Número de empresas que procuram Marataízes surpreende; prefeito avalia motivos do crescimento e analista comenta cenário

Foto de capa: Futura sede do Atacarejo SempreTem (Crédito: Ricardo Mignone) Números obtidos pelo site Atenasnotícias mostram que a demanda por abertura de empresas no município de Marataízes cresceu muito nesses últimos dois anos. De acordo com o Simplifica ES, entre janeiro de 2025 até maio deste ano, 1571 foram cadastradas, sendo que o bairro Barra do Itapemirim lidera a preferência dos investidores. O relatório aponta que 90% dessas empresas são de porte médio. E embora seja necessário lembrar que algumas delas não permaneceram na cidade, e até pediram baixa, ainda assim o índice é muito alto considerando o pequeno espaço de apenas um ano e meio. “Um crescimento muito maior do que era esperado. Todos os dias temos uma média de cinco solicitações de anuências prévias e cerca de 12 a 20 pedidos de novas inscrições, que abrange também transferências de empresas de outros municípios para Marataízes”, relatou uma fonte ouvida pelo site. Vagas de Empregos Com a alta procura, observa-se com facilidade os novos layouts das empresas que estão se instalando. E não é só nas ruas que essa realidade se revela. O SINE (Sistema Nacional de Empregos) da cidade teve sua agência invadida nesta sexta-feira (15) por centenas de pessoas realizando a 5ª Etapa do processo de seleção para o preenchimento das vagas de emprego em um supermercado. O empreendimento novo é da rede de atacarejo Sempre Tem, do Grupo Carone, da Grande Vitória. Estão sendo oferecidas mais de 300 oportunidades de trabalho. Várias dessas vagas já foram definidas nas quatro etapas anteriores de seleção. O novo supermercado vai funcionar na Avenida Rubens Rangel, em frente a agência do Sicredi. O grupo já possui uma filial em Cachoeiro de Itapemirim, e agora escolheu Marataízes para ampliar a rede. Enquanto esta matéria era escrita, uma nova empresa era aberta Coincidentemente, enquanto os números dessa matéria eram levantados, uma nova empresa estava sendo aberta em Marataízes. Trata-se do Salt Lab, um laboratório de análises laboratoriais, inaugurado na última sexta-feira (15), na rodovia Safra x Marataízes. O proprietário é o jovem médico Kaio Moreira Andrade Brandão, filho do município, formado pela Universidade de Nova Iguaçu, e empreendedor nato. Além do recém inaugurado laboratório, ele também é dono da Salt Clinic, Salt Up e Salt Belle. Só neste novo empreendimento ele deve gerar 10 empregos diretos, considerando os pontos de coleta. Apaixonado pela cidade, o médico não pensou duas vezes em investir na cidade. Mas essa decisão não foi movida apenas pelo amor. O crescimento da economia local pesou na decisão. “Eu decidi que além de médico eu seria um médico empreendedor, exatamente para ajudar as pessoas a conquistar emprego e renda. Por isso, além de amar minha cidade, considerei também que Marataízes cresceu muito e transformou-se em um atrativo para investir. Acredito nesse potencial”. Perguntado sobre se teve alguma dificuldade na prefeitura ou em algum órgão municipal para a realização do seu sonho, Kaio Brandão foi direto: “Nenhuma dificuldade. Tudo transcorreu dentro da normalidade, como deseja quem quer investir em algum município”. Prefeito Toninho Bitencourt avalia motivos do crescimento O site Atenasnotícias ouviu o prefeito Toninho Bitencourt (Podemos) para uma avaliação desse momento que Marataízes vive. De acordo com ele, um dos motivos para a grande procura de novos investimentos é a credibilidade da gestão: “Tenho a satisfação de dizer que Marataízes hoje está tendo um desenvolvimento muito grande. De 2024 para 2025 tivemos um aumento de 21% de abertura de empresas. Esse ano, pelos primeiros meses, vejo que vamos passar de 30%. Essas empresas fazem pesquisas. Um desses empresários esteve comigo, me convidando para uma inauguração, e disse que um dos principais motivos é a credibilidade da nossa gestão”. Bitencourt elencou também o aumento da população e a força do comércio local como fatores relevantes para que empresas escolham investir na cidade. E citou novos loteamentos como exemplo desse crescimento: “Outro fator é o aumento da população. Ou seja, de mercado consumidor. Estamos passando de 39 mil a 46 mil habitantes. A população está crescendo muito rapidamente e isso influencia. Outro fator que mostra o nível do nosso desenvolvimento atual é a quantidade de loteamentos que estão surgindo na cidade. A venda de lotes está crescendo. Tem 4 loteamentos grandes que serão iniciados em breve. O nosso comércio é muito forte, basta passar na avenida principal para verificar, e isso influencia muito também”. ”Marataízes precisa de olhares técnicos e bem orientados para aproveitar esse que pode ser o novo Boom desse mercado!” Para compreender melhor o momento de oportunidades que o município vive, o site Atenasnotícias procurou um especialista do ramo imobiliário. Olney Soares, é sócio/diretor da Multimóveis, empresa com sede em Cachoeiro de Itapemirim, mas com atuação em toda região Sul. O empresário, que tem dedicado muito seu olhar para o litoral, ajuda a revelar a cidade e seus caminhos para quem deseja empreender: “Marataízes é um mercado imobiliário pequeno, mas com tese clara: litoral, segunda residência, aluguel de temporada e expansão urbana de baixo a médio ticket. Na prática, os melhores vetores hoje são três: apartamentos compactos e lojas na Barra/Av. Simão Soares para renda híbrida; lotes regularizados em bairros de expansão como Belo Horizonte e Alto Lagoa Funda; e casas bem localizadas para retrofit e locação sazonal”, revela. Apesar das boas perspectivas, Olney Soares deixa um alerta para que esse bom momento não se perca: “Com certeza a vinda do Porto Central (Presidente Kennedy) irá movimentar vários setores econômicos de Marataízes, e resta agora, os setores competentes se programarem para fazer da Pérola do Sul Capixaba, um novo pólo de investimentos imobiliários. Tenho convicção que Marataízes precisa de olhares técnicos e bem orientados para aproveitar esse que pode ser o novo Boom desse mercado”. Recado dado.
