Número de enfermeiros no Brasil cresce 44% em cinco anos

Foto: Ingrid Anne/Prefeitura de manaus Fonte: Agência Brasil Entre 2017 e 2022, o Brasil registrou um aumento de quase 44% dos postos de trabalho em enfermagem, passando de cerca de 1 milhão de vínculos para 1,5 milhão. O número, entretanto, não equivale ao total de profissionais do setor, já que um mesmo profissional pode ocupar mais de um vínculo de trabalho. Os dados integram a Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil, divulgada nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Saúde. O estudo traz uma radiografia do setor, que concentra o maior número de postos de trabalho da saúde no país quando somados enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. De acordo com o levantamento, que reúne dados de 2017 a 2022, o total de postos de trabalho na área de enfermagem no Brasil aumentou em todos os níveis de atenção à saúde, incluindo a atenção primária ou básica; a atenção secundária ou de média complexidade; e a atenção terciária ou de alta complexidade. A atenção de alta complexidade apresentou maior crescimento absoluto, passando de 635 mil postos de trabalho em 2017 para quase 900 mil em 2022 – alta de 41%. No mesmo período, as atenções primária e secundária passaram de 204 mil postos para 285 mil (39,2%) e de 171 mil postos para 238 mil (39%), respectivamente. Os números mostram ainda que as mulheres representam cerca de 85% da força de trabalho da enfermagem no país, enquanto o setor público concentra 61,9% dos vínculos profissionais. Covid-19 Dados de 2020, quando a pandemia de covid-19 teve início, até 2022 mostram aumentos significativos na contratação de enfermeiros e técnicos de enfermagem, sobretudo no setor público. Na atenção primária, por exemplo, o aumento foi 42% no número de enfermeiros e 77% no número de técnicos de enfermagem no setor público. Regiões Entre 2017 e 2022, o crescimento de postos de trabalho foi registrado em todas as regiões do país, sobretudo em regiões com menos profissionais – o Nordeste apresentou crescimento de 46,3% e o Norte, de 43,8%. O Centro-Oeste registrou o maior aumento no período, com 57,3%, enquanto o Sul cresceu 44,6% e o Sudeste apresentou o menor índice, com aumento de 34,9%. Ainda assim, o Sudeste segue como a região com maior concentração dos postos de trabalho. Vínculos de trabalho O estudo aponta predominância de vínculos formais de trabalho – cerca de 67% dos vínculos trabalhistas estão sob regime celetista (CLT). Os demais profissionais atuam por meio de contratos estatutários e outras formas de vínculo, como temporários e autônomos. SUS A demografia mostra ainda que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem representam a maior parcela dos profissionais que trabalham no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Esses profissionais atuam diretamente no cuidado aos pacientes, sendo essenciais para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. A presença desses trabalhadores é indispensável em todos os níveis de atenção, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade”, destacou o ministério. Mercado de trabalho e piso nacional Os levantamento revela que, no setor da enfermagem, há predomínio de jornadas de trabalho que variam entre 31 e 40 horas semanais, além de uma média salarial que varia entre dois e três salários mínimos – o equivalente a R$ 3.036 e R$ 4.554, respectivamente. Modalidade de ensino O estudo também mostra crescimento elevado do setor privado no ensino da graduação e no ensino técnico de enfermagem, sobretudo na modalidade ensino a distância (EaD) – em 2022, a modalidade chegou a responder por 50,3% das vagas ofertadas. “Esse cenário serviu de alerta para o governo federal e entidades de saúde ligadas à área da enfermagem, apesar do aumento de estudantes no ensino superior ser uma necessidade para melhorar o quantitativo de profissional necessário às realidades de saúde e contingente da população brasileira”, avaliou o ministério.
