Agronegócio

Comissão de Café da CNA discute liberação de crédito para recuperação de cafezais e avanços na NR 31

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Brasília (27/11/2020) A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na sexta (27), para discutir medidas de apoio à cafeicultura diante da estiagem que afeta as principais regiões produtoras e a Resolução 4.868, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que liberou mais R$ 150 milhões para a recuperação de cafezais atingidos por estiagem e chuvas de granizo.

A decisão do CMN atende a uma demanda encaminhada pela CNA e que já havia sido aprovada pelo Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC). O recurso é uma suplementação da linha prevista no Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a recuperação de lavouras que foram danificadas por intempéries climáticas.

Antes, o valor previsto para a recuperação dos cafezais era de R$ 10 milhões. Com esse novo volume, o montante total previsto no orçamento do Funcafé para essa finalidade passa a ser de R$ 160 milhões.

O presidente da Comissão, Breno Mesquita, afirmou que a decisão é uma grande conquista para o setor e o próximo passo é informar os produtores sobre a ampliação dos recursos para a linha de crédito. “Existe um prazo para os agentes financeiros demandarem esse recurso no Funcafé, então precisamos divulgar a informação para que o produtor faça contato com os agentes e o recurso seja liberado o mais rápido possível”.

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Durante a reunião, a assessora técnica da CNA, Raquel Miranda, explicou que, como consequência do fenômeno climático La Niña, as lavouras de café nesta safra foram severamente afetadas pelo déficit hídrico e pelas altas temperaturas. A disponibilidade de água no solo foi inferior à normal, o que prejudicou o desenvolvimento das plantas. São Paulo, Minas Gerais e Rondônia foram alguns dos estados mais atingidos.

“Com esses recursos, os produtores poderão realizar o manejo correto de recuperação de suas lavouras sem ficarem descapitalizados”, disse. 

Segundo Miranda, além da suplementação dos recursos, a CNA também solicitou a alteração do limite de crédito de R$ 3 mil para R$ 8 mil por hectare de lavoura e a inclusão do termo “seca” entre os eventos climáticos aptos para o financiamento. Essas medidas devem ser aprovadas na próxima reunião do CMN, em dezembro.

No encontro, a Comissão também discutiu as principais mudanças da nova Norma Regulamentadora (NR) nº 31, que trata sobre segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. A norma foi atualizada pela Portaria nº 22.677 e entra em vigor no dia 27 de outubro de 2021.

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O assessor jurídico da CNA, Rodrigo Hugueney, apresentou um histórico da norma e os principais pontos do novo texto, como a redução e reestruturação dos capítulos para facilitar o entendimento dos auditores, empregadores e trabalhadores, a simplificação da linguagem para o produtor rural e a aplicabilidade somente desta norma para o setor.

De acordo com Rodrigo, a revisão do capítulo que trata das condições sanitárias e de conforto no trabalho rural também foi outra inovação. “Houve várias mudanças com relação aos alojamentos para trabalhadores, instalações sanitárias e armazenamento de defensivos, que facilitam a aplicação da norma no meio rural e trazem mais segurança jurídica ao setor”.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

CNA e Apex-Brasil promovem seminário de capacitação em vendas para União Europeia

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Brasília (26/01/2020) A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promoveu, na terça (26), um seminário virtual para capacitar empresários rurais brasileiros em vendas para a União Europeia.

O evento faz parte das ações do Agro.BR, projeto voltado para a internacionalização do agro brasileiro. A iniciativa auxilia empresários do setor, viabilizando negócios internacionais para aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio exterior, além de diversificar a pauta de exportação brasileira.

Na abertura do seminário, a coordenadora de exportação da CNA, Camila Sande, afirmou que a Europa é um mercado desafiador e exigente, mas é um tradicional parceiro comercial do Brasil. “Com essas ações do projeto, a gente espera consolidar e ampliar a venda de produtos agropecuários nesse mercado”.

O chefe de operações do escritório da Apex-Brasil em Bruxelas, Alex Figueiredo, foi um dos palestrantes do evento e falou sobre a economia, o comércio e os mercados-alvo da União Europeia, além da saída do Reino Unido do bloco europeu (Brexit).

“Juntos, os 27 países do bloco e o Reino Unido são os maiores exportadores e o segundo importador de alimentos e bebidas do mundo. Hoje a população já totaliza 450 milhões de habitantes, a terceira maior do mundo. É um mercado potencial e está em ascensão”, disse.

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Em sua apresentação, Alex informou que a União Europeia possui mais de 40 acordos internacionais e é considerado um exportador de regulamentos, com exigências alfandegárias e certificados específicos. “É fundamental que o empresário conheça o mercado que se pretende trabalhar e a melhor forma de conquistá-lo”.

Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, Figueiredo destacou que o processo de negociação durou 20 anos (1999-2019). “É um acordo de associação com três pilares: comércio, cooperação e diálogo politico”.

Com relação ao Brexit, o chefe de operações afirmou que existe um novo perfil tarifário e que o Reino Unido isentou as alíquotas em 5% das classificações do complexo alimentos e bebidas, ou seja, em 36 dos mais de 700 produtos classificados no sistema harmonizado internacional. Frutas, carnes, sucos, grãos são também submetidos a cotas.

Durante o seminário, a analista de negócios da Apex-Brasil, Magdalena Smorczewska, fez uma exposição sobre as oportunidades e a cultura de negócios da Europa. “O comércio europeu é competitivo, exigente, complexo e composto por múltiplos mercados. É referência mundial de novas tendências e benchmarking”.

De acordo com Magdalena, há oportunidades de negócios para diversos segmentos, como cacau, café e castanhas. “A União Europeia é um forte mercado produtor de chocolate e precisa de insumos. Em relação ao café, há oportunidades para os especiais que estão em destaque e produtos de alta qualidade. Para as castanhas, existe uma demanda impulsionada pela popularidade de alimentação saudável”.

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No encontro, a analista da Apex-Brasil pontuou algumas tendências do mercado e dos consumidores europeus. Segundo ela, há uma crescente preocupação com a saúde e o bem-estar, com adoção de hábitos alimentares e características para o estilo de vida saudável. “Linhas de produtos free from, nomeadamente sem glúten e sem lactose, por exemplo, têm sido um sucesso em vendas e lançamentos”.

Para a especialista, são várias oportunidades no mercado europeu, mas existem algumas sensibilidades, como a adequação dos preços às expectativas dos consumidores e aos valores médios das categorias de produtos específicos. Além da importância do prazo de validade adequado, o alto nível da conscientização dos consumidores que analisam rótulos e etiquetagem e a necessidade de investir em marketing e posicionamento dos produtos.

Por fim, Magdalena Smorczewska ressaltou aos participantes do seminário que o exportador brasileiro tem que despertar o interesse do comprador, fornecendo embalagem moderna, prática sustentável, propriedade do produto apresentado e seus benefícios para a saúde. “É necessário que o empresário disponha de informações precisas sobre o produto, como teor de açúcar, corantes e conservantes”.

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Fonte: CNA Brasil

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