Cláudia Lemos confirma pré-candidatura à deputada federal em defesa de Cachoeiro e região

A experiência construída ao longo de décadas de atuação no serviço público e na vida política motivou a ex-deputada estadual Cláudia Lemos (União Brasil) a aceitar um novo desafio. Pré-candidata a deputada federal, ela afirma que pretende colocar sua trajetória a serviço de Cachoeiro e demais municípios do Sul do Espírito Santo, fortalecendo a representatividade da região e ampliando a presença feminina nos espaços de decisão. Cláudia recebeu o convite para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados do presidente estadual do União Brasil, deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos. A trajetória política de Cláudia começou muito antes da vida parlamentar. Ainda como líder comunitária no distrito de São Joaquim, em Cachoeiro de Itapemirim, passou a atuar diretamente em defesa das demandas da população, experiência que serviu de base para sua entrada na política. Eleita vereadora de Cachoeiro de Itapemirim por dois mandatos consecutivos, exerceu a função entre 2001 e 2004 e, posteriormente, entre 2005 e 2008. Na segunda eleição, conquistou 2.034 votos, uma das votações mais expressivas da época e que ainda hoje é considerada significativa no cenário político municipal. Em 2018, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo após conquistar 10.586 votos para deputada estadual, ampliando sua atuação em defesa de pautas voltadas ao desenvolvimento regional e às políticas públicas. Ao longo da carreira, Cláudia também disputou as eleições municipais de 2016 como candidata a vice-prefeita de Cachoeiro de Itapemirim, na chapa encabeçada por Jathir Moreira. Também acumulou experiência administrativa ao ocupar secretarias municipais em Cachoeiro e Marataízes, e exercer a função de diretora do Instituto de Pesos e Medidas do Espírito Santo (IPEM-ES), além de outros cargos no Governo do Estado. Segundo a pré-candidata, toda essa vivência reforça o compromisso de ouvir as comunidades e defender pautas voltadas ao desenvolvimento regional, à melhoria dos serviços públicos e à qualidade de vida da população. Outro ponto que Cláudia destaca como prioridade é a necessidade de ampliar a participação feminina na política capixaba. Para ela, aumentar a presença das mulheres nos parlamentos representa o fortalecimento da democracia e a construção de políticas públicas mais próximas da realidade vivida pelas famílias e pelas comunidades. “Na política, eu nunca acreditei que a mulher deva ocupar um espaço apenas para cumprir uma cota. A mulher tem que estar onde quiser, porque é capaz, preparada e tem muito a contribuir”, afirma Cláudia. Com uma trajetória marcada pela atuação comunitária, pela experiência administrativa e pela passagem pelos Poderes Legislativo estadual e municipal, Cláudia Lemos inicia a pré-campanha com o objetivo de representar o Espírito Santo na Câmara dos Deputados, tendo como foco principal o fortalecimento da representatividade do Sul do Estado e o incentivo à maior participação das mulheres na política. “Cachoeiro conhece o seu valor e está na hora de nossa cidade voltar ao seu lugar de destaque para seguir sendo protagonista da sua própria história”, destaca a pré-candidata. 

Pré-candidato a deputado, vereador Vandinho da Padaria cai nas graças do grupo de Ferraço

