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Conheça a história da Rural Willys

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A Rural Willys foi um dos primeiros SUVs que apareceram no mercado, primeiro nos EUA, em meados da década de 40
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A Rural Willys foi um dos primeiros SUVs que apareceram no mercado, primeiro nos EUA, em meados da década de 40

Nascida logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Willys Overland lançava nos EUA um novo automóvel para uso familiar, denominado de Station Wagon . Feita na mesma plataforma de 104 polegadas do Americar de antes da guerra e com generosas modificações de chassi, ela absolutamente tinha as pretensões de leveza e suavidade de linhas que o Victory Car ou Carro da Vitória.

O clássico da Willys tem estrutura e mecânica do Jeep , porém com uma carroceria não tão robusta quanto os tradicionais Jeep Willys bélicos. O novo carro de grandes dimensões, sendo 4,59 m de comprimento, 1,88 m de altura e 1,84 m de largura, garantia uma característica robusta, mas a sua estabilidade não era das melhores.

Linhas robustas da Rural foram inspiradas no Jeep Willys Militar

Rural Willys era valente e topava qualquer parada. Um SUV raiz, com tração integral e boa distância livre do solo
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Rural Willys era valente e topava qualquer parada. Um SUV raiz, com tração integral e boa distância livre do solo

As linhas tradicionais de formas quadrangulares da Rural Willys começaram em 1945, quando foi projetada, graças ao trabalho do projetista de automóveis Brooks Stevens, o mesmo que desenhou o Aero Willys , produzido pela mesma companhia. Fabricado então pela Willys Overland na cidade de Toledo – Ohio, as Rurais foram baseadas no Jeep Willys militar de 1941.

A Willys propôs ao engenheiro Delmar G. Roos, que ficasse com o cargo de principal projetista do Jeep militar, ficando responsável por cuidar do motor e mecânica do novo veículo, e também convidou o jovem designer industrial Brooks Stevens – nascido em 1911 na cidade de Milwaukee no estado de Wisconsin, próximo da indústria automobilística de Detroit – para cuidar da parte estética e funcional.

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Com a equipe estruturada, era o início de uma nova etapa no mundo dos utilitários com o lançamento em 1946 da caminhonete Willys Overland Station Wagon , um utilitário de uso misto que era fabricado com carroceria totalmente em aço, algo inovador para a época. Antes da década de 40, por causa do alto preço do aço, as caminhonetes eram montadas com carrocerias de madeira sobre chassi de carros de passeio, sendo conhecidas como ” as Woods ” (madeira, em inglês).

Para baratear o orçamento, a Willys resolveu comprar uma fábrica de geladeira, aproveitando as prensas de estamparia para a lataria do novo projeto da Station Wagon . Um detalhe curioso, segundo fontes de sites especializados, é que as prensas tinham capacidade de repuxo máximo de seis polegadas (15cm) sendo que impossibilitaria o aplique de linhas mais arredondadas na carroceria.

Seu motor era um 6 cilindros em linha movido a gasolina de 2,6 litros , cuja potência máxima era de 90 cv a 4.400 rpm , desempenho modesto, levando em consideração o seu peso de 1.500 Kg na versão 4×2.

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Rural Willys fabricado no Brasil

interior da Rural Willys é bem simples, apenas com o essencial, mas bem espaçoso para os ocupantes
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interior da Rural Willys é bem simples, apenas com o essencial, mas bem espaçoso para os ocupantes

Em 1952, é fundada a Willys Overland do Brasil. A Willys continuava importando veículos fabricados nos Estados Unidos. Neste mesmo ano, vinham as versões da Rural Willys , com motor de quatro e seis cilindros derivados do motor do Jeep.

Dois anos mais tarde, a fábrica dava início a linha de montagem do veículo na cidade de São Bernardo do Campo – em São Paulo – e em 1956 saíam da linha de montagem os primeiros exemplares da Rural , ainda com motor importado.

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Um dos charmes da Rural Willys de 1956, já modelo brasileiro, eram as opções de cores entre a linha de cintura, denominado pelo nome de saia e blusa. Podia-se escolher entre a vermelha e branca, a verde e branca e por último a azul e brana.

