Agronegócio

CNA participa de Summit sobre sustentabilidade no agro

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Brasília (25/11/2020) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (25), do “Summit Agronegócio Brasil 2020 – Agronegócio brasileiro e a sustentabilidade”, promovido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, foi um dos palestrantes do terceiro painel, que debateu o tema: “Caminhos trilhados e ainda por trilhar para um agronegócio sustentável de fato”.

Muni iniciou a discussão destacando a importância do Código Florestal Brasileiro. “Temos uma legislação completa, um marco legal diferenciado que posiciona o Brasil em uma situação de dianteira mundial. A nossa expectativa é que haja a efetiva implantação do Código e a regulamentação de alguns artigos pendentes”.

Lourenço também falou sobre o compromisso dos produtores rurais em aderir ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). “A adesão maciça dos produtores brasileiros demonstra o grau de compromisso com a sustentabilidade. Quem se inscreveu expôs a realidade das propriedades rurais no país”.

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O prazo para os produtores rurais se cadastrarem no CAR e serem beneficiados pelos Programas de Regularização Ambiental (PRA) nos Estados encerra no dia 31 de dezembro. Até agora, 6,5 milhões de imóveis foram inscritos.

“Nossa expectativa é que o prazo seja efetivado. O nosso objetivo agora é divulgar o PRA e temos trabalhado nessa questão. A CNA está implementando um projeto piloto, chamado PRA Valer, que pretende estabelecer formas de recuperação dos passivos ambientais nas propriedades a partir de recomendações de pesquisadores da Embrapa, em parceria com os municípios e com o sistema sindical brasileiro”, disse.

Sobre a regularização fundiária, o presidente da Federação da Agricultura do Amazonas afirmou que ela está alinhada à sustentabilidade. “A falta de titulação de terras traz insegurança jurídica aos produtores. Com a regularização fundiária, o poder público tem planejamento e ordenamento territorial, além de melhores condições de controle e monitoramento ambiental”, ressaltou.

Durante o evento, o representante da CNA lembrou que o Brasil tem 210 milhões de hectares de vegetação nativa preservada dentro das propriedades rurais. “O produtor rural tem contribuição significativa na preservação ambiental do país”.

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Para Muni Lourenço, o Brasil têm muitos desafios e caminhos a trilhar e o fortalecimento e a implementação de políticas públicas são fundamentais nesse processo. “O Pagamento por Serviços Ambientas (PSA), por exemplo, é uma forma de reconhecer o esforço e as boas práticas dos produtores”.

O debate foi moderado pelo editor do Broadcast Político, Gustavo Porto, e também contou com a participação da advogada especialista em Direito Ambiental, Samanta Pineda, do especialista em Agronegócio Sustentável da National Wildlife Federation (NWF), Francisco Beduschi, do deputado federal, Marcelo Ramos (PL-AM), e do diretor de Regulatório e Sustentabilidade da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF na América Latina, José Eduardo Vieira de Moraes.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Quebra de safra preocupa cafeicultores

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Minas pode colher uma safra de café até 43% menor este ano. É o que revela o 1º Levantamento da Safra 2021 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Ainda segundo o estudo, o Sul de Minas deve amargar perdas entre 43 e 47%, em relação ao ano anterior.

O vice-presidente do Sistema FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA, Breno Mesquita, confirma que os números batem com a percepção do setor produtivo. “Já vínhamos alertando para este cenário desde o ano passado. Além da bienalidade negativa, tivemos graves problemas climáticos em 2020, que já nos sinalizavam uma perda preocupante para a safra atual. Os percentuais levantados pela Conab são bastante similares aos que temos recebido de feedback dos produtores e cooperativas”.

Minas Gerais responde por quase metade de toda a produção nacional, e deve alcançar entre 19,8 milhões e 22,1 milhões de sacas (redução de 42,8% em relação ao último ano). A perda mineira pode ser percentualmente maior do que a média de outros estados, pela predominância do café arábica, que sofre maior influência da bienalidade negativa. Mas as perdas apontadas pela Conab são igualmente preocupantes para todo o país: o documento estima uma produção nacional total – somados conilon e arábica -, entre 43,8 milhões e 49,5 milhões de sacas, indicando uma redução entre 30,5% e 21,4%, em comparação ao resultado apresentado na safra passada.

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“É uma perda muito significativa e que nos preocupa muito, porque esses reflexos do clima provavelmente impactarão também a safra seguinte, de 2022. Precisaremos criar dispositivos para que o cafeicultor brasileiro tenha condições de ultrapassar esse momento. Desde o ano passado temos trabalhado nessa busca por recursos, linhas de crédito e instrumentos de renda para o produtor. Já conseguimos o aporte de 150 milhões para a recuperação de cafezais danificados, que estão disponíveis aos produtores e serão essenciais para dar fôlego à cafeicultura brasileira“. – conclui Breno Mesquita.

Clique aqui para acessar as tabelas e o Boletim completo do 1° Levantamento da Safra de Café 2021.

Imagem: Flickr CNA

Fonte: CNA Brasil

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