Prefeitura de Marataízes e Governo do Estado realizam ação Oftalmologia Itinerante com 600 atendimentos

A Prefeitura Municipal de Marataízes, em parceria com o Governo do Estado, realizará entre os dias 17 e 21 de novembro a ação Oftalmologia Itinerante, uma importante iniciativa voltada para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde ocular. Durante a ação, serão oferecidos consultas e exames oftalmológicos gratuitos, realizados na unidade do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). A expectativa é atender mais de 600 pessoas ao longo da semana, contribuindo para a redução da fila de espera e garantindo que mais cidadãos tenham acesso a diagnósticos e tratamentos especializados na área da visão. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Marataízes em cuidar da saúde e do bem-estar da população, levando serviços essenciais de forma acessível e humanizada. Com o apoio do Governo do Estado, a ação integra o conjunto de políticas públicas voltadas para a ampliação e descentralização dos atendimentos de saúde, aproximando cada vez mais os serviços da comunidade. Essa é mais uma medida que demonstra o empenho da gestão municipal em investir na qualidade de vida dos marataizenses, fortalecendo a rede pública de saúde e garantindo um atendimento digno e eficiente a todos.

UPA de Marataízes será reformada e ampliada

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marataízes passará por uma ampla reforma e ampliação. O município foi contemplado por um programa estadual que visa revitalizar estruturas de saúde em todo o Espírito Santo. Ao todo, será destinado R$ 1 milhão para as obras, e a primeira parcela de R$ 500 mil já foi repassada ao município. A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Marataízes, com o objetivo de melhorar a infraestrutura da unidade e garantir mais qualidade no atendimento à população. Entre os serviços que serão realizados na UPA estão: – Recuperação e manutenção do reservatório de água;  – Pintura interna e externa da unidade;  – Reparos na cobertura, telhado, calhas e rufos;  – Reforma e substituição do gradil de cercamento;  – Instalação de guarda-corpo em aço galvanizado;  – Substituição da iluminação e instalação de luminárias de emergência;  – Instalação de novos aparelhos de ar-condicionado;  – Reforma da rede elétrica com troca de cabos;  – Substituição de pisos, vidros, portas, janelas e rodapés;  – Construção de novos quartos para descanso da equipe de saúde.Essa obra representa um avanço significativo para a saúde pública do município, garantindo mais conforto, segurança e eficiência tanto para os profissionais quanto para os pacientes que utilizam a unidade diariamente.

Marataízes faz adesão ao Programa ES Inteligente e inicia estruturação de PPP para modernizar serviços

A parceria estabelecida envolve o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e o Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC). Marataízes passa a integrar a carteira de projetos com foco na implementação de uma PPP de Cidade Inteligente, demonstrando o compromisso da administração municipal com a inovação, a sustentabilidade e a excelência na gestão. O projeto de PPP de Cidade Inteligente engloba um conjunto de soluções tecnológicas integradas, visando a otimização da eficiência energética, a expansão da conectividade e o fortalecimento da segurança pública, por meio de uma concessão administrativa.Entre os principais benefícios estruturados, destacam-se:Eficiência Energética e Iluminação Pública: Eficientização, operação e manutenção de todo o parque de Iluminação Pública. A medida tem como objetivo a redução do consumo e dos custos operacionais.Geração de Energia Limpa: Implantação de uma Usina Solar Fotovoltaica destinada ao atendimento das demandas de energia dos prédios públicos do município, consolidando o compromisso municipal com a sustentabilidade ambiental.Conectividade e Inclusão Digital: Desenvolvimento de infraestrutura de telecomunicações, incluindo fibra ótica, garantia de conexão segura e de qualidade nos prédios públicos e disponibilização de Wi-Fi público e gratuito em áreas de lazer e de maior fluxo populacional.Segurança Pública Integrada: Implantação de sistema de videomonitoramento nas vias urbanas, com interligação ao sistema das forças de segurança estaduais, visando o reforço da segurança cidadã. A adesão ao Programa ES Inteligente assegura ao município um suporte técnico integral do Bandes e do IPGC, sem custo de estruturação direto para os cofres municipais, com previsão de conclusão dos estudos em até 12 meses. As vantagens institucionais incluem:Viabilidade Financeira: O modelo facilita o acesso a crédito, utilizando os recebíveis como garantia para operações junto ao Bandes.Conformidade Global: Os projetos estão integralmente alinhados com a agenda ESG (Environmental, Social, Governance) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), um fator essencial para o desenvolvimento municipal responsável. A Prefeitura de Marataízes convoca a população a acompanhar as próximas etapas do processo, que incluem estudos técnicos detalhados e consultas públicas, reafirmando o compromisso com a transparência e a participação social.

