Agronegócio

CNA discute iniciativas para o setor de irrigação

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Brasília (13/05/2021) – A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (12), para discutir iniciativas para a expansão do setor de agricultura irrigada no País.

Um dos itens da pauta foi a apresentação da 2ª edição do Atlas de Irrigação, realizada pelo coordenador de Estudos Setoriais da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Fontenelle.

O documento traz um compilado de informações sobre o uso da água na irrigação, principais sistemas, culturas, e o potencial de expansão da área irrigada no Brasil. A primeira edição foi publicada pela Agência em 2017.

“É uma iniciativa de técnicos da própria ANA que viram o uso apenas de dados técnicos do Censo Agropecuário feito de 10 em 10 anos e que a dinâmica da atividade não pode esperar 10 anos para ter dados renovados e então resolveram formar uma base técnica sobre o tema”, afirmou Fontenelle.

O atlas é coordenado pela ANA e foi produzido em parceria com outras entidades como a Embrapa, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), IBGE, além de universidades. Segundo a publicação, até 2040 poderá ter um acréscimo de 76% da área irrigada atual, com estabilidade na área fertirrigada e um aumento da participação de pivôs centrais na agricultura, passando dos atuais 27% para 38%.

Hoje o potencial efetivo da irrigação no País é de 13,7 milhões de hectares e pode chegar a 55,85 milhões se melhorar a infraestrutura de algumas regiões do País, afirmou Fontenelle. Ele acrescentou que o atlas servirá para contribuir com o reconhecimento da agricultura irrigada no Brasil, além de dar subsídios para a tomada de decisões e implementação de políticas públicas direcionadas ao setor.

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De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Irrigação, Eduardo Veras, a CNA e as demais entidades que compõem a comissão, estão dispostas a estabelecer uma parceria com a ANA para que a atualização do Atlas seja feita de forma constante e sirva como propulsora de políticas públicas para o setor “Comparado com o potencial que a agricultura irrigada tem no país, estamos muito aquém no uso dessa tecnologia, por isso, a CNA buscará meios de divulgar o atlas, pois é um trabalho completo e a sua atualização deve ser constante.”

O atlas está disponível em www.atlasirrigacao.ana.gov.br e em www.snirh.gov.br.

Energia – A comissão também tratou da Resolução n.° 901/2020 que altera artigos na resolução n.º 800/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabelecem o recadastramento para fins de aplicação dos descontos da tarifa de energia elétrica.

As atividades de irrigação e aquicultura podem receber desconto na fatura de energia elétrica utilizada durante 8,5 horas por dia, em geral entre 21h30 e 6h.

Os descontos são para o Nordeste e demais municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo 90% para consumidores atendidos em baixa tensão. No Norte, Centro-Oeste e demais municípios de Minas Gerais, os descontos são de 80% para alta tensão e de 67% para baixa tensão. Demais regiões, 70% de alta tensão e 60% de baixa tensão.

A assessora técnica da Comissão de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, explicou que o produtor pode solicitar o benefício tanto para as unidades consumidoras já existentes como para novas instalações, basta seguir os requisitos estabelecidos. 

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Além disso, uma nova revisão cadastral será realizada a cada três anos. “Mesmo com esse novo prazo para o recadastramento e a opção de auto declaração nesse primeiro cadastro, entendemos que ainda existem problemas a serem sanados como, por exemplo, a demora dos órgãos na emissão das autorizações ambientais e de outorga, que pode fazer com que o produtor perca o desconto inviabilizando a atividade em alguns casos”, disse Jordana.

Outro item da pauta foi o uso da energia solar como alternativa para irrigação no campo. A empresa Valmont apresentou alternativas à rede elétrica para auxiliar o produtor rural a reduzir custos e a ter mais um negócio na propriedade ao gerar energia solar.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) também apresentou as iniciativas de apoio à produção irrigada. Antônio Leite, representante do órgão, afirmou que as principais dificuldades para a expansão da agricultura irrigada, de acordo com levantamento realizado pelos polos de irrigação nos estados, são o licenciamento de barramentos, a outorga, o licenciamento ambiental e os custos com energia. 

Para auxiliar na questão da energia, estão trabalhando uma proposta para financiar estruturas de uso comum que serão geridas pelas associações locais e sejam capazes de fornecer energia elétrica para a comunidade privada de irrigantes, que terão prazos e condições viáveis de pagamento pelo investimento.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Senar debate ações do projeto FIP Paisagens Rurais em MS

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Projeto atende as cadeias da pecuária de corte e de leite.

Brasília (24/06/2021) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) participou, na quinta (24), da oficina do projeto FIP Paisagens Rurais para apresentar os objetivos e resultados esperados com a implementação do projeto em Mato Grosso do Sul.

O debate foi promovido pela Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), e reuniu entidades parcerias do projeto no estado.

O Paisagens Rurais abrange 14 municípios dentro da bacia prioritária do Mato Grosso do Sul e a meta do Senar é atender 600 propriedades rurais na região até setembro de 2021, explicou Fabiano Pessatti, gestor do projeto no Senar em Mato Grosso do Sul.

“Até o momento já realizamos 736 visitas e atendemos 168 propriedades com assistência técnica e gerencial na cadeia da bovinocultura de corte. Os resultados esperados são aumento de produtividade, geração de renda, além de melhorias na cobertura vegetal da paisagem e no monitoramento das áreas de cerrado”.

Para Rafael Costa, assessor técnico da Diretoria de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, a entidade tem conseguido executar o projeto no estado focando nos resultados.

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“Apesar dos gargalos e desafios encontrados, as propriedades atendidas no estado, devido ao perfil fundiário e ao engajamento dos produtores da pecuária de corte, vão contribuir para os resultados globais do Paisagens Rurais”, disse. “Contamos com os parceiros estaduais para trazer mais produtores para o projeto”, ressaltou.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul (Semagro), Jaime Verruc, destacou a importância do projeto, que segundo ele, “está alinhado à estratégia de desenvolvimento sustentável do estado”.

“É um grande desafio construir esse desenvolvimento sustentável junto com os produtores, por isso é importante o engajamento de todos os parceiros para atingirmos as metas, tratando de forma adequada o uso de solo e fazendo a recuperação ecológica de algumas regiões.”

A coordenadora-geral de Apoio aos Estados da Diretoria de Regularização Ambiental do SFB, Jaine Cubas, afirmou que o projeto é estratégico para a entidade porque trará subsídios para a regularização ambiental e para “melhorar a paisagem dentro de um ecossistema de pastagem e recuperação produtiva”.

Segundo Sidney Medeiros, auditor fiscal do Ministério da Agricultura, o Paisagens Rurais é um projeto inovador que vai proporcionar melhoria de renda para o produtor e contribuir para que ele se adapte às mudanças climáticas e faça as adequações ambientais necessárias na propriedade rural.

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O FIP Paisagens Rurais vai beneficiar quatro mil produtores rurais com ações de ATeG e mais 5,2 mil pessoas por meio de capacitação, estimulando a adoção de práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono em 100 mil hectares e de conservação e recuperação em sete mil hectares de área.

A oficina desta quinta-feira completou a rodada de encontros virtuais com as entidades parceiras do projeto nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins.

FIP Paisagens Rurais – O Projeto Gestão Integrada da Paisagem no Bioma Cerrado (FIP Paisagens Rurais) é financiado com recursos do Programa de Investimento Florestal, através do Banco Mundial. A coordenação é do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com parceria da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), do Senar e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Embrapa.

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Fonte: CNA Brasil

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