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Bolsonaro defende atraso nos dados da Covid-19: “Ninguém tem que correr”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Bolsonaro brincou com demora do Ministério da Saúde em divulgar informações

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta sexta-feira (5) que o Ministério da Saúde atrase a divulgação dos dados de mortos e casos confirmados da Covid-19 e disse que “ninguém tem que correr para atender a Globo”. A declaração foi dada após ele ser questionado por jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. “Agora acabou matéria no Jornal Nacional”, ironizou o presidente.

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Nos últimos dias, o Ministério da Saúde tem atrasado a divulgação das informações, publicando-as somente depois das 22h. O horário normal de divulgação dos dados pela pasta, no entanto, é às 19h, logo após o término das tradicionais entrevistas coletivas que são realizadas pela equipe técnica que atua no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

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Os atrasos correspondem justamente aos dias em que o Brasil tem batido seguidos recordes diários nos registros de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (4), por exemplo, os novos óbitos confirmados foram 1.473. O número corresponde a mais de um novo registro por minuto nas últimas 24 horas , sendo que um dia tem 1.440 minutos.

Ao justificar o atraso, Bolsonaro disse que isso é necessário porque “tem que divulgar os dados consolidados do dia”, coisa que já era feita pelo Ministério da Saúde até a semana passada respeitando o horário estipulado. Mesmo com essa justificativa do presidente, os dados que passaram a ser divulgados essa semana continuam sendo contabilizados somente até às 19h.

Em nota enviada já na noite desta sexta, o Ministério da Saúde disse que “casos e óbitos são informados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que também possuem sistemas próprios de divulgação destas informações, em plataformas públicas”.

Em alguns casos, a pasta justificou os atrasos porque ela “analisa e consolida os dados” e  que “em alguns casos há necessidade de checagem junto aos gestores locais”.

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No final do comunicado, o ministério diz que as informações desta sexta serão publicadas às 22h.

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Política Nacional

Pressionado, Bolsonaro sonda evangélicos para o Ministério da Educação

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Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro segue em busca de um substituto para a vaga deixada por Carlos Alberto Decotelli.

Em busca de um novo nome para o Ministério da Educação, o presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) estaria sondando nomes ligados à setores religiosos para o cargo. Com isso, o presidente estaria tentando evitar novas críticas da Bancada Evangélica no Congresso. As informações foram dadas pela Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, três evangélicos estariam conversando com a equipe de Bolsonaro. São eles: Miton Ribeiro, pastor e ex-vice reitor do Mackenzie (São Paulo); Ricardo Caldas, professor da Unb (Universidade de Brasília) e Anderson Correa , reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

O aceno ao grupo evangélico vem depois que Bolsonaro foi criticado pelo setor ao convidar Renato Feder , secretário de Educação do Paraná, para o cargo. Depois que Feder recusou o convite, Bolsonaro procura uma solução para melhorar a relação com a ala ideológica.

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Além dos nomes, Bolsonaro confirmou que mantém o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, na “reserva” para o cargo.

Desde a saída de Abraham Weintraub, Bolsonaro enfrenta problemas com a pasta. Ele chegou a nomear Carlos Alberto Decotelli para o cargo. Entretanto, a passagem dele pelo ministério durou apenas cinco dias por inconsistências no currículo.

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