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Café: previsões se confirmam e safra do ES será menor este ano

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Por | 12.09.2013

A terceira estimativa da safra de 2013 no Espírito Santo aponta para uma safra total de 11,7 milhões de sacas (60 kg), inferior em 6,44% à safra anterior que foi de 12,5 milhões de sacas. A produção será superior em 24,99% para o café arábica, que passa de cerca de 2,8 milhões de sacas para quase 3,5 milhões, mas cai em 15,46% no volume de café conilon, a principal espécie produzida no Espírito Santo, que neste ano ficará na faixa de 8,2 milhões de sacas, ante 9,7 milhões em 2012.

Esses são os dados oficiais anunciados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a partir de levantamento recente realizado no Espírito Santo pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper.

“Apesar da queda total, tivemos um ótimo acréscimo na safra do café arábica das Montanhas Capixabas, que é explicado pelos investimentos de boa parcela dos cafeicultores na renovação e revigoramento das lavouras sobre novas bases tecnológicas, dos bons tratos das lavouras em função da adequada remuneração dos cafés no ano anterior, além de condições climáticas mais adequadas em relação à safra anterior”, afirma Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.

As lavouras dessa espécie de café têm potencial para incrementar ainda mais a produção, devido à inserção cada vez maior dos cafeicultores ao Programa Renovar Café Arábica, coordenado pelo Governo do Espírito Santo, e prevê uma série de ações para a ampliação do uso de boas práticas agrícolas.

“A queda do conilon, principalmente na região mais produtora do Norte Capixaba, ocorreu a partir de chuvas intensas e inadequadas no momento do florescimento, prejudicando assim a fertilização e formação de frutos. O clima ainda prejudicou a safra com pouca chuva e altas temperaturas no final da fase de formação e de enchimento de grãos. Com falhas na formação e no enchimento dos grãos, o reflexo direto foi produção menor, baixo rendimento de beneficiamento e qualidade inferior”, afirma Bergoli.

As lavouras de conilon possuem potencial para produções mais expressivas. No geral, as lavouras vêm sendo renovadas e revigoradas seguindo novas bases tecnológicas. Assim, expressivas áreas novas de café estão iniciando a produção e apresentando grande potencial de produtividade, e que se espera é retorno de recorde de produção nas próximas safras.

Comparativos das estimativas de safras cafeeiras do Estado do Espírito

Espécie de Café

Safra 2012/2013

(mil sacas)

Safra 2013/2014

3ª Estimativa

(mil sacas)

Crescimento em relação a safra 2012/2013

(%)

Produtividade

(sacas/ha)

Arábica

2.789

3.486

24,99

20,50

Conilon

9.713

8.211

-15,46

29,00

Total Geral

12.502

11.697

– 6,44

25,81

Safra Brasileira

A produção brasileira de café na safra 2013 está estimada em 47,4 milhões de sacas (60 kg) de café beneficiado. O resultado representa uma redução de 6,46% (3,28 milhões de sacas) quando comparada com a produção de 50,83 milhões de sacas obtidas na temporada anterior. Deste total, a produção de café arábica é estimada em 36,6 milhões de sacas, sendo o maior produtor o estado de Minas Gerais, com 25,87 milhões de sacas.

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Já a produção do conilon está estimada em 10,8 milhões, com o Espírito Santo liderando a produção desta espécie, com 8,21 milhões de sacas produzidas.

 

 

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Economia forte faz Ford lançar no Brasil primeiro carro global

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Por | 05.01.2012

 

BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falou da força da economia brasileira durante o lançamento do novo Ford EcoSport, o primeiro carro da Ford produzido no Brasil, que será exportado para mais de 100 países.

“Esse é um momento especial, vivemos um momento de crise mundial e ao mesmo tempo os investimentos no Brasil crescem. Isso mostra a força do nosso país que hoje é fundamental para a sustentação da economia global”, disse Mercadante, que representou a presidenta Dilma no evento.

 

Criado em Camaçari, na Bahia, o EcoSport de nova geração faz hoje sua pré-estreia mundial também na capital da Índia. Os eventos em Brasília e Nova Déli simbolizam a popularidade que a Ford espera alcançar nos grandes mercados emergentes globais e também o crescente papel que a área de desenvolvimento do produto da América do Sul.

Os investimentos do novo Ecosport fazem parte de um total de R$ 2,8 bilhões que a companhia pretende investir no Nordeste, até 2015

“O lançamento no Brasil e na Índia, dois países da BRICS, mostra a nossa força e importância na economia mundial. Em um momento de crise global continuamos crescendo e vamos investir cada vez mais em pesquisa, engenharia, crédito e incentivo fiscal”, acrescentou o ministro.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, também participou do lançamento e falou da importância do investimento para a economia da país e do seu estado.

“O Brasil começou na Bahia e o primeiro carro global da Ford também foi criado lá. A criatividade do nosso povo está nesse projeto que foi liderado por mais de mil engenheiros brasileiros na Bahia. É um orgulho ter um carro vendido em todo mundo com o carimbo do Brasil”, disse o governador.

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Com mais de 700.000 unidades produzidas desde o lançamento em 2003, o EcoSport é um caso de sucesso da indústria automobilística latino-americana. Desde então, tem sido o modelo mais vendido da categoria na região. O Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford América do Sul fica localizado no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Único do gênero na região, ele conta com mais de 1.200 engenheiros e designers que utilizam o estado da arte da tecnologia, incluindo avançadas ferramentas de design e engenharia baseadas em computação (CAD/CAE), para o desenvolvimento de veículos.


Ele é um dos oito centros de excelência da Ford no mundo e opera conectado em tempo real com outros centros nos Estados Unidos, Europa e Ásia.O complexo foi inaugurado em 2001 e trabalha junto com o Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo, onde os novos veículos são testados e certificados. Ele é um dos dois únicos campos de provas existentes na América do Sul e um dos mais modernos do mundo.

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