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Bolsonaro afirma ter a sensação de que a Covid-19 “matou o mosquito da dengue”

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Nesta sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que parece que a Covid-19 “matou o mosquito da dengue”, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Além disso,  Bolsonaro também voltou a questionar o número de óbitos causados pela doença.

Na ocasião, o presidente comentava sobre a reunião do comitê criado para definir medidas de enfrentamento à pandemia realizada na última quarta-feira (14), em que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga , que apresentasse o número de pessoas que morreram por doenças não relacionadas à Covid-19 nos últimos cinco anos.

Segundo o presidente, esses dados serão apresentados na próxima reunião do comitê, que ainda não tem data definida. “Tivemos uma reunião daquele comitê que trata do Covid, né – com presidente da Câmara, Senado, MP, etc. No momento, particularmente, eu resolvo o assunto, mas eu pedi em público ali, para que o ministro da Saúde, na próxima reunião nossa do conselho, apresentar, nos últimos cinco anos, quantas pessoas morreram de cada doença”, disse Bolsonaro.

“Tem certas doenças que não morrem mais ninguém. O vírus matou o mosquito da dengue . Então, nós sabemos que tá matando esse vírus, sabemos. Em especial quem é mais idoso, etc, mas temos que ter um número concreto”, acrescentou.

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MP pede que TCU investigue orçamento secreto que liberou R$ 3 bilhões em emendas

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Presidente Jair Bolsonaro sempre negou que nunca houve casos de corrupção em seu governo
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro sempre negou que nunca houve casos de corrupção em seu governo

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que apure a reserva de R$ 3 bilhões do Orçamento de 2020 para deputados e senadores indicarem recursos para obras e ações Brasil afora com base em um “orçamento paralelo”. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de São Paulo e está sendo chamado de Bolsolão, em referência ao escândalo do Mensalão.

“A situação requer, a meu ver, a atuação do Tribunal de Contas da União no cumprimento de suas competências constitucionais de controle externo de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Administração Pública federal, a fim de que sejam apurados os atos do Poder Executivo que porventura venham — contrariando as regras isonômicas previstas para a aprovação e liberação de emendas parlamentares individuais — favorecendo determinados parlamentares, em retribuição a apoio aos projetos do governo”, argumentou o representando do Ministério Público (MP) junto ao TCU.

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Parte dos recursos foram usados para a compra de tratores e outras máquinas agrícolas, como retroescavadeiras. Os equipamentos seriam entregues em cerimônias das prefeituras que acabariam se tornando eventos eleitorais. Só para esses equipamentos as despesas alcançariam R$ 271,8 milhões. A reportagem indica, ainda, que os gastos foram executados no Ministério de Desenvolvimento Regional, chefiado pelo ministro Rogério Marinho.

“Esses recursos ‘extras’ ocorreriam, em princípio, à margem de todo o regramento constitucional, legal e regulamentar, em ofensa ao princípio da isonomia que orienta a distribuição de recursos orçamentários entre os parlamentares no regime das emendas individuais e sem a transparência que requer o uso de recursos públicos”, escreveu Furtado.

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