Arteris renova concessão da BR-101 entre RJ e ES por R$ 10 bilhões

Fonte: Agência Brasil Em leilão realizado nesta terça-feira (11), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a Arteris venceu a concessão da Autopista Fluminense, na BR-101, com investimento previsto de R$ 10,1 bilhões por 22 anos. A empresa já administra o trecho desde 2008. Com 322,1 quilômetros, o trecho entre Niterói (RJ) e Mimoso do Sul (ES) passa por 13 municípios fluminenses e conecta polos industriais e complexos portuários como Açu e Macaé, além de dar acesso à Região dos Lagos, polo turístico importante. Em nota, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) afirmou tratar-se de “um corredor fundamental para o trabalho, o turismo e o transporte de cargas” e que a cessão “consolida, na prática, o avanço de um modelo que fortalece a segurança regulatória e estimula um ambiente mais estável para investimentos privados no setor rodoviário”. O novo contrato permitiu a adoção de um modelo mais atual de regulação de tarifas, incluindo obras não previstas na atual concessão como 49,5 quilômetros de duplicações e 5,6 quilômetros de variante, além de 52,5 quilômetros de faixas adicionais e 81,6 quilômetros de multivias. Também estão planejadas 14 quilômetros de vias marginais, 12 obras de arte especiais (OAE) entre pontes e viadutos, reforçou ou reforma de 39 estruturas e alargamento de seis trechos considerados críticos. O contrato prevê ainda 21 passarelas para pedestres, a demolição de cinco estruturas antigas, seis retornos, uma rotatória alongada e 16 novos acessos. No pacote, constam obras para modais coletivos e bicicletas, com 40 pontos de ônibus e 59,2 quilômetros de ciclofaixas, voltados para os moradores da região. O diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, disse que “o modelo aplicado foi o terceiro processo competitivo simplificado do país, totalmente alinhado às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU)”. Renovação de outorga O leilão é a primeira concorrência ampla no modelo de renovação de outorga. Um teste anterior foi realizado no trecho entre o Espírito Santo e o sul da Bahia, também na BR-101, e na MSVIA (BR-163/MS), que liga Guaíra (PR) a Sonora (MT), um trecho de 859 km. No trecho fluminense, a agência reguladora autorizou em agosto que a empresa anterior, Concessionária Autopista Fluminensa S.A., fosse alienada (vendida). Ela já era do grupo Arteris. A mudança atende ao Acórdão 2.318/2024, do Tribunal de Contas da União, instituído para melhorar as condições de competição nas concessões públicas, inclusive o fomento da paridade dos interessados e a diminuição de situações de conflito de interesses. Segundo a ANTT, “a remodelagem permitirá a entrada de novos investidores, a retomada dos investimentos e a melhoria da infraestrutura e dos serviços oferecidos ao usuário”. “Com o leilão da Autopista Fluminense, realizado hoje na B3, em São Paulo, a ANTT bateu o recorde com 9 leilões em 2025. Com o leilão da Fernão Dias, previsto para dezembro, a Agência completará o ciclo de 2025, totalizando 10 leilões em um único ano. São R$ 127 bilhões em investimentos e mais de 1,1 milhão de empregos que fortalecem a infraestrutura nacional, impulsionam a economia e transformam a mobilidade do Brasil”, explicou a ANTT em nota à Agência Brasil. A próxima concessão, que será realizada em dezembro, envolverá outro trecho operado pela Arteris, desta vez na Fernão Dias, que liga São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é de múltiplos concorrentes. Foto: Paulo Pinto
Câmara de Cachoeiro aprova por unanimidade projeto que garante mais um ano sem reajuste do IPTU

A Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei nº 157/2025, de autoria do Poder Executivo, que garante mais um ano sem aumento no IPTU. A medida cumpre um dos principais compromissos de campanha do prefeito Theodorico Ferraço, eleito em 2024 com a promessa de promover uma cobrança justa, equilibrada e sem reajustes abusivos no imposto.A proposta agora segue para a sanção do prefeito, e os efeitos valerão já em 2026, trazendo segurança jurídica e tranquilidade aos contribuintes. Compromisso cumprido: IPTU sem aumento em 2026 A nova legislação impede que os impactos da Planta Genérica de Valores (PGV) — que previa aumentos em casos extremos que poderiam chegar a 4.000% — sejam repassados imediatamente à população. A preocupação com esses reajustes foi um dos pontos centrais das críticas da sociedade durante a campanha municipal de 2024.Com o projeto aprovado, qualquer impacto financeiro da PGV será postergado e diluído gradualmente apenas a partir de 2027, conforme regras previstas na proposta. Regras atualizadas: impacto da PGV só a partir de 2027, e de forma gradual O Projeto de Lei promove ajustes nos artigos 16 e 20 da Lei nº 7.853/2020, reorganizando o repasse dos valores atualizados da PGV. Agora, os efeitos serão aplicados somente de 2027 a 2036, de maneira progressiva: • 2027: 5% • 2028: 10% • 2029: 20% • 2030: 30% • 2031: 40% • 2032: 50% • 2033: 60% • 2034: 70% • 2035: 80% • 2036: 90% • 2037 em diante: 100%Os percentuais não se aplicam a imóveis que tiveram redução no valor do IPTU. Descontos mantidos para 2026 O projeto também garante um alívio direto para os contribuintes em 2026, com descontos significativos sobre eventuais diferenças apuradas em relação ao IPTU de 2020: • 90% de desconto para pagamento em cota única • 85% de desconto para pagamento parceladoEsses abatimentos continuarão valendo exclusivamente para valores de aumento decorrentes do Recadastramento Imobiliário, já que correção monetária e perda de descontos previstos em lei não se enquadram nesse benefício. Ferraço: “Lei mais justa, responsabilidade fiscal e respeito ao contribuinte” Em mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito Ferraço destacou que o objetivo é garantir equilíbrio, planejamento e justiça tributária. “Estamos propondo uma atualização responsável da legislação municipal para proporcionar leis mais justas para a sociedade, sem comprometer a responsabilidade fiscal. Precisamos aprofundar estudos sobre os impactos financeiros da PGV e das mudanças da reforma tributária. Por isso, a postergação dos efeitos financeiros é essencial no momento”.Ferraço reforçou ainda o compromisso assumido com a população durante a campanha. “Assumimos o compromisso de impedir aumentos injustos no IPTU, e estamos cumprindo. O contribuinte pode ter segurança de que haverá previsibilidade, justiça fiscal e diálogo permanente”. Aprovação unânime reforça apoio político à medida A votação unânime no plenário da Câmara demonstra consenso entre os vereadores quanto à importância da iniciativa para proteger os contribuintes e garantir estabilidade no período de adequação às novas normas tributárias nacionais.A proposta foi elogiada por parlamentares como uma resposta necessária para evitar impactos financeiros bruscos e assegurar que a prefeitura possa planejar os próximos passos com responsabilidade fiscal. Reforma tributária exige cautela A mensagem encaminhada pelo Executivo destaca que o adiamento dos efeitos financeiros da PGV permitirá ao município acompanhar com mais segurança os desdobramentos da reforma tributária nacional, atualmente em fase de implementação, redimensionando cenários e possíveis impactos no orçamento municipal. *Próximos passos* Com a aprovação do projeto, o texto segue agora para sanção do prefeito Theodorico Ferraço, que deverá oficializar a medida nos próximos dias, garantindo que o IPTU de 2026 seja cobrado sem qualquer aumento.
Cachoeiro supera metas nacionais de saneamento e se destaca no Dia Nacional pela Universalização do Saneamento

Celebrado em 11 de novembro, o Dia Nacional pela Universalização do Saneamento reforça a importância do acesso universal aos serviços de água potável e esgotamento sanitário. Em Cachoeiro de Itapemirim, os avanços na área colocam o município acima das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, transformando-o em referência nacional. Sancionado em julho de 2020, o Marco Legal (Lei Federal nº 14.026) determina que até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Cachoeiro já superou esses índices, devido aos investimentos contínuos e à atuação da BRK, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade há mais de 27 anos. “Os investimentos realizados nos últimos anos, em Cachoeiro de Itapemirim, permitiram alcançar índices superiores às metas estabelecidas, com sistemas operando dentro dos padrões de qualidade e segurança exigidos pelas normas regulatórias. Esses avanços refletem uma gestão eficiente, baseada em planejamento estratégico, inovação tecnológica e compromisso com a sustentabilidade, consolidando o município como referência nacional no setor. Seguimos avançando com a missão de transformar e melhorar o dia a dia dos moradores de bairros, distritos e localidades. Atuamos 24 horas para garantir qualidade de vida, bem-estar e saúde à população”, afirma Claudio Sobrinho, gerente de operações da BRK em Cachoeiro. A cidade conta hoje com 11 Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), que atendem tanto a sede quanto os distritos, e 572 km de redes coletoras, coletores-tronco e interceptores. Já as sete Estações de Tratamento de Água (ETA) são responsáveis pela produção diária de 39,6 milhões de litros de água, abastecendo toda a área urbana. Desde o início da concessão, mais de R$ 625 milhões foram investidos na ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário. Como resultado, Cachoeiro conquistou nota máxima no Ranking Capixaba de Saneamento Básico 2024, elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), sendo o único município a alcançar esse desempenho. A BRK segue comprometida com a eficiência e qualidade dos serviços de água e esgoto, com a promoção de saúde pública e sustentabilidade, contribuindo para que Cachoeiro continue sendo exemplo de gestão eficiente e responsabilidade socioambiental.