A “Linha Verde” do prefeito Theodorico Ferraço é uma ótima ideia

Foto da região: Ilauro Oliveira Muito otimista, e animado, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço (PP,) anunciou, nesta semana, um importante pacote de obras para a cidade. Mais pessimista, e menos animado, falou de outras duas obras desejosas por ele: o viaduto do trevo do IBC e o Distrito Industrial de Pacotuba. Essa última esbarra em problemas judiciais com proprietários locais, provavelmente contestando os valores da desapropriação. E o viaduto esbarra em suas dificuldades próprias, tipo engenharia complexa e o alto valor da obra. Tanto assim é, que Ferraço já estuda uma outra alternativa viária para aquela região do IBC. Aguardemos. Mas o prefeito, nesse pacote de obras, apresentou um projeto que, ao meu ver, é uma grande sacada dentro dessa dificultosa tarefa de solucionar os gargalos do trânsito de Cachoeiro: uma rodovia ligando os bairros Paraiso e São Geraldo à Faculdade Multivix, lá no bairro Monte Belo. Essa nova estrada (que permito-me apelidar nesse texto de “Linha Verde”, dada a beleza da região que tem muitas árvores e áreas verdes) passaria ao lado do Bom Gosto Bar e sairia lá em Monte Belo. Não foram apresentados números sobre o quanto essa obra desafogaria o trânsito na região, mas, certamente, ajudaria uma grandiosidade. Feita com recurso e mão-de-obra da própria prefeitura, Ferraço acredita que até o fim deste ano é possível concluí-la. Já existe um trajeto iniciado no local, mostrando que não deve se tratar de algo complexo para ser feito, e nem de valor alto, exceto que haja grandes desapropriações a fazer, o que não é o que parece porque tratam-se de pequenas propriedades. Não sou engenheiro de trânsito, mas essa me parece uma obra extraordinária, de custo baixo, execução rápida e solução de altíssima relevância para o trânsito. Os estudantes da Multivix, por exemplo, que moram naquela região (Paraiso, São Geraldo, Amarelo e Gilberto Machado) poderão utilizar a “Linha Verde”, desafogando a rodovia original (Viação Itapemirim sentido União). Ferraço, que teve suas outras gestões marcadas por grandes obras, pode fazer um gol de placa na execução cuidadosa dessa “Linha Verde”. Saindo do papel, e sendo bem feita, muito bem sinalizada, segura, e iluminada, associada à beleza da região e sua indiscutível necessidade, essa intervenção pode ser uma boa marca da sua gestão atual. Marca que, aliás, ainda não existe e o prefeito precisa realizar o quanto antes. A “Linha Verde” pode ser a nova Linha Vermelha de Cachoeiro. E de Ferraço. ***************************************************** Já que a reflexão é sobre grandes obras, ocorre-me a lembrança de Saturnino Braga, que quando foi prefeito do Rio de Janeiro, na década de 80, disse que o que mais lhe empolgava na vida pública “eram as pequenas obras”. Certamente falava de muros, galerias, calçamentos, tapa-buracos, postos de saúde… e de atendimentos básicos do dia-a-dia, tipo coleta de lixo eficiente, atendimentos de saúde bem feitos, educação de qualidade, e por aí a fora. Em suma, é o que chamamos de zeladoria. É o serviço diário sendo bem feito e mostrando que a administração está presente, ainda que em atividades menores, e não apenas nas grandes obras. A gestão Ferraço parece estar atenta a isso. Ajustou a coleta de lixo, que não estava bem no início do governo. Não está excepcional ainda, mas a contento. E precisa resolver a questão dos entulhos na cidade, que está um caos. O prefeito anuncia a reativação da usina de asfalto, que vai ajudar a agilizar as operações tapa-buraco. Anunciou também o asfaltamento de 100 ruas, porque quem paga imposto merece ruas bem conservadas e transitáveis. E algo muito importante: Ferraço está de olho no atendimento de saúde de Cachoeiro. O prefeito anuncia uma comissão para negociar com os hospitais da cidade uma parceria em que eles assumam a gestão das unidades públicas de sistema 24 horas: “A população precisa de exame na hora, sem necessidade de central de vagas”, disse Ferraço. É o dia-a-dia, o beabá administrativo, que, bem feito, pode ser tão importante quanto as grandes obras. E Ferraço voltou a ser prefeito para isso, para as grandes e pequenas soluções. Se as vultosas não são simples de sair do papel, faça o dever de casa e o povo, igualmente, ficará deveras feliz. ***************************************************** Dando os trâmites por findo, quando falo de obras nessa região (Paraiso, Amarelo, São Geraldo e Gilberto Machado) não posso esquecer do saudoso deputado federal Camilo Cola. O empresário, olhando muitos anos à frente de todo mundo, articulou para que fosse feito na região um viaduto, sobre a avenida Lacerda de Aguiar, ligando Amarelo a Paraiso. À época criticaram e crucificaram o deputado, matando a ideia no nascedouro. Hoje, observa-se o quão útil seria. Águas passadas não movem moinho, né!