Circulando com desenvoltura dentro da administração atual, o vereador Vandinho da Padaria (PSDB) virou uma espécie de queridinho do grupo do prefeito Theodorico Ferraço (PP). Atendido com deferência pelo secretariado, o vereador tem visto suas solicitações andarem com celeridade, seus redutos serem atendidos a cada pedido, e obras, antes travadas, virarem realidade. Uma delas, só para ficar em exemplo explícito, é a reforma e remodelação do campo de futebol do bairro São Geraldo. A obra que não andou no governo passado segue sendo executada pela gestão atual. Não raramente em suas entrevistas, o próprio prefeito Theodorico Ferrraço cita em um ou outro comentário o nome do vereador. Como no caso da última coletiva, quando em diálogo com secretário estadual de Saúde sobre a UBS dos bairros Paraíso, São Geraldo e Amarelo, fez questão de citar: “…uma obra solicitada pelo vereador Vandinho”. Parece mera coincidência, não é mesmo? Mas na política, gesto e sinalizações dizem muito mais do que palavras e podem querer mostrar caminhos.  Em outro desses gestos, Ferraço deu carta branca para que o vereador cuidasse diretamente de acompanhar os asfaltamentos de várias ruas do bairro Amarelo. Movimento esse que até causou faniquito no ex-prefeito Victor Coelho (PSB) que chegou a gravar um vídeo sobre o assunto em crítica direta ao próprio vereador. E isso não foi à toa. Explico. Vandinho e Victor foram aliados na gestão passada e até caminharam juntos na eleição de 2024. Mas, de lá para cá, houve um afastamento, movimento que deve se intensificar nas eleições desse ano quando ambos vão disputar o mesmo espaço por uma vaga na Assembleia Legislativa. Isso leva naturalmente a uma disputa por votos. E Victor, sabido como é, já enxerga o vereador como concorrente perigoso. Não serão adversários direto, porque estão em partidos diferentes, mas vão buscar voto a voto em Cachoeiro.      Nessa briga por votos, o ex-prefeito certamente terá um desempenho bem maior que o do vereador, mas Vandinho pode ter um grande trunfo que é exatamente o apoio do grupo do prefeito Ferraço. Ou quiçá, do próprio Ferraço. E como recordar é viver, foi com um apoio como esse, vindo à época do  grupo de Victor Coelho, que o então vereador Alan Ferreira (Podemos) virou deputado estadual. Pode ser agora a história se repetindo com novos atores. Mas a pré-candidatura de Vandinho da Padaria tem além dos desafios externos as próprias pedras do PSDB. O partido tem nomes fortes como os vereadores Anadelson, eleito quatro vezes em Vila Velha, e Rafael Estrela do Mar, lá da Serra. Tem ainda Luiz Paulo Velozzo Lucas, também pré-candidato.   Embora tenha sido o vereador mais votado das últimas eleições em Cachoeiro, e um político em franca ascensão, Vandinho competirá com nomes fortes da Grande Vitória que é o maior colégio eleitoral do estado. Portanto uma missão muito difícil, mas que pode se tornar mais fácil caso esse apoio do grupo de Ferraço realmente aconteça. Sigamos os próximos capítulos.   ************************************************ Em recente evento em Presidente Kennedy, o governador Ricardo Ferraço (MDB) repetiu uma famosa frase cunhada pelo saudoso ex-governador Gerson Camata. Certa feita aqui em Cachoeiro, ido dos anos 80, Camata disse: “Morre o sol e nasce a lua, Valadão sai e Ferraço continua”. Ricardo Ferraço atualizou os versos. “Morre o sol e nasce a lua, Casagrande sai e Ricardo Ferraço continua”. A frase costuma dar sorte, porque, de fato, naquele ano de 1988 o então prefeito Roberto Valadão deixou a prefeitura, passando a faixa ao seu sucessor, Theodorico Ferraço, que assumiu em 1989. **************************************************  “Como é minúsculo, o olhar de quem vive no escuro/Um sujeito malvado e duro/Alguém machucado como não ter um bem/ Não tem porém, mas tem um tédio, não ser vítima do assédio de ninguém/ Quase não dorme, vive ao avesso, medo conhece bem/Sem endereço, como é que pode, não fazer mal também?” – Maiúsculo (Sérgio Sampaio)         

Vereador Delandi esclarece que Projeto da “Pracinha dos Macacos” não trava desenvolvimento urbano

Um Projeto de Lei Ordinária nº 65/2026 aprovado por unanimidade no início deste mês de junho pelos vereadores de Cachoeiro de Itapemirim causou receio entre alguns operadores do mercado imobiliário e da construção civil. A matéria declara oficialmente como Patrimônio Cultural, Ambiental, Histórico e Paisagístico do município a Praça Portinari — popularmente conhecida pela comunidade como “Pracinha dos Macacos” — e a histórica árvore cinquentenária da espécie Samanea saman (Árvore-da-Chuva) nela localizada, no bairro Gilberto Machado. A região é uma das mais valorizadas do município. Embora a iniciativa seja extremamente louvável, havia um receio de que o projeto inviabilizasse futuras e eventuais obras naquela região, freando a possibilidade de empresas investirem em empreendimentos imobiliários, como a construção de prédios. Autor do projeto, vereador Delandi Macedo (PSDB), esclareceu ao site Atenasnotícias que a preocupação é desnecessária porque “a proteção fica estritamente restrita aos limites físicos da Praça Portinari e da árvore”. O vereador explicou que o entorno do bairro Gilberto Machado não sofre nenhuma nova condicionante ou restrição construtiva, continuando integralmente regido pelas normas que já estão consolidadas no nosso Plano Diretor Municipal (Lei nº 7.915/2021).  “Conseguimos unir o útil ao agradável: preservamos o patrimônio histórico, ambiental e a memória afetiva da árvore, sem travar o desenvolvimento urbano e respeitando o direito de propriedade na região”.  Para deixar o Projeto de Lei bem definido, Delandi fez uma emenda retirando o termo “Tombamento”, que constava o texto original. Com a nova legislação, fica garantida a manutenção permanente da referida espécie vegetal. O texto proíbe intervenções, reformas, podas drásticas, remoções ou alterações arquitetônicas na praça que desfigurem suas características originais, sem que haja prévia autorização dos órgãos competentes do município e a devida apresentação de estudo técnico específico. Além disso, quaisquer manutenções na árvore deverão seguir recomendações de laudos especializados para garantir sua saúde e a total segurança dos frequentadores. “A Praça Portinari e a nossa maravilhosa Árvore-da-Chuva são símbolos vivos da memória afetiva de Cachoeiro e elementos cruciais para o equilíbrio ambiental da nossa área urbana. Ao transformarmos esse espaço em Patrimônio do Município, atendemos a um clamor legítimo da Associação de Moradores do Gilberto Machado e cumprimos o dever constitucional compartilhado de proteger nosso legado histórico e ecológico para as presentes e futuras gerações“. Conforme o departamento jurídico da Câmara Municipal, o projeto está em perfeita consonância com as diretrizes do Plano Diretor Municipal (Lei nº 7.915/2021). Agora a matéria aguarda a sanção do prefeito Theodorico de Assis Ferraço (PP), e posterior publicação oficial.