Pavimentação de acesso ao Monte Aghá será inaugurada neste sábado em Itapemirim

Em mais uma parceria com o Governo do Estado, a Prefeitura de Itapemirim conquista outra grande obra para a população. Trata-se pavimentação de 2,8 Km do trecho da estrada de acesso ao Monumento Natural Monte Aghá. A inauguração será neste sábado, dia 15, às 10hs. O evento acontece na Avenida Guido Brunini, com a presença do governador Renato Casagrande. O prefeito Geninho lembrou que esse investimento do governo só reafirma o compromisso com a região Sul e com Itapemirim: “Não é só mais uma inauguração, é a certeza de que o Sul e o nosso município têm com quem contar, principalmente nesse momento de dificuldade econômica. Obrigado mais uma vez, governador Casagrande”, falou ao site Atenasnotícias. A execução foi da Lockin Construtora LTDA, em 120 dias, com um investimento de R$ 3.297.641,73. As obras de pavimentação em blocos de intertravado do trecho da estrada de acesso da Rodovia ES 060 até a comunidade do Artemis foram coordenadas pela Secretaria Estadual de Turismo, dentro do programa “Caminhos do Turismo”. Fala Victor Coelho! O secretário estadual Victor Coelho também conversou com o site Atenasnotícias e comemorou: “O Monte Aghá é um dos principais cartões-postais e pontos turísticos dos municípios de Itapemirim e Piúma. Essa intervenção representa um marco importante para o desenvolvimento local, tanto pela melhoria da infraestrutura urbana quanto pelos impactos positivos esperados na economia e no turismo da região”. E concluiu: “Retomamos um programa do governo Renato Casagrande que é o “Caminhos do Turismo”. Nossa equipe conseguiu resolver os entraves burocráticos de algumas obras que estavam agarradas há mais de 3 anos na secretaria. O Monte Aghá é um destino que visitantes procuram por conta da sua natureza exuberante, pelas trilhas e pelo ecoturismo. Agora, com esse acesso totalmente requalificado, os turistas podem planejar sua experiência em qualquer época do ano”. Importância social e econômica desta obra O Monte Aghá é amplamente reconhecido por seu potencial turístico, atraindo visitantes em busca de trilhas, contemplação da natureza e práticas de ecoturismo. Com a pavimentação do acesso, as condições de trafegabilidade e segurança foram significativamente aprimoradas, especialmente durante períodos chuvosos, quando o trecho apresentava dificuldades de acesso. A utilização de blocos intertravados, além de proporcionar durabilidade e baixa necessidade de manutenção, favorece a drenagem do solo e contribui para a sustentabilidade ambiental da obra. Do ponto de vista econômico, a melhoria do acesso ao Monte Aghá tende a impulsionar o fluxo de visitantes e, consequentemente, o movimento no comércio local — incluindo pousadas, restaurantes, guias turísticos e pequenos empreendedores. O investimento em infraestrutura turística é um importante vetor de desenvolvimento regional, gerando empregos diretos e indiretos e promovendo a valorização imobiliária no entorno. A pavimentação também reforça o compromisso do governo do Espírito Santo com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da identidade turística dos municípios capixabas. A conclusão desta etapa de obras consolida o Monte Aghá como um destino turístico mais acessível, seguro e atrativo, ampliando o potencial de crescimento econômico e social do município.
