Economia

BC europeu sobe juros em 0,50 ponto percentual, maior alta em 22 anos

Publicado em

BC europeu sobe juros em 0,50 ponto percentual, primeira elevação desde 2011 e a maior desde 2000
Luciano Rocha

BC europeu sobe juros em 0,50 ponto percentual, primeira elevação desde 2011 e a maior desde 2000

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em 0,50 ponto percentual nesta quinta-feira (21). É a primeira elevação promovida pelo banco desde 2011.

“O Conselho do BCE considerou apropriado dar um primeiro passo maior na sua trajetória de normalização das taxas de política do que o sinalizado na sua reunião anterior. Esta decisão baseia-se na avaliação atualizada dos riscos de inflação pelo Conselho do BCE e no reforço do apoio prestado pelo TPI à transmissão efetiva da política monetária”, destacou o banco.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

Segundo o comunicado do banco, nas próximas reuniões será adequada uma maior “normalização das taxas de juro”.

“A antecipação hoje da saída das taxas de juro negativas permite ao Conselho do BCE fazer uma transição para uma abordagem reunião a reunião para as decisões sobre as taxas de juro”, destaca.

Leia Também:  Fleury, Brasil Foods e Energias do Brasil são oportunidades

É ressaltado que a trajetória da política monetária continuará a depender da divulgação dos dados e que ela tem como meta cumprir o objetivo do banco de inflação de 2% a médio prazo.

O anúncio já era esperado pelo mercado, apesar das maiores apostas estarem na casa do 0,25 ponto percentual. E ele não é isolado. Diversos banqueiros centrais de todo o mundo estão elevando as taxas, alguns deles em um ritmo que não era visto há décadas.

A alta promovida pelo BCE ocorre em meio a um contexto de inflação alta na Europa, intensificada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro atingiu nova máxima histórica de 8,6% em junho, ao acelerar de 8,1% em maio, segundo dados finais divulgados nessa semana.

Ainda há expectativa sobre sinalizações do banco a respeito de como será seu instrumento contra a “fragmentação”, quando há falta de paridade na transmissão da política monetária entre os países, isto é o risco de que uma grande lacuna se abra entre os custos de contrair empréstimos em países como a Alemanha e outros mais endividados como Itália, Espanha e Grécia.

Ela pode ser medida pela diferença entre os rendimentos dos títulos públicos. Lagarde prometeu combater a fragmentação desse tipo em declarações recentes e afirmou que o BCE poderia até implantar uma nova ferramenta, se necessário.

Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Mesmo rejeitados por comitês, acionistas aprovam nomes para Petrobras

Published

on

Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração
Felipe Moreno

Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração

Os dois indicados pelo governo federal para o Conselho de Administração da Petrobras e que tiveram nomes recusados pelos comitês internos da companhia e pelo colegiado foram aprovados em assembleia de acionistas realizada na tarde desta sexta-feira (19).

Ricardo Soriano de Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional e, portanto, ligado ao ministro Paulo Guedes, e Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro, secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, foram considerados pelos comitês de Elegibilidade (Celeg) e de Pessoas (Cope) da estatal como inelegíveis por apresentarem conflito de interesses para assumirem os cargos.

Os nomes de Soriano e de Castro somente entraram na lista de candidatos no início da assembleia de acionistas por indicação do procurador da Fazenda Nacional Ivo Cordeiro Pinho Timbó, representante da União.

Ao todo, o governo federal, acionista controlador da Petrobras, elegeu seis de seus oito indicados. Além de Caio Paes de Andrade, já nomeado de forma provisória para que assumisse a presidência da estatal, entraram Gileno Gurjão Barreto, atual presidente do Serpro; Iêda Cagni, presidente do Conselho do Banco do Brasil, e Edison Antonio Costa Britto Garcia, à frente do Conselho do Banco de Brasília.

Barreto, conforme indicação do governo, será o novo presidente do colegiado da Petrobras. Foram eleitos ainda José João Abdalla Filho e Marcelo Gasparino da Silva, indicados pelos acionistas minoritários.

Leia Também:  PIS/Pasep: novos incluídos recebem abono salarial nesta terça

Contestação antes e durante a assembleia

É mais um degrau galgado pelo governo em seu esforço de intervir na política de preços da companhia em meio à crise dos combustíveis. Desde o início de 2021, o presidente Jair Bolsonaro fez três trocas no comando da Petrobras.

Na abertura da assembleia, que foi realizada em formato on-line, Timbó afirmou que a União não corrobora “com as manifestações meramente opinativas” dos comitês da Petrobras sobre as indicações de Soriano e Castro. E que dispunha de “robustos posicionamentos técnicos” da Controladoria Geral da União e de outros órgãos de governo de que não há conflito de interesse relativo a esses nomes.

Fernando Leite Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), se manifestou contra a decisão de aceitar a indicações recusadas pelos comitês e pelo board.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

“É seríssima irregularidade ratificar os nomes. Há um brutal conflito de interesse entre as funções que esses indicados exercem no governo e os cargos no Conselho de Administração da Petrobras”, disse ele, destacando haver risco de “intervenção espúria” na estatal.

Siqueira chegou a pedir que a assembleia fosse suspensa de forma a impedir que não se pudesse “passar por cima da legislação”, mas teve seu pedido negado. A mesa reconheceu os nomes dos dois indicados na lista para eleição dos membros do Conselho.

Leia Também:  Bilionário russo transfere R$ 5,5 bilhões para esposa em meio à guerra

Na última semana, a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) recorreu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo que a assembleia fosse suspensa. O órgão regulador do mercado de capitais negou o pedido na última terça-feira.

A Anapetro também se juntou à Federação Única dos Petroleiros para pedir a suspensão da assembleia na Justiça Federal para impedir que o governo eleja os dois indicados que foram recusados pelo comitê de elegibilidade da estatal.

Resultado será judicializado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) considerou a eleição dos nomes indicados pelo governo e reprovados pelos comitês da Petrobras como “descaso com a governança corporativa e abuso de direito do acionista majoritário”, informou em nota.

E vai entrar com ação na Justiça Federal na segunda-feira, pedindo a anulação da assembleia, disse Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Mário Dal Zot, presidente da Anapetro, disse que permitir a eleição de Soriano e Castro é “um precedente” que não se pode deixar acontecer.

“A nomeação de pessoas passíveis de conflitos de interesses e sem a necessária formação e experiência no setor de petróleo e gás é inadmissível, pois, além de ferir a lei, ficam mais sujeitas a desmandos do acionista majoritário, podendo trazer prejuízos para a empresa a partir de medidas danosas e muitas vezes eleitoreiras”, afirmou.


Fonte: IG ECONOMIA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA