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Cidade Sagrada de Quilmes mantém viva a história e os ritos de um povo

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Ruínas da cidade sagrada de Quilmes
Renan Tafarel/Portai iG

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes

Como  parte do roteiro pela província de Salta, na Argentina, o iG Turismo foi convidado a visitar a província vizinha, Tucumán, na qual teve a oportunidade de conhecer as ruínas da Cidade Sagrada de Quilmes.

Em um caminho percorrido em cerca de uma hora de carro, cruzamos os territórios de Cafayate e Valles Calchaquíes, até chegarmos a Quilmes. Ao desembarcar, logo se percebe que ali há muito mais do que um belo e extenso cenário. São aproximadamente 30 hectares que preservam os restos do maior assentamento pré-colombiano da Argentina.

Os Quilmes, que deram nome ao local, eram um povo indígena que viveu por ali há centenas de anos, como os últimos a resistir à invasão espanhola, até serem quase completamente erradicados – os remanescentes foram levados para Buenos Aires.

Hoje, o território é reivindicado e preservado pelos descendentes deste mesmo povo que, centenas de anos depois, retornaram para as terras consideradas sagradas.

Ao visitar o local é possível conhecer parte da história por meio de uma exposição e pela orientação de um guia especializado, algo essencial para aproveitar ao máximo a visita pelas construções que se mantêm preservadas ao longo dos anos.

Agradecimentos à Pachamama

 

O guia Moisés Gonzáles explica sobre o ritual sagrado à Pachamama (Mãe Terra). Foto: Cesar Valdivieso

 

Segundo a cultura andina, devolvemos à mãe Terra um pouco daquilo que ela nos oferece. Foto: Cesar Valdivieso

 

O guia Moisés Gonzáles mostra passo a passo a oferenda à Pachamama. Foto: Cesar Valdivieso

 

Ritual à Pachamama. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cada um dos jornalistas presentes participou do ritual sagrado . Foto: Cesar Valdivieso

 

Acompanhamos a explicação do guia sobre a cidade sagrada. Foto: Cesar Valdivieso

 

O guia Moisés Gonzáles explica sobre o ritual sagrado à Pachamama (Mãe Terra). Foto: Cesar Valdivieso

 

Em Quilmes, fomos recebidos pelo guia Moisés Gonzáles, que iniciou a visita explicando sobre o importante ritual sagrado dedicado à Pachamama (Mãe Terra), no qual se oferece de volta para a Mãe Terra um pouco do que ela nos oferece.

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Entre as oferendas estão a água, um bem escasso e muito importante para o povo, pelo qual são muito gratos, o vinho, bebida muito importante de toda a região, e considerada especial por ter propriedades únicas devido à altura das terras em relação ao nível do mar – conhecidos como vinho de altitude.

Entre os alimentos estão a folha de coca, um recurso com propriedades medicinais importantes, além de milho, uvas, castanhas, abóbora, entre outros comuns na região (não necessariamente o ritual precisa ser feito com os mesmos alimentos, desde que sejam naturais).

A cada item depositado em um buraco cavado na terra, deve ser feito um pedido à Pachamama. É possível assistir ao ritual completo e explicado pelo guia no vídeo abaixo.

Conhecendo a história de Quilmes

 

Centro Interpretación de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Visita ao museu, aqui é possível conhecer detalhes sobre a história e cultura do povo original da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Em diversas telas podemos ver como os povos originários de Quilmes viviam antes da invasão espanhola . Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Em diversas telas podemos ver como os povos originários de Quilmes viviam antes da invasão espanhola . Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Há um "cinema" onde se pode assistir uma representação da invasão dos espanhóis . Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Um arco e flechas utilizado por guerreiros de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Laboratório para conserva e restauração arqueológica . Foto: Cesar Valdivieso

 

Artefatos históricos podem ser vistos no museu. Foto: Cesar Valdivieso

 

Após aprendermos sobre a Pachamama, fomos à uma visita ao CIQ (Centro Interpretación Quilmes), com uma exposição completa em quatro salas que preservam os costumes da cidade com artefatos utilizados pelo povo originário. Além dos artigos originais, vários painéis com textos e ilustrações animadas, projeções e maquetes ajudam a entender como os quilmes viviam até a invasão dos espanhóis, quando aconteceu uma grande batalha que resultou no massacre.

Na terceira sala do museu há uma exibição do curta-metragem “Peregrinos de un Sueño: La Epopeya de un Pueblo Valeroso” (Peregrinos de um sonho: o épico de um povo corajoso). Totalmente atuado por descendentes do povo ali retratado.

A produção emociona ao encerrar com cenas reais nos dias de hoje, explicando como a população local luta para manter o legado de seus ancestrais intacto, preservando inclusive as construções da época, que também é possível visitar – deve-se apenas tomar a precaução de não se tocar em nada que possa ser danificado.

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Durante a visita é possível andar entre as construções e a vegetação, aproveitando – além das explicações do guia – uma paisagem simplesmente fantástica. Antes de ir embora, pode-se comprar artigos artesanais nas lojinhas e assinar um livro de visitantes, deixando registrado que esteve na terra sagrada dos Quilmes, um povo que lutou bravamente para manter seu legado.

