Histórias e Letras

Cachoeiro lança novo edital da Lei Rubem Braga

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Por | 23.05.2014


Começam no dia 30 deste mês as inscrições para a edição 2014 da Lei Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim. Moradores do município que queiram concorrer ao patrocínio da prefeitura para realizar projetos culturais devem se cadastrar até o dia 11 de julho, na sede da Secretaria Municipal de Cultura, no Centro.

 

Por meio do novo edital, estão sendo disponibilizados R$ 400 mil para financiamento de propostas em 11 áreas: Música; Dança; Teatro, circo e ópera; Cinema, fotografia e vídeo; Literatura; Artes plásticas, artes gráficas e filatelia; Carnaval; Folclore e Capoeira; Artesanato; História; Acervo e patrimônio histórico e cultural de museus e centros culturais.

 

Depois de fazerem a inscrição, artistas e produtores culturais terão até o dia 21 de julho para protocolar, na Secretaria Municipal da Fazenda, os projetos técnicos e toda a documentação exigida.

A seleção dos projetos a serem contemplados ficará a cargo de uma comissão avaliadora formada por representantes das classes artística e acadêmica do estado. O valor máximo a ser concedido, por projeto aprovado, será de R$ 15 mil, exceto para a área de Cinema, Fotografia e Vídeo, cujo teto é de R$ 20 mil.

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“Estamos ampliando em R$ 50 mil o valor do recurso para financiamento de projetos, em relação a 2013. Com isso, queremos fortalecer essa política pública, que tonificou a produção cultural do município nos últimos anos, ao garantir patrocínio a mais de 110 projetos”, destaca a secretária municipal de Cultura, Joana DArck Caetano.

 

O edital completo foi publicado na edição do último dia 13 do Diário Oficial do Município, que está disponível no site da prefeitura (www.cachoeiro.es.gov.br/transparencia/diario). O documento também pode ser consultado, das 7h às 13h, na Secretaria de Cultura, que fica no térreo do edifício Bernardino Monteiro, sede do governo municipal.

Apoio à literatura


No último sábado (17), três livros publicados com apoio da Lei foram lançados na V Bienal Rubem Braga, realizada entre os dias 13 e 18, na Praça de Fátima, Centro. São eles: “Às Margens do Itapemirim”, de Ariette Moulin Costa, “Profanus”, de José Marcelo Grillo, e “A Mulher sem Memória”, de Célia Ferreira.

 

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Histórias e Letras

Família de Luiz Carlos Prestes doa acervo ao Arquivo Nacional

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Entre os documentos estão cartas a líderes mundiais, relato de dramas pessoais e nomes de torturadores do regime militar

Por | 04.01.2012

Rio de Janeiro – A doação ao Arquivo Nacional do acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes feita ontem (3) pode incentivar a entrega de outros documentos que ajudem a Comissão da Verdade a rever o período da ditadura militar (1964-1985). A avaliação é do diretor do arquivo, Jaime Antunes, que lançará neste ano uma campanha para receber esses documentos.

 

“Vamos fazer um chamamento, como fizemos em 2009, para que arquivos de civis e militares sejam incorporados como fonte de informação do período em que o Estado mostrou sua força ante movimentos de contestação”, disse o diretor. Segundo ele, é comum que pessoas que ocupam cargos públicos misturem com seus artigos pessoais documentos de governo.

 

Antunes disse que a iniciativa da família de Prestes, que doou sete pastas de material, dentre as quais uma lista com 233 nomes de torturadores – elaborada por presos políticos de São Paulo e datada de 1976 – abre caminho para reconstruir o período de exceção democrática, tarefa da Comissão da Verdade, criada pelo Congresso Nacional.

 

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Durante a cerimônia de doação dos documentos, produzidos ou acumuladas entre as décadas de 1970 e 1990 por Prestes, a viúva do político comunista, Maria Prestes, disse que espera ajudar na consolidação da Justiça, contra os torturadores. “Por que a gente tem que só apanhar? Se tem Justiça no Brasil, a Justiça deve apurar e deve punir”.

 

Maria Prestes disse que a lista com os 233 nomes de torturadores foi entregue a seu marido por “homens de confiança” do Partido Comunista. “Nessa época, todo material de valor era levado para que Prestes tomasse conhecimento. Ele guardou e eu estou doando”, contou a viúva.

 

A relação chegou a ser publicada por um jornal, que sofreu na época dois atentados e coincide com levantamento feito pelo Grupo Tortura Nunca Mais, organização não governamental que busca esclarecimento pelas mortes e desaparecimentos de militantes políticos no período.

 

Também constam do acervo de Prestes, cartas enviadas a líderes políticos como Fidel Castro, relatos da repressão no Brasil e documentos em favor da redemocratização, além de correspondências trocadas com os noves filhos da união com Maria Prestes. “Há um vasto material de uma atividade internacional e pessoal”, disse um dos herdeiros, Luiz Carlos Prestes Filho.

 

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Membro do Partido Comunista Brasileiro, obrigado a viver na clandestinidade em diversos períodos de sua vida, Prestes denunciou internacionalmente atrocidades do regime militar, principalmente de Moscou, onde viveu exilado por oito anos, desde 1971.

 

Antes disso, durante o Estado Novo, também brigou contra a ditadura de Getúlio Vargas. Neste período, sua primeira mulher, a alemã Olga Benário, que pertencia a Internacional Comunista, foi deportada grávida para a Alemanha de Adolf Hitler. Lá, foi morta em uma câmara de gás. A filha do casal, Anita Leocádia Benário Prestes foi criada pela avó paterna.
 

 

 

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