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Citroën confirma que terá dois modelos nacionais inéditos até 2024

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Citroën C3 se transformou em um 'crossover' na versão 2022; novos modelos serão baseados nele
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Citroën C3 se transformou em um ‘crossover’ na versão 2022; novos modelos serão baseados nele

O Grupo Stellantis confirma a produção de outros dois modelos da Citroën na fábrica de Porto Real (RJ). Eles serão lançados em 2023 e 2024, após a chegada da nova geração do C3 que está marcada para o ano que vem.

A marca francesa falou pouco sobre o modelo. Segundo Vanessa Castanho, responsável pela Citroën na América do Sul, os novos produtos serão adaptados às necessidades da região, com grande foco na exportação. “Não podemos falar mais, mas garanto que são produtos que as pessoas vão amar”, disse a executiva em entrevista ao Argentina Autoblog. 

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A Citroën não confirma, mas os modelos marcados para estrear nos próximos anos serão produzidos sob a mesma plataforma CMP dos novos 208 e C3 . Rumores apontam que a fabricante terá um hatchback inédito na mesma categoria do Renault Kwid e um sedã compacto para disputar com o Chevrolet Onix Plus. 

Assim como a nova geração do C3, os novos modelos também serão produzidos na Índia, com foco na exportação para mercados emergentes da Ásia. No caso do novo sedã, a principal aposta fica por conta do C3L , que já foi registrado no Brasil no site do Inmetro , em novembro do ano passado.

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Citroën C3L deverá ser o sedã que será feito em Porto Real (RJ) até 2024, com a mesma base CMP do C3 SUV
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Citroën C3L deverá ser o sedã que será feito em Porto Real (RJ) até 2024, com a mesma base CMP do C3 SUV

Até o começo deste ano, a Citroën era uma fabricante com veículos de pouco apelo. Isso ficou muito claro em abril, quando a marca tirou os modelos C3, C3 Aircross e C4 Lounge de linha , mantendo apenas o SUV C4 Cactus e os veículos comerciais.

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O Grupo Stellantis terá a difícil tarefa de utilizar a ‘moral’ de marcas consolidadas como Fiat e Jeep para alavancar as vendas de Peugeot e Citroën em toda a América Latina.

Neste processo, a empresa terá foco na exportação. Sendo assim, o Citroën C3 europeu pode sair de linha no Chile, Paraguai, Colômbia, Equador e Uruguai para dar lugar ao modelo produzido no Rio de Janeiro.

Fonte: IG CARROS

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Conheça a história da Rural Willys

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A Rural Willys foi um dos primeiros SUVs que apareceram no mercado, primeiro nos EUA, em meados da década de 40
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A Rural Willys foi um dos primeiros SUVs que apareceram no mercado, primeiro nos EUA, em meados da década de 40

Nascida logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Willys Overland lançava nos EUA um novo automóvel para uso familiar, denominado de Station Wagon . Feita na mesma plataforma de 104 polegadas do Americar de antes da guerra e com generosas modificações de chassi, ela absolutamente tinha as pretensões de leveza e suavidade de linhas que o Victory Car ou Carro da Vitória.

O clássico da Willys tem estrutura e mecânica do Jeep , porém com uma carroceria não tão robusta quanto os tradicionais Jeep Willys bélicos. O novo carro de grandes dimensões, sendo 4,59 m de comprimento, 1,88 m de altura e 1,84 m de largura, garantia uma característica robusta, mas a sua estabilidade não era das melhores.

Linhas robustas da Rural foram inspiradas no Jeep Willys Militar

Rural Willys era valente e topava qualquer parada. Um SUV raiz, com tração integral e boa distância livre do solo
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Rural Willys era valente e topava qualquer parada. Um SUV raiz, com tração integral e boa distância livre do solo

As linhas tradicionais de formas quadrangulares da Rural Willys começaram em 1945, quando foi projetada, graças ao trabalho do projetista de automóveis Brooks Stevens, o mesmo que desenhou o Aero Willys , produzido pela mesma companhia. Fabricado então pela Willys Overland na cidade de Toledo – Ohio, as Rurais foram baseadas no Jeep Willys militar de 1941.

A Willys propôs ao engenheiro Delmar G. Roos, que ficasse com o cargo de principal projetista do Jeep militar, ficando responsável por cuidar do motor e mecânica do novo veículo, e também convidou o jovem designer industrial Brooks Stevens – nascido em 1911 na cidade de Milwaukee no estado de Wisconsin, próximo da indústria automobilística de Detroit – para cuidar da parte estética e funcional.