PV tem novo comando em Cachoeiro: Aldo Bento assume com foco em renovação na Câmara

O cenário político de Cachoeiro de Itapemirim ganha novos contornos com a mudança na cúpula do Partido Verde (PV). Com o olhar atento aos próximos pleitos e o objetivo de reorganizar suas forças na região, a legenda oficializou o servidor público Aldo Bento como seu novo presidente municipal. A troca de comando marca o início de um planejamento estratégico que visa aumentar a presença do partido tanto no cenário local quanto no estadual. Aldo Bento, que atualmente exerce a função de vice-presidente da sigla, assume o posto principal que vinha sendo ocupado por Romário Corrêa, o “Romário do União”. Foco em novas lideranças e filiações A principal meta da nova gestão é oxigenar o partido e construir uma chapa robusta de candidatos para o legislativo municipal. O plano inclui: Legado e trajetória partidária O novo presidente possui uma trajetória de longa data na legenda. Filiado ao PV há 14 anos, Aldo Bento já disputou as eleições para vereador em 2016 e 2020. Sua ascensão à presidência também carrega um forte simbolismo de continuidade. Bento sempre foi um aliado histórico e muito próximo de Waldir Fraga, saudoso presidente do diretório que faleceu recentemente e deixou um grande legado de articulação política na cidade. Com o respeito dos antigos membros, experiência técnica de gestão e o desafio de atrair novos rostos, Aldo Bento inicia os trabalhos focado em transformar o Partido Verde em uma força decisiva nas urnas de Cachoeiro. Perfil técnico e 30 anos de serviço público O novo presidente traz para o comando do PV uma bagagem que une vasta experiência administrativa e forte formação acadêmica. Aldo Bento é servidor público de carreira da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim há 30 anos, atuando na Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito. Na área acadêmica e de gestão, possui as seguintes qualificações:

Número de empresas que procuram Marataízes surpreende; prefeito avalia motivos do crescimento e analista comenta cenário

