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Brasil quer assumir a liderança no mercado mundial de rochas processadas

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Berço da maior geo-diversidade do mundo, o Brasil se prepara para oferecer mais produtos e serviços para a América Latina e Estados Unidos

Por | 14.01.2015

 

De 3 a 6 de fevereiro próximos, compradores de rochas ornamentais brutas e processadas de todo o mundo voarão para o Espírito Santo, no Sudeste do Brasil, para negociar produtos e serviços que serão apresentados em uma das 3 maiores feiras do mundo do setor de rochas – a Vitória Stone Fair – Marmomacc Latin America 2015 – que, em 2014, fechou mais de US$ 200 milhões de dólares em negócios. São 420 empresas expositoras, sendo 120 empresas estrangeiras de países como a Turquia, Itália, Índia, Portugal, China, Egito e Omã e cerca de 25 mil visitantes de 66 países.

 

A feira acontecerá em Vitória, capital do Espírito Santo, estado que possui uma das maiores reservas de mármore e granito do País, com uma grande variedade de cores e texturas. O estado sede da Vitória Stone Fair vem contribuindo significativamente para a balança comercial brasileira. A produção de rochas no estado representa cerca de 5 milhões de toneladas ano. As exportações somaram em 2014 1.080 bilhão de dólares representados por 1.850 milhão de toneladas.

 

O parque industrial do estado conta com mais de 1000 empresas que atuam desde a extração ate beneficiamento atendendo ao mercado interno e a exportação. Dos 1.500 teares instalados no Brasil cerca de 1.200 estão no Espirito Santo. São quase 1.000 pedreiras ativas e cerca de 800 tipos de rochas.

 

Mercado em expansão apesar da crise mundial e local

 

O Brasil é o terceiro maior exportador de granito do mundo. O Estado do Espírito Santo responde por 50% da produção nacional de rochas ornamentais e por mais de 70% das exportações brasileiras. O país é hoje o principal fornecedor de rochas para o mercado norte-americano, respondendo por 30% do volume importado pelos EUA. Em 2014, as exportações de rochas para o mercado americano somaram US$ 790 milhões.

 

Agora o Brasil avança em estratégias focadas na venda de produtos acabados,cut-to-size e padronizados, cujo valor de comercialização é dez vezes maior que o das rochas brutas.A aposta está na retomada da economia norte-americana, que voltou a investir na indústria da construção, e no interesse dos chineses em aumentar suas compras no Brasil.

 

Cerca de 35% das importações de rochas pelos EUA são representados por produtos acabados. “Queremos conquistar uma boa parte desse mercado, uma vez que os maiores fornecedores atuais são China e Itália”, comenta Reinaldo Dantas Sampaio, presidente da ABIROCHAS, destacando que também a América Latina é um foco importante na estratégia de crescimento das exportações brasileiras. “A Abirochas busca a definição de estratégias específicas de aproximação e interlocução, visando promover os produtos comerciais do setor de rochas, junto a entidades congêneres de outros países do continente sul-americano”, complementa Reinaldo.

 

Histórico de crescimento

 

De 12° lugar no ranking de consumo em 2001, o Brasil passou a ocupar o 4° lugar (fonte XXIV Relatório Mármore e Pedras no Mundo) e já é visto como um dos maiores players do setor de rochas ornamentais e de revestimento do mundo, sendo precedido apenas pela China, Índia e Estados Unidos. A posição foi conquistada em apenas uma década, a partir da oferta de uma grande gama de rochas naturais extremamente diferenciadas e investimentos realizados nos parques industriais, com a aquisição de máquinas mais modernas para o processo de extração e de beneficiamento das rochas.

 

Segundo a ABIROCHAS, as exportações brasileiras de rochas ornamentais atingiram US$ 1,22 bilhão e 2,55 milhões de toneladas em 2014. Se considerarmos que este foi um ano difícil para a economia mundial e nacional, os números surpreendem e mostram a força do setor para a balança comercial brasileira.

 

Brasileiros estão ávidos por comprar novas tecnologias e aumentar cada vez mais a produtividade

 

O Brasil é o terceiro maior importador mundial de tecnologia do setor de rochas. As importações brasileiras de máquinas e equipamentos somaram US$ 148,1 milhões em 2013, dos quais US$ 93,2 (62,9%) provenientes da Itália. O Brasil figura como o principal cliente mundial da tecnologia italiana, sobretudo devido às aquisições de teares multi-fios diamantados. Samuel Mendonça, presidente do Sindirochas, entidade promotora do evento, ressalta a força do setor no cenário econômico brasileiro, lembrando que o estado conta com aproximadamente 260 teares multi-fio, entre italianos e brasileiros, que foram instalados até setembro de 2014, e que o Brasil possui o maior e melhor parque mundial de serragem baseado nessa tecnologia.

