Saúde

Bombeiros e policiais começam a ser vacinados no Rio

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O estado do Rio de Janeiro começa hoje (14) a vacinar os agentes de segurança e salvamento que estão na ativa contra a covid-19. Serão imunizados bombeiros, policiais civis – apenas no Grande Rio -, militares, penais e rodoviários federais. A ação é planejada com base no Decreto Estadual 47.547, que dispõe sobre a criação do Calendário Único de Vacinação.

De acordo com o governo do estado, para policiais, a vacinação ocorrerá exclusivamente nos batalhões da PM e unidades militares. Já para bombeiros, acontece em Guadalupe, no Complexo de Ensino e Instrução Coronel Sarmento, e em Campinho, onde fica a 1ª Policlínica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).

No caso dos policiais, a primeira fase da vacinação será destinada a agentes com mais de 50 anos. Serão aplicados imunizantes da CoronaVac, produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

A imunização deverá ocorrer em cerca de 20 postos de vacinação, que funcionarão das 9h às 16h. Nesta quarta-feira, serão vacinados os agentes com idade de 56 anos ou mais. Amanhã (15), aqueles com idade entre 52 e 55 anos e, na sexta-feira (16), os policiais com 51 anos.

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Para os bombeiros serão aplicadas 1,2 mil doses até sexta-feira. O atendimento será das 9h às 16h. De acordo com a corporação, militares da área de Saúde que atuam no Hospital do CBMERJ e Policlínicas e profissionais envolvidos diretamente na vacinação à população nos quartéis já foram imunizados. A vacinação de bombeiros do interior do estado segue o planejamento segundo diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde e demais autoridades locais.

Segundo o governo estadual, para garantir a eficiência do processo de imunização, como também inibir possíveis transgressões ao cronograma oficial publicado, estão previstas, por exemplo, sanções para punir tentativas de burlar o critério de prioridade.

O planejamento das próximas semanas, de acordo com o governo, vai respeitar a logística de distribuição dos kits pela Secretaria de Estado de Saúde. O calendário, a relação dos beneficiados e os próximos locais de vacinação serão atualizados e divulgados no decorrer da campanha.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Fiocruz: pandemia de covid-19 faz vítimas cada vez mais jovens

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A pandemia de covid-19 no Brasil está se espalhando cada vez mais pelas camadas jovens da população.

A constatação faz parte do Boletim do Observatório Covid-19, editado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (7). Os dados apresentados nesta edição confirmam o processo de rejuvenescimento da pandemia, com uma clara mudança demográfica: adultos jovens e de meia-idade representam uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e unidades de terapia intensiva.

Referente às semanas epidemiológicas 16 e 17 de 2021, entre 18 de abril e 1º de maio, a análise destaca as oscilações dos indicadores nos estados, a alta proporção de testes com resultados positivos, bem como a manutenção da sobrecarga de todo o sistema de saúde. Esses indícios revelam que a pandemia se mantém em patamar crítico de transmissão, com valores altos de incidência e mortalidade.

“A ligeira redução de casos e óbitos por covid-19 não significa que o país tenha saído de uma situação crítica, pois as médias diárias de 59 mil casos e de 2,5 mil óbitos nestas duas semanas epidemiológicas se encontram em patamares muito elevados. Somente com a redução sustentada por algumas semanas, associada à aceleração da campanha de vacinação e à intensificação de ações de distanciamento físico e social, combinadas com proteção social, será possível alcançar a queda sustentada da transmissão e a redução da demanda pelos serviços de saúde”, alertaram os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim.

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Rejuvenescimento

O processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil é confirmado por meio dos novos dados apresentados no Boletim. A semana epidemiológica 16 apresenta idade média dos casos internados de 57 anos, versus idade média de 63 anos na semana epidemiológica 1. Para óbito, os valores médios foram 71 anos, na semana epidemiológica 1 e 64 anos nesta última. Segundo a Fiocruz, há deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens.

Quanto ao número de leitos, após muitas semanas em situação muito crítica, as taxas de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) covid-19 no país começam a dar sinais de melhora, embora ainda longe de indicar um quadro tranquilo. Entre 26 de abril e 3 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos mantiveram a tendência lenta de queda em quase todo o país.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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