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Bolsonaro diz que já tem candidatos em São Paulo, Santos e Manaus

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Jair Bolsonaro durante live nesta quinta-feira (24) ao lado ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
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Jair Bolsonaro durante live nesta quinta-feira (24) ao lado ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou durante transmissão ao vivo nesta quinta-feira (24) que já decidiu quais são os seus candidatos em São Paulo, Santos e Manaus para as eleições municipais de 2020. Ele, no entanto, evitou dizer quais seriam esses nomes.

Ao lado do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que também participou da transmissão, o presidente disse que já sabe quem escolheria se votasse em uma dessas três cidades.

“Eu assumi esse compromisso de não entrar nas eleições municipais. Se bem que a gente pode mudar de ideia também. Se chegar um ponto em que eu achar que eu posso influenciar nessas três cidades, eu vou me manifestar porque eu acho que esse candidato tem chance de fazer um bom mandato para o bem de São Paulo, Santos ou Manaus”, afirmou Bolsonaro.

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Em São Paulo, o presidente tem sinalizado Celso Russomanno (Republicanos) tem o seu apoio. O deputado federal é do partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do bispo Edir Macedo.

No último sábado (19),  Bolsonaro compartilhou uma publicação em vídeo de Russomanno na qual ele critica o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP).

Nas imagens que foram inseridas no post de Russomanno, Kataguiri aparece comparando Bolsonaro ao ex-presidente José Sarney, que adotou tabelamento de preços para conter efeitos da inflação, se usando dos “fiscais do Sarney” para monitorar supermercados e demais varejistas pelo Brasil.

Russomano publicou o vídeo falando sobre o preço do arroz com a intenção de defender Bolsonaro e se aproximar do presidente às vésperas de eleição, algo que o deputado federal também fez ao ser  oficializado como candidato do Republicanos em São Paulo.

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Tratamento de câncer de Covas não tem data para acabar, diz médico do prefeito

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Prefeito Bruno Covas falando ao microfone
Patrícia Cruz/Divulgação

Prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB

O tratamento que o prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputa a reeleição da Prefeitura de São Paulo , está fazendo contra um câncer na cárdia, que fica localizado na região de transição entre o estômago e o esôfago, não tem data para acabar. A avaliação é feita por um dos médicos da equipe que acompanha o tratamento do tucano.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer acompanha Covas desde o início do diagnóstico, em 28 de outubro de 2019. Além dele, integram a equipe que o assiste no Hospital Sírio-Libanês os médicos David Uip, Roberto Kalil Filho e Artur Katz, todos do Hospital Sírio-Libanês.

No último dia 14, o prefeito fez a 12ª aplicação de imunoterapia. “Eu examinei ele de ponta-cabeça. Está clinicamente ótimo”, afirmou Pfiffer ao jornal Folha de S. Paulo .

Embora os estudos apontem um prognóstico ruim para a doença, o tratamento avançou muito nos últimos anos. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões menores no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

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Entre outubro e fevereiro último, o prefeito chegou a fazer oito sessões de quimioterapia. Eles respondeu bem ao tratamento e as lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram. Por conta disso, desde fevereiro ele passou a fazer uso da imunoterapia, uma técnica inovadora que usa anticorpos monoclonais para estimular o sistema imunológico.

As drogas não visam atacar as células do tumor, como na quimioterapia convencional, mas sim estimular as células de defesa do próprio organismo do paciente para que elas combatam a doença. As aplicações duram cerca de 30 minutos e ocorrem a cada três semanas.

“Uma outra vantagem é que tem menos efeito colateral do que a quimioterapia. Depois que a gente mudou para a imunoterapia, ele está muito melhor clinicamente, mais bem-disposto. É um cara jovem, forte”, disse Pfiffer.

A cada três ciclos de imunoterapia, dois meses aproximadamente, Covas faz exames laboratoriais e de imagem (endoscopia, ressonância magnética e PET/Scan) para avaliar os resultados. “Eles têm mostrado que a doença está muito bem controlada”, afirmou o médico.

Segundo o oncologista, não há um prazo para a duração das aplicações. “É um tratamento promissor. Para essa doença [do prefeito], começamos [no Sírio] neste ano. Ele tem uma chance grande de uma resposta duradoura [regressão do câncer].”

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Pfiffer diz ainda que a forma como Covas tem reagido ao enfrentamento da doença surpreende a todos. “Não apenas no aspecto do tumor, mas em relação a toda condição clínica. Teve Covid, foi praticamente assintomático. Fisicamente, está tirando tudo de letra. Emocionalmente, nunca se deixou abater.”

Em junho deste ano, Covas foi diagnosticado com Covid-19, afastou-se e retornou ao cargo duas semanas depois.

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