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BC prevê 1,7% de alta no PIB em 2022, com inflação de quase 9%

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Banco Central eleva projeção de crescimento para 1,7% e vê inflação de quase 9% em 2022
Luciano Rodrigues

Banco Central eleva projeção de crescimento para 1,7% e vê inflação de quase 9% em 2022

Banco Central (BC) revisou sua projeção de crescimento para este ano e passou a esperar uma alta de 1,7% do PIB. A expectativa anterior, divulgada em março, era de 1%.

De acordo com o BC, a surpresa positiva no  PIB do 1º trimestre e a previsão de nova alta para o segundo trimestre foram fatores relevantes para a revisão de expectativas.

No entanto, para o segundo semestre a expectativa é de desaceleração na atividade econômica.

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“Efeitos cumulativos do aperto monetário em curso, persistência de choques de oferta e antecipações de governamentais às famílias para o 1º semestre contribuem para projeção de arrefecimento da atividade no 2º semestre”, aponta o BC.

O diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, explicou que o consumo das famílias foi o principal fator para a revisão para cima do PIB, assim como um impacto positivo das exportações na primeira metade do ano também impactou. Para o restante de 2022, a alta nos juros deve frear a atividade.

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“Grande parte do aperto monetário ainda vai se fazer presente tanto na invasão quanto no crescimento, então a gente espera uma desaceleração da atividade nos próximos trimestres”, apontou.

Na avaliação da autoridade monetária, a incerteza nas projeções ainda está alta por conta da continuidade da  guerra na Ucrânia e dos riscos crescentes de desaceleração na atividade global com inflação pressionada.

Juros e inflação

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 12,75% para 13,25% ao ano . Além disso, sinalizou a continuidade da trajetória de altas com mais uma elevação para 13,5% ou 13,75% na próxima reunião, em agosto.

Para a inflação, as expectativas do Banco Central já haviam sido publicadas no documento que comunicou a decisão de alta nos juros na semana passada. O cenário de referência aponta para inflação em 8,8% este ano, de 4% em 2023 e 2,7% em 2024.

Se o cenário se concretizar, seria o segundo ano consecutivo de rompimento do teto da meta de inflação, que é de 3,5% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo.

Para 2023, atual objetivo do BC, a projeção fica acima da meta de 3,25%, mas ainda dentro do intervalo.

Arrefecimento da inflação

O BC vê um arrefecimento na inflação nos próximos meses com pressão em alta nos bens industriais e serviços, mas recuo da inflação nos alimentos.

Para o terceiro trimestre, a expectativa é de inflação de 0,81% em junho, 0,84% em julho e 0,33% em agosto, chegando a 11,31% nos 12 meses até agosto.

O último índice divulgado pelo IBGE foi de maio, quando a inflação ficou em 0,47% no mês e 11,73% nos 12 meses anteriores.

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília
Redação 1Bilhão

Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Por reajuste salarial e reestruturação de carreira, servidores do Banco Central realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (4) em frente à sede da autarquia, em Brasília. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes, de acordo com o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central).

Atos também aconteceram em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

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O dia 4 de julho foi o escolhido por ser a  data limite para que o governo federal pudesse conceder reajuste salarial a servidores públicos em razão do prazo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a elevação de gasto com pessoal nos últimos 180 dias de mandato.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), no entanto,  já havia descartado reajuste salarial para o funcionalismo público neste ano.

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No último encontro, os servidores do BC decidiram cruzar os braços até esta segunda. Tudo indica que amanhã (5), durante assembleia deliberativa, a categoria decida pelo fim da greve.

A partir do próximo semestre, deve-se começar uma nova fase de mobilização, segundo o presidente do Sinal, Fábio Faiad, que não quis dar detalhes sobre como ela deve acontecer.

“Já que a gente conseguiu que o presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] enviasse um projeto para o Ministério da Economia com a reestruturação da nossa carreira e com a criação da retribuição por produtividade, ou seja, um incremento financeiro, a gente agora quer que esses dois projetos vão para o Congresso Nacional e que o Orçamento de 2023 contemple verba para isso também”, afirmou.

Os servidores do Banco Central estão em greve de forma ininterrupta desde o dia 3 de maio, após paralisação de duas semanas da greve iniciada em 1º de abril.

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A paralisação atrapalhou a publicação de diversos indicadores econômicos, como o Boletim Focus, que traz as projeções do mercado financeiro para inflação, PIB (Produto Interno Bruto), entre outros.

Fonte: IG ECONOMIA

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