Foto de capa: Futura sede do Atacarejo SempreTem (Crédito: Ricardo Mignone) Números obtidos pelo site Atenasnotícias mostram que a demanda por abertura de empresas no município de Marataízes cresceu muito nesses últimos dois anos. De acordo com o Simplifica ES, entre janeiro de 2025 até maio deste ano, 1571 foram cadastradas, sendo que o bairro Barra do Itapemirim lidera a preferência dos investidores. O relatório aponta que 90% dessas empresas são de porte médio. E embora seja necessário lembrar que algumas delas não permaneceram na cidade, e até pediram baixa, ainda assim o índice é muito alto considerando o pequeno espaço de apenas um ano e meio. “Um crescimento muito maior do que era esperado. Todos os dias temos uma média de cinco solicitações de anuências prévias e cerca de 12 a 20 pedidos de novas inscrições, que abrange também transferências de empresas de outros municípios para Marataízes”, relatou uma fonte ouvida pelo site. Vagas de Empregos Com a alta procura, observa-se com facilidade os novos layouts das empresas que estão se instalando. E não é só nas ruas que essa realidade se revela. O SINE (Sistema Nacional de Empregos) da cidade teve sua agência invadida nesta sexta-feira (15) por centenas de pessoas realizando a 5ª Etapa do processo de seleção para o preenchimento das vagas de emprego em um supermercado. O empreendimento novo é da rede de atacarejo Sempre Tem, do Grupo Carone, da Grande Vitória. Estão sendo oferecidas mais de 300 oportunidades de trabalho. Várias dessas vagas já foram definidas nas quatro etapas anteriores de seleção. O novo supermercado vai funcionar na Avenida Rubens Rangel, em frente a agência do Sicredi. O grupo já possui uma filial em Cachoeiro de Itapemirim, e agora escolheu Marataízes para ampliar a rede. Enquanto esta matéria era escrita, uma nova empresa era aberta Coincidentemente, enquanto os números dessa matéria eram levantados, uma nova empresa estava sendo aberta em Marataízes. Trata-se do Salt Lab, um laboratório de análises laboratoriais, inaugurado na última sexta-feira (15), na rodovia Safra x Marataízes. O proprietário é o jovem médico Kaio Moreira Andrade Brandão, filho do município, formado pela Universidade de Nova Iguaçu, e empreendedor nato. Além do recém inaugurado laboratório, ele também é dono da Salt Clinic, Salt Up e Salt Belle. Só neste novo empreendimento ele deve gerar 10 empregos diretos, considerando os pontos de coleta. Apaixonado pela cidade, o médico não pensou duas vezes em investir na cidade. Mas essa decisão não foi movida apenas pelo amor. O crescimento da economia local pesou na decisão. “Eu decidi que além de médico eu seria um médico empreendedor, exatamente para ajudar as pessoas a conquistar emprego e renda. Por isso, além de amar minha cidade, considerei também que Marataízes cresceu muito e transformou-se em um atrativo para investir. Acredito nesse potencial”. Perguntado sobre se teve alguma dificuldade na prefeitura ou em algum órgão municipal para a realização do seu sonho, Kaio Brandão foi direto: “Nenhuma dificuldade. Tudo transcorreu dentro da normalidade, como deseja quem quer investir em algum município”. Prefeito Toninho Bitencourt avalia motivos do crescimento O site Atenasnotícias ouviu o prefeito Toninho Bitencourt (Podemos) para uma avaliação desse momento que Marataízes vive. De acordo com ele, um dos motivos para a grande procura de novos investimentos é a credibilidade da gestão:  “Tenho a satisfação de dizer que Marataízes hoje está tendo um desenvolvimento muito grande. De 2024 para 2025 tivemos um aumento de 21% de abertura de empresas. Esse ano, pelos primeiros meses, vejo que vamos passar de 30%. Essas empresas fazem pesquisas. Um desses empresários esteve comigo, me convidando para uma inauguração, e disse que um dos principais motivos é a credibilidade da nossa gestão”. Bitencourt elencou também o aumento da população e a força do comércio local como fatores relevantes para que empresas escolham investir na cidade. E citou novos loteamentos como exemplo desse crescimento: “Outro fator é o aumento da população. Ou seja, de mercado consumidor. Estamos passando de 39 mil a 46 mil habitantes. A população está crescendo muito rapidamente e isso influencia. Outro fator que mostra o nível do nosso desenvolvimento atual é a quantidade de loteamentos que estão surgindo na cidade. A venda de lotes está crescendo. Tem 4 loteamentos grandes que serão iniciados em breve. O nosso comércio é muito forte, basta passar na avenida principal para verificar, e isso influencia muito também”. ”Marataízes precisa de olhares técnicos e bem orientados para aproveitar esse que pode ser o novo Boom desse mercado!”  Para compreender melhor o momento de oportunidades que o município vive, o site Atenasnotícias procurou um especialista do ramo imobiliário. Olney Soares, é sócio/diretor da Multimóveis, empresa com sede em Cachoeiro de Itapemirim, mas com atuação em toda região Sul. O empresário, que tem dedicado muito seu olhar para o litoral, ajuda a revelar a cidade e seus caminhos para quem deseja empreender: “Marataízes é um mercado imobiliário pequeno, mas com tese clara: litoral, segunda residência, aluguel de temporada e expansão urbana de baixo a médio ticket. Na prática, os melhores vetores hoje são três: apartamentos compactos e lojas na Barra/Av. Simão Soares para renda híbrida; lotes regularizados em bairros de expansão como Belo Horizonte e Alto Lagoa Funda; e casas bem localizadas para retrofit e locação sazonal”, revela. Apesar das boas perspectivas, Olney Soares deixa um alerta para que esse bom momento não se perca: “Com certeza a vinda do Porto Central (Presidente Kennedy) irá movimentar vários setores econômicos de Marataízes, e resta agora, os setores competentes se programarem para fazer da Pérola do Sul Capixaba, um novo pólo de investimentos imobiliários. Tenho convicção que Marataízes precisa de olhares técnicos e bem orientados para aproveitar esse que pode ser o novo Boom desse mercado”. Recado dado.