Saiba quem será contemplado e como funcionará a isenção do IR

O plenário do Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei 1.087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), contemplando quem ganha até R$ 5 mil. Encaminhado pelo governo federal em março ao Congresso, o texto foi aprovado em outubro pela Câmara e, após a votação pelo Senado, poderá ser sancionado.  A sanção deve ocorrer nos próximos dias para que a isenção possa valer já em 2026. A principal mudança é que o projeto isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais e aumenta a taxação dos mais ricos. O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação.  Confira abaixo as principais mudanças a partir da aprovação do projeto:   Quem vai deixar de pagar o Imposto de Renda?  Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos). A nova legislação isentará, a partir de janeiro do ano que vem, o imposto de renda sobre rendimentos mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas.  Quais faixas de renda vão passar a pagar menos imposto?  Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução parcial dos valores a serem pagos – quanto menos ganhar, maior a redução.   Os contribuintes com rendimentos acima de R$ 7.350 não serão contemplados pela medida.   Quem vai pagar mais imposto?  Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.  Contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem hoje, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.  A partir de quando vai valer a mudança?  A nova regra vai valer a partir do ano que vem, caso seja sancionada até dia 11 de novembro. O governo já sinalizou que irá sancionar a medida até esta data.   Dessa forma, a partir de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5 mil deixa de pagar ter o imposto descontado e, quem ganha até R$ 7.350, pagará menos. Na prática, a isenção terá impacto na declaração do IRPF 2027, com o ano-base 2026. Fonte: Agência Brasil 

Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço

A diversificação das exportações para a Ásia e a Europa compensou os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos, três meses após a retaliação comercial do governo de Donald Trump. As vendas do Brasil para o exterior cresceram 9,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, batendo recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989. O crescimento ocorreu mesmo com a forte queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões no mês passado, enquanto as importações atingiram US$ 25,01 bilhões, resultando em superávit comercial de US$ 6,96 bilhões. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A retração nas exportações para os Estados Unidos, impactadas pelo tarifaço implementado pelo governo norte-americano, levou a uma queda de 24,1% nas vendas para a América do Norte. Essa foi a única região com redução nas exportações em outubro. O principal fator do encolhimento das vendas para a América do Norte foi a queda de 82,6% nos embarques de petróleo, equivalente a perda de US$ 500 milhões. Também recuaram as vendas de celulose (43,9%), óleos combustíveis (37,7%) e aeronaves e partes (19,8%). “Mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”, informou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão. Outros mercados O recuo nas exportações para os Estados Unidos foi compensado pelo aumento das vendas para outras regiões, especialmente a Ásia, que teve alta de 21,2%, impulsionada pela China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%). Entre os produtos, destacaram-se os aumentos nas exportações de soja (64,5%), óleos brutos de petróleo (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%). Na Europa, as vendas cresceram 7,6%, com forte avanço de minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul apresentou alta de 12,6%, puxada pelos embarques de óleos brutos de petróleo (141,1%). Segundo Brandão, as exportações brasileiras para os Estados Unidos têm registrado redução constante nos últimos 3 meses. A queda foi de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro. “Temos observado taxas de variação negativa cada vez maiores, na comparação com o mesmo mês do ano anterior”, explicou Brandão.  O diretor do Mdic destacou ainda que o movimento reflete não apenas os efeitos diretos das tarifas, mas também uma possível redução da demanda norte-americana. “A principal queda em termos absolutos foi no petróleo bruto, que não foi tarifado. Isso indica que há efeitos diversos influenciando a retração das exportações aos EUA”, completou. Fonte: Agência Brasil

