Saúde

Covid-19: cenário epidemiológico no Rio apresenta estabilidade

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O boletim semanal do Panorama Covid-19, divulgado hoje (1º), apresenta um cenário de estabilidade dos indicadores precoces da doença.  Alguns dados já começam a apresentar tendência de queda. A análise considera os dados registrados na semana de 19 a 24 de junho.

O secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe disse que “na última semana, começamos a observar uma estabilidade nos atendimentos por síndrome gripal nas unidades de pronto atendimento (UPA).

A proporção maior é de atendimentos adultos, mostrando que os casos em crianças estão reduzindo. As taxas de positividade, por sua vez, estão apresentando uma tendência de redução. Importante que a população siga procurando os postos para completar o esquema vacinal. As vacinas são a maneira mais eficaz de evitarmos as formas graves e óbitos pela doença”.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, na última semana foram realizados em média 14.875 testes de antígeno por dia, sendo a positividade de 30%. Em relação ao RT-PCR, estão sendo analisados em média 831 exames por dia, com positividade de 37%. Na semana de 13 a 18 de junho, a positividade dos testes de antígeno estava em 34% e a dos exames de RT-PCR, em 36%.

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Quanto às solicitações de leito para tratamento da covid-19, a média diária foi de 22 para UTI e 18 de enfermaria.  Na semana de 13 a 18 de junho, a média diária foi de 18 solicitações para UTI e 13 de enfermaria. A média diária de pessoas aguardando um leito é de 43 para UTI e 35 para enfermaria. Importante ressaltar que a fila é dinâmica e, ao longo das 24h, pessoas entram e saem dessa fila.

A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde enviou nota técnica aos 92 municípios com orientações sobre testagem para covid-19 no estado. O texto alerta para que as unidades básicas e de pronto atendimento mantenham a oferta de teste rápido de antígeno para todos os casos de síndrome gripal.

Para consultar o número de internações, óbitos e taxa de cobertura vacinal, basta acessar o Painel de Monitoramento da Covid-19: https://painel.saude.rj.gov.br/monitoramento/covid19.html.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Entidade alerta para risco de diabetes em gestantes

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Um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher pode se tornar um pesadelo se os cuidados devidos não forem tomados. Às vésperas do dia da gestante, comemorado nesta segunda-feira (15), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para a diabetes mellitus gestacional, que afeta 18% das gestações no Brasil.

Condição temporária gerada pelas mudanças no equilíbrio hormonal durante a gravidez, a diabetes gestacional ocorre porque, em algumas mulheres, o pâncreas não funciona direito na gestação. Normalmente, o órgão produz mais insulina que o habitual nesse período para compensar os hormônios da placenta que reduzem a substância no sangue. No entanto, em algumas gestações, o mecanismo de compensação não funciona, elevando as taxas de glicose.

O problema pode causar complicações tanto para a mãe como para o bebê. No curto prazo, a doença pode estimular o parto prematuro e até a pré-eclâmpsia. O bebê pode nascer acima do peso e sofrer de hipoglicemia e de desconforto respiratório.

A diabetes gestacional normalmente desaparece após o parto, mas pode deixar sequelas duradouras. As mulheres com o problema têm mais chance de progredirem para a diabetes mellitus tipo 2. As crianças também têm mais chances de desenvolverem a doença e de ficarem obesos.

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Recomendações

A doença pode acometer qualquer mulher. Como nem sempre os sintomas são identificáveis, a SBD recomenda que todas as gestantes pesquisem a glicemia de jejum no início da gestação e, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês). Elas também devem fazer o teste oral de tolerância à glicose, que mede a glicemia após estímulo da ingestão de glicose.

As recomendações principais, no entanto, são o pré-natal e a alimentação saudável. Quanto mais cedo o obstetra diagnosticar a doença e iniciar o tratamento, menores as chances de a mãe e o bebê sofrerem alguma complicação no curto e no longo prazo.

Além do controle das glicemias capilares, o tratamento da diabetes gestacional consiste num estilo de vida mais saudável, com atividade física e alimentação regrada. As refeições devem ser fracionadas ao longo do dia. As gorduras devem dar lugar às frutas, verduras, legumes e alimentos integrais. Se não houver contraindicação do obstetra, exercícios físicos moderados também devem fazer parte da rotina.

Na maior parte das vezes, esses cuidados dispensam a aplicação de insulina. Se, ainda assim, os níveis de glicose continuarem altos, o médico pode indicar a substância. A SBD alerta que as mulheres diabéticas tipo 1 ou 2 que engravidam não são consideradas portadoras de diabetes gestacional porque essa doença só aparece após o início da gravidez. As mulheres com altos níveis de glicemia na gestação devem fazer um novo teste de sobrecarga de glicose seis semanas depois de darem à luz.

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Perfil

Em todo o mundo, o problema afeta cerca de 15% das gestações, segundo a International Diabetes Federation, o que representa 18 milhões de nascimentos por ano. No entanto, a prevalência varia conforme a região, indo de 9,5% na África para 26,6% no Sudeste Asiático. No Brasil, estima-se que a prevalência é de 18%.

Para prevenir a doença, as mulheres devem prestar atenção a fatores de risco: história familiar de diabetes mellitus; glicose alterada em algum momento antes da gravidez; excesso de peso antes ou durante a gravidez; gravidez anterior com feto nascido com mais de 4 quilos; histórico de aborto espontâneo sem causa esclarecida; hipertensão arterial; pré-eclampsia ou eclampsia em gestações anteriores; síndrome dos ovários policísticos e uso de corticoides.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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