A escolha de Dr. Bruno Resende

Acostumado dentro dos hospitais e consultórios médicos, onde domina com maestria a sua profissão, o deputado estadual Dr. Bruno Resende (União) está sentindo nesses últimos dias, antes do prazo de desincompatibilização – 4 de abril -, o duro jogo jogado da política. Em vias de decidir se sai do União, ou seja da base do Governo, e segue para um partido não alinhado, tipo PSDB ou Republicanos, Dr. Bruno está ficando encurralado politicamente. Seus movimentos para sair da base de um Governo que lhe deu tudo nesse seu primeiro mandato não agradaram, porque exatamente agora em que mais se precisa dele, na pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB), ele ameaça deixar o ninho. A democracia é o jogo livre das vontades políticas, mas as decisões são acompanhadas de consequências. E neste caso, a consequência que pode comprometer o futuro político de Dr. Bruno é ter em seu caminho à Câmara Federal dificuldades caseiras. Vou explicar: Em contrapartida ao movimento de Dr. Bruno, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço (PP), pai de Ricardo, botou a caneta para funcionar nas últimas 24hs. Exonerou o vice-prefeito Junior Corrêa (Novo) e a sua secretária de Saúde Renata Fiório (PP). Ambos estão posicionados estrategicamente para uma possível disputa à Câmara Federal, exatamente contra o médico. Após usar a caneta com a prudência de uma serpente, Ferração usou as palavras com a mansidão de uma pomba, e mandou recado na imprensa estadual: “Tem a questão do Bruno Resende, que é o candidato digamos que ‘preferido´, mas ele está indeciso sobre o partido…se escolher por um partido fora da base, nosso caminho será diferente do dele”. Trocando em miúdos: está nas mãos de Dr. Bruno, se ficar na base e apoiar Ricardo para o Governo, terá o caminho livre como candidato do grupo ferracista em Cachoeiro. Se sair da base, deixa de ser o ‘preferido´ e terá pedras no caminho. Pedras como Junior Corrêa e Renata Fiório, além das outras mais. É o jogo sendo jogado para Dr. Bruno Resende que até então foi um aliado bem tratado pelo Governo, sobretudo na área da Saúde. Um caso exemplar disso é a construção do Hospital do Câncer em Cachoeiro, onde o governador Renato Casagrande (PSB) e o próprio vice-governador, Ricardo Ferraço, nunca se importaram em dividir holofotes com o deputado Bruno, sempre colocado como um grande ator político nesse empreendimento. Mas agora o jogo é a vera. O grupo governista picado pelos movimentos contraditórios de Arnaldinho (PSDB) em Vila Velha, está aprendendo a usar o antídoto de véspera.
