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Caprini e Camilo Cola se encontram em Cachoeiro

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O pré-candidato a prefeito de Itapemirim visitou o deputado federal em sua residência

Por | 01.02.2012

 

 

Ilauro Oliveira 

 

 

 

O deputado federal Camilo Cola (PMDB) recebeu em sua residência na manhã desta segunda-feira o empresário e pré-candidato a prefeito de Itapemirim, Carlos Magno Caprini (PR). O encontro foi informal, mas não faltou política no cardápio matinal.

 

Caprini vem trabalhando junto a importantes lideranças estaduais para viabilizar-se na disputa de outubro contra um candidato que deve ser lançado pela prefeita Norma Ayub (DEM). Mas pela linha zen que vem adotando, não seria impossível dizer que há possibilidade de uma composição política com o atual grupo que comanda a prefeitura.

 

No encontro desta segunda, Caprini evitou tratar de uma possível composição com o PMDB de Itapemirim. Disse que a visita ao deputado foi uma cortesia, embora tenham conversado sobre política.

 

?Como o deputado Camilo Cola é do PMDB fica parecendo que vim tratar de questão partidária com ele, o que é um engano. As nossas questões do município vamos tratar dentro do município com as lideranças de lá, com o vereador Estevão e outros. Aqui foi só uma visita de cortesia, respeito e admiração que tenho pelo empresário e político. Se falamos de política? Claro que sim, mas dentro dos nosso limites?, disse

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Caprini já adiantou que para eleger-se depende principalmente do apoio do senador Magno Malta, grande força do seu partido aqui no Espírito Santo. ?Todo apoio é bem-vindo, mas esse é essencial. Se o Magno quiser, ele será o grande condutor desse processo pelo respeito que temos e pelo reconhecimento à sua força política?.

 

 

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Política

Cultura conhece livro sobre Cotaxé

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A Comissão de Cultura conheceu na reunião desta segunda-feira (8) o livro “Palavras do Cotaxé”, apresentado pelo organizador da obra, Vander Costa. Lançado em 2021, o material reúne relatos de 36 pessoas que participaram de seminários realizados nesse distrito de Ecoporanga, entre 2013 e 2017, sobre os registros históricos locais e outros assuntos relacionados à luta pela terra. 

Álbum de fotos da reunião da Comissão de Cultura

Muitos dos temas abordados na obra têm relação com a resistência de camponeses locais que se uniram para enfrentar a repressão e armados defenderam as suas posses, analisou Vander. Segundo ele, esse episódio é pouco conhecido. “A gente sentia que era uma história pouco contada e queria levar para mais gente”, contou. 

Sobre esses conflitos, Vander revelou que o livro apresenta novas narrativas, diferentes do entendimento histórico tradicional. “O que tem mais impacto é justamente essa coisa de ter sido colocado em questão o Estado União de Jeovah”, revela. Além disso, “ninguém falava que o Udelino era negro”, completa o organizador, ao analisar a importância dessa liderança para o movimento negro. 

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O baiano Udelino Alves de Matos foi a autoridade político-religiosa responsável pela criação do Estado União de Jeovah, segundo os registros históricos conhecidos, nos anos de 1952 e 1953. O movimento não tinha autorização legal e envolveu a região do Contestado, área de 10 mil km² entre Minas Gerais e Espírito Santo reivindicada por esses dois estados.

Segundo Vander, havia necessidade dos interessados em ocupar as terras dos camponeses e posseiros e reprimir o movimento de Udelino. “Mas você tinha que criar uma narrativa que justificasse isso. Então você tinha que falar que o Udelino não respeitava um pacto federativo porque queria criar um novo estado naquela região”, afirmou. 

No entanto, nas palavras dele, “muito material” mostra que não é possível obter informação das pessoas falando do Estado União de Jeovah, inclusive o próprio Udelinio.

Embora a questão histórica tenha destaque na obra, ela não fica restrita a esse tema. “A ideia é que as pessoas falassem da sua experiência (nos seminários). Então alguns vão falar das palestras, outros das atividades culturais, outros vão falar da beleza natural”, explica Vander. 

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A presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), colocou o colegiado à disposição para a divulgação de trabalhos relacionados a Cotaxé na Assembleia Legislativa (Ales) e sugeriu que filhos e netos dos que vivenciaram o conflito também possam dar seus depoimentos na comissão. 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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