Grupo Petrópolis lança o ReCiclo, veículo elétrico que visa ampliar a margem de reciclagem de garrafas de vidro

O Grupo Petrópolis, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (integrante do SENAI-PE), anunciam o lançamento do ReCiclo, um projeto de inovação e sustentabilidade criado para solucionar um dos grandes desafios ambientais do setor de bebidas: a reciclagem de garrafas de vidro pós-consumo. Em 2024, foram consumidas no Brasil cerca de 3 bilhões de garrafas descartáveis e estima-se que somente 8% delas são recuperadas e enviadas para reciclagem – considerando que o vidro pode demorar até 1 milhão de anos para se degradar quando despejado na natureza. Por isso, foi desenvolvido o projeto ReCiclo, com a proposta de buscar soluções para a logística reversa das embalagens descartáveis de vidro. Instalado na traseira de um triciclo 100% elétrico, o ReCiclo funciona como uma estação móvel que coleta e tritura garrafas e embalagens de vidro descartáveis para serem encaminhadas a cooperativas de reciclagem. O veículo será apresentado em Belém (PA), durante a COP-30, circulando pelas ruas da cidade. O equipamento tem capacidade para triturar até 500kg de vidro – ou cerca de 2.500 garrafas – com um único operador, que pilota o triciclo e manipula o triturador. Com um aplicativo especialmente desenvolvido pelo parceiro D@L, com patente exclusiva do Grupo Petrópolis, o ReCiclo possui um leitor de códigos de barra que permite a rastreabilidade completa das embalagens trituradas. Além de contribuir para a redução do descarte irregular e reduzir o risco de acidentes no manuseio de garrafas quebradas, o ReCiclo também gera um impacto social direto, ao aprimorar o trabalho das cooperativas de reciclagem e aumentar a renda. O equipamento permite que o vidro triturado seja separado por cores – garrafas transparentes, coloridas e âmbar –, o que aumenta o valor agregado do material em aproximadamente 3 vezes, melhorando as condições de comercialização pelas Cooperativas de Catadores. O valor pago pelo vidro triturado sem a separação por cores é de cerca de R$ 0,30 o quilo, enquanto o valor pago pelo vidro separado é de R$ 0,80 o quilo. O projeto prevê a distribuição de veículos do ReCiclo em cooperativas e pontos de coleta parceiros do Grupo Petrópolis, como bares e restaurantes, aproximando o processo de reciclagem da origem dos resíduos e fortalecendo a cadeia local de reaproveitamento. Créditos: Divulgação/Grupo Petrópolis Alaercio Nicoletti Jr., Gerente de Sustentabilidade e Inovação do Grupo Petrópolis, explica que a reciclagem do vidro é um desafio complexo. “O vidro é um material pesado, cortante e tem baixo valor comercial, sendo que, adicionalmente, seu transporte e processamento são caros e dependentes de soluções exclusivas. Por isso, o Grupo Petrópolis tem investido em iniciativas para ampliar a circularidade do vidro em sua cadeia produtiva”, conta o executivo. O ReCiclo permite que o vidro triturado seja encaminhado com segurança para as cooperativas, para então ser enviado a empresas especializadas na fabricação de garrafas. “As características do vidro permitem que ele seja 100% reciclado. Uma garrafa quebrada reciclada permite a produção de uma nova garrafa do mesmo tipo e massa, ou seja, não há perdas no processo”, diz Nicoletti. A nova solução para reciclagem de vidro faz parte do projeto Circularidade do Vidro do Grupo Petrópolis, que fez uma chamada pública em 2022 e iniciou o projeto em 2023. Foram várias soluções propostas à área de Sustentabilidade e ao LIS – Lab de Inovação e Sustentabilidade, um hub do Grupo Petrópolis que conecta colaboradores, universidades e startups. O projeto vencedor do edital foi o proposto pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pelo Senai de Pernambuco, que resultou no ReCiclo. Então, iniciou-se o desenvolvimento do software proprietário de gerenciamento e o projeto de adaptação do veículo elétrico para receber o triturador. “A parceria com o Grupo Petrópolis nos permitiu aplicar tecnologias desenvolvidas em nossos laboratórios em um projeto que une inovação, sustentabilidade e impacto social. O ReCiclo traduz na prática o propósito da Mackenzie de desenvolver e inovar com responsabilidade”, diz Prof. Dr. André Luís Hellenoda Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Projetos como o ReCiclo mostram como a inovação pode nascer da união entre indústria e educação técnica para gerar soluções sustentáveis”, completa Bruno Medeiros, Gerente de Inovação do SENAI-PE. Apresentação na COP 30 Na COP30, em Belém do Pará, o ReCiclo será apresentado na Green Zone e circulará no entorno de mais de 15 bares e restaurantes da cidade. A “Zona Verde” da COP é um espaço aberto ao público geral da conferência, localizado no Parque da Cidade, onde serão apresentadas soluções e tecnologias de empresas e instituições, além de promover oficinas e debates voltados ao enfrentamento da crise climática. O projeto ReCiclo também foi selecionado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado para ser apresentado no Pavilhão Pará, o principal espaço de painéis e debates da Zona Verde da Conferência. O objetivo é que, em 2026, o projeto Reciclo seja adotado nas cidades parceiras do Programa Cidade Sustentável, programa que o Grupo Petrópolis desenvolve nos municípios no entorno de suas fábricas, oferecendo educação socioambiental e ações de sensibilização da população e incentivo à reciclagem. Essas ações beneficiaram 55 mil famílias, gerando uma coleta de 75 toneladas de materiais recicláveis em 2024. Combate à adulteração de bebidas Além dos impactos positivos nas áreas ambiental e social, a apresentação do projeto neste mês de novembro coincide com um tema que tem preocupado autoridades e a indústria de bebidas destiladas: o comércio ilegal de produtos falsificados e adulterados. O ReCiclo contribui para o combate às fraudes, ao permitir que garrafas descartáveis sejam trituradas com segurança, impedindo a reutilização ilegal dos vasilhames. Graças ao sistema de escaneamento do código de barras, é possível saber o peso, a origem e o modelo de cada garrafa triturada pelo ReCiclo, permitindo a rastreabilidade do ciclo de vida da embalagem. “Sabemos que o projeto não resolverá um problema nacional tão complexo. Assim como na questão de meio-ambiente, estamos somando esforços junto com a sociedade, buscando soluções que contribuam para a melhoria de nossas ruas, bairros e cidades”, diz Alaercio Nicoletti. O ReCiclo é capaz de triturar garrafas e embalagens de vidro de até 2 litros, originariamente de qualquer produto: bebidas, azeite, temperos, compotas etc. “O ReCiclo representa o próximo passo da nossa estratégia de circularidade do vidro.