Tininho Batista segue articulando pré-candidatura e pode mudar de partido

Dono de uma teimosia peculiar, o que lhe rende muita gozação entre os amigos, o ex-prefeito de Marataízes Tininho Batista (ainda filiado ao PSB), segue articulando sua pré-candidatura a deputado estadual, mesmo tendo suas contas de 2020 rejeitadas pela Câmara Municipal local. Mas neste caso, garante ele, a sua manutenção na disputa eleitoral deste ano não se trata de teimosia, mas de convicção cercada de entendimento jurídico. O ex-prefeito está convicto de que será candidato porque o simples fato de ter contas rejeitadas não o exclui automaticamente do pleito, cabendo a possibilidade de um novo entendimento pela Justiça Eleitoral na hora de registrar a sua candidatura. Aqui neste mesmo espaço, no ano passado, este colunista já chamava a atenção para este fato, e bem antes das contas do ex-prefeito irem a plenário. À época escrevi sobre a possibilidade de Tininho não ficar inelegível, mesmo sendo derrotado pelos vereadores, porque faltava à sua rejeição de contas analisadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo uma palavra chamada dolo. Pela Lei de Inelegibilidade, sustenta o ex-prefeito, o impedimento para disputar as eleições ocorre quando a rejeição decorre de irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa e por decisão definitiva do órgão competente. Portanto, agarrado nesse entendimento, Tininho tem a convicção de que estará na disputa. Até porque, segundo ele, já houve diversos casos de políticos que tiveram contas rejeitadas e ainda assim disputaram eleições. Logo, para isso, o ex-prefeito mantém suas andanças políticas e suas articulações na região Sul, mais precisamente em Marataízes, Itapemirim, Presidente Kennedy e Cachoeiro de Itapemirim. E também estuda mudar de partido. Ainda no PSB, Tininho estuda migrar para o Mobiliza (antigo PMN), sigla que vem articulando uma chapa forte para a disputa desse ano. Mas para entrar no novo partido, ele exige que haja alinhamento político com Renato Casagrande (PSB), Ricardo Ferraço (MDB) e Marcelo Santos (União Brasil). Animado e convicto de que estará nas urnas eletrônicas, parece que não será desta vez que os adversários se verão livres de Tininho Batista. A conferir. *************************************************** Sobre os políticos que tiveram problemas com as contas ou no exercício dos seus mandatos, e ainda assim disputaram eleições após análise da Justiça Eleitoral, Tininho Batista cita: Carlos Casteglione (PT) Marcus Assad (Podemos), Erimar Lesqueves (MDB) e Norma Ayub (PP). ***************************************************** Ainda em Marataízes, o empresário Breno NilRegi segue articulando sua pré-candidatura a deputado estadual. Para isso, estuda convites de alguns partidos para definir seu novo ninho. Já outro pré-candidato, o Marcos Viváqua (Podemos), fez uma grande reunião em Itapemirim semana passada. Além do apoio do prefeito de Marataízes Toninho Bitencourt (Podemos), Marcão deve ter carta aberta de Dorlei Fontão (PSB) em Presidente Kennedy e de Geninho Alves (PDT) em Itapemirim. **************************************************** “Das cordas do meu violão/ Que só teu amor procurou” – Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá/Antonio Maria)
Discussão entre Ferraço e João Machado não define relação Executivo/Legislativo em Cachoeiro

O disse-me-disse entre o prefeito Theodorico Ferraço (PP) e o vereador João Machado (PDT), nos últimos dias deste ano, não é fator que define a relação entre os dois poderes cachoeirenses. A verdade é que Executivo e Legislativo vivem uma lua de mel e que vai continuar neste 2026 que está prestes a se iniciar. Realmente prefeito e vereador discutiram lá no CMU (Centro de Manutenção Urbana). Mas foi um fato isolado. Debaixo dessa espuma reina águas tranquilas. Ferraço nada de braçada na Câmara Municipal. O prefeito teve todos os seus pleitos atendidos, e raramente existiram votos contrários aos seus projetos encaminhados. Até o empréstimo de R$ 50 milhões que a administração quer fazer foi autorizado pela maioria esmagadora. Apenas dois votos contra. Um do vereador Coronel Fabrício (PL), que lhe faz oposição moderada e equilibrada, e outro do próprio João Machado. E como já está escrito no primeiro parágrafo, o ano que vem vai ser do mesmo jeito. Apesar de ser ano eleitoral, boa parte dos vereadores seguirá a cartilha. É isso que tenho escutado dos edis com os quais converso. Dois fatores contribuirão para a manutenção da boa relação: – O primeiro é a esperança de que em 26 o prefeito seja mais generoso e atenda mais e melhor os pedidos feitos. Os vereadores não estão totalmente satisfeitos, mas estão compreensivos e solidários com Ferraço porque entendem que ele pegou um orçamento do governo anterior, e também enfrenta as dificuldades naturais de um primeiro ano de gestão. Que o próximo ano venha com mais nomeações de aliados e com obras nos seus redutos, é o que pedem os vereadores ao Papai Noel Ferraço. – O segundo fator que unifica a base ferracista na Câmara é exatamente o que costuma desagregar: a eleição. Parece contraditório, mas não é, porque quem está no páreo é justamente o filho do prefeito, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). A maior parte dos vereadores de Cachoeiro está apoiando Ricardo para suceder Renato Casagrande (PSB) e entende que uma boa gestão do pai vai pesar na eleição estadual. Até os 4 vereadores do PSDB não devem embarcar na aventura Arnaldinho, pré-candidato a governador pela sigla. Portanto, seguirão juntos em nome do pai e do filho. Além dos dois elementos contribuidores, há um outro que ajudará Ferraço em 2026. Até agora, pelo que se sabe, apenas três vereadores devem ser candidatos a deputado estadual. Ou seja, não haverá desarranjos maiores na configuração política posta hoje, porque poucas candidaturas contribuem para pouca turbulência e poucas brigas no Legislativo. Quando há muitos vereadores na disputa, isso desarruma a base porque as vaidades se acirram e os conflitos pelo voto são inevitáveis. Isso pode ter reflexos negativos no dia a dia da Câmara e influir nas votações. Mas, pelo visto, não acontecerá. Logo, presume-se por tudo isso que Ferraço seguirá tranquilo em 2026 dentro do Legislativo. Como disse, a discussão entre prefeito e vereador foi fato isolado e não vai manchar uma relação pacifica que sempre existiu entre os poderes. E nem mesmo a conhecida música de Leandro e Leonardo serviria para ser trilha sonora dessa relação vivida entre prefeito e Câmara de Vereadores, porque, a bem da verdade, neste ano não houve tapas, mas apenas beijos.
