Saúde

Covid-19: em uma semana, mortes aumentam 8% e casos 6%

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O total de mortes registradas em decorrência da covid-19 cresceu 8% na Semana Epidemiológica (SE) 14, de 4 a 10 de abril. Neste período, foram registrados 21.141 novos óbitos, contra 19.643 confirmados na semana anterior. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas pelo número de dias) na SE 13 ficou em 3.020.

O resultado foi mostrado no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o coronavírus de número 58. O documento reúne a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações.

A curva de mortes durante a pandemia mostra um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. O resultado da SE 14 é quase o triplo de dois meses atrás, quando na SE 6 foram registrados 7.528 novos mortos.   

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

A soma de novos casos confirmados também teve acréscimo, mas menor, de 6%. O resultado reverte a tendência de queda da semana anterior (SE 13), quando houve 14% de queda sobre a semana epidemiológica 12.

Nesta última semana (SE 14) foram registrados 491.409 novos diagnósticos positivos de covid-19, contra 463.235 novas notificações de pessoas infectadas com o novo coronavírus na semana anterior. A média móvel foi de 70.201.

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

Conforme o boletim epidemiológico, sete estados tiveram aumento de casos na Semana Epidemiológica 14, enquanto doze ficaram estáveis e oito tiveram redução. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Ceará (36%) e no Pará (32%). Já as quedas mais intensas se deram no Maranhão e Amapá (-19%).

Quando consideradas as mortes, o número de estados com incremento das curvas foi de 13, oito ficaram estáveis e outros seis tiveram diminuição em relação ao balanço da semana anterior. Os aumentos mais representativos foram registrados no Paraná (53%) e Amazonas (51%). As quedas mais expressivas aconteceram no Tocantins (-21%) e Rio Grande do Sul (-19%).

Mundo

O Brasil se consolidou como país com mais novas mortes e aumentou sua diferença para o 2º colocado (6.870), os Estados Unidos. Os números brasileiros foram quase o triplo das vidas perdidas entre os norte americanos.

Em seguida vêm México (5.201), Índia (4.652) e Polônia (3.439). Enquanto a curva do Brasil sobe de forma intensa, a curva de mortes dos EUA vem fazendo movimento inverso. Quando considerados os números absolutos de mortes desde o início da pandemia, o Brasil segue na 2ª posição, atrás dos Estados Unidos (351.334).

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos. – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil deixou de ser o país com mais novos casos, liderança que foi ocupada pela Índia (873.296). Em seguida vêm Estados Unidos (478.831), Turquia (353.281) e França (199.140). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na 2ª posição, atrás dos EUA (31,1 milhões).

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos. – Divulgação/Ministério da Saúde

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Rio divulga novo calendário de vacinação para profissionais de saúde

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A prefeitura do Rio de Janeiro divulgou hoje (10) um novo calendário de vacinação contra covid-19 para profissionais de saúde. A expectativa é de que todas as idades pendentes sejam atendidas até o fim da próxima semana. Até o último sábado (8), as doses haviam sido aplicadas em profissionais que tinham 35 anos ou mais.

São considerados profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais de educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares.

O calendário segue de forma escalonada. A partir de amanhã (11) e até sexta-feira (17), poderão se dirigir aos postos de saúde para receber a primeira dose os profissionais entre 30 e 34 anos.

Na próxima semana, a vacinação prossegue com quem tem 30 anos na segunda-feira (17). A idade vai sendo reduzida um ano por dia até alcançar os profissionais de 27 anos na quinta-feira (20). Na sexta-feira (21), está previsto o atendimento de quem tem 26 anos ou menos.

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A vacinação para esse grupo ocorrerá exclusivamente no período da tarde, das 13h às 17h. Para demonstrar a profissão, é necessário levar um documento original com foto e comprovante do conselho de classe. A lista dos postos de vacinação está disponível no site do município.

Tabela calendário vacinação RJ 10mai Tabela calendário vacinação RJ 10mai

Secretaria Estadual de Saúde – RJ

A prefeitura não informou qual imunizante será aplicado nesses novos grupos de profissionais de saúde. As faixas etárias já vacinadas receberam doses da Coronavac, produzida no Instituto Butantan a partir de parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e da Covishield, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) via acordo firmado com a Universidade de Oxford e com a farmacêutica inglesa AstraZeneca.

Na semana passada, o município começou a receber o imunizante desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNtech. Uma nova leva de doses começou a ser distribuída hoje (10) aos estados e municípios. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina da Pfizer está sendo aplicada preferencialmente em pessoas com comorbidades.

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Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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