A “Linha Verde” do prefeito Theodorico Ferraço é uma ótima ideia

Foto da região: Ilauro Oliveira Muito otimista, e animado, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço (PP,) anunciou, nesta semana, um importante pacote de obras para a cidade. Mais pessimista, e menos animado, falou de outras duas obras desejosas por ele: o viaduto do trevo do IBC e o Distrito Industrial de Pacotuba. Essa última esbarra em problemas judiciais com proprietários locais, provavelmente contestando os valores da desapropriação. E o viaduto esbarra em suas dificuldades próprias, tipo engenharia complexa e o alto valor da obra. Tanto assim é, que Ferraço já estuda uma outra alternativa viária para aquela região do IBC. Aguardemos. Mas o prefeito, nesse pacote de obras, apresentou um projeto que, ao meu ver, é uma grande sacada dentro dessa dificultosa tarefa de solucionar os gargalos do trânsito de Cachoeiro: uma rodovia ligando os bairros Paraiso e São Geraldo à Faculdade Multivix, lá no bairro Monte Belo. Essa nova estrada (que permito-me apelidar nesse texto de “Linha Verde”, dada a beleza da região que tem muitas  árvores e áreas verdes) passaria ao lado do Bom Gosto Bar e sairia lá em Monte Belo. Não foram apresentados números sobre o quanto essa obra desafogaria o trânsito na região, mas, certamente, ajudaria uma grandiosidade. Feita com recurso e mão-de-obra da própria prefeitura, Ferraço acredita que até o fim deste ano é possível concluí-la. Já existe um trajeto iniciado no local, mostrando que não deve se tratar de algo complexo para ser feito, e nem de valor alto, exceto que haja grandes desapropriações a fazer, o que não é o que parece porque tratam-se de pequenas propriedades. Não sou engenheiro de trânsito, mas essa me parece uma obra extraordinária, de custo baixo, execução rápida e solução de altíssima relevância para o trânsito. Os estudantes da Multivix, por exemplo, que moram naquela região (Paraiso, São Geraldo, Amarelo e Gilberto Machado) poderão utilizar a “Linha Verde”, desafogando a rodovia original (Viação Itapemirim sentido União). Ferraço, que teve suas outras gestões marcadas por grandes obras, pode fazer um gol de placa na execução cuidadosa dessa “Linha Verde”. Saindo do papel, e sendo bem feita, muito bem sinalizada, segura, e iluminada, associada à beleza da região e sua indiscutível necessidade, essa intervenção pode ser uma boa marca da sua gestão atual. Marca que, aliás, ainda não existe e o prefeito precisa realizar o quanto antes. A “Linha Verde” pode ser a nova Linha Vermelha de Cachoeiro. E de Ferraço. ***************************************************** Já que a reflexão é sobre grandes obras, ocorre-me a lembrança de Saturnino Braga, que quando foi prefeito do Rio de Janeiro, na década de 80, disse que o que mais lhe empolgava na vida pública “eram as pequenas obras”. Certamente falava de muros, galerias, calçamentos, tapa-buracos, postos de saúde… e de atendimentos básicos do dia-a-dia, tipo coleta de lixo eficiente, atendimentos de saúde bem feitos, educação de qualidade, e por aí a fora. Em suma, é o que chamamos de zeladoria. É o serviço diário sendo bem feito e mostrando que a administração está presente, ainda que em atividades menores, e não apenas nas grandes obras. A gestão Ferraço parece estar atenta a isso. Ajustou a coleta de lixo, que não estava bem no início do governo. Não está excepcional ainda, mas a contento. E precisa resolver a questão dos entulhos na cidade, que está um caos. O prefeito anuncia a reativação da usina de asfalto, que vai ajudar a agilizar as operações tapa-buraco. Anunciou também o asfaltamento de 100 ruas, porque quem paga imposto merece ruas bem conservadas e transitáveis. E algo muito importante: Ferraço está de olho no atendimento de saúde de Cachoeiro. O prefeito anuncia uma comissão para negociar com os hospitais da cidade uma parceria em que eles assumam a gestão das unidades públicas de sistema 24 horas: “A população precisa de exame na hora, sem necessidade de central de vagas”, disse Ferraço. É o dia-a-dia, o beabá administrativo, que, bem feito, pode ser tão importante quanto as grandes obras. E Ferraço voltou a ser prefeito para isso, para as grandes e pequenas soluções. Se as vultosas não são simples de sair do papel, faça o dever de casa e o povo, igualmente, ficará deveras feliz. ***************************************************** Dando os trâmites por findo, quando falo de obras nessa região (Paraiso, Amarelo, São Geraldo e Gilberto Machado) não posso esquecer do saudoso deputado federal Camilo Cola. O empresário, olhando muitos anos à frente de todo mundo, articulou para que fosse feito na região um viaduto, sobre a avenida Lacerda de Aguiar, ligando Amarelo a Paraiso. À época criticaram e crucificaram o deputado, matando a ideia no nascedouro. Hoje, observa-se o quão útil seria. Águas passadas não movem moinho, né!