Dr. Bruno Resende mira Câmara Federal e isso é bom para Cachoeiro e Sul do ES

Foto: Lucas S. Costa Mesmo cumprindo seu primeiro mandato na vida pública, Dr. Bruno Resende aposta em um grande salto ano que vem. Embora tenha todas as chances de se reeleger deputado estadual, devido ao bom trabalho na área da saúde, ele não se acomoda e vai em busca de uma vaga na Câmara Federal. Essa decisão (que faz muito bem para Cachoeiro, e eu explico nas próximas linhas) vinha sendo ventilada nos bastidores, mas ganhou forma definitiva nos últimos dias quando o deputado também anunciou que vai trocar de partido. Sai do União Brasil e segue para o Podemos. Esse novo rumo, que vai acontecer na próxima janela partidária que é quando a lei eleitoral permite a mudança de sigla, tem seus motivos e quem explica é ele mesmo para este colunista: “Tenho uma posição política clara. Hoje íntegro a base do Governo Casagrande e meu apoio seguirá nessa linha. Então, avaliei os partidos da base, que me fizeram convite, para definir minha casa. Na decisão estavam: ser ideologicamente compatível comigo, uma vez que tenho perfil de centro-direita, além, por óbvio, ter chapa competitiva a Câmara Federal, pois serei candidato a deputado federal. O PODEMOS reuniu essas características, além de ser um partido que já era próximo ao meu grupo em muitos municípios capixabas. Mantenho boa relação com União Brasil e minha saída não será traumática para ninguém. Conversei com presidente e seguiremos com boa relação e respeito mútuo”. A decisão de Dr. Bruno na busca por uma vaga em Brasília é muito benéfica para a região Sul, em especial para Cachoeiro. Desde Norma Ayub, o município e as demais cidades do entorno não têm um representante original da região, o que é muito ruim. E isso não é mero bairrismo, mas de fato uma necessidade regional, tanto no que diz respeito às emendas parlamentares, quanto a uma presença efetiva nas agendas desenvolvimentistas que aqui são travadas. Cachoeiro e Sul carecem de nomes em Brasília. Hoje o deputado federal Evair de Melo (PP), que é da região serrana, tenta fazer este papel, mas sua ligação umbilical apenas com o setor de mármore e granito reduz sua capacidade de articulação em outros setores da sociedade. Seu esforço é bem-vindo, mas não pode ser o único, dado o tamanho regional que temos. É preciso mais. Áreas cruciais como a saúde e desenvolvimento econômico, por exemplo, carecem de um debate mais qualificado e atuante da classe política. E para isso ser feito é necessário que nossos representantes vivam aqui, morem aqui, respirem o ar daqui. Os candidatos de outras regiões serão sempre bem-vindos a se somarem nesse esforço, mas é inadmissível que em uma bancada de 10 deputados o Sul não tenha unzinho sequer. A balança fica muito desproporcional e isso interfere no resultado final. O Voto Sul, movimento liderado pelo ex-deputado Camilo Cola, não foi inspirado apenas no sentido mesquinho de se obter votos. Quando foi pensado, tratava-se muito mais do que simplesmente o ganho na urna. Era o desejo real de se obter novamente a relevância política da região a partir de um (ou mais) mandato que estivesse próximo das cidades, debatendo seu dia a dia. Camilo dedicou seu mandato a isso, ainda que com suas limitações devido a idade avançada. E agora, cerca de 15 anos depois, Dr. Bruno Resende pode trilhar nesse caminho, a partir dessa pré-candidatura consolidada. Ou seja, defender uma agenda política voltada para o Sul, sem desmerecer ou desrespeitar as demais regiões. E parece que é isso que ele vai fazer, como explicou a este colunista: “Entendo que minha ida para Câmara Federal pode preencher dois vazios de representação importantes: primeiro, a não existência de representante da região Sul do estado. Isso faz com que tenhamos concentração de poder e consequentemente de investimentos em outras regiões. Segundo, a Saúde. Não há ninguém que tenha na Saúde a prioridade de mandato. Creio que tenha condições, baseado na minha experiência, de acrescentar protagonismo a essa pauta, que vai impactar em todo Espírito Santo”. Nesse contexto fez questão de mencionar Norma Ayub e Camilo Cola: “Norma foi uma ótima deputada e nossa última representante regional. Assim como Camilo Cola, Norma conseguiu trazer recursos importantes para nossa região. Respeito a toda bancada federal, mas chega a hora de voltarmos a ter protagonismo político na região Sul. O cenário político ainda não está totalmente claro, mas estou trabalhando muito para mostrar as nossas lideranças que temos condições de sentar à mesa com todos e traçarmos juntos os próximos avanços regionais”. Está dado o recado. E bem articulada, debatendo no seio da nossa região os problemas macros, e, claro, respeitando as especificidades de cada município, essa pré-candidatura tem tudo para ser muito forte, com chances reais de êxito. O tempo dirá. ******************************************************************* “Tempo, tempo, tempo, tempo, compositor de destinos” – Oração ao Tempo (Caetano Veloso)