Confira imagens do local na galeria abaixo

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Uma placa de avisos aos turistas. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

"Em memória das mulheres assassinadas por aqueles que diziam amá-las", diz mensagem em banco dedicado à homenagear mulheres vítimas do que hoje é classificado como feminicídio . Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Ruínas da cidade sagrada de Quilmes. Foto: Renan Tafarel/Portai iG

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

O iG Turismo foi convidado a participar da visita à Cidade Sagrada de Quilmes, em Tucuma, Tucumán . Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

Cidade Sagrada de Quilmes. Foto: Cesar Valdivieso

 

A melhor época para visitar

É possível visitar Tucumán e a Cidade Sagrada de Quilmes durante todo o ano, porém o mais indicado é que se visite durante os meses de abril e novembro, conhecido como a estação seca.

A temperatura é agradável, cerca de 20°C, podendo esquentar ou esfriar ao longo do dia, portanto o visitante deve ir preparado com peças de roupa que possa vestir ou tirar conforme a necessidade.

Abaixo algumas imagens do museu:

O iG Turismo viajou a convite do Governo da Província de Salta e Inprotur Salta, com passagem cortesia da Aerolíneas Argentinas.

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Fonte: IG Turismo

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Turismo

Destino dos Famosos: cenário paradisíaco e boa gastronomia na Croácia

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O território já foi visitamos por algumas celebridades brasileiras ilustres
Reprodução/Redes Sociais – 12.08.2022

O território já foi visitamos por algumas celebridades brasileiras ilustres

A Croácia está entre os destinos mais exóticos e acessíveis da Europa. Possui verão ensolarado, muitas praias e festivais de música para quem gosta de marcar presença nestes eventos internacionalmente. A cada temporada, o destino conquista mais e mais turistas, pois apesar de ser um país pouco populoso – apenas 4 milhões de habitantes –, a Croácia oferece locais paradisíacos para visitar. 

O mês de julho é o mais indicado para visitar o território, pois é quando começa o verão europeu. Os dias são bem quentes, o que estimula os turistas a caminhar pelas praias do litoral croata e as chuvas são diminutas. Sem falar que no começo do mês as cidades ainda não estão muito lotadas, então é ideal para quem prefere passeios mais tranquilos. 

É nessa época que são realizados grandes eventos e festivais de música eletrônica, contando as baladas de praia. A Croácia também é um destino bastante procurado pelos alemães e austríacos, já que as férias escolares são em agosto e depois de julho os hotéis ficam lotados, então vale se planejar com antecedência para evitar esses picos.

Como chegar à Croácia?

Sobre custo benefício, é importante lembrar que a moeda na Croácia é o Kuna (HRK) – que na cotação atual se aproxima bastante da moeda brasileira, com 1 kuna valendo pouco mais de 1 real*. As passagens aéreas costumam valer a pena. O Brasil não oferece voo direto para o destino, por isso a forma mais econômica é ir para algum país mais próximo – como França ou Alemanha – e de lá ir para a Croácia. O voo de Paris para Zagreb, a capital croata, pode custar aproximadamente R$ 200.

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Culinária marcante

A comida croata é bem diversa, especialmente dependendo da região – o que se deve à herança deixada pelos povos que dominaram o território na antiguidade. É possível identificar elementos que vão desde a gastronomia romana aos costumes turcos. Por exemplo, na costa da Dalmácia o turista encontra pratos tipicamente gregos e italianos, já em Zagreb e regiões montanhosas o que prevalece é a comida húngara e austríaca. 

Os pratos mais tradicionais são a Peka (feito com carne, vegetais ou frutos do mar, com batatas, especiarias, óleo e sal), o Fuzi (massa servida com molho de creme de trufas ou molho vermelho suave com carne ou frango) e o ensopado, que em croata é chamado de Buzara (prato simples feito com mexilhões em caldo de vinho, alho e pão ralado).

O que visitar? 

A cidade de Dubrovnik é um dos mais belos pontos do país, tanto que é apelidada de “Pérola do Adriático”. Ela oferece praias com água cor de esmeralda e mar calmo para praticar atividades aquáticas como caiaque ou nado. A cidade conserva muralhas da época medieval que são muito visitadas. Essa arquitetura foi o cenário principal da série “Game Of Thrones”, incluindo a mansão Trsteno Arboretum, o Parque Gradac, Forte Lovrijenac, o Portão de Pile que faz parte da entrada para a Cidade Velha e a Torre Minceta.

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Como segunda maior cidade da Croácia há Split, o principal centro da região da Dalmácia. Ela é considerada um museu a céu aberto, totalmente cercada pelas montanhas na costa do Mar Adriático. De todos os atrativos disponíveis, o mais visitado é o palácio de Diocleciano, rodeado por muralhas e vielas com chão de pedra que levam a restaurantes, lojinhas e bares. 

Para quem prefere os cenários mais paradisíacos, a ilha Hvar fica em meio ao Mar Adriático e abriga várias praias e locais recheados de história – sem contar os restaurantes que oferecem o melhor da gastronomia croata. É a ilha mais ensolarada do país e nela o turista pode visitar as praias de Hula Hula, conhecida como praia das pedras e Pokonji Dol, famosa pela calmaria e tranquilidade.

Zagreb, a capital, é a única metrópole de todo território croata e curiosamente um dos pontos mais visitados, mesmo com a ausência de praias. Conhecida como “Nova Toscana”, a cidade tem águas belíssimas, os balneários de Rijeka e Pula e ruas bem arborizadas e limpas. Os atrativos históricos e culturais são bem fortes, com opções de museus, bibliotecas e teatros. 

*Valores apurados em 12 de agosto de 2022.

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Fonte: IG Turismo

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