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Para 1969, a Willys Overland do Brasi l colocou a versão básica e luxo e já no ano seguinte era introduzido o motor do Itamaraty, de 3,0 litros – seis cilindros em linha , como no motor antigo – de 132 cv a 4.400 rpm.

A inauguração da nova fábrica de motores da Willys Overland do Brasil, em 1958, contou com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. Um ano depois, a  Rural Willys ainda possuía a frente da versão americana.

Em 1959, era adotado um motor nacional, fabricado na cidade paulista de Taubaté e logo depois a Rural tinha o índice de nacionalização de 100% de seus componentes, ganhando até uma nova frente que seria mantida até o final da produção, com o estilo do Aero Willys brasileiro.

Além disso, a nova versão tupiniquim vinha com a introdução de novos para-lamas dianteiros, vidros inteiriços na frente e na traseira, substituindo os vidros bi-partidos, além de exclusivas sinaleiras traseiras. Fora o modelo Station Wagon , ainda era lançada a picape Jeep e a Rural com tração 4×2.

Série Luxo

Rural Willys também linha versão de luxo, com calotas cromadas, pintura de dois tons, entre outros itens
Reprodução

Rural Willys também linha versão de luxo, com calotas cromadas, pintura de dois tons, entre outros itens

Em 1970, foi colocada no mercado nacional uma série especial da Rural, chamada de série Luxo , que era diferenciada das outras versões convencionais como o motor Willys 3000 (o mesmo do Ford Maverick ), pneus mais largos, diferenciais com relação mais longa de 4,09:1, espelhos retrovisores nas duas portas

Entre as diferenças também estavam incluídos outros itens, como extremidade dos para-lamas dianteiros com pequenas proteções metálicas, sistema de direção com amortecedor, detalhe das r odas especiais cromadas de maior largura e montados com pneus largos na medida 8.25-15 entre outros itens.

Cinco anos depois vinha um novo motor Ford 2.3, de quatro cilindros,  acoplado a uma caixa de câmbio de quatro marchas com relações mais reduzidas.

Em 1975, ainda foram fabricadas as Rural com o velho motor Willys 6 cilindros BF-161 e também o novo motor Ford OHC 2.300 . Com o novo motor quatro cilindros, a Rural passa a ser montada exclusivamente com o novo câmbio de quatro marchas. Em 1977, era o fim da fabricação da Ford Rural Station Wagon . A versão picape com o nome de F-75 continuava a ser fabricada.

Fonte: IG CARROS

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Volvo S60 Polestar T8: batmóvel sueco do século 21

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Volvo S60 Polestar T8: sedã consegue ter elegância e esportividade, mas é bom tomar cuidado porque o carro é baixo
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Volvo S60 Polestar T8: sedã consegue ter elegância e esportividade, mas é bom tomar cuidado porque o carro é baixo

Pintado de preto, com rodas de aro 19 que deixam à mostra as pinças de freio amarelas da Brembo, aquele sedã grande de aspecto nórdico veio para desafiar seus rivais alemães em um duelo de titãs do qual faz parte o BMW 330e M Sport que a reportagem de iG Carros também teve a oportunidade de avaliar com mais detalhes .

Como híbrido plug-in e boa dose de força, o Volvo S60 Polestar T8 mostra que não não veio para brincadeira quando o assunto é extrair o máximo de eficiência. Traduzindo em números, estamos falando de um carro que consegue acelerar de 0 a 100 km/h em meros 4,4 segundos e, que tem capacidade de fazer 22,5 km/l na estrada, conforme dados do Inmetro.

De novo, assim como fez concorrente da marca bávara quando passou por nossas mãos, o S60 Polestar reuniu o melhor de dois mundos. Ou seja, o desempenho de um esportivo e o baixo consumo de um excelente popular 1.0 com ajuda da tecnologia híbrida.