No ritmo de Casagrande, no rumo de Ricardo

Informações de bastidores já davam como certo aquilo que foi confirmado ontem, terça-feira, dia 9 de dezembro, pelo governador Renato Casagrande (PSB) aqui em Cachoeiro: ainda neste mês sai o nome de quem será apoiado por ele para concorrer ao governo do Estado em 2026. Como o rio corre para o mar, e não o contrário, a correnteza ruma no sentido de Ricardo Ferraço (MDB). E não haverá surpresas, porque quem conhece de perto o governador confirma que ele está plenamente convencido de que o seu vice é o nome mais preparado para continuar o seu ritmo de trabalho e de investimentos em todos os 78 municípios capixabas. E há quem até crave a data: seria dia 18. O governador está em fase de consultas a aliados… mas já estaria também comunicando a lideranças e partidos o caminho que deve dar ao processo eleitoral. O rumo é indubitavelmente no sentido de Ricardo Ferraço. Mas por que Ricardo? O governador é a maior liderança política do Espírito Santo. Seu governo está voando na aprovação popular. Só para ter ideia: Lula (PT) deixou seu segundo mandato em 2010 com uma aprovação recorde do seu governo em 80%. Uma pesquisa dessa semana feita pelo Instituto Real Time Big Data (ouviu 1200 eleitores entre os dias 4 e 5, com margem de erro de 3% para mais ou menos, e nível de confiança de 95%) mostra que a gestão de Casagrande é aprovada por 80%. Números extraordinários para quem tá deixando um segundo mandato. Diante dessa realidade o que se vê é um governador plenamente tranquilo para decidir o melhor caminho. Não há desespero na escolha, até porque Casagrande deve ter uma ida tranquila para o Senado Federal ano que vem, como também mostram as pesquisas. Daí, mais que uma necessidade de um bom nome, trata-se de caminho a ser seguido com convicção. E ele está convicto. Mas por que Ricardo? Exatamente porque quando se coloca nas ruas o discurso de que o Espírito Santo precisa de ritmo e rumo, busca-se o nome de alguém que não paralise o ritmo de obras e investimentos que o governador tem dado ao estado, tampouco se desvie do rumo atual que foca não apenas em resultados numéricos, de caixa, mas que também olhe para o social. Ricardo Ferraço, aos olhos do governador, se encaixa em dois perfis básicos: o da lealdade em continuar o projeto de governo que foi construído até agora, e, principalmente, o da experiência e capacidade de gestão para tocá-lo adiante. Mais que se comprometer em fazer, é preciso saber fazer. Talvez seja isso que diferencie o vice-governador de outros aliados que estão próximos de Casagrande e também desejam suas bênçãos políticas. Experiência não falta a Ricardo. Foi vice-governador duas vezes, vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, secretário de Agricultura, secretário de Planejamento, secretário de Desenvolvimento Econômico, e mais. É uma vivência que faz diferença para o cargo e Casagrande, mais do que ninguém, sabe disso. Somado a esse conhecimento técnico e administrativo, ele tem o tempero da política, essencial para quem governa. O Ricardo Humano Contudo isso, ainda assim parecia faltar algo a Ricardo. Ele que sempre andou em outros grupos da política passou a viver o mundo casagrandista. Um mundo que lhe ensinou sobretudo a arte de que um governo não pode viver apenas empilhando resultados numéricos, mas a necessidade de enxergar por trás de cada número um rosto, um cidadão que quer mais educação, mais segurança e mais saúde. Que quer viver bem e melhor a cada dia. Ricardo sempre foi um bom técnico, e bom político. Bom de urna, sempre bem votado, mas ainda assim faltava a ele esse perfil mais humano, mais social, mais pé no chão, mais povão. Esse balacobaco que o político deve ter para gerar paixão. Ter torcedor, e não apenas ser um jogador entre tantos outros. É preciso mais que jogar, ter seu nome gritado pela torcida, e entrar em campo temido pelos adversários. As redes sociais que mostram um Ricardo que compartilha sua capacidade de gestão