Maior evento da América Latina sobre águas acontece este mês no Espírito Santo

O Espírito Santo será palco de uma imersão prática no universo da gestão da água. No dia 28 de novembro, o público do XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (SBRH) poderá participar de quatro visitas técnicas que unem sustentabilidade, inovação e conhecimento em campo. Os roteiros incluem uma passagem pela Vale Unidade Tubarão, uma expedição ecológica pela Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas, em Vitória, uma visita à Reserva Biológica de Duas Bocas, em Cariacica, e uma imersão no Centro de Inteligência de Defesa Civil do Estado, que monitora e responde a eventos climáticos extremos. Maior evento da área na América Latina, o XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos retorna ao Espírito Santo após 28 anos, com expectativa de reunir mais de 20 mil participantes, 1.100 trabalhos técnicos e 50 painéis temáticos entre os dias 23 e 28 de novembro, no Pavilhão de Carapina, na Serra. O tema desta edição é “A Água como Agente de Transformação: Conectando Pessoas, Saberes e Territórios”. As vagas para as visitas são limitadas e a participação requer inscrição prévia. O regulamento e os formulários de inscrição estão disponíveis no site oficial do evento: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh/visitas-tecnicas/ Entre os roteiros disponíveis, uma das experiências leva os participantes à Vale Unidade Tubarão, onde será possível conhecer o Centro de Controle Ambiental (CCA) e a Estação de Tratamento de Efluente Minério de Ferro. O roteiro inclui uma apresentação detalhada do sistema de tratamento e uma visita panorâmica à planta, destacando a atuação da empresa na gestão ambiental e no controle de efluentes industriais. Outra opção é a Expedição Ambiental PEGADA, um roteiro de turismo ecológico e ambiental que alia aprendizado e vivência prática. A bordo do barco Discovery77, o grupo fará o reconhecimento da Área de Proteção Ambiental Baía das Tartarugas, que abrange ecossistemas costeiros entre Vitória e Vila Velha, incluindo ilhas, manguezais e áreas de reprodução marinha. A programação prevê uma parada na Praia dos Anjos, em Vitória, para uma ação de limpeza e mergulho ecológico. Já a visita à Reserva Biológica de Duas Bocas, em Cariacica, oferece um mergulho na história e na importância do abastecimento público e da conservação ambiental capixaba. O roteiro inclui a Barragem de Duas Bocas — construída em 1953 e recentemente reforçada — e a ETA Duas Bocas, que utiliza um sistema de tratamento não convencional, adaptado às características locais da água bruta. Com foco na gestão de riscos, outra atividade levará os participantes ao Centro de Inteligência de Defesa Civil (CIDEC), onde poderão conhecer de perto a estrutura da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/ES). O espaço funciona como centro estratégico de monitoramento, análise e coordenação de ações voltadas à prevenção e resposta a eventos extremos, com destaque para os sistemas de alerta hidrometeorológico e protocolos de comunicação que orientam as equipes em situações de emergência. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), Alexandre Kepler Soares, essas atividades reforçam a missão do simpósio de conectar conhecimento científico e prática. “As visitas técnicas são uma forma de mostrar, na prática, como o uso sustentável da água se traduz em ações concretas, seja na gestão pública, na indústria ou em iniciativas de preservação ambiental. O XXVI SBRH busca justamente promover essa conexão entre a teoria e a realidade, aproximando pessoas e experiências que transformam o modo como lidamos com os recursos hídricos”, destaca. Reunindo especialistas, pesquisadores, gestores públicos, profissionais do setor produtivo e estudantes, o SBRH discutirá temas como reflorestamento, segurança de barragens, qualidade da