 

Sobre o Evento

 

A Feira Internacional do Mármore e Granito começou em 1989, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), e a partir de 2003, passou a ser realizada também em Vitória (ES). Hoje o evento conta com duas edições anuais: a Vitória Stone Fair e a Cachoeiro Stone Fair.

 

A Vitória Stone Fair – Marmomacc Latin America 2015 é uma promoção do Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Espírito Santo (SINDIROCHAS) e do Centro Tecnológico do Mármore e Granito (Cetemag). É realizada pela Milanez & Milaneze, em cooperação com o Grupo VeronaFiere e conta com o apoio do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) e do Marble Institute of America (MIA), nos Estados Unidos.

 

O evento atrai visitantes do Brasil e da América Latina, como importadores e exportadores de pedras, construtoras, decoradores, arquitetos, e profissionais do setor; Empresas dedicadas à extração, beneficiamento e comercialização de rochas ornamentais; Fornecedores de abrasivos, insumos, máquinas, equipamentos, ferramentas e serviços; Empresas com atuação voltada ao comércio exterior e logística; Diretores, profissionais especializados, engenheiros e outros profissionais de nível técnico e superior.

 

Organizadores

 

A Vitória Stone Fair – Marmomacc Latin America integra a rede Marmomacc de eventos internacionais e é realizada parceria entre a Milanez & Milaneze (Brasil) e o Grupo Veronafiere (Itália).

 

Serviço

 

De 3 a 6 de fevereiro de 201513h às 20h com acesso até as 19h.
Parque de Exposições Floriano Varejão – Rodovia do Contorno
BR 101 Norte – Carapina – Serra – ES – Brasil
CEP 29161-064
Credenciamento Online:
http://credenciamento.vitoriastonefair.com.br/Processos/Inscricao/InscricaoApresentacaoForm.aspx

 

 

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Economia forte faz Ford lançar no Brasil primeiro carro global

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BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falou da força da economia brasileira durante o lançamento do novo Ford EcoSport, o primeiro carro da Ford produzido no Brasil, que será exportado para mais de 100 países.

“Esse é um momento especial, vivemos um momento de crise mundial e ao mesmo tempo os investimentos no Brasil crescem. Isso mostra a força do nosso país que hoje é fundamental para a sustentação da economia global”, disse Mercadante, que representou a presidenta Dilma no evento.

 

Criado em Camaçari, na Bahia, o EcoSport de nova geração faz hoje sua pré-estreia mundial também na capital da Índia. Os eventos em Brasília e Nova Déli simbolizam a popularidade que a Ford espera alcançar nos grandes mercados emergentes globais e também o crescente papel que a área de desenvolvimento do produto da América do Sul.

Os investimentos do novo Ecosport fazem parte de um total de R$ 2,8 bilhões que a companhia pretende investir no Nordeste, até 2015

“O lançamento no Brasil e na Índia, dois países da BRICS, mostra a nossa força e importância na economia mundial. Em um momento de crise global continuamos crescendo e vamos investir cada vez mais em pesquisa, engenharia, crédito e incentivo fiscal”, acrescentou o ministro.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, também participou do lançamento e falou da importância do investimento para a economia da país e do seu estado.

“O Brasil começou na Bahia e o primeiro carro global da Ford também foi criado lá. A criatividade do nosso povo está nesse projeto que foi liderado por mais de mil engenheiros brasileiros na Bahia. É um orgulho ter um carro vendido em todo mundo com o carimbo do Brasil”, disse o governador.

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Com mais de 700.000 unidades produzidas desde o lançamento em 2003, o EcoSport é um caso de sucesso da indústria automobilística latino-americana. Desde então, tem sido o modelo mais vendido da categoria na região. O Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford América do Sul fica localizado no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Único do gênero na região, ele conta com mais de 1.200 engenheiros e designers que utilizam o estado da arte da tecnologia, incluindo avançadas ferramentas de design e engenharia baseadas em computação (CAD/CAE), para o desenvolvimento de veículos.


Ele é um dos oito centros de excelência da Ford no mundo e opera conectado em tempo real com outros centros nos Estados Unidos, Europa e Ásia.O complexo foi inaugurado em 2001 e trabalha junto com o Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo, onde os novos veículos são testados e certificados. Ele é um dos dois únicos campos de provas existentes na América do Sul e um dos mais modernos do mundo.

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