Agronegócio

CNA divulga relatório da Aliança Agroeconômica do Centro-Oeste

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Brasília (20/02/2021) – A Aliança Agroeconômica, grupo que conta com análises e dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e federações de agricultura e pecuária, se reuniu quinta (18) para a divulgação do Relatório Agroeconômico do Centro-Oeste – 4° Trimestre de 2020.

Segundo o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, o material é voltado para auxiliar o produtor rural em suas tomadas de decisão e atender demandas específicas do setor agropecuário, contribuindo para a eficiência na difusão de informações.

O relatório destaca o impacto das chuvas na safra 2020/2021 do Centro-Oeste, a análise das exportações trimestrais do agronegócio, o balanço de 2020 para a pecuária de corte na região e resultados estatísticos com dados de preços e custos de produção para as atividades de milho e soja.

Com destaque para as informações do Projeto Campo Futuro (CNA/Senar), o boletim traz o resultado da pecuária de corte nos estados do Centro-Oeste e mostra onde a variação percentual do custo de produção foi maior que a obtida com a receita.

De acordo com Thiago Rodrigues, o Mato Grosso foi o estado com maior Custo Operacional Efetivo (COE). O índice aumentou 45,2%, mas a receita teve alta de 40,8%. Em Mato Grosso do Sul, o COE subiu 36,9% no acumulado de 2020 ao mesmo tempo em que a receita cresceu 33,6%.

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Aliança Agroeconômica – Formada em 2018, a partir de uma cooperação técnica entre CNA, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), a Aliança Agroeconômica tem como objetivo integrar ações de pesquisas e estudos no Sistema CNA/Senar do setor agropecuário.

Clique aqui para acessar o relatório.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Dia Internacional da Mulher: conheça a história de mulheres que vivem o agro no Pará

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Nesta segunda-feira (8/3), o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher. A participação feminina no agro está em franco crescimento e, de acordo com o último Censo Agropecuário feito pelo IBGE, há 1,7 milhão de mulheres que se autodeclararam chefes de um empreendimento rural. A proporção das chefes de fazenda subiu de 12,6%, em 2006, para 18,6%, em 2017. Segundo o IBGE, elas são produtoras, gerentes e responsáveis diretas pelas principais atividades nas propriedades.

Esses números revelam ainda que as mulheres representam 29% do agro brasileiro, estão no comando de 946.075 (18,7%) das cerca de 5 milhões de propriedades rurais contabilizadas pelo levantamento e ainda, que o número de estabelecimentos rurais administrados por mulheres cresceu 38% em 12 anos.

A seguir, o Sistema Faepa apresenta o perfil de mulheres que vivem o agronegócio no Pará e se orgulham da sua trajetória.

Conhecimento e amor na gestão da propriedade

Renata Maria Cardoso Salatini, tem 44 anos, é secretária executiva trilíngue, gestora, produtora rural e proprietária da Fazenda Maria Júlia em Paragominas (PA). Ela conta que, embora não tenha formação acadêmica em ciências agrárias, sua paixão pela terra e por tudo o que está relacionado ao agro vem desde a infância. “Vi meus avós e tios cuidarem com muito carinho dessa relação e em 2000 meu marido comprou uma fazenda em Itaporã (MS) e, por uma necessidade entrei na atividade e simplesmente me apaixonei. Atualmente estamos no Pará por acreditar que o Estado seja promissor, ofereça grandes oportunidades e crescimento ao agronegócio”, revela.

Renata conta que sua maior realização profissional é administrar a fazenda. “Apesar de não ter realizado o sonho de ser agrônoma, Deus realizou meu desejo indiretamente colocando-me no campo e permitindo com que atue com muito amor, buscando sempre informação, conhecimento constante para agregar, aprimorar e reciclar o que sempre aprendo”, comenta.

A produtora rural de grãos destaca a importância da sustentabilidade econômica, social e ambiental na atividade rural. “Estou atenta à qualidade de vida e a formação dos funcionários, aprimoro cada vez mais o sistema de gestão com excelência nas operações, procuro participar do desenvolvimento de uma sociedade mais humana proporcionando oportunidades para as futuras gerações dos funcionários da Fazenda Maria Júlia e do Estado do Pará”, observa orgulhosa.

Sue Ann de Miranda Tibery, 75 anos, é de uma família tradicional de pecuaristas da Ilha do Marajó. Ela conta que seu bisavô adquiriu a Fazenda União em 1899, sua avó e mãe ficaram viúvas muito jovens e ela teve que assumir a propriedade rural e administrar os negócios da família em Cachoeira do Arari (PA). “O dia a dia no campo despertou em mim o amor pela pecuária”, conta ela que é criadora de gado Nelore, búfalos e cavalos Puruca, Marajoara e Árabe. Sue coleciona troféus e prêmios em sua fazenda, além de revistas nacionais e internacionais com matérias revelando a beleza da região, pela qual considera uma apaixonada. Segundo dela “somente os fortes sobrevivem no Marajó”. Saudosa e orgulhosa da sua trajetória, Sue revela que quando seu marido era vivo eles sempre viajavam para exposições nacionais para se reciclar, assistir aos julgamentos, visitar fazendas, etc.

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Pioneirismo e competência por um agro mais forte

A pecuarista e advogada Cristina Malcher, de 58 anos, que é conselheira do Sistema Faepa e diretora do Sindicato de Produtores Rurais de Rondon do Pará, conta ter uma tradição familiar no agro. “Desde o Espírito Santo, terra natal de meus avós e pais, temos o vínculo com a produção rural. Tenho orgulho de fazer parte de uma gente que trabalha produzindo alimentos para todos. É um sentimento de amor, que faz com que todas as dificuldades não nos desestimulem, muito pelo contrário, nos impulsionem”, revela.

