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Conectando a vizinhança: rede social é criada para incentivar o consumo local

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Unsplash/ROBIN WORRALL

Novidade conecta pessoas que moram perto


A primeira rede social de consumo local foi criada no Brasil, e busca incentivar vizinhos a se conectarem. Chamada de MeuVizinho.me, ela une pequenos negócios com clientes em potencial, e já está presente em mais de 200 cidades do país. 

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Para fomentar o comércio local, a plataforma utiliza a geolocalização para unir pessoas que precisam de determinados serviços e outras que os prestam na vizinhança. 

“Neste momento difícil que estamos vivendo no Brasil, com a pandemia e o desemprego aumentando, fomentar o comércio local é uma saída positiva para todos”, conta Carlos Ávila, fundador da rede social.

Como funciona

Qualquer pessoa pode se cadastrar gratuitamente na plataforma, que funciona através de um  webapp e sequer precisa de download para funcionar. 

Para quem quer procurar um comércio ou prestador de serviço, é só acessar a plataforma, realizar um cadastro rápido e indicar a localização. Em seguida, basta pesquisar pelo serviço desejado no campo de busca.

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Para os pequenos negócios , o processo de cadastro é o mesmo. Depois, é só clicar no ícone do comércio e cadastrar sua empresa. De acordo com o criador da rede social, toda a operação funciona de forma gratuita, sem nenhuma taxa de inscrição, comissões ou tarifas. 

Para Carlos, o objetivo do MeuVizinho.me é conectar pessoas e ajudá-las, sobretudo no momento da pandemia de Covid-19 . “Por isso, não faria sentido ter uma cobrança, já que queremos ajudar o pequeno profissional a aumentar as vendas, e muitas vezes, ele não possui verba para divulgação. É aí que entra o MeuVizinho”, justifica.

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Entenda como cobras voadoras podem ajudar na criação de robôs

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Reprodução

Chrysopelea paradisi em Sabah, na Malásia


Naturais do sul e sudeste da Ásia, as cobras da espécie Chrysopelea paradisi são notáveis pela  capacidade de saltar de árvores e planar no ar por distâncias de até 24 metros. Essa característica não só ajuda os animais a se locomoverem no habitat, mas também os auxilia a evitar predadores.


Quando estão em trajetória no ar, as serpentes promovem ondulações em seus corpos, como se estivessem deslizando no solo. O movimento chamou atenção de cientistas que, na última segunda-feira (29), publicaram um estudo na revista Nature com novas descobertas sobre a dinâmica das ondulações aéreas da Chrysopelea paradisi.

Em 2014, pesquisadores chegaram a analisar as forças aerodinâmicas presentes no saltos dos animais. Dessa vez, o objetivo principal foi entender com mais aprofundamento quais os efeitos das ondulações sobre a estabilidade das serpentes enquanto elas estão no ar.

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Para isso, a pesquisa usou um sistema de monitoramento de movimentos e acoplaram sensores em pontos específicos do corpo das serpentes. Em vídeo publicado pela Nature,  Isaac Yeaton, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade Johns Hopkins (EUA), afirma que o princípio é o mesmo usado em filmes de ação em Hollywood .

Da natureza aos robôs

Os pesquisadores montaram uma espécie de estúdio para induzir os saltos das serpentes. A estrutura do ambiente contou com um chão forrado por espuma e uma espécie de escada. No topo da estrutura foram introduzidos galhos, em que as cobras eram posicionadas para o salto. Os cientistas ainda instalaram uma árvore falsa no meio do estúdio para que as serpentes tivessem um alvo e fossem incentivadas a pular.


Os sensores acoplados nas serpentes produziram dados, que formaram um modelo em 3D do movimento dos animais. Os autores então simularam saltos com e sem ondulações.

“Uma das conclusões deste estudo é que a ondulação aumenta a estabilidade das serpentes voadoras”, afirmou Yeaton. “Sem a ondulação as cobras ainda percorrem uma distância horizontal, mas o que acontece é que elas falham e acabam, praticamente, tombando”, completou.

robôs
Reprodução/YouTube/Nature

Robô-cobra criado pelos pesquisadores para reproduzir as ondulações


De acordo com o estudo, a ondulação gera uma combinação de movimentos horizontais e verticais que garantem que a cobra tenha um pouso adequado após o salto, permitindo que o animal alcance o solo de forma segura. Para os pesquisadores, a análise da ondulação das cobras voadoras ainda pode ter aplicações na robótica .

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Yeaton afirma que o movimento de ondulação de cobras no solo já inspira movimentos de robôs na água e em ambientes arenosos.  “Podemos usar o que descobrimos sobre a ondulação aérea e traduzir isso para o robôs, a fim de garantir um ‘deslizamento’ bem-sucedido”, afirmou o cientista.

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