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Conheça a história do Ford Modelo A que está no Museu dos Correios

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Ford Modelo A  que foi restaurado e fica no Museu dos Correios, que fica no Distrito Federal, em Brasília
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Ford Modelo A que foi restaurado e fica no Museu dos Correios, que fica no Distrito Federal, em Brasília

A capital brasileira é uma rota turística repleta de agendas culturais. Uma delas é o Museu Nacional dos Correios que vale visitar em Brasília para conhecer importante parte da história das telecomunicações no País.

O acervo conta com cerca de um milhão de peças e uma delas é o Ford Modelo A usado pelo marechal Cândido Rondon para implantar a rede de telégrafo na região oeste e Amazônia ocidental nos anos 30.

O carro foi restaurado pela Ford na década de 1980 e tive o prazer de participar da organização do evento. Ele foi encontrado deteriorado num depósito federal.

Inusitado também foi colocar o Modelo A no último piso do prédio de 5 andares do museu. Foi desmontada a fachada de vidro do edificio e o Modelo A foi içado para entrar completo e mereceu capa do jornal O Estado de S.Paulo com a chamada, “um carro voando em Brasilia”.

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O Modelo A 1929 usado pelo Randon é equipado com um motor de 4 cilindros , 3.3 litros, refrigerado a água, que produzia 40 HP. A velocidade máxima era de 105 Km/h e o consumo variava entre 8Km/l em ciclo urbano a 12 km/l em rodovias.

O sistema de transmissão era manual com três marchas não sincronizadas, e o sistema de freios era a tambor nas quatro rodas. O Modelo A foi produzido de 1928 a 1932 é atingiu quase 5 milhões de veículos vendidos no mundo .

Neste texto, vale um tributo a saga do Marechal Rondon. Ele é o “Pai das Telecomunicações Brasileiras” e a data de seu nascimento (5 de maio) marca o Dia das Comunicações.

Rondon foi um dos defensores da criação do Parque Nacional do Xingu . A demarcação de terras indígenas, conforme ele acreditava, era uma forma de proteger os índios da cobiça daqueles que invadiam suas terras, cometendo todo tipo de violência.

Sua doutrina em relação aos índios foi resumida por sua frase mais famosa: “morrer se preciso for, matar nunca”. Muito apropriado nos dias de hoje. Voltando à indústria automobilística,  no mês de junho, a Ford completa 119 anos no mundo.

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No Brasil, a Ford está desde 1919, mesmo agora com uma operação menor. Já montou aqui grandes clássicos, incluindo o Modelo A , que fazem parte da cultura do automóvel.

Fonte: IG CARROS

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A mobilidade elétrica ainda precisa ser escrita

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Vagas para carregamento não podem ser a mesma de estacionamento
Arquivo pessoal

Vagas para carregamento não podem ser a mesma de estacionamento

Fala galera, beleza? Gostaria de trazer um texto mais sério esta semana, mas essencial para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. Deixo um apelo para que aproveitem o momento de eleições e tentemos emplacar como proposta de governo. Gostaria de trazer um panorama sobre a legislação brasileira acerca da mobilidade elétrica, tanto em âmbito federal quanto em nível regional.

Que tal começarmos falando da aquisição de um veículo? Em 2015 foi publicada a Resolução nº97/2015, que reduzia a alíquota de 35% para para uma faixa entre zero e 7% de imposto de importação para veículos movidos por motor elétrico. Isso permitiu a abertura de um mercado de veículos elétricos no Brasil.

Em âmbito também nacional, temos algumas normas e resoluções, como a Resolução nº 1.000 da ANEEL, que estabelece as condições gerais de fornecimento de energia elétrica, inclusive serviços de carregamento de veículos elétricos, e a NBR 17019, que determina os requisitos mínimos para carregadores de veículos elétricos.

Em âmbito regional (estaduais e municipais) temos diversas leis que incentivam a mobilidade elétrica, como a isenção de rodízio na cidade de São Paulo, vagas exclusivas no centro de Curitiba e diversos estados que decidiram adotar o desconto ou isenção de IPVA para os veículos elétricos.

Parece que temos uma legislação ampla em relação ao assunto. Entretanto, falta definição de regulamentações mais amplas em relação ao uso das estações de carregamento. Muitos conflitos poderiam ser evitados caso houvesse uma regulamentação clara sobre o assunto.

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Para começar, sou a favor de um cadastro nacional de estações de carregamento de “uso coletivo”. Ou seja, aquela estação que tem como objetivo atender mais de um usuário e que seja diferente da unidade consumidora que fornece a energia elétrica. Hoje não temos uma base oficial, apenas registros de formados de forma colaborativa e coletiva.

Temos a estimativa de mais de 1.300 pontos de carregamento no Brasil, todavia, acredito que a quantidade é ainda maior. Uma base de dados nacional permite a visão real que a mobilidade elétrica já alcançou e colabora no desenvolvimento estratégico para implantação de novos pontos.

Um ponto fundamental para os usuários é a indicação de locais de carregamento em rodovias. Imagine viajar por uma rodovia sem sinal de celular, como localizar um ponto de carregamento até então desconhecido? Nada melhor do que uma placa de posto de serviço tão comum em nossas viagens. Já há símbolos para Posto de Combustível, Restaurante, Hotel, Mecânica, Borracharia, Banco 24h… Por que não temos um símbolo indicando um carregador? Simples, por não ter sido regulamentado ainda.

Atrelado ao desenvolvimento da infraestrutura de pontos de carregamento, precisamos de regulamentação de um item imprescindível para acontecer o carregamento. Não falo da parte elétrica porque essa já está bem regulamentada, mas sim no uso da vaga em si.

Da mesma forma, vejo como algo de suma importância a regulamentação das vagas de carregamento, com regras de uso e respectivas sanções em caso de uso inadequado. Leia-se como vaga de CARREGAMENTO de veículo elétrico algo diferente do que vaga para ESTACIONAMENTO de veículos elétricos.

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Alguns locais já adotam vagas exclusivas para o estacionamento de veículos elétricos ou de baixa emissão de carbono, muito comum em edifícios garagem de empresas que buscam o uso de modais mais sustentáveis pelos seus colaboradores. Entretanto, o objetivo é a regulamentação da vaga de carregamento. Mesmo um veículo elétrico que não esteja carregando estaria impedindo o uso por outros usuários e poderia ser enquadrado nas sanções previstas.

Resumindo, a vaga de carregamento é para carregar e sair, igual a uma vaga de carga e descarga, embarque e desembarque, a famosa vaga do aeroporto de Viracopos “kiss and go” (Beijo e tchau, rsrsrsrs). Não há diferença entre um carro à combustão e um carro eletrificado quando impedem o carregamento, o transtorno é o mesmo, apenas a raiva é maior considerando que você pode pensar que o dono do carro eletrificado poderia ser mais consciente em relação ao uso do carregador.

Tanto a vaga para carregamento quanto a sinalização precisam de regulamentação. E o mais adequado que seja feito pelo CONTRAN, assim já abrangeria todo o território nacional. Lógico que não impediria regulamentações adicionais por municípios e estados, mas acredito ser o caminho adequado através do CONTRAN.

Então, caros leitores, peço uma ajuda para espalharmos a palavra da mobilidade elétrica perante o poder público. Nada que sugeri no texto é de complexa aplicação, mas de valor inestimado.

Conto com cada um de vocês. Até mais…

Fonte: IG CARROS

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