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Boeing não obtém encomendas e pedidos de B737 MAX são cancelados

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Guilherme Dotto

Boeing não obtém encomendas e pedidos de B737 MAX são cancelados

Enquanto batalha para obter a aprovação regulamentar para voar com o 737 MAX novamente nos Estados Unidos, a fabricante norte americana tem a pandemia prejudicando a demanda por jatos da Boeing e do rival europeu Airbus.

Em relatórios, A Boeing anunciou que em setembro perdeu dois pedidos de jatos 737 MAX da empresa de leasing BOC Aviation e outro jato de um cliente não identificado.

Até o mês de setembro de 2020, o número de pedidos MAX cancelados ou removidos da carteira oficial da Boeing foi de 1.006 aeronaves. O número de clientes que optaram por trocar o equipamento foi de 436 aeronaves, 448 quando os equipamentos também são da Boeing.

Já em setembro, a Boeing entregou 10 widebodies, número abaixo dos registrados em setembro de 2019.

Até o atual momento, a Boeing entregou 98 aeronaves, como ja anunciado pelo Contato Radar, número relativamente abaixo do que o ano anterior.

A Boeing enfrenta atualmente o maior estoque de novas aeronaves já construídas em seus 104 anos de história, com o número de cancelamentos aumentando toda semana.

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Dólar se aproxima de R$ 5,80 com risco de lockdown na Europa e tensão no Brasil

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Brasil Econômico

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Arquivo/Agência Brasil

Dólar opera em forte alta e se aproxima de R$ 5,80 nesta quarta-feira (28)

O aumento exponencial de casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2), especialmente nos Estados Unidos e na Europa, e a volta de atritos políticos no Brasil, fizeram o dólar comercial disparar nesta quarta-feira (28). Por volta das 10h00, a moeda americana era negociada com alta de 1,18%, valendo R$ 5,753. Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir R$ 5,79. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, a B3, cai com força. Às 10h45, a queda é de 2,42%, a 97.194 pontos.

Nas últimas 24 horas, os EUA registraram 73,2 mil pessoas infectadas com o novo coronavírus, de acordo com levantamento da universidade Johns Hopkins. Dois dias antes, foram 60 mil pessoas diagnosticadas com a doença. O país com o maior número de casos e mortes dá sinais de que, assim como a Europa, viverá novas restrições e terá mais casos.

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Por enquanto, o cenário europeu é mais agravante. A França, país onde os números de contaminação não param de subir, cogita a possibilidade de decretar novo lockdown (confinamento total). Informações preliminares apontam que o governo Macron estuda ampliar a duração do toque de recolher e implementar o confinamento aos fins de semana.

“A agressiva segunda onda de coronavírus na Europa e a piora do quadro nos EUA adicionam forte incerteza a um ambiente que já conta com forte volatilidade em função da proximidade com as eleições americanas”, escreveram os analistas da Guide Investimentos.

Internamente, o cenário também não ajuda. Na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo maia (DEM-RJ), criticou a obstrução na votação de pautas importantes na Casa pela base do governo. Ele acrescentou que a votação do Orçamento de 2021 pode ficar só para depois de março, e ainda disse que o dólar poderia chegar a R$ 7 no ano que vem .

“Além de atrasar a aprovação do Orçamento de 2021, o impasse acaba impedindo que todos os projetos de interesse do governo, incluindo várias medidas provisórias com data de expiração, sejam analisadas”, complementaram os analistas da Guide.

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Nesta quarta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. A projeção do mercado é que ela seja mantida nos atuais 2%, mas os investidores aguardam a ata da reunião para saber os próximos passos da autoridade monetária.

A incerteza global também penaliza o petróleo. A cotação do barril do tipo Brent (referência internacional) opera com queda de 3,88%, valendo US$ 39,60. Diante do aumento de casos de Covid-19, teme-se que a demanda por matéria-prima seja reduzida.

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