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CPI: Ao tentar condução coercitiva, PF descobre que Wizard está no México

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Carlos Wizard, empresário apontado como um dos aconselhadores de Bolsonaro na condução da pandemia — ele seria, também, entusiasta do tratamento precoce
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Carlos Wizard, empresário apontado como um dos aconselhadores de Bolsonaro na condução da pandemia — ele seria, também, entusiasta do tratamento precoce

O empresário Carlos Wizard está no México desde o dia 30 de março, e não nos Estados Unidos como alegou à CPI da Covid. A Polícia Federal (PF) descobriu o paradeiro de Wizard ao tentar realizar a condução coercitiva do fundador de uma rede de escolas de inglês.

Wizard é apontado como um dos membros de um suposto gabinete paralelo que aconselharia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da pandemia da Covid-19, estimulando medidas contrárias às indicadas pela comunidade científica, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No último dia 14, a  defesa de Wizard pediu à comissão que seu depoimento fosse tomado de maneira virtual, uma vez que ele estava fora do Brasil. O pedido foi negado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

Ao tentar a coerção, a PF diz que ninguém atendeu no endereço de Wizard, em Campinas, no interior de SP. Foi descoberto, também, que ele saiu do Brasil no dia 30 de março de 2021 e, desde então, não voltou mais. 

Wizard faltou ao seu depoimento, que estava marcado para ontem (17).

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Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

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Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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