Economia

Auxílio: quase 30% dos beneficiários não receberá todas parcelas; veja seu grupo

Publicados

em


source

Brasil Econômico

auxilio
Fenae

De 61 milhões de pessoas no programa do auxílio emergencial, 16,9 milhões não terão direito a todas as parcelas até dezembro

Atualmente, há 61 milhões de pessoas no programa do auxílio emergencial. Dessas, 16,9 milhões não terão direito a receber todas as parcelas da prorrogação de R$ 300 até o mês de dezembro. Assim, aproximadamente 30% dos beneficiários do auxílio não receberá o valor total que o programa havia prometido.

Os números, dos ministérios da Cidadania e da Economia, foram obtidos pelo canal GloboNews nesta quarta-feira (23).

O governo afirma que divulgará o calendário dos pagamentos das parcelas de R$ 300 na segunda-feira (28). Até agora, só o público do Bolsa Família começou receber a prorrogação de R$ 300. Os demais inscritos no auxílio emergencial ainda não têm o calendário da prorrogação.

Leia Também:  Alitalia pousará em Recife com Boeing 777

Segundo os dados do governo obtidos pela emissora, havia 67 milhões de brasileiros no auxílio emergencial. Neste mês, 5 milhões de pessoas foram excluídas por não atenderem mais aos critérios do programa. As regras do auxílio emergencial incluem emprego e renda.

Dentro desses 5 milhões de recém excluídos, 1 milhão foi tirado do programa do auxílio emergencial  por  fraudes ou cadastro irregular.

Saiba de qual Ciclo do auxílio emergencial você faz parte, quantas parcelas você receberá e quantas pessoas estão em cada grupo:

Ciclo 1: beneficiário que recebeu a primeira parcela em abril e, ao todo, receberá todas as nove parcelas até dezembro (cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300) – 44 milhões de pessoas;

Ciclo 2:  quem recebeu a primeira parcela em maio e, ao todo, receberá oito parcelas (cinco de R$ 600 e três de R$ 300) – 9 milhões de pessoas;

Ciclo 3:  quem recebeu a primeira parcela em junho e, ao todo, receberá sete parcelas (cinco de R$ 600 e duas de R$ 300) – 5,4 milhões de pessoas;

Leia Também:  Advogada fecha conta no Nubank, viraliza e quer atitude do banco contra racismo

Ciclo 4: quem recebeu a primeira parcela em julho e, ao todo, receberá seis parcelas (cinco de R$ 600 e uma de R$ 300) – 2,5 milhões de pessoas.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Advogada fecha conta no Nubank, viraliza e quer atitude do banco contra racismo

Publicados

em


source

Brasil Econômico

Tania Sanches
Arquivo pessoal

Tania na Universidade de Lisboa, onde estudou; profissional viralizou ao mostrar o cancelamento da conta no Nubank nas redes sociais

“Sofri muito racismo na rede, tive que cancelar os comentários no post. Sou uma mulher preta de pele clara, com 55 anos, head-trainer, advogada. Tenho personalidade, sei bem o que eu quero. E não quero viver e ter os meus netos num país racista”, diz Tania Sanches. O post ao qual se refere foi publicado no LinkedIn e viralizou: teve quase 5 mil reações. Nele, Tania relatava o cancelamento da conta que tinha no Nubank  depois que Cristina Junqueira, cofundadora do banco, disse no programa Roda Viva que é  difícil contratar profissionais negros para grandes cargos.


Tania Sanches
Reprodução LinkedIn

O post de Tania, em que expôs o cancelamento da conta no Nubank, gerou quase 5 mil reações; ela teve de bloquear os comentários para não sofrer ataques

“Quem nivela meu povo por baixo não merece meu CPF”, escreveu Tania, em referência à  fala da sócia do Nubank.

Tania nasceu e foi criada na periferia do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Assim ela se descreve durante a entrevista, como também no seu perfil na rede social profissional. Seu sonho de infância, que era trabalhar no banco Itaú, se realizou em 1986, depois de trabalhar como faxineira. “Meus pais vieram do Rio Grande do Norte e não tiveram condições para me dar estudos”, conta ela. Mas, pela boa caligrafia e escrita, fruto do hábito da leitura, ela conquistou a vaga no maior banco privado do país. Ela foi uma das três pessoas contratadas no processo seletivo.

Assim, Tania se inseriu no mundo financeiro como assistente de administração e chegou ao cargo de operadora de ações de debêntures. Aos 30 anos, finalizou o ensino médio, depois cursou direito na Universidade São Judas e fez pós-graduação em direito empresarial e previdenciário. Já num alto patamar da carreira, Tania sofreu racismo.

Leia Também:  Mega-Sena sorteia R$ 52 milhões neste sábado: prêmio está acumulado

“Um dia, eu ganhei muita grana numa operação. Eu já tinha fechado a operação, me levantei, e um colega falou em voz alta na mesa: ‘como uma negrinha dessa ganhou essa operação?’. O meu diretor na época falou para esse operador: ‘não fale assim com a Tania. Ela não merece, é uma das melhores operadoras que a gente tem aqui’. Foi a resposta do meu diretor”, lembra Tania.

