. O prefeito Victor Coelho (PSB) mexe em pastas consideradas o coração de qualquer governo. Foram exonerados o secretário de Obras, Desil Moreira Henrique, e o de Governo e Planejamento Estratégico, Cláudio José Mello de Souza.

No Diário Oficial desta segunda-feira (16) consta que ambos desembarcaram do governo municipal a pedido, que é uma forma educada e muito usual para se dispensar servidores. Os reais motivos para a troca são ignotos.

Novos Nomes

Interinamente o prefeito opta por nomes que já conhecem a máquina. Na Secretaria de Obras, por exemplo, entra Rodrigo de Almeida Bolelli, que atuava no cargo de subsecretário de Gestão e Fiscalização de Obras. Ou seja, já tem intimidade com os trâmites da pasta.

E para a Secretaria de Governo e Planejamento Estratégico entra a advogada Ângela de Paula Barbosa, fiel escudeira de Victor Coelho e considerada aliada de primeira hora. Ela ocupava o cargo de coordenadora executiva do Gabinete do Prefeito.

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