Comitê Acaps Jovem participa de visitas técnicas a empresas de Cachoeiro

Sucessores e proprietários de empresas supermercadistas que integram o Comitê Acaps Jovem participaram de visitas técnicas a duas referências na economia capixaba, localizadas em Cachoeiro de Itapemirim: o frigorífico Cofril e o Supermercados Perim. O comitê, que completou dois anos de atividades, é uma iniciativa da Associação Capixaba de Supermercados. A visita foi marcada por uma rica troca de experiências, integração e conhecimento. Na Cofril e no Grupo Perim, os participantes ouviram relatos inspiradores e ensinamentos sobre trajetórias, gestão, visões estratégicas e boas práticas, bem como puderam saber mais sobre a infraestrutura, logística e processos operacionais das empresas. “Tivemos a oportunidade de conhecer de perto a cultura, os processos e os resultados de duas empresas que são cases de sucesso nos segmentos do varejo e da indústria no Espírito Santo. Essas visitas técnicas estão alinhadas aos nossos objetivos de conectar gerações, fortalecer lideranças e inspirar o futuro do varejo”, afirmou Lorena Calvi, presidente do Comitê Acaps Jovem. Criado em 2023, o Comitê Acaps Jovem tem como objetivos promover troca de experiências, aprendizado e networking. Atualmente, conta com 105 membros, todos filhos de supermercadistas de empresas filiadas à Acaps na Grande Vitória e no interior do Estado. Neste ano, além de reuniões ordinárias, o Comitê Acaps Jovem realizou visitas técnicas a outras empresas no Espírito Santo, como Villoni Alimentos e Grupo Coroa, e participou de eventos do varejo, como Apas Show (São Paulo), e de encontros para a troca de experiência com outros comitês – Agas Jovem (Rio Grande do Sul) e Amis Jovem (Minas Gerais). Ainda em 2025, a Acaps formou a primeira turma do Programa de Desenvolvimento de Sucessores, realizado em parceria com a MMurad para capacitação de 25 sucessores e jovens proprietários de supermercados.

Espírito Santo deve criar de 2.800 vagas temporárias no último trimestre do ano

O último trimestre de 2025 promete ser aquecido para o mercado de trabalho capixaba. A expectativa é que o Espírito Santo gere entre 2.400 e 2.800 vagas temporárias para o período de fim de ano, impulsionadas pelas contratações no comércio e nos serviços, que tradicionalmente lideram o movimento de alta nas vendas e no consumo durante datas comemorativas como a Black Friday e o Natal. A maior parte das oportunidades deve surgir nos setores de comércio, turismo e logística. As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base em informações da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Segundo o estudo, o estado é responsável por cerca de 2,2% da movimentação nacional no último ciclo de contratações temporárias, índice coerente com a participação na economia brasileira. Além disso, o Espírito Santo tende a acompanhar a tendência nacional de ampliação moderada das contratações, mas com destaque para a maior formalização e estabilidade das relações de trabalho, o que aumenta as chances de efetivação no início de 2026. A taxa de efetivação prevista é de 30% a 40%, o que pode representar de 720 a 1.120 novos vínculos formais após o período de festas. Para André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, os dados demonstram o dinamismo do mercado capixaba. “O Espírito Santo vem consolidando um ambiente econômico estável e com alto nível de formalização, o que torna o trabalho temporário uma oportunidade real de ingresso no mercado de trabalho. Em muitos casos, essas contratações se transformam em empregos fixos, contribuindo para a geração de renda e a redução da informalidade”, destacou. De acordo com Spalenza, jovens em busca da primeira experiência e pessoas que estavam afastadas do mercado encontram nessas vagas a chance de aprender e conquistar um espaço definitivo nas empresas. “O trabalho temporário cumpre uma função social importante. Ele dá oportunidade, capacita e abre portas para quem quer voltar a trabalhar. Além disso, ajuda as empresas a formarem quadros mais qualificados e alinhados às suas necessidades”, completou. O levantamento do Connect Fecomércio-ES mostra que essa tendência vem se fortalecendo no estado. O formato tem permitido que micro e pequenas empresas testem novos profissionais, ampliem equipes e adaptem operações ao aumento da demanda de fim de ano, ao mesmo tempo em que contribui para a inclusão produtiva e a redução da informalidade. Nas empresas, o planejamento para a alta temporada já está em andamento. É o que afirma Fabiana Gonçalves Vieira, diretora de Gente e Gestão do Grupo Coutinho. “Nosso processo seletivo começa cerca de 40 dias antes do verão. Contratamos colaboradores em regime de experiência, integrados à equipe, com uniformes e benefícios garantidos. Muitos desses profissionais se destacam e acabam sendo efetivados. Temos casos de pessoas que começaram assim e hoje estão há anos na empresa”, explicou. A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br. Foto: Envato