no dia a dia do governo mostram também o ser humano Ricardo. Rubro-Negro, pai de família, fazedor de churrasco, comedor de barrinha de cereal e que beiça uma dose ou outra de vez em quando, como todo bom brasileiro. Suas redes sociais mostram um cara que assimilou de fato o mundo do seu líder, porque Casagrande é assim no dia a dia. Um cara que trabalha, mas que também tem vida além do trabalho. E nem só de trabalho vive o homem. Não sois máquinas, homem é que sois, ensinou Charles Chaplin. Ricardo Ferraço tem tudo para sair do próximo processo eleitoral como governador, mas se não sair governador, com certeza sairá um ser humano muito melhor. É isso que o dia a dia mostra. Ele entrou no ritmo de vida de Casagrande e encontrou um novo rumo político. ***************************************************** “De costas voltadas, não se vê o futuro / Nem o rumo da bala, nem a falha no muro” – Quem Me Leva Os Meus Fantasmas (Pedro Abrunhosa)
Casagrande não corre, voa; Ricardo e Pazolini consolidados; Vidigal e Borgo coadjuvam

A um ano das eleições, portanto cedo demais para qualquer prognóstico, pelo menos um cenário vai ficando bem sinalizado para o eleitor capixaba: o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB) vão chegar, de fato em 2026, como nomes bastante competitivos ao Palácio Anchieta. As últimas pesquisas do Instituto Paraná, mas principalmente a que foi divulgada ontem (7 de outubro) pela CNN Brasil, e feita pelo Instituto Real Time Big Data, mostram o alto nível de competitividade dos dois pretendentes, e a consolidação de seus projetos ao Governo do Estado. Os números também mostram que o governador Renato Casagrande (PSB) além de correr pelas ruas do Espírito Santo, como o mais novo atleta, está voando nos números para voltar ao Senado Federal. Lidera todos os cenários de disputa e seu governo tem avaliação recorde. Dos demais nomes, Paulo Hartung (PSD) sempre competitivo, mas, aparentemente, distante de pretensões eleitorais. Sérgio Vidigal (PDT) e Arnaldinho Borgo (Podemos) se consolidando cada vez mais como bons apoaidores, mas de fôlego limitado para acompanhar Ricardo e Lorenzo. Certamente serão coadjuvantes de luxo bastante requisitados. Pelo menos é o que os números iniciais indicam. A conferir: Aos números Pela Real Time Big Data, ambos seguem liderando a disputa, e se alternam entre primeiro e segundo em dois cenários diferentes, mas por margem de apenas 1% de diferença. Logo, há um empate técnico já que a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, entre 1200 pessoas entrevistadas nos dias 4, 5 e 6 deste mês. O nível de confiança é de 95%. Em um cenário Pazolini tem 27% das intenções de votos, seguido por Ricardo Ferraço com 26%. Depois vêm, empatados, mas distantes dos dois primeiros, Sergio Vidigal (PDT) e Arnaldinho Borgo (Podemos) com 11%. Por último Hélder Salomão (PT) com 5%. Votos Nulo e Branco somam 8% e Indecisos e que Não Responderam 12%. Em outro cenário Ferraço lidera com 31% dos votos, seguidos por Pazolini com 30%. Borgo tem 14%. A diferença dessa medição é que Sérgio Vidigal e Helder não tiveram seus nomes inclusos. Nulo e Branco 10% e Não Soube Não Respondeu 15%. E tem ainda um terceiro cenário desta vez com o enigmático Paulo Hartung (PSD). Mas sem Pazolini, Vidigal e Hélder. O ex-governador lidera com 33%; Ferraço tem 27%; e Borgo 14%. Nulo 10% e Não Soube Não Respondeu 16%. A pesquisa mediu a Rejeição dos nomes. Quem lidera é Helder Salomão (PT) com 42%. Sérgio Vidigal (PDT) tem 31%. Arnaldinho Borgo (Podemos) 30%. Paulo Hartung (PSD) 29%. Ricardo Ferraço (MDB) 27%. Lorenzo Pazolini (Republicanos) 26%. Senado A mesma pesquisa Real Time Big Data mostra dois cenários para o Senado Federal ano que vem. O governador Renato Casagrande (PSB) voa alto e lidera os dois quadros apresentados aos entrevistados. Casagrande tem 33%; Sergio Meneghelli (Republicanos) 15%; Josias da Vitória (PP) 11%; Fabiano Contarato (PT) 10%; Maguinha Malta (PL) 8%; Marcos do Val (Podemos) 6%; Nulo/Branco 8%; Não Soube Não Respondeu 9%. No outro cenário a pesquisa incluiu Hartung, que fica em segundo com 21%. Na sua frente o governador Casagrande com 31%. Depois aparecem: Meneghelli com 11%, Vitória com 8%, Contarato com 8%, Maguinha com 8%, Nulo 7%, Não Sobe Não Respondeu 6%. Casagrande O governador Renato Casagrande também segue em aprovação por 81%. Desaprovação 16%. Não Soube Não Respondeu 3%. E a avaliação de desempenho: Ótimo/Bom 51%. Regular 36%. Ruim/Péssimo 12%. Não Soyube/Não respondeu 1%.
Endereço mais famoso de Cachoeiro de Itapemirim terá novos donos

“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia” – Nelson Mota/Lulu Santos Uma área nobre na chegada de Cachoeiro de Itapemirim, com aproximadamente 300 mil metros quadrados, totalmente arborizada e com infraestrutura privilegiada (incluindo estradas totalmente calçadas e galpões), marcou, por décadas, a vida dos cachoeirenses. Berço de riqueza e trabalho foi nela que a América Latina viu crescer a maior empresa de transporte rodoviário de passageiros: a Viação Itapemirim. Esse famoso endereço na Avenida Lacerda de Aguiar chegou a receber diariamente 3 mil funcionários no seu auge da Tecnobus (fábrica de ônibus própria da Itapemirim). Dali surgiram profissionais que posteriormente montaram seus próprios negócios e hoje, pequenos ou grandes empresários, colaboram ativamente com a economia do Espírito Santo. Pois bem, essa verdadeira escola profissional e principalmente de vida, que abrigava até o dia de hoje, 13 de maio de 2025, os últimos suspiros idealistas de Dona Ignês Cola e de Camilo Cola, vai encerrar suas atividades definitivamente. Cerca de seis ex-funcionários da empresa, que ainda atuavam no local servindo a família, entregam as chaves aos novos donos: um grupo de empresários investidores de Cachoeiro de Itapemirim. O que será no local ninguém sabe ainda. Uma empresa, um condomínio, um parque… Façam suas apostas. Para quem chega, um novo endereço de perspectivas. Para quem sai, um cemitério de sonhos e lembranças. Ao lado da área, agora de novos donos, ainda permanece a residência dos fundadores: Dona Ignês e Seu Cola. O imóvel não foi vendido por não fazer parte do patrimônio da Viação Itapemirim. Segue com a família. Já o restante, que inclusive vinha sendo fruto de uma guerra judicial, troca de mãos. Há quatro anos, no mês de maio, Camilo Cola fazia sua última viagem, rumo ao desconhecido. Quis o destino que também no mesmo mês seja colocada no seu famoso endereço uma placa amarela: aqui jaz. Foto: Acervo da Família Cola
Câmara Federal, um caminho difícil para Victor Coelho

Inicialmente cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal, sendo inclusive uma das fortes apostas do seu partido, o PSB, Victor Coelho deve enfrentar resistência entre aliados que já consideram o projeto dificílimo para o ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim. Os motivos são vários. O primeiro é o saldo eleitoral de 2024. O fraco desempenho da candidata Lorena Vasques (PSB), mesmo com a força da máquina administrativa, é o primeiro sinal de alerta. Apesar de o Victor ser o Victor, eleito e reeleito com folgas, a fotografia final do seu governo não foi boa, sobretudo o desgaste com a não conclusão da macrodrenagem. Isso atrapalhou muito ela e vai atrapalhá-lo também. Outro fator que vem sendo avaliado no meio político é o esfacelamento do grupo de vereadores que foi eleito nas asas do projeto socialista. Dos 11 eleitos que compuseram a tríade PSB, PDT e PSDB, uma conta simples atualmente mostra que caso Victor se aventure à Câmara Federal, hoje nenhum desses estaria com ele. Mas, se focar na Assembleia, pode reagrupar parte. Soma-se ainda a esses dois raciocínios iniciais a possibilidade de um embate ainda maior entre o grupo ferracista, que hoje governa Cachoeiro, com o grupo socialista. O clima nos bastidores não é bom desde o primeiro dia de governo do prefeito Ferraço (PP) e a aposta é que irá piorar nos próximos dias. Isso pode gerar desgaste a Victor. Vem tempo ruim aí, disse um marinheiro da política cachoeirense. Para finalizar, existem as pré-candidaturas socialistas de Thiago Hoffman e Emanuela Pedroso, secretários estaduais de Saúde e Governo, respectivamente. Ambas vê comendo pelas beiradas os redutos do PSB na região Sul e isso atingirá em cheio Victor Coelho, caso ele insista em disputar a Câmara Federal. O ideal, avalia-se, é que o ex-prefeito associe-se a um desses nomes (ou aos dois) onde for possível, formando assim uma dobradinha e desça para deputado estadual. Em tese, seria um caminho mais fácil para que adquira um mandato futuramente e se fortaleça para disputar a prefeitura de Cachoeiro em 2028. O que é certo no bastidor é que aquela ideia inicial de uma dobradinha Victor e Lorena, para Câmara e Assembleia, ou vice-versa, não tem a menor razão de ser, e seria suicídio eleitoral para o ex-prefeito e atual secretário estadual de Turismo. ************************************************** Está cada dia pior o clima político em Marataízes. O grupo do atual prefeito Toninho Bitencourt (Podemos) e do ex-prefeito Tininho Batista (PSB) prometem grandes enfrentamentos de agora em diante. A semana iniciou com uma entrevista do ex-prefeito onde não economizou críticas a atual gestão. A bronca maior dele é saber sobre as dívidas que deixou, ou teria deixado, no montante de R$ 150 milhões, segundo números da nova administração. O caso está na justiça. E no pedido, Tininho pergunta o nome dos fornecedores e os valores devidos a cada um. Ainda não foi respondido. Pelo que se entendeu da entrevista, o ex-prefeito não nega que tenha deixado de honrar compromissos. O que lhe incomoda é o montante divulgado. Seriam números infinitamente menores. Por outro lado, aposta-se que o revide será nas contas do ex-prefeito que ainda serão votadas na Câmara Municipal. Este ano serão duas. O relatório está sendo preparado e a Câmara Municipal deve seguir o parecer do Tribunal de Contas que é pela rejeição das mesmas. Uma águia nesses assuntos diz que o problema dessas contas rejeitadas está em uma palavra: dolo. E nos dois relatórios constam. Se a Câmara afastar o dolo o ex-prefeito não fica inelegível. Isso é possível, com muita articulação. Porém, dificilmente os vereadores irão contra o parecer prévio do Tribunal que é pela rejeição. ************************************************** “Deus, grande Deus / Meu destino bem sei foi traçado pelos dedos teus” – Grande Deus (Cartola)
