Agronegócio

Brasil volta a tarifar importação de muçarela de fora do Mercosul

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O governo federal voltou a taxar a importação do queijo muçarela proveniente de países que não fazem parte do bloco Mercosul. Com a decisão – publicada nesta quinta-feira (12), no Diário Oficial da União (DOU) –, volta a vigorar a tarifa de importação de 28%. A medida atende a uma demanda conjunta do setor lácteo, liderado pela Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que contou com apoio de diversas entidades, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Sistema FAEP/SENAR-PR e a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

“A retomada da tarifa do muçarela que vem de fora do Mercosul é de extrema importância, principalmente se levarmos em conta o período difícil pelo qual o setor lácteo atravessa nos últimos anos. A volta da alíquota se deu em um contexto em que as principais entidades do setor e parlamentares se uniram, para levarmos argumentos técnicos ao Gecex”, diz o presidente da Câmara Setorial do Leite e da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP, Ronei Volpi.

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O retorno da tarifa foi efetivado por meio da Resolução 341, do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex). A alíquota de importação do muçarela havia sido zerado pelo órgão em 21 de março, sob justificativa de conter a inflação. Desde então, capitaneado pela Câmara Setorial do Leite, o setor lácteo se articulou, apresentando notas técnicas que comprovavam que a retirada da taxa de importação do muçarela era inócua para conter o movimento inflacionário, já que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os queijos comprometem 0,3% do orçamento das famílias e têm peso de menos de 0,5% nos principais índices inflacionários.

Por outro lado, a retirada da tarifa de importação exercia um impacto negativo ao setor lácteo, já que ocasionava a concorrência desleal, favorecendo países subsidiam sua produção. Tudo isso poderia trazer prejuízos aos produtores brasileiros, que já enfrentam um período de crise, em razão de fatores econômicos e dos elevados custos de produção que recaem sobre a atividade.

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Paralelamente aos argumentos técnicos enviados à Gecex, o setor lácteo também atuou na esfera política, a partir de articulações conduzidas pela deputada federal Aline Sleutjes e de outros integrantes da FPA. Os parlamentares acionaram o Ministério da Economia e, na reunião da Câmara de Comércio Exterior, o Gecex optou por restabelecer a tarifa. Segundo o órgão do governo federal, não houve importações significativas do muçarela no período em que a tarifa esteve zerada.

“A retirada da tarifa oportunizava uma concorrência desleal, injusta e inoportuna, já que os pecuaristas de países de fora do Mercosul recebem subsídios pesadíssimos. Em 2020, a Europa aplicou 93 bilhões de euros na produção leiteira. Os Estados Unidos devem aplicar US$ 1,2 milhões só no programa de garantia das margens dos pecuaristas. Temos condições de produzir produtos de qualidade, mas não temos condições de competir com o tesouro desses países”, disse Guilherme Souza Dias, assessor técnico da CNA.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Projeto Campo Futuro inicia levantamentos de custos de produção em 2022

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Brasília (23/05/2022) – O Sistema CNA/Senar inicia nesta semana os levantamentos de custos de produção agrícolas e pecuários de 2022 do Projeto Campo Futuro, iniciativa que está no seu 15º ano de execução.

Os primeiros encontros reúnem produtores de pecuária de leite de Treze Tílias e de Braço do Norte, em Santa Catarina, nos dias 24 e 26, respectivamente. No dia 24, o painel será de café arábica, com cafeicultores da região de Franca (SP). O painel destinado aos produtores de cana-de-açúcar de João Pessoa (PB) ocorre no dia 27.

Diante das dificuldades impostas pela pandemia, o modelo de execução do projeto manterá as adaptações incorporadas em 2020, tendo como princípio a condução dos painéis em formato online.

O Campo Futuro será executado em 141 municípios, distribuídos em 21 estados brasileiros. A iniciativa conta com o apoio das Federações de Agricultura e sindicatos rurais, além da participação dos produtores rurais locais. “O foco está na ampliação das informações geradas para as tomadas de decisão dos produtores rurais, visando à melhoria de suas margens de lucro”, afirmou o assessor técnico na CNA, Thiago Rodrigues.

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Os dados oriundos das 11 atividades agropecuárias pesquisadas – aquicultura; avicultura; cafeicultura; cana-de-açúcar; cereais, fibras e oleaginosas; fruticultura; horticultura; pecuária de corte; pecuária de leite; silvicultura e suinocultura – contribuirão para a identificação de estratégias de comercialização, formação de custos de produção e nível tecnológico das atividades desenvolvidas nas principais regiões produtoras do Brasil.

Além disso, favorecerá a geração de informações para análises de mercado, tomada de decisão, prospecção de capacitações e estudos de políticas voltadas para aumento da eficiência e melhoria da competitividade do setor agropecuário.

São parceiros do Sistema CNA/Senar na realização do Projeto Campo Futuro o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Pecege (Esalq/USP) e Labor Rural (Universidade Federal de Viçosa – UFV).

Primeiros painéis Campo Futuro de 2022:

24/5 – Pecuária de Leite/ Treze Tílias (SC) – 13h30
24/5 – Café Arábica/ Franca (SP) – 14h
26/5 – Pecuária de Leite/ Braço do Norte (SC) – 13h30
27/5 – Cana-de-açúcar/ João Pessoa (PB) – 13h30

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