Agronegócio

CNA debate controle do mormo

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Brasília (27/11/2020) – O Grupo de Trabalho de Sanidade Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na quinta (26), o controle do mormo (Burkholderia mallei) em equídeos, a vacinação contra a rinotraqueíte em aves de postura e o Plano de ação 2021-2025 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA).

O mormo é uma infecção que atinge os equídeos. É transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados e pode ser transmitida ao homem e a outros animais.

“Para o setor produtivo, o método de diagnóstico da doença adotado hoje não dá confiança de que o animal realmente é positivo para a enfermidade e deve ser sacrificado. Por isso, é necessária uma revisão do programa e novos estudos sobre o tema”, afirmou a coordenadora de Produção Animal da entidade, Lilian Figueiredo.

O Ministério da Agricultura desenvolve o Programa Nacional de Sanidade de Equídeos (PNSE) que prevê ações de prevenção, controle e erradicação desse tipo de doença. O PNSE prevê ações de prevenção, controle e erradicação desse tipo de doença.

“A política pública do Mapa segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e o diagnóstico é feito por meio de dois tipos de exames sorológicos, em que o material passa por um teste de triagem para saber se o animal é soro reagente”, afirmou a médica veterinária e responsável pelo PNSE, Eliana Lara.

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A Embrapa Gado de Corte também tem feito trabalhos relacionados ao mormo, para fortalecer o protocolo de diagnóstico da doença no Brasil. Segundo o pesquisador Flabio Araújo, os estudos envolvem a infecção experimental de equinos com a Burkholderia mallei para montar um banco de soros dos animais infectados desde o dia zero da infecção.

“Também estamos com planos de trabalho para caracterizar os genomas e proteomas de cepas autóctones de B. mallei isoladas no Brasil. Com esses estudos será possível verificar a transmissão entre propriedades”, disse. Ele argumentou ainda que a Embrapa também está trabalhando com um teste sorológico rápido para a doença.

Na avaliação do presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, os criadores precisam de uma forma segura de diagnosticar se o animal está infectado ou não.

“Precisamos de um protocolo seguro para ser seguido pelos criadores que evite o sacrifício de animais e não traga prejuízos genéticos e econômicos. É um assunto sério e importante para a economia rural brasileira. Por isso, coloco-me à disposição para colaborar no que for preciso e ajudar o poder público a encontrar uma resposta funcional para o tema.”

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A CNA é uma das entidades que participam da rede de Colaboração do PNSE e enviará ao Mapa sugestões de melhorias para o Programa, explicou Lilian Figueiredo.

Outro item da pauta foi a vacinação contra a larinotraqueíte infecciosa das aves (LTI) para avicultura de postura. O Ministério da Agricultura consultou a confederação para saber a situação de focos da doença nos estados com o intuito de analisar as regras para vacinação, previstas no Memorando-Circular nº 72/2018/DSA/SDA/MAPA.

“Vamos solicitar ao Mapa, melhorias nas exigências para a liberação da vacina viva de cultivo celular, para que o setor produtivo tenha uma resposta mais rápida aos surtos da doença.” O setor solicitará também maior agilidade no credenciamento de laboratórios estaduais em casos de surtos para facilitar o diagnóstico.

O grupo de trabalho também discutiu o novo plano de ação 2021-2025 do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA). O coordenador do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), Alejandro Rivera, fez uma apresentação sobre o plano visando completar a erradicação na América do Sul.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Amazonas recebe concentradores de oxigênio doados pelo Sistema CNA

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Brasília (26/01/21) – Os 38 concentradores de oxigênio doados pelo Sistema CNA para atender pacientes com a Covid-19 no Amazonas chegaram, nessa madrugada, a Manaus em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

O presidente da CNA, João Martins, afirmou que “a população do estado do Amazonas enfrenta uma verdadeira batalha pela sobrevivência e, com a doação dos concentradores de oxigênio, o Sistema CNA/Senar espera contribuir para minimizar o impacto da pandemia e ajudar as autoridades de saúde para que possam dar o melhor atendimento possível aos pacientes”.

Para Muni Lourenço, vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), “a doação de concentradores de oxigênio pela CNA ao Amazonas é de extrema importância neste momento da pandemia aqui, onde os pacientes precisam de oxigênio. Com essa iniciativa estamos ajudando a salvar vidas na capital e no interior”.

O estado enfrenta um pico da doença e está com déficit na oferta de oxigênio para atender a população infectada com o novo coronavírus. O governo local também decretou restrição de circulação em vias e espaços públicos devido ao crescimento no número de casos da doença.

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A Defesa Civil recebeu os equipamentos que foram entregues à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e ao Comitê Estadual de Gestão da Pandemia. “Essa doação representa uma renovação de fé para as famílias do nosso estado”, afirmou Renan Rocha, representante da Defesa Civil que recebeu os concentradores no aeroporto da capital.

Cada concentrador tem 10 litros e não necessita de recarga de oxigênio porque é elétrico e converte o ar do ambiente em oxigênio para o paciente. A Secretaria de Saúde irá distribuir os aparelhos de acordo com a necessidade dos hospitais da capital e interior do estado.

Além do oxigênio, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas também está solicitando doações de medicamentos, insumos descartáveis e equipamentos de Proteção Individual (EPI).

“A solidariedade é fundamental para vencermos o vírus da Covid 19”, ressaltou Lourenço.

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Fonte: CNA Brasil

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