A escolha de Dr. Bruno Resende

Acostumado dentro dos hospitais e consultórios médicos, onde domina com maestria a sua profissão, o deputado estadual Dr. Bruno Resende (União) está sentindo nesses últimos dias, antes do prazo de desincompatibilização – 4 de abril -, o duro jogo jogado da política. Em vias de decidir se sai do União, ou seja da base do Governo, e segue para um partido não alinhado, tipo PSDB ou Republicanos, Dr. Bruno está ficando encurralado politicamente. Seus movimentos para sair da base de um Governo que lhe deu tudo nesse seu primeiro mandato não agradaram, porque exatamente agora em que mais se precisa dele, na pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB), ele ameaça deixar o ninho. A democracia é o jogo livre das vontades políticas, mas as decisões são acompanhadas de consequências. E neste caso, a consequência que pode comprometer o futuro político de Dr. Bruno é ter em seu caminho à Câmara Federal dificuldades caseiras. Vou explicar:    Em contrapartida ao movimento de Dr. Bruno, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço (PP), pai de Ricardo, botou a caneta para funcionar nas últimas 24hs. Exonerou o vice-prefeito Junior Corrêa (Novo) e a sua secretária de Saúde Renata Fiório (PP). Ambos estão posicionados estrategicamente para uma possível disputa à Câmara Federal, exatamente contra o médico. Após usar a caneta com a prudência de uma serpente, Ferração usou as palavras com a mansidão de uma pomba, e mandou recado na imprensa estadual: “Tem a questão do Bruno Resende, que é o candidato digamos que ‘preferido´, mas ele está indeciso sobre o partido…se escolher por um partido fora da base, nosso caminho será diferente do dele”. Trocando em miúdos: está nas mãos de Dr. Bruno, se ficar na base e apoiar Ricardo para o Governo, terá o caminho livre como candidato do grupo ferracista em Cachoeiro. Se sair da base, deixa de ser o ‘preferido´ e terá pedras no caminho. Pedras como Junior Corrêa e Renata Fiório, além das outras mais. É o jogo sendo jogado para Dr. Bruno Resende que até então foi um aliado bem tratado pelo Governo, sobretudo na área da Saúde. Um caso exemplar disso é a construção do Hospital do Câncer em Cachoeiro, onde o governador Renato Casagrande (PSB) e o próprio vice-governador, Ricardo Ferraço, nunca se importaram em dividir holofotes com o deputado Bruno, sempre colocado como um grande ator político nesse empreendimento. Mas agora o jogo é a vera. O grupo governista picado pelos movimentos contraditórios de Arnaldinho (PSDB) em Vila Velha, está aprendendo a usar o antídoto de véspera.    

Tininho Batista segue articulando pré-candidatura e pode mudar de partido

Dono de uma teimosia peculiar, o que lhe rende muita gozação entre os amigos, o ex-prefeito de Marataízes Tininho Batista (ainda filiado ao PSB), segue articulando sua pré-candidatura a deputado estadual, mesmo tendo suas contas de 2020 rejeitadas pela Câmara Municipal local. Mas neste caso, garante ele, a sua manutenção na disputa eleitoral deste ano não se trata de teimosia, mas de convicção cercada de entendimento jurídico. O ex-prefeito está convicto de que será candidato porque o simples fato de ter contas rejeitadas não o exclui automaticamente do pleito, cabendo a possibilidade de um novo entendimento pela Justiça Eleitoral na hora de registrar a sua candidatura. Aqui neste mesmo espaço, no ano passado, este colunista já chamava a atenção para este fato, e bem antes das contas do ex-prefeito irem a plenário. À época escrevi sobre a possibilidade de Tininho não ficar inelegível, mesmo sendo derrotado pelos vereadores, porque faltava à sua rejeição de contas analisadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo uma palavra chamada dolo. Pela Lei de Inelegibilidade, sustenta o ex-prefeito,  o impedimento para disputar as eleições ocorre quando a rejeição decorre de irregularidade insanável  que configure ato doloso de improbidade administrativa e por decisão definitiva do órgão competente.  Portanto, agarrado nesse entendimento, Tininho tem a convicção de que estará na disputa. Até porque, segundo ele, já houve diversos casos de políticos que tiveram contas rejeitadas e ainda assim disputaram eleições. Logo, para isso, o ex-prefeito mantém suas andanças políticas e suas articulações na região Sul, mais precisamente em Marataízes, Itapemirim, Presidente Kennedy e Cachoeiro de Itapemirim. E também estuda mudar de partido. Ainda no PSB, Tininho estuda migrar para o Mobiliza (antigo PMN), sigla que vem articulando uma chapa forte para a disputa desse ano. Mas para entrar no novo partido, ele exige que haja alinhamento político com Renato Casagrande (PSB), Ricardo Ferraço (MDB) e Marcelo Santos (União Brasil). Animado e convicto de que estará nas urnas eletrônicas, parece que não será desta vez que os adversários se verão livres de Tininho Batista. A conferir. ***************************************************  Sobre os políticos que tiveram problemas com as contas ou no exercício dos seus mandatos, e ainda assim disputaram eleições após análise da Justiça Eleitoral, Tininho Batista cita: Carlos Casteglione (PT) Marcus Assad (Podemos), Erimar Lesqueves (MDB) e Norma Ayub (PP). ***************************************************** Ainda em Marataízes, o empresário Breno NilRegi segue articulando sua pré-candidatura a deputado estadual. Para isso, estuda convites de alguns partidos para definir seu novo ninho. Já outro pré-candidato, o Marcos Viváqua (Podemos), fez uma grande reunião em Itapemirim semana passada. Além do apoio do prefeito de Marataízes Toninho Bitencourt (Podemos), Marcão deve ter carta aberta de Dorlei Fontão (PSB) em Presidente Kennedy e de Geninho Alves (PDT) em Itapemirim. **************************************************** “Das cordas do meu violão/ Que só teu amor procurou” – Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá/Antonio Maria)