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Com a equipe estruturada, era o início de uma nova etapa no mundo dos utilitários com o lançamento em 1946 da caminhonete Willys Overland Station Wagon , um utilitário de uso misto que era fabricado com carroceria totalmente em aço, algo inovador para a época. Antes da década de 40, por causa do alto preço do aço, as caminhonetes eram montadas com carrocerias de madeira sobre chassi de carros de passeio, sendo conhecidas como ” as Woods ” (madeira, em inglês).

Para baratear o orçamento, a Willys resolveu comprar uma fábrica de geladeira, aproveitando as prensas de estamparia para a lataria do novo projeto da Station Wagon . Um detalhe curioso, segundo fontes de sites especializados, é que as prensas tinham capacidade de repuxo máximo de seis polegadas (15cm) sendo que impossibilitaria o aplique de linhas mais arredondadas na carroceria.

Seu motor era um 6 cilindros em linha movido a gasolina de 2,6 litros , cuja potência máxima era de 90 cv a 4.400 rpm , desempenho modesto, levando em consideração o seu peso de 1.500 Kg na versão 4×2.

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Rural Willys fabricado no Brasil

interior da Rural Willys é bem simples, apenas com o essencial, mas bem espaçoso para os ocupantes
Reprodução/Pinterest

interior da Rural Willys é bem simples, apenas com o essencial, mas bem espaçoso para os ocupantes

Em 1952, é fundada a Willys Overland do Brasil. A Willys continuava importando veículos fabricados nos Estados Unidos. Neste mesmo ano, vinham as versões da Rural Willys , com motor de quatro e seis cilindros derivados do motor do Jeep.

Dois anos mais tarde, a fábrica dava início a linha de montagem do veículo na cidade de São Bernardo do Campo – em São Paulo – e em 1956 saíam da linha de montagem os primeiros exemplares da Rural , ainda com motor importado.

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Um dos charmes da Rural Willys de 1956, já modelo brasileiro, eram as opções de cores entre a linha de cintura, denominado pelo nome de saia e blusa. Podia-se escolher entre a vermelha e branca, a verde e branca e por último a azul e brana.

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Para 1969, a Willys Overland do Brasi l colocou a versão básica e luxo e já no ano seguinte era introduzido o motor do Itamaraty, de 3,0 litros – seis cilindros em linha , como no motor antigo – de 132 cv a 4.400 rpm.

A inauguração da nova fábrica de motores da Willys Overland do Brasil, em 1958, contou com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. Um ano depois, a  Rural Willys ainda possuía a frente da versão americana.

Em 1959, era adotado um motor nacional, fabricado na cidade paulista de Taubaté e logo depois a Rural tinha o índice de nacionalização de 100% de seus componentes, ganhando até uma nova frente que seria mantida até o final da produção, com o estilo do Aero Willys brasileiro.

Além disso, a nova versão tupiniquim vinha com a introdução de novos para-lamas dianteiros, vidros inteiriços na frente e na traseira, substituindo os vidros bi-partidos, além de exclusivas sinaleiras traseiras. Fora o modelo Station Wagon , ainda era lançada a picape Jeep e a Rural com tração 4×2.

Série Luxo

Rural Willys também linha versão de luxo, com calotas cromadas, pintura de dois tons, entre outros itens
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Rural Willys também linha versão de luxo, com calotas cromadas, pintura de dois tons, entre outros itens

Em 1970, foi colocada no mercado nacional uma série especial da Rural, chamada de série Luxo , que era diferenciada das outras versões convencionais como o motor Willys 3000 (o mesmo do Ford Maverick ), pneus mais largos, diferenciais com relação mais longa de 4,09:1, espelhos retrovisores nas duas portas

Entre as diferenças também estavam incluídos outros itens, como extremidade dos para-lamas dianteiros com pequenas proteções metálicas, sistema de direção com amortecedor, detalhe das r odas especiais cromadas de maior largura e montados com pneus largos na medida 8.25-15 entre outros itens.

Cinco anos depois vinha um novo motor Ford 2.3, de quatro cilindros,  acoplado a uma caixa de câmbio de quatro marchas com relações mais reduzidas.

Em 1975, ainda foram fabricadas as Rural com o velho motor Willys 6 cilindros BF-161 e também o novo motor Ford OHC 2.300 . Com o novo motor quatro cilindros, a Rural passa a ser montada exclusivamente com o novo câmbio de quatro marchas. Em 1977, era o fim da fabricação da Ford Rural Station Wagon . A versão picape com o nome de F-75 continuava a ser fabricada.

Fonte: IG CARROS

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