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CONGELADOS!

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“Aplicada aos fatos de uma Igreja que hoje tem os olhos mais para o passado do que para o presente (missa em latim, vestes suntuosas, rigorismo litúrgico…), aplico esta historinha” – Rômulo Zagotto

Por | 05.01.2012

 

 

 

Antonio Romulo Zagotto

 

 

Estava lendo notícias da Igreja na internet e me deparei com a interessante historinha de Rip van Winkle.  Este é o nome de uma narrativa curta de um personagem homônimo, escrita por Washington Irving e publicada em 1819.

 

Um homem, fugindo de sua esposa má, corre para a floresta. Depois de muitas aventuras, ele se põe a descansar embaixo de uma árvore e ali adormece. Quando acorda decide regressar à sua vila. Seu cachorro não esta mais lá. Sua arma está toda enferrujada.  Ao chegar à vila, ovaciona o rei, não sabendo, no entanto, que havia ocorrido uma revolução e que já não era preciso saudar a monarquia. Rip não se apercebera que haviam se passado vinte anos! Por isso, Rip van Winkle também é associado às pessoas que não percebem que certas coisas mudaram com o passar do tempo.

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Aplicada aos fatos de uma Igreja que hoje tem os olhos mais para o passado do que para o presente (missa em latim, vestes suntuosas, rigorismo litúrgico…), aplico esta historinha aos saudosos que querem por que querem fazer voltar ao passado um sistema de governo municipal, onde será preciso saudar a ?monarquia?.

 

Quantos estão acordando (nos dois sentidos: acordando mesmo e fazendo acordos), e pensam que as coisas devem voltar ao passado e numa imutabilidade devolver o comando de nosso município àqueles que já deram o que tinham que dar.

 

A decisão de voltar à vila é uma decisão de pura vingança, na tentativa de dar o troco. E quantos querem ovacionar o ?rei? não se apercebendo, como Rip,  que uma revolução se fez.

 

Ainda hoje acabei de receber severas críticas ao atual governo. E a fala não era de uma crítica construtiva, mas eivada de raiva e ódio. Fiz uma análise rápida dos feitos do atual mandato e a pessoa concordou que os tempos são outros.

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 Analisava a questão do São Vicente e a morosidade para uma solução. Quando expliquei os passos necessários para se conseguir uma licitação, ele ficou boquiaberto.

 

Mas não se fazia assim no passado! Realmente não se fazia… Mas não será necessário hoje refazer tudo aquilo que se fez, sem licitação e na pressa. As obras que foram reformadas por terem sido mal feitas, são incontáveis. E as obras novas não se desmancham com a primeira chuva…

 

Aos que estão acordando agora (nos dois sentidos), abram bem os olhos e percebam que os tempos são outros. Será preciso descongelar. Atualizar-se. Saudosismo pura e simplesmente não vai nos levar a lugar nenhum.

 

Em tempo: Parabéns aos vereadores por voltarem atrás das decisões tomadas. Ficam lições. E parabéns por aprovarem o empréstimo tão necessário. Não foi preciso dar bananas… Aliás, houve uma mudança repentina de opinião. Será por quê?

 

Monsenhor Rômulo Zagotto – [email protected]

 

 

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Eterna Aprendiz – Por Flávia Cysne*

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Que a vida é uma escola não é novidade né? E eu tenho constatado esse fato todos os dias. Especialmente em relação às mulheres, que têm a capacidade impressionante de se reinventar.

A constatação é realmente diária. Muitas histórias são parecidas com a minha, outras diferentes, mas todas se entrelaçam na resiliência e capacidade de seguir em frente, superando muitos desafios, sempre aliados à criação dos filhos, ao trabalho em casa e fora dela e à gestão da família, nem sempre com o apoio do companheiro, o que felizmente não é o meu caso.

Tenho convivido nos últimos meses com muitas mulheres que sempre foram empreendedoras, mas que não enxergavam o valor de sua atividade, o que felizmente mudou a partir do trabalho do conscientização e apoio como o realizado pela Aderes junto a mulheres de todo o Estado.

Numa das agendas que cumpri como representante do escritório regional sul do órgão ouvi algumas histórias que mostram a importância do nosso trabalho. Uma produtora rural contou que sempre trabalhou na roça ao lado do marido. Mas que o retorno financeiro do seu trabalho não passava pela sua mão. Era da família,  o que era enxergado até com certa naturalidade, já que com sua mãe era exatamente igual.

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Ela falava da importância de encontros como o que estávamos promovendo porque foi participando de um deles que descobriu que poderia ter sua própria renda fazendo as geleias, bolos e outras delícias que eram tradição de família e agradavam a todos. A mulher me contou, feliz, que o trabalho continua intenso e que agora, como dona de uma agroindústria com produtos bastante requisitados no mercado.

A diferença é que tem dinheiro no fim do mês e já comprou muitas coisas para si e sua casa que eram sonhos da vida toda. Por que estou contando isso? Porque é gratificante perceber que o nosso trabalho é muito importante para valorizar o  de tantas outras mulheres que, como eu (que tenho uma produção de flores) estão sempre em atividade.

Trabalhando pelo bem-estar da família, mas também para alcançar sonhos e projetos pessoais nem sempre valorizados.

Neste trabalho é fundamental fortalecer e valorizar outras mulheres naquilo que fazem com excelência. Mas que nem sempre veem como uma atividade empreendedora e sustentável.  Estou realmente muito feliz porque aqui ninguém solta a mão de ninguém. Juntas somos mais fortes.

  • Flávia Cysne é ex-prefeita de Mimoso do Sul e atualmente gerente da Aderes no Sul do Espírito Santo
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