Discussão entre Ferraço e João Machado não define relação Executivo/Legislativo em Cachoeiro

O disse-me-disse entre o prefeito Theodorico Ferraço (PP) e o vereador João Machado (PDT), nos últimos dias deste ano, não é fator que define a relação entre os dois poderes cachoeirenses. A verdade é que Executivo e Legislativo vivem uma lua de mel e que vai continuar neste 2026 que está prestes a se iniciar. Realmente prefeito e vereador discutiram lá no CMU (Centro de Manutenção Urbana). Mas foi um fato isolado. Debaixo dessa espuma reina águas tranquilas. Ferraço nada de braçada na Câmara Municipal. O prefeito teve todos os seus pleitos atendidos, e raramente existiram votos contrários aos seus projetos encaminhados. Até o empréstimo de R$ 50 milhões que a administração quer fazer foi autorizado pela maioria esmagadora. Apenas dois votos contra. Um do vereador Coronel Fabrício (PL), que lhe faz oposição moderada e equilibrada, e outro do próprio João Machado. E como já está escrito no primeiro parágrafo, o ano que vem vai ser do mesmo jeito. Apesar de ser ano eleitoral, boa parte dos vereadores seguirá a cartilha. É isso que tenho escutado dos edis com os quais converso. Dois fatores contribuirão para a manutenção da boa relação: – O primeiro é a esperança de que em 26 o prefeito seja mais generoso e atenda mais e melhor os pedidos feitos. Os vereadores não estão totalmente satisfeitos, mas estão compreensivos e solidários com Ferraço porque entendem que ele pegou um orçamento do governo anterior, e também enfrenta as dificuldades naturais de um primeiro ano de gestão. Que o próximo ano venha com mais nomeações de aliados e com obras nos seus redutos, é o que pedem os vereadores ao Papai Noel Ferraço. – O segundo fator que unifica a base ferracista na Câmara é exatamente o que costuma desagregar: a eleição. Parece contraditório, mas não é, porque quem está no páreo é justamente o filho do prefeito, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). A maior parte dos vereadores de Cachoeiro está apoiando Ricardo para suceder Renato Casagrande (PSB) e entende que uma boa gestão do pai vai pesar na eleição estadual. Até os 4 vereadores do PSDB não devem embarcar na aventura Arnaldinho, pré-candidato a governador pela sigla. Portanto, seguirão juntos em nome do pai e do filho. Além dos dois elementos contribuidores, há um outro que ajudará Ferraço em 2026. Até agora, pelo que se sabe, apenas três vereadores devem ser candidatos a deputado estadual. Ou seja, não haverá desarranjos maiores na configuração política posta hoje, porque poucas candidaturas contribuem para pouca turbulência e poucas brigas no Legislativo. Quando há muitos vereadores na disputa, isso desarruma a base porque as vaidades se acirram e os conflitos pelo voto são inevitáveis. Isso pode ter reflexos negativos no dia a dia da Câmara e influir nas votações. Mas, pelo visto, não acontecerá. Logo, presume-se por tudo isso que Ferraço seguirá tranquilo em 2026 dentro do Legislativo. Como disse, a discussão entre prefeito e vereador foi fato isolado e não vai manchar uma relação pacifica que sempre existiu entre os poderes. E nem mesmo a conhecida música de Leandro e Leonardo serviria para ser trilha sonora dessa relação vivida entre prefeito e Câmara de Vereadores, porque, a bem da verdade, neste ano não houve tapas, mas apenas beijos.        