Por unanimidade, Senado aprova isentar IR para quem ganha até RS 5 mil

O Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta (5), o projeto de lei 1087/2025 que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e aumenta a taxação de altas rendas. Se o texto for sancionado até o final do ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026.  O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação. “É uma medida que dialoga com a vida real das pessoas”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.  Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.  O projeto foi encaminhado pelo governo em março ao Congresso e foi aprovado em outubro pela Câmara. O relator da proposta foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que acatou apenas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Confira nomes e sobrenomes mais comuns no país, segundo o IBGE

Foto: Paulo Pinto Fonte: Agência BRasil O Brasil é um país formado principalmente por Marias, Josés, Silvas e Santos. De cada cem brasileiros, seis são Marias. Elas somam 12,3 milhões de pessoas. Nas cidades cearenses de Morrinhos e Bela Cruz, as Marias somam 22% da população. Já os Silvas são 34 milhões de brasileiros ou 16% da população. Em seis cidades de Pernambuco e Alagoas, os Silva são mais de 60% da população. As revelações fazem parte do site Nomes do Brasil, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A ferramenta interativa permite consultar a ocorrência, período de nascimento, concentração geográfica e idade mediana de pessoas com determinados nomes e sobrenomes. O levantamento retrata a população brasileira em 1º de agosto de 2022, data base do Censo 2022. >> Confira aqui curiosidades sobre seu nome e sobrenome. O período de ocorrência do nome permite identificar, por exemplo, que o pico de nascimento de Marias foi de 1960 a 1969, com 2,5 milhões. Já entre 2020 e 2022, a quantidade ficou em 517 mil. Já nomes como Gael, Ravi e Valentina tiveram crescimento vertiginoso a partir de 2010. Se na primeira década do século 21 nasceram 763 pessoas chamadas Gael, entre 2020 e 2022 foram 96,5 mil. Ao todo, o IBGE identificou mais de 140 mil nomes e 200 mil sobrenomes. Não há diferenciação entre sinais gráficos, ou seja, não há diferenciação entre Tamara e Tâmara. Já casos como Ana e Anna, Luís e Luiz, os nomes são contabilizados separadamente. Confira os nomes e sobrenomes mais populares no país: Mulheres  Homens Sobrenomes