No eixo traseiro funciona o motor elétrico de 87 cv e nada desprezíveis 24,5 kgfm. E no dianteiro o movido a gasolina, de 2.0 litros de cilidrada, sobrealimentado, capaz de render 320 cv e 40,8 kgfm a meros 2.200 rpm. Com os dois motores funcionando juntos, o resultado é um sedã com tração integral feito para assustar bastante a concorrência alemã até pelo visual elegante, com toques exclusivos e de bom gosto.

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Na traseira, um dos detalhes que chamam atenção é a tampa do porta-malas que parece ter um discreto defletor de ar, já que conseguiram repuxar o contorno da parte superior. Além disso, o carro vem com duas largas saídas de escape embutidas no para-choque, que são funcionais e condizem com o desempenho do S60 Polestar T8.

Com largas entradas de ar na dianteira e alguns defletores, é preciso tomar certo cuidado ao passar por valetas, lombadas e rampas muito ingremes no dia a dia. Soma-se a isso mesmo ajuste mais firme da suspensão e a baixa altura do solo (14,2 cm) para ter cuidado redobrado nas vias mal conservadas espalhadas pelo país. Portanto, é bom saber bem por onde vai passar com esse sedã sueco com cara de poucos amigos.

Em compensação, se não houver muitos obstáculos pelo caminho, você terá o prazer de dirigir um sedã com fome de asfalto e que consegue contornar curvas como poucos do segmento. Claro que além dos pneus de perfil baixo 235/40R 19, da suspensão mais firme e do sistema de tração também há outros méritos, como a a boa rigidez torcional e toda parafernália eletrônica que ajuda a controlar a dinâmica do carro.

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Volvo S60 Polestar T8 tem acabamento bem caprichado, som de alta-fidelidade e cintos de segurança amarelos
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Volvo S60 Polestar T8 tem acabamento bem caprichado, som de alta-fidelidade e cintos de segurança amarelos

Por dentro, a central multimídia ainda não é a que equipa o XC40 Recharge, desenvolvida em parceria com o Google e que funciona até por comando de voz, entre ouros recursos. A atualização vai acontecer em breve. Além disso, outro destaque é o acabamento caprichado , que reune dois tipos de couro (convencional e Alcantara), além de alumínio e outros materiais nobres.

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A sensação de estar ao volante de uma espécie de “batmóvel sueco” também vem por detalhes como o botão rotativo da ignição e da possibilidade de escolher pelos modos de condução conforme o desejo do motorista. Ah, claro, tem aqueles cintos de segurança amarelos, bem chamativos, o que pode ser algo de se torcer o nariz, bem como o alto túnel estrutural que passa no meio do carro, o que acaba atrapalhando na acomodação de quem for sentado no meio do banco traseiro.

Mas a lista de equipamentos de série é bem generosa e inclui um sistema de som de alta fidelidade , bem como sistema de concierge , teto-solar panorânico, GPS nativo que informa sobre o trânsito em tempo real, condução semi-autônoma, bancos esportivos com regulagem elétrica e largos apoios laterais, entre vários outros itens. No porta-malas vão bons 442 litros, o suficiente para cinci ocupantes levarem suas bagagens.

Conclusão

Se quiser fugir dos modelos alemães, terá no Volvo Polestar T8 um sedã esportivo com tecnologia híbrida plug-in bem competente, capaz de reunir o melhor de dois mundos com muita seriedade.

Bem fabricado, espaçoso e equipado, o carro também mostra fôlego de sobra por um preço compatível com o dos rivais germânicos e com uma autonomia de até 1.350 km, conforme o Inmetro.

Ficha técnica: Volvo S60 Polestar T8 Preço: R$ 381.950 Motor: 2.0, turbo, gasolina e outro elétrico Potência: 320 cv + 87 cv do elétrico= 407 cv Torque: 40,8 kgfm + 24,5 kgfm do elétrico= 65,3 kgfm Transmissão: automática, oito velocidades, tração traseira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraço (traseira) Freios: discos ventilados (dianteira e traseira) Proporções: 4,76 m de comprimento, 1,85 m de largura e 2,87 m de entre-eixos Porta-malas: 442 litros 0 a 100 km/h: 4,4 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Consumo: 21,9 km/l na cidade; 22,5 km/l na estrada (Inmetro)

Fonte: IG CARROS

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