Análise Política

Crescimento de Zé Lima em Itapemirim se explica pelo trabalho

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Itapemirim ferve com a eleição do próximo dia 5. E com todo respeito ao candidato Niltinho (PSDB), mas pelo volume das campanhas que se vê na rua, dá pra dizer sem medo que hoje o pleito está polarizado entre Dr. Antonio (PP) e Zé Lima (PDT).

E é necessário explicar que a posição dos nomes está nessa sequencia por ordem alfabética, mas não necessariamente pela preferência entre os eleitores, já que não dá mais para saber qual dos dois lidera a disputa.

O que se sabia há vários dias, sobretudo no início da campanha, que Antonio liderava. Normal, já que vinha de uma disputa recente contra Dr. Thiago (Republicanos) onde tinha sido muito bem votado. Então, boa parte dos eleitores seguiu o fluxo dos votos da eleição anterior.

Mas hoje a verdade é que Zé Lima cresceu muito e por vários motivos. Em síntese, o Zé do povo, como tem sido chamado, foi pra dentro da disputa com um ânimo que pouco se vê nos olhos de Antonio.

Podem se apenas estilo, enquanto Antonio é mais calmo e passa mais tranquilidade, o Zé é mais efervescente, mais vibrante.  E isso pode não parecer nada, mas é meio como aquela partida de futebol onde um carrinho durante o jogo pode determinar uma vontade a mais do jogador e incendiar a torcida. Então é isso, Zé Lima é o jogador que incendiou o jogo com uma vontade fora do normal para vencer. Enquanto que Antonio continua com o futebol cadenciado e pouco empolgante.

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Mas metáforas futebolísticas à parte, tecnicamente há sim uma fator em especial que conta em favor desse crescimento de Zé Lima na disputa. O prefeito em exercício deu conta do recado na cadeira que ocupou por decisão da Justiça Eleitoral.

Em poucos dias no posto Zé Lima botou o bloco na rua, realizou mutirões, deu sequencia nas obras, chegou pra perto dos servidores pagando seus direitos, não deixando a peteca cair. As máquinas continuaram atendendo os produtores rurais e a prefeitura manteve a normalidade administrativa. Por exemplo, em seu diário oficial as licitações, as nomeações, não pararam um dia sequer.

Para quem está de fora vendo, isso chama-se gestão. E o povo percebe. Tanto é assim que hoje ele divide com Antonio o favoritismo ao pleito, posto que anteriormente era apenas de Antonio.

Em pouquíssimo tempo com o poder nas mãos Zé Lima mostrou seu trabalho, ganhou a confiança do eleitor, e isso certamente é seu maior mérito e condição principal para justificar essa arrancada eleitoral.

Era apenas um vereador e hoje um nome político de respeito em Itapemirim, com condições plenas de vencer a eleição. E mesmo que isso não aconteça, conseguirá se consolidar como figura de futuro político na cidade, haja vista que daqui a dois anos teremos outra eleição e certamente ela passará por ele.

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Zé Lima soube trabalhar o peso da máquina administrativa em seu favor. E isso embora possa ser motivo de críticas pelos adversários, também pode ser considerado mérito por aqueles que olham o pleito à distância, isentos, e sem torcer para um ou outro. Saber jogar também é virtude na política. E Zé Lima sabe.

Fato é que a eleição temporã está indefinida em Itapemirim. Enquanto a campanha de Dr. Antonio segue técnica, fria, sem empolgação, a de Zé Lima agita, incendeia. Se isso será suficiente para a vitória, só dia 5 poderá dizer.

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Um outro fator tem pesado por lá nessa eleição: os apoios. A população de Itapemirim tem ojeriza aos Ferraços. E pelo que se diz lá, tanto Theodorico quanto Norma apoiam Dr. Antonio e isso pesa negativamente entre os eleitores.

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Por falar em apoios, os ex-prefeitos Dr. Thiago Peçanha e Dr. Luciano sumiram da cidade e da eleição. Tomaram Doril.

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“Não cante vitória muito cedo, não / Nem leve flores para a cova do inimigo / Que as lágrimas do jovem são fortes como um segredo /Podem fazer renascer um mal antigo” – Não Leve Flores (Belchior)

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Análise Política

Guerino sobe o tom, mas erra a letra da música

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Quem não gosta do debate público é quem não gosta da democracia. E os processos eleitorais ajudam a consolidá-la e fortalecê-la.

Nesse sentido, a participação do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PSD), nas eleições desse ano ao governo do Estado deve ser bem vista pelo eleitor por se tratar de alguém com vasta experiência de vida pública e que vai ajudar a enriquecer o debate.