Cristina, que é criadora das raças Guzerá e Nelore, bubalinos para produção de queijos de leite de búfala, conta que sua propriedade foi pioneira no Pará na produção de mozzarella de búfala e comenta que o agro passou por muitas mudanças e nesse processo as mulheres se adequaram. “Juntamente com o trabalho pioneiro que desenvolvo na fazenda, atuo há 38 anos na defesa  do setor, através do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondon do Pará e Faepa,  pois, questões fundiárias, ambientais, logística de transporte e políticas de crédito agrícola são tão importantes como as tecnologias implantadas nas propriedades rurais paraenses”, relata.

A empresária, gestora e consultora, Márcia Centeno, que também é diretora da Faepa, revela ter muito orgulho de participar do Agro. “Na verdade, o Agro é vida. Tudo o que comemos e usamos vem do Agro. Então eu tenho muito orgulho e muito amor pelo meu setor junto com uma paixão enorme”, destaca. A fazenda e propriedade dela são de ciclo completo. No local é possível ver o resultado da IODF, os frutos, os bezerros nascendo, o gado engordando, sendo abatido. Márcia conta que é os resultados são bons e que é muito gratificante superar os desafios que enfrenta diariamente no campo. “É tudo muito intenso, você tem que estar administrando várias coisas e intempéries da natureza e ataques de pragas, mas nós da Fazenda Rio Branco topamos o desafio sempre buscando fazer algo melhor de uma forma bem diferente. Hoje a fazenda tem também plantio de milho junto e o ciclo completo. Me sinto muito realizada apesar do estresse porque nada na vida é fácil, mas quando a gente ama o que faz tudo se torna mais tranquilo”, menciona.

A Coordenadora do Núcleo Tapajós do Sistema Faepa/Senar e diretora de Fomento Vegetal de Itaituba, Antônia Gurgel, conta que sua história no Agro começou quando trabalhava com seu ex chefe, Juvêncio Pereira da Silva, que na época era Presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Itaituba e também trabalhava com melhoramento genético. Foi assim que ela começou a gostar da área e de tudo o que o setor representa para a sociedade. Estando nesse ambiente ela passou a se relacionar com produtores rurais e como consequência e incentivo de Juvêncio se tornou também presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Itaituba, de 2008 a 2019. O sentimento que Antônia revela ter pelo setor é que há muito a melhorar, pois os produtores rurais têm muitas cobranças, por isso ela gostaria que tivessem uma rotina com mais facilidades para gerar mais produção. Ela sonha que a sua propriedade obtenha casa vez mais alta produtividade.

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Paixão pelo agro de geração em geração

A zootecnista Karen Jamile Viana de Sousa, de 33 anos, comenta que a família tem propriedade há mais de 40 anos em Santa Luzia do Pará (PA), na região nordeste paraense, onde atua no ramo da bovinocultura de corte e na fruticultura. Ela conta que herdou dos pais o amor pelo campo e compreendeu desde cedo a importância do agro para a sociedade. “O setor é responsável por colocar alimento na mesa das pessoas, além de gerar emprego e renda. Como não amar um segmento que trabalha com a terra, respeita a natureza e ainda ajuda a matar a fome do mundo?”, observa. Não foi à toa que Karen escolheu a zootecnia. “A minha profissão possibilita trabalhar no campo como técnica, produtora rural, além de compor a diretoria do Sindicato de Produtores Rurais de Santa Luzia do Pará, podendo assim trazer conhecimento e benefícios a zona rural”, revela.

Para ela, trabalhar no setor agropecuário é um grande desafio que é vencido diariamente com muito trabalho, dedicação e amor pela atividade. “É possível mostrar para outras mulheres que podemos vencer todas as barreiras, quando acreditamos na importância do nosso trabalho, desenvolvendo nossas atividades com responsabilidade, competência, amor e dedicação, empregando o verdadeiro sentido do empoderamento feminino no campo”, diz Karen, que espera ver cada vez mais mulheres ocupando cargos em todos os setores da economia, especialmente no agro. “Acredito que o desafio para fazer a diferença no campo é levar tecnologia e conhecimento para todos, e, dessa forma, motivar e inspirar outras pessoas”, finaliza.

Na visão da jovem zootecnista Marcela Marques Vendramini, de 30 anos, o agro, além de uma atividade fundamental, é uma paixão que foi passando de geração em geração. “A mulher produtora rural vem garantindo lugar expressivo na minha família desde a minha bisavó Minervina Lobato. No meu convívio tive o exemplo da minha avó Henriqueta Lobato, marajoara, nascida em uma fazenda em Ponta de Pedras (PA), que virou produtora de bubalinos, bovinos e equinos no município de Soure, com presença ativa no campo até seus 95 anos, e sempre com alegria e força”, conta Marcela.

“Se alguém tinha dúvidas sobre o que uma mulher é capaz no campo e como fazendeira, certamente ela provou que as mulheres podem ser uma referência de sucesso para todos. Ela ensinou também para muitos o que é amar suas raízes, as pessoas envolvidas no negócio, e mais do que isso, passou seus ensinamentos para a minha mãe Ana Cristina e para mim, mais duas gerações de mulheres no agro que hoje gerenciam a empresa, também amam a atividade e têm a missão de dar continuidade ao sonho e perpetuar o sucesso por mais muitas gerações”, destaca Marcela em homenagem a sua avó.

Fonte: CNA Brasil

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