Saúde

Câncer de mama: ES tem 1.100 casos por ano

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Números do Espírito Santo

Em reunião na Comissão de Saúde, oncologista ressaltou importância do diagnóstico precoce da doença, que registra no país anualmente 60 mil novos casos

Por | 30.10.2019

 

Luiz Augusto Fagundes Filho

Comissão de Saúde se reuniu na manhã desta terça-feira / Foto: Ellen Campanharo

A campanha Outubro Rosa termina nesta semana, mas os cuidados para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama têm de ser tomados durante o ano todo. O oncologista chefe do Serviço de Tumores Femininos do Hospital Santa Rita, Luiz Augusto Fagundes Filho, participou da reunião da Comissão de Saúde nesta terça-feira (29) e alertou para os números da doença: são 60 mil novos casos no Brasil e 1.100 novas ocorrências no Espírito Santo todos os anos.  

Confira fotos da reunião de Saúde

De acordo com o médico, o Estado ainda tem um perfil epidemiológico intermediário, portanto, a situação ainda pode piorar. “Quanto mais hábitos ocidentais, mais obesos, mais sedentários, com um consumo cada vez maior de comidas industrializadas, maior o índice de câncer”, afirmou. 

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O médico enumerou outros fatores de risco: idade (quanto mais velha a pessoa, maior a chance de ter câncer de mama); gênero (99% dos diagnósticos são em mulheres); consumo de bebida alcoólica; obesidade; menarca precoce e menopausa tardia; nuliparidade (mulher que não teve filhos) e idade do primeiro parto (quanto mais tardia a gravidez, maior o risco); história familiar; exposição à radiação; reposição hormonal; e tabagismo. 

Entre as recomendações para evitar a doença, o oncologista ressaltou a importância da amamentação, a adoção de uma dieta saudável, a prática de atividade física e manutenção de peso saudável, além da moderação no uso de bebidas alcoólicas. Segundo Fagundes, os vegetais e os alimentos ricos em fibras, vitamina A e selênio atuam como protetores e evitam o aparecimento da doença. 

Diagnóstico 

Para o diagnóstico precoce do câncer de mama, é muito importante, segundo o médico, que a mulher conheça o próprio corpo para notar quando há alterações na mama. Além do autoexame, é essencial que a mulher realize o exame clínico com o especialista. O médico saberá orientá-la sobre a necessidade de realizar mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, de acordo com sua idade e histórico. O Ministério da Saúde recomenda a mamografia a todas as mulheres a partir dos 50 anos de idade, no intervalo máximo de 2 anos.  

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Mulheres cadeirantes

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Hércules (MDB), apresentou ao médico a reivindicação das mulheres cadeirantes que têm dificuldades em realizar a mamografia na rede pública de saúde. O oncologista explicou que a máquinas modernas têm capacidade para realização do exame nessa população. O que acontece é que os equipamentos são colocados em locais de difícil acesso para esse público. Portanto, o problema não são as máquinas, mas os locais onde elas são colocadas. 

O deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) foi quem propôs o tema à comissão: “É possível fazer a prevenção. Estamos no mês de outubro, mas temos de ter um ‘ano rosa’, temos de estar atentos o ano todo”, alertou o parlamentar. 

 

 

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Saúde

Pandemia: OMS faz recomendações sobre viagens internacionais

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O Comitê de Emergência sobre a Pandemia do Novo Coronavírus (SARS Cov-2) da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou após nova reunião um documento com recomendações sobre as medidas no contexto da pandemia para diversas atividades.

No caso das viagens internacionais, o grupo de especialistas defende que todas as vacinas autorizadas pela OMS sejam reconhecidas para efeito das obrigações de demonstração de imunização para a entrada nos países.

O Comitê também argumentou que a vacinação não pode ser a única condição estabelecida pelos países para a entrada de viajantes em seus territórios, dada a situação de acesso limitado em vários países às campanhas de imunização.

No Brasil, as regras para entrada de pessoas de outros países foram focadas na diferenciação por modalidade (liberações maiores por via aérea e restrições por via terrestre) e na apresentação de exames negativos de covid-19.

Nessa semana, o governo dos Estados Unidos detalhou as exigências que começarão a valer no dia 8 de novembro para viajantes internacionais, entre elas a de apresentar comprovante de vacinação, mas apenas com as vacinas reconhecidas pela autoridade sanitária do país.

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Os experts avaliaram que a pandemia está longe do fim e que gera impactos não somente na saúde, mas também na situação humanitária e econômica, sobretudo no caso dos mais vulneráveis.

O grupo reforçou que as medidas de prevenção e combate seguem importantes, como vacinação, diagnósticos, e uma comunicação efetiva para controlar a epidemia. “O uso de máscaras, distanciamento físico, higiene das mãos e melhoria na ventilação de espaços internos continuam chave para reduzir a transmissão do SARS Cov-2”, diz o documento do encontro.

Na avaliação do comitê, a pandemia deve ser mantida como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, concordou com a recomendação e manteve a pandemia na condição de emergência de saúde pública.         

Os integrantes do comitê manifestaram preocupação com a situação do combate à pandemia na África, incluindo o acesso ao número suficiente de vacinas. O colegiado defendeu ações para assegurar recursos suficientes e adoção de medidas que possam qualificar as respostas das nações africanas à pandemia.

Quanto aos eventos de massa, os especialistas defenderam uma abordagem baseada no risco. Ao avaliar os protocolos para encontros de muitas pessoas, autoridades de saúde devem avaliar a situação epidemiológica e os fatores que podem gerar ou mitigar riscos.

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O grupo reiterou o chamado por uma ação coordenada de vacinação nos países que viabilize a imunização de pelo menos 40% da população de cada nação até o fim deste ano. Para isso, países mais ricos devem contribuir com os mais pobres, por meio de ações como a doação de doses.

Quanto aos sistemas de saúde, o documento final do encontro destaca a necessidade de manter o financiamento adequado, as estruturas de atendimento, as equipes de profissionais e a aquisição de insumos.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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