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Bolsonaro diz que ficar em casa na pandemia é “conversinha mole”

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Bolsonaro participou de lançamento simbólico do plantio de soja no Mato Grosso
Alan Santos/PR

Bolsonaro participou de lançamento simbólico do plantio de soja no Mato Grosso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse em visita ao norte no Mato Grosso nesta sexta-feira (18) que ficar em casa em meio à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), é “conversinha mole”.

Em uma agenda que estava cumprindo no estado, Bolsonaro parabenizou os produtores agrícolas que não pararam de trabalhar durante a pandemia e “não entraram na conversinha mole de ficar em casa”.

“Vocês não pararam durante a pandemia. Vocês não entraram na conversinha mole de ‘fica em casa’. Isso é para os fracos”, afirmou o presidente a uma plateia de produtores rurais e apoiadores na cidade de Sorriso.

Hoje o presidente também participou da entrega simbólica de títulos de propriedades rurais a agricultores familiares da região no aeroporto Adolino Bedin, que fica na mesma cidade. Ele foi recepcionado aos gritos de “mito”.

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Antes dessa cerimônia, o Bolsonaro fez parada em uma inauguração simbólica de uma fábrica de etanol de milho, que funciona há mais de um ano no município vizinho de Sinop.

O local estava cheio de apoiadores do presidente envoltos na bandeira brasileira no que foi considerado uma homenagem do setor ruralista chefe deo Executivo.

Desde o início da pandemia da Covid-19, Bolsonaro tem dado declarações que colocam em descrédito as recomendações de autoridades de sanitárias sobre a necessidade do distancimento social e promovido uma série de aglomerações nas quais ele vai sem máscara e cumprimenta as pessoas presentes, pegando inclusive crianças no colo.

Em julho, o presidente foi diagnostico com a Covid-19 e divulgou que várias vezes que estava fazendo tratamento com a hidroxicloroquina, medicamento que não sua eficácia comprovada contra a doença.

Por conta desse comportamento de minimização da gravidade da pandemia, dois ministros da Saúde acabaram sendo demitidos. Foram eles Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, sendo que o segundo ficou apenas um mês no comando da pasta.

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Política Nacional

Tratamento de câncer de Covas não tem data para acabar, diz médico do prefeito

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Prefeito Bruno Covas falando ao microfone
Patrícia Cruz/Divulgação

Prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB

O tratamento que o prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputa a reeleição da Prefeitura de São Paulo , está fazendo contra um câncer na cárdia, que fica localizado na região de transição entre o estômago e o esôfago, não tem data para acabar. A avaliação é feita por um dos médicos da equipe que acompanha o tratamento do tucano.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer acompanha Covas desde o início do diagnóstico, em 28 de outubro de 2019. Além dele, integram a equipe que o assiste no Hospital Sírio-Libanês os médicos David Uip, Roberto Kalil Filho e Artur Katz, todos do Hospital Sírio-Libanês.

No último dia 14, o prefeito fez a 12ª aplicação de imunoterapia. “Eu examinei ele de ponta-cabeça. Está clinicamente ótimo”, afirmou Pfiffer ao jornal Folha de S. Paulo .

Embora os estudos apontem um prognóstico ruim para a doença, o tratamento avançou muito nos últimos anos. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões menores no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

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Entre outubro e fevereiro último, o prefeito chegou a fazer oito sessões de quimioterapia. Eles respondeu bem ao tratamento e as lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram. Por conta disso, desde fevereiro ele passou a fazer uso da imunoterapia, uma técnica inovadora que usa anticorpos monoclonais para estimular o sistema imunológico.

As drogas não visam atacar as células do tumor, como na quimioterapia convencional, mas sim estimular as células de defesa do próprio organismo do paciente para que elas combatam a doença. As aplicações duram cerca de 30 minutos e ocorrem a cada três semanas.

“Uma outra vantagem é que tem menos efeito colateral do que a quimioterapia. Depois que a gente mudou para a imunoterapia, ele está muito melhor clinicamente, mais bem-disposto. É um cara jovem, forte”, disse Pfiffer.

A cada três ciclos de imunoterapia, dois meses aproximadamente, Covas faz exames laboratoriais e de imagem (endoscopia, ressonância magnética e PET/Scan) para avaliar os resultados. “Eles têm mostrado que a doença está muito bem controlada”, afirmou o médico.

Segundo o oncologista, não há um prazo para a duração das aplicações. “É um tratamento promissor. Para essa doença [do prefeito], começamos [no Sírio] neste ano. Ele tem uma chance grande de uma resposta duradoura [regressão do câncer].”

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Pfiffer diz ainda que a forma como Covas tem reagido ao enfrentamento da doença surpreende a todos. “Não apenas no aspecto do tumor, mas em relação a toda condição clínica. Teve Covid, foi praticamente assintomático. Fisicamente, está tirando tudo de letra. Emocionalmente, nunca se deixou abater.”

Em junho deste ano, Covas foi diagnosticado com Covid-19, afastou-se e retornou ao cargo duas semanas depois.

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