Política Nacional

Celso de Mello decide divulgar vídeo da reunião de Bolsonaro, diz CNN

Publicados

em


source
Ministro Celso de Mello
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro Celso de Mello

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello decidiu, nesta sexta-feira (22), a favor da divulgação do vídeo que mostra a reunião ministerial de 22 de abril, informou o jornalista Fernando Molica da rede CNN Brasil. O vídeo será divulgado quase em sua íntegra deixando apenas citações à China e ao Paraguai em sigilo.

Leia também: Fechados com o capitão: O que afasta e o que aproxima Bolsonaro de seus ministros

Celso de Mello é o responsável no STF pelo inquérito que investiga suposta tentativa de interferências do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada após Celso de Mello ter assistido o vídeo nesta segunda. A reunião do dia 22 de abril foi citada pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro em seu depoimento para o inquérito. O vídeo que mostra a gravação desta reunião estava sendo usado como uma prova sigilosa da investigação.

A AGU alegava que divulgar o conteúdo completo do vídeo poderia comprometer o governo. Já a defesa de Moro defendia que a gravação não possui “qualquer assunto pertinente a Segredo de Estado ou que possa gerar incidente diplomático, muito menos colocar em risco a Segurança Nacional”.

Leia Também:  Maia diz que plataformas querem evitar lei das fake news

O ministro do STF não participou da exibição do vídeo no inquérito que ocorreu na última terça-feira (15), devido ele “não me encontrar em Brasília neste período de pandemia, em razão de compor grupo de risco, embora trabalhando, intensamente, à distância”.

Leia também: Paulo Marinho diz ter provas do vazamento da PF para Flávio Bolsonaro

Nesta segunda-feira (18) foi feito um esquema especial para que Celso de Mello pudesse assistir o vídeo em sua casa, na cidade de São Paulo, por meio de um pen drive entregado pela Polícia Federal.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

Publicados

em


source
Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Leia Também:  Após adiamento das eleições, TSE adia prazos eleitorais em 42 dias

Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

Leia Também:  Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA