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Casagrande pinta o elefante branco de Cachoeiro com as cores da vida

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A briga cega nas redes sociais não tem sequer permitido que pessoas de bem silenciem por instantes agressões gratuitas contra adversários para aplaudir ações benéficas para toda a sociedade.

Enquanto gabinetes que orquestram e semeiam o ódio, tanto de direita quanto de esquerda, tentam entrar na mente do eleitor para denegrir concorrentes e obter ganhos políticos, a vida segue carecendo de ser mais bem cuidada.

Faltaram mãos respeitosas para aplaudir a abertura de 60 leitos no hospital do Aquidabãn nesta segunda-feira, dia 29 de junho. Pior: faltaram olhos sensíveis para enxergar que o dia passou a ser histórico para Cachoeiro.

O governador Renato Casagrande, cuja atuação política tem sido tão combatida principalmente por grupos de extrema direita ligados ao presidente Bolsonaro, tirou do papel uma obra que se arrastava por 16 anos, ou há quase duas décadas. Uma obra que vai salvar pessoas.

Pálido, sem utilidade, e sem funcionar, o local recebeu do então deputado federal Camilo Cola o epíteto irônico de elefante branco. E era mesmo. Até 29 de junho de 2020. Não é mais. A cidade ganhou um novo hospital, mas muita gente cega pelo ódio político não conseguiu ver essa maravilha.

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Lá não há paredes vermelhas dos comunistas, e nem verdes e amarelas dos bolsonaristas. Casagrande pintou com as cores da vida um elefante que era branco até então.

Não tenho dúvidas que sob as bênçãos de São Pedro, com o comando competente das pessoas de bem do Hospital Infantil de Cachoeiro, e com o apoio financeiro do Governo do Estado, o Hospital do Aquidabãn será um local abençoado e com o firme propósito de salvar pessoas.

Sejam elas da esquerda ou da direita.

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“Aquele era o tempo em que as sombras se abriam / Em que homens negavam o que outros erguiam” – Pedro Abrunhosa (Quem me leva os meus fantasmas)

 

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O que é pirâmide financeira? – por Sérgio Carlos de Souza

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As empresas, ao fazerem os seus produtos e serviços, recorrem às mais diversas estratégias para que o mercado receba e consuma os bens oferecidos. Isto é o marketing, que consiste na arte de conquistar e manter clientes. O marketing tem diversas vertentes e pode ser utilizado de muitas maneiras.

Uma das estratégias do marketing é o chamado marketing multinível ou marketing de rede, que consiste em recrutar pessoas que trabalhem vendendo os produtos ou serviços daquela empresa, e essas pessoas recrutam outras, formando uma rede. Os participante passam, então, a ganhar tanto com as suas vendas próprias como com as vendas daqueles que fazem parte da sua rede. A estratégia é notável e se mostra muito eficaz em diversos segmentos de atividade.

Contudo, o que se observa, não raramente, é que o uso do marketing de rede, isto é, o recrutamento de pessoas como forma de alavancar as vendas, acaba se transformando num golpe com proporções que podem ser gigantescas.

Qual é, portanto, a diferença entre o legítimo marketing multinível e a pirâmide financeira?

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O marketing multinível, ou marketing de rede, é um modelo de vendas em que um revendedor ganha uma participação nos lucros obtidos por si e por sua rede de revendedores. Trata-se, também, de uma modalidade de venda direta que se baseia no contato pessoal entre vendedores e clientes para transações de produtos e serviços.

Já a pirâmide é um esquema de marketing multinível sem lastro real – quando o serviço ou produto oferecido não existem de fato ou não são a fonte principal dos recursos obtidos pela empresa. O legítimo multinível estabelece relações contínuas de consumo com pessoas fora da estrutura, fora da rede. Na pirâmide, há um processo restrito aos indivíduos que estão dentro da rede, e o que se está comercializando é a troca dos próprios recursos internos.

As pirâmides financeiras são esquemas irregulares e insustentáveis. Os lucros prometidos são pagos com os aportes dos novos participantes, que pagam para aderir à estrutura. A adesão de novos membros permite o desenvolvimento da pirâmide, até que a velocidade de sua expansão não seja suficiente para pagar todos os compromissos.

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O Brasil ainda não possui uma legislação que discipline a atuação do marketing multinível. Há apenas um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. Mesmo não havendo uma legislação específica, aquele que pratica uma pirâmide financeira pode ser processado e condenado por vários crimes, entre eles: ganhos ilícitos do tipo “bola de neve”, estelionato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e contra o mercado financeiro.

Sérgio Carlos de Souza, fundador e sócio de Carlos de Souza Advogados, autor dos livros “101 Respostas Sobre Direito Ambiental” e “Guia Jurídico de Marketing Multinível”, especializado em Direito Empresarial, Recuperação de Empresas e Ambiental.

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