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Caso “Daniel Silveira”: Bolsonaristas apagam vídeos após prisão de deputado

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Bolsonaristas amenizam o tom nas redes após a prisão de Daniel Silveira
Reprodução: iG Minas Gerais

Bolsonaristas amenizam o tom nas redes após a prisão de Daniel Silveira

Após a prisão do deputado federal  Daniel Silveira (PSL-RJ) por ameaçar o Supremos Tribunal Federal (STF), o clã bolsonarista passou a adotar um tom mais ” moderado ” em suas críticas. Junto à mudança de comportamento, um  padrão se destaca: a retirada de vídeos e publicações antigas do ar que citavam a Suprema Corte . As informações são do jornal O Globo .

Através da análise de dados da empresas Novelo Data e Projeto 7c0, que atuam colhendo informações sobre a remoção de conteúdo no YouTube e Twitter , respectivamente, pode-se notar que os parlamentares Otoni de Paula (PSC-RJ) e Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) retiraram do ar algumas publicações em suas redes sociais.

A Novelo Data monitorou 183 canais bolsonaristas no YouTube e observou este padrão de comportamento. Cerca de 30 dias antes da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), havia uma média de 11 vídeos sobre o STF sendo retirados do ar. Após a prisão do parlamentar, esse número saltou para 26 vídeos por dia.


Já no Twitter, o Projeto 7c0 monitora um total de 574 contas de políticos com cargos públicos. Uma semana antes da prisão de Daniel, apenas nove conteúdos em que o STF era mencionado haviam sido deletados . Assim que Silveira foi detido, o número subiu para 50 .

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Com demissão de Ernesto Araújo, Ricardo Salles pode ser o próximo na berlinda

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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
Foto: Alan Santos/PR

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

Após a demissão de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores, Ricardo Salles  pode ser a bola da vez na Esplanada. O atual ministro do Meio Ambiente é criticado desde o início de sua gestão pela política ambiental.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento temporário de Ricardo Salles, sob acusação de “ingerência indevida” após a Polícia Federal ter dito que ele atuou em favor de madeireiros alvos de uma operação que realizou uma apreensão recorde de madeira ilegal em dezembro passado. Para o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado, a atuação de Salles merece a devida atenção do TCU. “A atuação do ministro do Meio Ambiente, na sequência dos acontecimentos, revela um total descolamento das atribuições do cargo que exerce, que deveria se pautar pela defesa do meio ambiente e pela fiscalização de atividades ilegais que resultam em dano ao patrimônio ambiental brasileiro”, disse.

Salles é alvo de duas ações no Supremo que serão relatadas pela ministra Cármen Lúcia  – uma apresentada pelo PDT e outra pelo próprio superintendente da corporação no estado, Alexandre Saraiva. O episódio resultou na queda de Saraiva esta semana e aumentou a contrariedade dos parlamentares com relação ao ministro.

Leia Também:  Arthur do Val pede o impeachment de Bolsonaro por falta de kit intubação

A saída de Salles tem o apoio do primeiro-vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que chama Salles de “antiministro” e de ser aliado de criminosos. Lideranças do Centrão, grupo de partidos de centro-direita e direita que apoiam Bolsonaro, também têm pedido a cabeça do ministro, que ainda conta com um grupo de apoiadores entre os integrantes da bancada ruralista.

“Ricardo Salles tem muito a explicar para o Congresso. Além de todo o desmonte da política de proteção ambiental construída no Brasil ao longo de décadas, agora precisa também explicar suas ações que levaram o superintendente da Polícia Federal no Amazonas a denunciá-lo pela prática de diversos crimes. Queremos que ele venha ao Congresso para podermos inquiri-lo a esse respeito”, justifica o pedido de convocação o líder da oposição na Câmara.

A pressão contra Salles também vem de fora do Brasil. Isso em carta a Joe Biden, 15 senadores democratas pediram ontem ao presidente dos Estados Unidos que condicione qualquer parceria com o Brasil na Amazônia a uma mudança real na política ambiental para a redução do desmatamento na região.

Fonte: Congresso em Foco

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