água e impactos das mudanças climáticas. Além da programação científica, o evento contará com espaço de exposição para marcas e instituições apresentarem suas iniciativas e soluções voltadas à gestão hídrica e à sustentabilidade. As inscrições para participar do simpósio já estão abertas. Confira a programação em: www.abrhidro.org.br/xxvisbrh O simpósio é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro) e conta com o patrocínio da Vale, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Itaipu Binacional, CBH Paranaíba, FLO-2D, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e DualBase. A iniciativa também tem o apoio de diversas instituições e entidades do setor, como Abcon Sindcon, Abema, Abes, BGE, ABMGeo, Abrage, Aesabesp, Aesas, Agerh, Apac, Apea-ES, Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Let’s Atlantica, Rebob, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), UFF, UFMG, UFPR, UFRGS, UFRN, Universidade Federal de Santa Maria, Unicamp, Universidade de Brasília (UnB), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Serviço XXVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos De 23 a 28 de novembro de 2025 Pavilhão de Carapina – Serra (ES) Tema: “A Água como Agente de Transformação: Conectando Pessoas, Saberes e Territórios” Inscrições e programação: https://eventos.abrhidro.org.br/xxvisbrh/ Realização: Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro)
Prefeitura de Cachoeiro vai realocar camelôs e reabrir rua do teatro

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim deu mais um passo importante para a organização urbana e a melhoria da mobilidade no município. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Semdurb) concluiu um levantamento detalhado sobre a atuação de camelôs e vendedores ambulantes na região central, em ação integrada com as secretarias de Desenvolvimento Social e da Fazenda. O estudo identificou 25 pessoas exercendo atividades de comércio ambulante no Centro, porém apenas 11 se enquadram nos critérios legais para atuar nesse tipo de atividade no município. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Santiago, o levantamento revelou situações que reforçam a necessidade do reordenamento: há casos de camelôs aposentados, com vínculo trabalhista, e até o caso de um deles que possui 10 imóveis na cidade inscritos em seu nome, descaracterizando o propósito social da atividade. São pessoas que não se enquadram nas condições sócioeconômicas. O reordenamento atende a uma demanda antiga do comércio local e também cumpre determinação de uma Ação Civil Pública (ACP) nº 5002642-23.2023.8.08.0011, movida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que cobra a desobstrução do espaço público e a regularização do uso das calçadas. A partir desta terça-feira (11), 14 pessoas serão notificadas a desocupar áreas ocupadas irregularmente. Já os 11 vendedores que têm direito ao exercício da atividade serão remanejados para o calçadão da rua César Misse, no bairro Guandu, no espaço onde funcionava o antigo Shopping Popular. O local está sendo preparado para oferecer melhores condições de trabalho e organização do comércio ambulante. Com a medida, a prefeitura devolverá ordenamento a áreas importantes da cidade. A rua Joaquim Vieira, conhecida como rua do Teatro Rubem Braga, será reaberta ao tráfego de veículos após quase dois anos ocupada por camelôs. A mudança vai garantir mais fluidez ao trânsito, melhorar o acesso ao Centro e oferecer mais segurança para pedestres e motoristas. A Prefeitura reforça que o objetivo é conciliar mobilidade urbana, organização dos espaços, legalidade e a proteção social para quem realmente depende do comércio ambulante como fonte de renda. O reordenamento urbano é parte de um conjunto de ações que visam modernizar Cachoeiro, organizar o Centro e melhorar a experiência de quem vive, trabalha e circula pelo município.