Dr. Bruno Resende mira Câmara Federal e isso é bom para Cachoeiro e Sul do ES

Foto: Lucas S. Costa Mesmo cumprindo seu primeiro mandato na vida pública, Dr. Bruno Resende aposta em um grande salto ano que vem. Embora tenha todas as chances de se reeleger deputado estadual, devido ao bom trabalho na área da saúde, ele não se acomoda e vai em busca de uma vaga na Câmara Federal. Essa decisão (que faz muito bem para Cachoeiro, e eu explico nas próximas linhas) vinha sendo ventilada nos bastidores, mas ganhou forma definitiva nos últimos dias quando o deputado também anunciou que vai trocar de partido. Sai do União Brasil e segue para o Podemos. Esse novo rumo, que vai acontecer na próxima janela partidária que é quando a lei eleitoral permite a mudança de sigla, tem seus motivos e quem explica é ele mesmo para este colunista: “Tenho uma posição política clara. Hoje íntegro a base do Governo Casagrande e meu apoio seguirá nessa linha. Então, avaliei os partidos da base, que me fizeram convite, para definir minha casa. Na decisão estavam: ser ideologicamente compatível comigo, uma vez que tenho perfil de centro-direita, além, por óbvio, ter chapa competitiva a Câmara Federal, pois serei candidato a deputado federal. O PODEMOS reuniu essas características, além de ser um partido que já era próximo ao meu grupo em muitos municípios capixabas. Mantenho boa relação com União Brasil e minha saída não será traumática para ninguém. Conversei com presidente e seguiremos com boa relação e respeito mútuo”. A decisão de Dr. Bruno na busca por uma vaga em Brasília é muito benéfica para a região Sul, em especial para Cachoeiro. Desde Norma Ayub, o município e as demais cidades do entorno não têm um representante original da região, o que é muito ruim. E isso não é mero bairrismo, mas de fato uma necessidade regional, tanto no que diz respeito às emendas parlamentares, quanto a uma presença efetiva nas agendas desenvolvimentistas que aqui são travadas. Cachoeiro e Sul carecem de nomes em Brasília. Hoje o deputado federal Evair de Melo (PP), que é da região serrana, tenta fazer este papel, mas sua ligação umbilical apenas com o setor de mármore e granito reduz sua capacidade de articulação em outros setores da sociedade. Seu esforço é bem-vindo, mas não pode ser o único, dado o tamanho regional que temos. É preciso mais. Áreas cruciais como a saúde e desenvolvimento econômico, por exemplo, carecem de um debate mais qualificado e atuante da classe política. E para isso ser feito é necessário que nossos representantes vivam aqui, morem aqui, respirem o ar daqui. Os candidatos de outras regiões serão sempre bem-vindos a se somarem nesse esforço, mas é inadmissível que em uma bancada de 10 deputados o Sul não tenha unzinho sequer. A balança fica muito desproporcional e isso interfere no resultado final. O Voto Sul, movimento liderado pelo ex-deputado Camilo Cola, não foi inspirado apenas no sentido mesquinho de se obter votos. Quando foi pensado, tratava-se muito mais do que simplesmente o ganho na urna. Era o desejo real de se obter novamente a relevância política da região a partir de um (ou mais) mandato que estivesse próximo das cidades, debatendo seu dia a dia. Camilo dedicou seu mandato a isso, ainda que com suas limitações devido a idade avançada. E agora, cerca de 15 anos depois, Dr. Bruno Resende pode trilhar nesse caminho, a partir dessa pré-candidatura consolidada. Ou seja, defender uma agenda política voltada para o Sul, sem desmerecer ou desrespeitar as demais regiões. E parece que é isso que ele vai fazer, como explicou a este colunista: “Entendo que minha ida para Câmara Federal pode preencher dois vazios de representação importantes: primeiro, a não existência de representante da região Sul do estado. Isso faz com que tenhamos concentração de poder e consequentemente de investimentos em outras regiões. Segundo, a Saúde. Não há ninguém que tenha na Saúde a prioridade de mandato. Creio que tenha condições, baseado na minha experiência, de acrescentar protagonismo a essa pauta, que vai impactar em todo Espírito Santo”. Nesse contexto fez questão de mencionar Norma Ayub e Camilo Cola: “Norma foi uma ótima deputada e nossa última representante regional. Assim como Camilo Cola, Norma conseguiu trazer recursos importantes para nossa região. Respeito a toda bancada federal, mas chega a hora de voltarmos a ter protagonismo político na região Sul. O cenário político ainda não está totalmente claro, mas estou trabalhando muito para mostrar as nossas lideranças que temos condições de sentar à mesa com todos e traçarmos juntos os próximos avanços regionais”. Está dado o recado. E bem articulada, debatendo no seio da nossa região os problemas macros, e, claro, respeitando as especificidades de cada município, essa pré-candidatura tem tudo para ser muito forte, com chances reais de êxito. O tempo dirá. ******************************************************************* “Tempo, tempo, tempo, tempo, compositor de destinos” – Oração ao Tempo (Caetano Veloso)