Os demais postulantes, claro, também enriquecem, mas especificamente sobre Guerino pesam 5 mandatos de prefeito em uma importante cidade, além de deputado estadual duas vezes. Dos que estão aí, à exceção do governador Renato Casagrande (PSB), é quem chega com maior bagagem.

E chegou chegando. Nessa semana, sua equipe de marqueting lançou no mercado o primeiro material de apresentação onde o pré-candidato ao Palácio Anchieta tece críticas ao modelo de gestão atual, oferecendo-se como uma alternativa à reeleição de Casagrande.

Sob o título, “O Espírito Santo merece muito mais. Hoje temos um Governo fraco e com equipe ruim”, Guerino, em síntese, diz que quer fazer pelo estado o que fez por Linhares, apresentando números positivos. E se o eleitor quiser saber sobre o que ele não fez por Linhares que procure assistir os debates que vêm por aí.

Chama atenção nessa entrevista a insistência do pré-candidato a uma crítica específica: os convênios que têm sido feitos pelo governo do Estado junto às prefeituras, o que significa nada mais que garantir recursos para investir em obras e em serviços para o povo. Sobre isso, Guerino fala duas vezes, mostrado que trata-se de um movimento governamental que o incomoda.

Outro ponto onde a crítica vem acentuada é na saúde, que é quando Guerino também fala do que fez no período da pandemia, como se as ações em Linhares tivessem sido desassociadas das ações do governo do Estado.

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Sobre esses dois tópicos, especificamente, Guerino subiu o tom, mas errou a letra da música.

Primeiro que criticar um governo porque ele está investindo muito nas cidades é erro crasso. Ofende a Inteligência do cidadão que quer o investimento, independentemente do tempo em que ele está acontecendo.

O pré-candidato tenta passar a imagem de que o governo guardou o dinheiro para usá-lo agora, perto das eleições. Não é verdade.

Até o ano passado o Brasil e o mundo estavam atarefados em cuidar da maior crise de saúde de todos os tempos, portanto não havia clima nem dinheiro para sair por aí fazendo todo tipo de convênio. A incerteza era mundial diante do dia seguinte. Nos últimos dois anos a prioridade não era nenhum outro tipo de investimento que não fosse o de salvar vidas. E isso foi feito com louvor no Espírito Santo.

Na verdade, esses investimentos só são possíveis agora exatamente porque nos dois anos anteriores o Espírito Santo fez, e fez muito bem, seu dever de casa durante a pandemia, tanto cuidando da vida dos capixabas quanto garantindo que nossa economia não saísse destruída no pós-pandemia.

Se Linhares foi bem sucedida durante a pandemia parabéns ao Guerino, mas agradeça principalmente ao governo do Estado que garantiu leitos em toda rede hospitalar, dando suporte aos municípios para que se preocupassem apenas com outras ações em favor dos cidadãos. A saúde estava sendo bem cuidada, permitindo que prefeitos trabalhassem em outras frentes, como a econômica, por exemplo.

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Guerino pode perguntar ao seu amigo Paulo Hartung o que ele fez quando assumiu o Espírito Santo falido pós Zé Ignácio. Paulo parou e  gastou energia nos três primeiro anos apenas para organizar, sendo que no quarto ano, exatamente no ano eleitoral, abriu a mão, investindo maciçamente nos municípios.

Podia ter feito antes? Fez naquele momento exatamente porque antecedia uma eleição? A resposta só tem quem está governando e enfrentando os desafios do momento. Hartung teve os dele e investiu quando achou que era seguro fazê-lo. Não tenho dúvida que Casagrande o faz porque esse é o tempo certo. É o tempo da segurança, com vidas salvas e dinheiro em caixa.

Guerino pode contribuir com o debate, e muito. Mas, como diria seu colega Roberto Valadão (MDB) é preciso jogar na bola. Subir o tom é necessário diante de um governador que vai a passos largos para mais um mandato, porém é preciso não errar a música como começou errando nesse seu primeiro material.

Um outro amigo de Guerino, Camilo Cola, dizia que toda cantiga tem seu lêrê. Então, muita calma nessa hora de botar o bloco na rua para não errar o lêrê da cantiga. Dependendo da crítica, pode ser um tiro no pé.

E criticar investimentos nas cidades, bem como o desempenho do Espírito Santo durante a pandemia, será, sem dúvidas um grande tiro errado.

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“Mais do que cantar para o mundo inteiro / Eu quero cantar primeiro / Só para o seu coração” – Só para o seu coração (Sérgio Sampaio)         

 

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