Procon de Cachoeiro amplia mutirão de negociação de dívidas em parceria com Febraban

Após o sucesso do 2º dia D de negociação de dívidas, que ocorreu quinta (06) e sexta (07), o Procon de Cachoeiro traz uma ótima noticia aos consumidores do município em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Até o final de novembro, acontece o tradicional Mutirão de Negociação e Orientação Financeira de negociação de dívidas, uma oportunidade para o consumidor endividado de negociar suas dívidas em condições especiais, como parcelamento, descontos no valor total da dívida ou taxas de juros reduzidas para refinanciamento, de acordo com a política de cada instituição participante. Podem ser negociadas dívidas no cartão de crédito, cheque especial, consignado e outras modalidades de crédito contraídas de bancos e instituições financeiras desde que estejam em atraso e não tenham bens dados em garantia ou prescritas. As negociações poderão ser feitas diretamente com as instituições participantes em seus canais oficiais ou pelo portal www.consumidor.gov.br, um serviço público e gratuito que conecta consumidores e empresas para que encontrem alternativas para resolver conflitos de consumo, lembrando que, para a negociação na plataforma, é necessário que o consumidor possua conta Prata ou Ouro. “O Mutirão faz parte das atividades do Procon e tem significado um alívio financeiro imediato para consumidores endividados. A ação também ajuda a prevenir o superendividamento e é uma oportunidade para ações de educação financeira”, comenta o coordenador executivo do Procon de Cachoeiro, Ricardo Fonseca. Passo a passo do Mutirão O consumidor pode acionar diretamente o canal digital do seu banco. Ou poderá se cadastrar no site www.consumidor.gov.br. Para isso, deve fazer o login, selecionar a instituição com a qual deseja negociar (confira se ela está cadastrada no site) e seguir as orientações. Depois disso, a empresa tem até 10 dias para analisar e responder sua solicitação. Qualquer pessoa que tenha dívidas em atraso contratadas com bancos ou outras instituições financeiras podem aderir ao mutirão. É importante lembrar que as dívidas a serem negociadas não podem possuir bens em garantias, por isso, financiamentos de veículos, motocicletas e imóveis não entram no Mutirão. A iniciativa só atende pessoas com dívidas em atraso. Se perceber que terá dificuldades para pagar parcelas que ainda vão vencer, a dica é entrar em contato direto com seu banco, explicar a situação e buscar a melhor alternativa para o seu caso. Primeiro passo, é fazer uma lista das contas que tem em atraso, com o valor de cada parcela e o total devido. Depois disso, organize seu orçamento mensal, listando receitas e despesas (inclusive as do dia a dia). É possível aproveitar o mutirão para negociar várias dívidas. Mas é necessário abrir uma negociação com cada empresa para a qual deve. No entanto, o Mutirão não é indicado para o consumidor protegido pela Lei do Superendividamento. Caso esteja superendividado/a, ou seja, impossibilitado de quitar as dívidas e manter a sua subsistência ou a de sua família, a recomendação é entrar em contato com o Procon mais próximo de você e pedir orientação. Alguns bancos participantes são: Arc4 Gestão de Ativos s.a, Banco do Brasil, Banco Carrefour, Banco Alfa, Banco BMG, Banco BRB – Banco de Brasília, Banco BV, Banco Daycoval, Banco Digi+, Banco Fibra, Banco Inter, Banco Mercantil, Banco do Nordeste, Banco Original e Picpay, Banco Pan, Banco Semear, Banco Triângulo s/a, Banco Topázio, Banco Volkswagen, Banpará, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, CETELEM, C6bank, Inbursa, Itaú, NBCbank, Paraná Banco, Safra, Santander, Santander financiamentos, Senff, Sicredi e Tribanco. Conte sempre com o Procon! O órgão de defesa do consumidor está sempre à disposição para auxiliar nas demandas dos consumidores. Funciona de segunda a sexta, de 8h às 16h, na Rua Bernardo Horta, 204, Guandu. Quem preferir, pode agendar seu atendimento previamente através do site: https://agendamento.cachoeiro.es.gov.br/. Mais informações no telefone (28) 3199-1710.
Entenda próximos passos do processo contra Bolsonaro no STF

Fonte: Agência Brasil Por unanimidade, a Primeira Turma decidiu nesta sexta-feira (7) manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão e de mais seis réus na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. Por 4 votos a 0, os ministros do colegiado rejeitaram os chamados embargos de declaração, recursos protocolados pelas defesas para tentar reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado. O placar desfavorável não levará o ex-presidente e seus aliados para a prisão imediatamente. A princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a um novo recurso para levar o caso para o plenário, composto por 11 ministros, incluindo André Mendonça e Nunes Marques, que foram indicados pelo ex-presidente, e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro. Contudo, as defesas devem insistir na tentativa de apresentá-lo. Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2 no julgamento realizado no dia 11 de setembro e que condenou os acusados. Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão. No entanto, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1. A prisão dos acusados só será decretada após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, declarar o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, o fim do processo e da possibilidade de recorrer. Não há prazo para a decisão. Prisão Atualmente, o ex-presidente está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. Se prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda. Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor. Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde. Condenados Além de Bolsonaro, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e retirou a tornozeleira eletrônica. >> Confira a pena de cada condenado