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Bolsonaro nega corrupção em caso Covaxin: “Não foi gasto um centavo”

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Bolsonaro e Fábio Faria em live
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Bolsonaro e Fábio Faria em live

O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar, em live realizada nesta quinta-feira (24), a existência de  irregularidades no contrato de importação da vacina indiana Covaxin.  Ele admite, porém, ter conversado com o deputado Luís Miranda (DEM-DF).

“Não recebemos uma dose de vacina, que corrupção é essa?”, questionou.””Está essa onda toda aí… ‘Agora pegamos o governo Bolsonaro’, ‘corrupto’, ‘negociando vacina com 1.000% de sobrepreço’… Não vou entrar em muitos detalhes, não. Coisa tão ridícula”, disse.

O presidente diz que conversou com Luís Miranda (DEM-DF) em março e questionou o porquê de o assunto ser levantado em junho. “Quatro meses depois ele resolve falar para desgastar o governo? O que ele quer com isso?.”

“Não foi gasto um centavo com aquilo. Pode olhar aí todas as notas. Sem falar que, publicamente, eu disse que só compraríamos vacina depois que passar pela Anvisa. E ponto final.”

Bolsonaro ainda questionou a eficácia da vacina CoronaVac. “Vocês estão vendo aí a pouquíssima eficácia (…)  Passou pela Anvisa. Passou apertadinho, né Cinquenta vírgula trinta e oito por cento de eficácia… Eu não vou entrar em detalhes aqui. A Anvisa é um órgão independente, faz o seu papel lá, tem o histórico de excelente serviço prestado aí no Brasil. Mas, pelo que parece, não está dando certo.

*Matéria em atualização

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Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

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Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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