Saúde

Covid-19: Rio anuncia quarta dose para quem tem 35 anos ou mais

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A cidade do Rio de Janeiro começa a aplicar amanhã (20) a segunda dose de reforço ou a quarta dose da vacina contra a covid-19 para pessoas com 35 anos ou mais. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes nas redes sociais. Ele lembrou que é preciso respeitar o intervalo de pelo menos quatro meses após a primeira dose de reforço para receber a segunda.

“Quem está com sintomas gripais não deve receber o imunizante, mas sim procurar uma clínica da família ou centro municipal de saúde para realizar um teste de covid-19”, recomendou a Secretaria Municipal de Saúde. Mais detalhes sobre a vacinação podem ser encontrados aqui.

Crianças

Amanhã, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio inicia também a vacinação contra a covid-19 em crianças de 3 anos. A pasta acrescentou que, para essa faixa etária, o imunizante a ser utilizado é a CoronaVac, com esquema de duas doses e intervalo de 28 dias entre elas. “A vacina é comprovadamente segura e eficaz, além de importante para prevenir complicações da covid-19”, reforçou.

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Alimentos ultraprocessados podem contribuir para perda cognitiva

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Dificuldade de lembrar datas, fazer cálculos ou realizar tarefas básicas do dia a dia. As habilidades cognitivas geralmente diminuem à medida que a idade avança. Mas pesquisa feita por cientistas da USP mostra que a perda chega a ser 28% maior entre pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados.

São alimentos que passaram por processo industrial tão intenso que a composição deles já nem parece a de comida de verdade. Encaixam-se nesta categoria pães de forma, salgadinhos, refrigerantes.

O declínio cognitivo foi maior entre as pessoas que consumiam mais de 20% das calorias diárias de ultraprocessados. E não é difícil chegar a essa média: 20% equivale a três fatias de pães de forma por dia.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, realizada na semana passada na cidade de San Diego, nos Estados Unidos.

A pesquisa analisou o desempenho das pessoas que participaram do mais longo e maior estudo de performance cognitiva realizado no Brasil: o Elsa-Brasil. São cerca de 15 mil pessoas, entre 35 e 74 anos, que começaram a ser acompanhadas em 2008 para investigar fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, arterioesclerose e acidente vascular cerebral. O estudo analisou os dados conforme o tipo de alimento consumido: alimentos não processados, como vegetais e frutas, os ingredientes culinários, como sal e óleos, os alimentos processados, com modificações leves como adição de sal ou açúcar, e os ultraprocessados.

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Dados do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que o consumo médio de alimentos ultraprocessados no Brasil é justamente de 20% no Brasil. Como é uma média, algumas pessoas consomem muito mais. Mas ainda assim, é um patamar três vezes menor que a de países ricos, onde a média chega a 60%.

Mas é justamente essa diferença que torna um país como o Brasil um mercado cobiçado pela indústria de alimentos, explicou a nutricionista e integrante do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da USP, Renata Levy.

Em outubro, entram em vigor as novas regras de rotulagem de alimentos aprovadas pela Anvisa. Agora, a embalagem de produtos ricos em gordura, açúcar ou sódio vão trazer a informação em destaque no rótulo do produto. Renata acha que é um avanço, mas é preciso fazer mais para inibir o consumo de ultraprocessados.

Outra proposta defendida pelos pesquisadores é proibir a venda de ultraprocessados nas cantinas das escolas, já que no Brasil, os adolescentes são os principais consumidores desse tipo de produto.

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Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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