Câmara aprova ampliação gradual da licença-paternidade

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de Lei (PL) 3935/2008 que aumenta de maneira gradual a licença paternidade até 20 dias. A proposta, aprovada de maneira simbólica com o voto contrário do Novo, aumenta a licença de forma escalonada de 10 dias do primeiro ao segundo ano de vigência da lei até 20 dias a partir do quarto ano. A licença ainda poderá ser dividida em dois períodos a partir da requisição do empregado. O texto agora retorna para análise no Senado. Inicialmente, o projeto previa que a licença seria de 10 dias no 1º ano de aplicação da lei, de 15 dias no segundo ano, com acréscimo de 5 dias/ano até 30 dias no 5º ano, mantido daí em diante. Porém, o relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), teve que fazer ajustes no texto para conseguir a aprovação. Além disso, o projeto determina que a licença de 120 dias será concedida apenas em caso de falecimento materno.  Com as alterações, o prazo máximo estabelecido para a licença-paternidade será de 10 dias, do primeiro ao segundo ano; 15 dias, do segundo ao terceiro ano; e 20 dias, a partir do quarto ano. Além disso, a proposta determina que a licença de 20 dias só será concedida se o governo conseguir cumprir as metas fiscais previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) referente ao segundo ano de aplicação da lei. Caso a meta não seja verificada, a licença de 20 dias só entrará em vigor a partir do segundo exercício financeiro seguinte àquele em que se verificar o cumprimento da meta. O texto diz ainda que a licença-paternidade e o salário-paternidade nos casos de nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente com deficiência, passarão de 30 para 60 dias, com vigência escalonada até o quinto ano de vigência da lei. A licença-paternidade é concedida ao empregado, com remuneração integral, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente, sem prejuízo do emprego e do salário. Ao argumentar pela defesa da proposta, o relator afirmou que nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de cuidado. Campos apontou ainda que o tema era alvo de debates desde a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988, que reconhece a família como base da sociedade e impõe ao Estado o dever de lhe assegurar especial proteção. “Durante décadas, o Direito do Trabalho brasileiro reconheceu essa necessidade apenas pela perspectiva materna. A licença-maternidade representou um avanço civilizatório, mas a paternidade permaneceu à margem, como se o cuidado fosse uma atribuição exclusiva da mulher. Essa assimetria repercute não apenas na sobrecarga das mães, mas também na ausência paterna em um dos períodos mais decisivos da vida da criança”, observou.  Os recursos para o pagamento da licença virão do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Caso o texto seja aprovado, a estimativa apresentada pelo relator diz que a previsão é de que o impacto fiscal líquido (despesas e perda de receita) será de cerca de R$ 2,61 bilhões, em 2026; de R$ 3,3 bilhões, em 2027; de R$ 4,35 bilhões, em 2028; de R$ 5,44 bilhões em 2029. Pedro Campos apontou que os recursos para a nova política podem vir do Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp), que prevê a atualização do valor e a regularização de veículos, imóveis, valores, títulos e ações no Imposto de Renda, caso sejam lícitos e não tenham sido declarados. Poderá ser considerada, como fonte de custeio complementar, a receita prevista no Projeto de Lei Complementar apresentado pelo Governo na Câmara dos Deputados, que visa elevar a arrecadação federal em R$ 19,76 bilhões em 2026. O projeto promove alterações diretas na Consolidação das Leis do Trabalho. A licença-paternidade passa a figurar, ao lado da licença-maternidade, como direito social de mesma hierarquia e abrangência. Para tanto, cria um novo benefício denominado salário-paternidade, de idêntica duração ao da licença-maternidade. O texto diz ainda que o salário-paternidade será destinado às mesmas categorias de segurados atualmente contempladas pelo salário-maternidade, e, ressalvados os empregados em geral, será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a quem também caberá o pagamento ao empregado do microempreendedor individual. Conforme o texto, está prevista a concessão de incentivos fiscais para as empresas aderirem à licença. Além disso, o projeto diz que a licença pode ser suspensa pela Justiça quando houver elementos que indiquem a prática, pelo pai, de violência doméstica ou abandono material em relação a criança. O projeto diz ainda que será permitida a manutenção simultânea de salário-paternidade e salário-maternidade, em relação a nascimento ou adoção, ou guarda judicial para fins de adoção, de uma mesma criança ou adolescente. Porém, o primeiro estará condicionado ao afastamento do segurado do trabalho ou da atividade desempenhada, sob pena de suspensão do benefício. “A medida harmoniza, assim, o dever constitucional de proteção com a racionalidade econômica, pois o envolvimento paterno fortalece vínculos familiares, reduz desigualdades e favorece ambientes de trabalho mais equilibrados e produtivos”, pontuou Campos.  Deputados do Novo se posicionaram contra a matéria. O líder Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou o projeto com o argumento de que estabelecer uma licença-paternidade ampliada vai prejudicar a atividade econômica, especialmente as micro e pequenas empresas. Segundo o parlamentar, a iniciativa traz “preocupação para o mercado de trabalho”.  “Haverá uma ampliação de licenças obrigatórias, reduzindo margens de compensação, afetando as pequenas e microempresas que menos condições de arcar com essa mudança abrupta na legislação. O novo tem se colocado contrariamente a matéria. Manifestamos a posição contrário do partido”, afirmou. O argumento foi rebatido pela deputada Jandira Feghali  (PCdoB-RJ), que lembrou que o projeto foi apresentado em 2008. A deputada esclareceu que os recursos virão da Seguridade Social.  “O problema é que o argumento sempre é de quem paga. Mas quem a paga a licença-maternidade e a paternidade é o trabalhador na assistência social”, afirmou. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) comemorou a aprovação. “Hoje foi uma vitória de toda a bancada feminina, mas também do Parlamento brasileiro que hoje está