Assistindo ao Roda Viva da segunda-feira (19), quando Cristina Junqueira (Nubank) disse que não daria para “nivelar por baixo”, referindo-se a uma dificuldade em contratar pessoas negras para grandes cargos no banco, Tania relembrou o episódio de racismo que sofreu no mercado financeiro.

“A Cristina Junqueira só me fez reviver o que eu tinha passado. Naquela época, eu não estava tão empoderada da pauta racial para reclamar na mesa. Naquela época, eu não dei a resposta, foi outra pessoa. Mas agora, eu lembrei que eu tinha conta no Nubank. Parece que foi uma faca em mim. Quer dizer, nós não temos condições de trabalhar no Nubank? Eu conheço tanta preta com mestrado, doutorado, três línguas, como não consegue trabalhar no Nubank ?”, questiona.

A leitura que a profissional faz do acontecimento é que falta uma desconstrução nas maneiras de se expressar e pensar, já que o racismo é naturalizado na sociedade brasileira.   

“Obviamente, foi um ato de falta de letramento racial com um racismo estrutural. Falta letramento racial para todo mundo, para todos nós. Nós estamos num país machista, sexista, que não reconhece o povo negro, não dá oportunidade. Estamos começando essa revolução. Eu fui uma das primeiras mulheres pretas a estar no LinkedIn falando sobre racismo, sobre as minhas dores.”

No LinkedIn, Tania apresenta seu vasto currículo, que hoje é focado em treinamento e desenvolvimento humano. Além das formações em direito, ela também é pós-graduada em psicologia positiva aplicada pela Universidade de Lisboa. Como advogada, Tania faz parte da Comissão de Diversidade e Inclusão da OAB-SP.

Tania Sanches LinkedIn Nubank
Arquivo pessoal

Tania na Universidade de Lisboa, apresentando trabalho de encerramento de uma das cadeiras de Psicologia Positiva Individual

“Quem não é preto, quem nunca sofreu racismo – e eu ainda tenho privilégio de ser negra de pele clara, então eu ainda tive alguns privilégios que uma mulher negra de pele retinta não tem – não sabe o que é isso.”

Leia Também:  Alitalia pousará em Recife com Boeing 777

Por outro lado, a reação à fala de Junqueira não significa ignorar os pontos positivos do banco e admirar o trabalho do Nubank e da empresária, diz Tania.

“A Cristina Junqueira fez isso sem querer, ela não faria isso propositalmente. Ela é uma pessoa digna, uma empresária. Eu reconheço muito a capacidade dela, não a menosprezo, muito pelo contrário. Mas hoje em dia, é preciso olhar para esse viés do inconsciente , da narrativa “.

O boicote ao Nubank com cancelamento de contas

Questionado sobre o número de cancelamentos de contas na última semana, como consequência da fala de Junqueira, o Nubank disse não revelar esses dados. “Nossos dados de cancelamentos são confidenciais. Neste momento, estamos dedicados a desenhar nossa agenda real com ações concretas e ambiciosas sobre diversidade racial”, afirmou a assessoria.

Na resposta, o Nubank também divulgou a carta de desculpas sobre a fala da cofundadora, mostrando compromisso com a questão racial e a reestruturação de planos da empresa. 

“Ficamos acomodados com o progresso que tivemos nos nossos primeiros anos de vida que se refletia em algumas estatísticas relativas à igualdade de gênero e LGBTQIA+, por exemplo, que, repetidas, mascaravam a necessidade urgente de posicionamento ativo também na pauta antirracista. Deixamos de nos questionar. Ignoramos o grande caminho que ainda tínhamos pela frente (…) Perdemos a humildade “, diz o comunicado. Leia a carta completa do Nubank aqui .

Tania Sanches diz que a repercussão negativa pode trazer muito progresso à fintech.

“O que aconteceu foi bom para o Nubank, para melhorar essa pauta, esse letramento. Às vezes a gente tem que errar, descer alguns degraus para a gente subir com toda a força. E é isso que eu desejo para o Nubank e para todas as empresas que estão trabalhando para fazer um melhor país para os nossos netos no futuro”, diz Tania, que apresenta diariamente um podcast disponível no  Spotify sobre desenvolvimento pessoal, o Chá Positivo.

A ex-cliente afirma que “nunca dirá nunca” sobre reabrir sua conta no Nubank. Ela espera para ver como serão as próximas medidas que o banco tomará pela diversidade e inclusão racial.

Sobre o letramento racial, Tania recomenda a leitura de obras de Djamila Ribeiro, Sílvio de Almeida e Laurentino Gomes. “Hoje em dia, estamos com uma gama de conhecimento na internet. Não dá mais para falarmos besteiras, principalmente sobre o racismo “.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA