Governo do Estado assina contrato com o BNDES para estruturação do Projeto Universaliza.ES

O governador do Estado, Renato Casagrande, assinou, na quinta-feira (27), o contrato que marca o início da estruturação do Projeto Universaliza.ES, uma das iniciativas mais estratégicas para o avanço do saneamento básico no Espírito Santo. O projeto visa viabilizar a estruturação de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) voltadas à universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 32 municípios capixabas, atendendo às diretrizes do Marco Legal do Saneamento. O Universaliza.ES é coordenado pela Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e pela Microrregião de Águas e Esgoto do Espírito Santo (MRAE/ES). O projeto prevê ainda a elaboração de estudos técnicos nas áreas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que irão subsidiar o Plano Regional de Águas e Esgoto do Espírito Santo (PRAE/ES) e a atualização dos Planos Municipais de Saneamento Básico dos 78 municípios do Estado. A iniciativa fortalece o planejamento regionalizado, a modernização da gestão e a capacidade técnica dos municípios no setor de saneamento básico. “Estamos preocupados com como os Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs) vão fazer a universalização do saneamento. Estamos dando esse passo para que todos cheguem à modelagem ideal. Precisamos trabalhar junto com os municípios para avançarmos o mais rápido possível. O ano de 2032 parece longe, mas já está batendo à porta. Queremos ser um Estado com 100% de esgotamento sanitário tratado e, assim, ser referência para o País em qualidade de vida. Se queremos avançar em turismo, como queremos, isso passa pelo saneamento. Se você não tem uma cachoeira, rio ou praia despoluída, você não atrai as pessoas”, afirmou o governador. A estruturação técnica será conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja contratação é viabilizada com recursos do Novo Acordo de Mariana, destinados exclusivamente a projetos de saneamento no Espírito Santo. O contrato firmado tem valor de R$ 4,6 milhões, acrescido das despesas referentes à contratação de consultores especializados pelo Banco. Os estudos terão prazo estimado de 36 meses e incluirão análises técnicas, jurídicas, ambientais e econômico-financeiras, além da elaboração das minutas de edital e contrato que serão submetidas aos órgãos de controle. Ao todo, 32 municípios serão diretamente contemplados na modelagem das concessões e PPPs, abarcando cidades atendidas por autarquias municipais e municípios servidos pela Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) sem contrato de programa. Desse total, 16 municípios estão listados no Anexo 9 do Novo Acordo do Rio Doce e estão no mapa de atuação da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd): Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, Jaguaré, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Marilândia, Rio Bananal, São Domingos do Norte, São Mateus e Sooretama. A previsão é de que o projeto beneficie aproximadamente 1,1 milhão de capixabas, com avanços significativos no acesso à água potável e ao esgotamento sanitário, melhorias em saúde pública e na qualidade ambiental, geração de empregos, dinamização econômica regional e maior eficiência e transparência na gestão dos serviços. “O Universaliza.ES representa um passo decisivo para o futuro do saneamento no Espírito Santo. Estamos iniciando uma estruturação técnica robusta, com o apoio do BNDES, que permitirá aos municípios avançarem com segurança jurídica, planejamento e eficiência. É um projeto que olha para as necessidades reais das cidades, fortalecendo a gestão regionalizada e colocando o Espírito Santo em um novo patamar de desenvolvimento. Mais do que estudos, estamos falando de qualidade de vida, de saúde pública, de oportunidades e de dignidade para mais de um milhão de capixabas. É uma conquista coletiva, construída com diálogo, responsabilidade e compromisso com o bem-estar da população”, destacou o secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcos Soares. Ao converter recursos de reparação do desastre da Barragem de Fundão em ações estruturantes e de longo prazo, o Universaliza.ES se consolida como um marco para o saneamento capixaba, ampliando a capacidade de planejamento dos municípios e garantindo impactos positivos na vida da população. “O saneamento é um dos pilares de atuação da Secretaria de Recuperação do Rio Doce nas cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana. Além do termo de cooperação com a Sedurb nesta contratação do BNDES, estamos planejando, para os próximos meses, um pacote de obras de modernização de estações de tratamento de água e esgoto, de instalação de biodigestores em áreas rurais e de barragens para a reservação de água. Dessa forma, vamos mitigar a poluição do Rio Doce e de seus afluentes e melhorar a gestão hídrica da bacia”, antecipou o secretário Guerino Balestrassi.
Mapeamento inédito revela extensão de área livre de gelo na Antártica

Foto: Ana Nascimento Fonte: Agência Brasil No extremo sul do planeta, o Continente Antártico tem menos de 1% de seu território com áreas livres de gelo. Ao todo são 2,4 milhões de hectares, dos quais apenas 107 mil hectares são cobertos por vegetação ao longo do verão austral, revela o estudo Mapbiomas Antártica. Considerada uma reserva natural internacional dedicada a fins científicos, essa é primeira vez que as áreas livres de gelo e coberturas verdes da Antártica são mensuradas. A pesquisa foi desenvolvida por uma iniciativa cientifica brasileira, a partir de imagens de satélites associadas ao uso de algoritmos de machine learning e processamento em nuvem, devido ao grande volume de dados. Segundo a pesquisadora Eliana Fonseca, que coordenou o mapeamento, o interesse pela dinâmica natural do Continente Antártico se justifica tanto pela maior compreensão sobre os efeitos da mudança do clima no local, quanto pelos possíveis impactos globais. “O mapa de áreas livres de gelo é essencial para o monitoramento da fauna do continente, pois os ninhos e o nascimento dos filhotes das espécies animais ocorrem nessas áreas durante o verão. O mapa de vegetação, por sua vez, fornece informações essenciais para avaliar a produtividade dos ecossistemas, permitindo monitorar as mudanças ambientais e regiões sensíveis” Para estudar a flora do local, os pesquisadores puderam observar saúde e densidade da vegetação usando um indicador de sensoriamento remoto, calculado a partir das imagens de satélites. “Durante o verão nas áreas livres de gelo crescem espécies de musgos, algas terrestres e gramíneas. Sobre as rochas ocorrem líquens, que podem ser observados não só nas áreas costeiras, mas também no interior do continente”, disse Eliana Fonseca. Brasil A partir do estudo, algumas similaridades nas vegetações da Antártica e do Brasil também foram observadas. “Os liquens, musgos e algas terrestres, são classificados como crostas biológicas dos solos, e são encontrados nos biomas brasileiros, em áreas de vegetação esparsas tais como nos solos dos biomas Pampa e Caatinga, mantendo a cobertura dos solos nas áreas onde os recursos ambientais são escassos. As gramíneas fazem parte das plantas pioneiras e são encontradas em todos os biomas brasileiros”, explica a pesquisadora. Essa é primeira vez que as áreas livres de gelo e coberturas verdes da Antártica são mensuradas – Mauricio de Almeida/ TV Brasil Com influência direta no clima de todo o Hemisfério Sul, a Antártica é considerada o berço das frentes frias, com forte influência nos regimes de chuvas. “O contraste de temperatura das massas de ar frias e secas que vêm da Antártica com a massa de ar quente e com a umidade que se forma sobre o Brasil influencia diretamente as chuvas, tanto em volume, quanto em frequência”, diz Eliana. Assim como demais países localizados principalmente abaixo da Linha do Equador, o Brasil também tem o seu clima regulado pelo continente gelado. “As frentes frias influenciam a temperatura do ar não só na Região Sul do Brasil, mas frentes frias muito intensas podem diminuir as temperaturas nos estados das regiões centro-oeste e Norte”, acrescentou a pesquisadora. Estudo De acordo com os pesquisadores, o estudo só foi viabilizado após o posicionamento dos satélites Sentinel-2 na órbita polar, com capacidade de capturar imagens de ampla cobertura e em alta resolução. Após a viabilização das ferramentas, as imagens geradas entre 2017 e 2025 só conseguem captar a área livre de gelo nos meses do verão austral, período em que o Hemisfério Sul recebe mais luz solar e que se estende entre dezembro a março. “Nessa época ocorre também o fenômeno conhecido como “sol da meia-noite”, que é quando o sol circunda o continente, causando a projeção de uma grande quantidade de sombras feitas pelas cadeias de montanhas existentes no interior.” A limitação impediu que a dinâmica ao longo dos anos fosse registrada, mas, de acordo com a coordenadora científica do MapBiomas, Júlia Shimbo, com a continuidade dos estudos isso deverá ser superado. “Esta é a primeira versão do mapeamento e esperamos que as próximas coleções envolvam mais cientistas e grupos de pesquisa da Antártica trazendo não só melhorias no mapeamento das áreas sem gelo e cobertas por vegetação, mas também agregando outras variáveis”, destacou.
Isenção do IR injeta R$ 28 bilhões na economia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a desigualdade do Brasil é a menor da história. Em cadeia de rádio e televisão, ele falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas. Ambas medidas valerão a partir de janeiro. A sanção ocorreu na última quarta-feira (26), em Brasília. O pronunciamento na noite de hoje dá mais publicidade ao cumprimento de um dos principais objetivos definidos na campanha de 2022. Em sua fala, de aproximadamente seis minutos, ele também citou a criação dos programas Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, dentre outras medidas tomadas pelo seu governo. “Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”, disse. “A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou. Economia Lula mostrou cálculos para que os beneficiados pela medida tenham uma noção mais real de quanto poderão economizar ao não pagar mais Imposto de Renda. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de 4800 pode fazer uma economia de 4 mil em um ano. É quase um décimo quarto salário”. Lula lembrou que a compensação para os cofres do Estado virá sobre a taxação dos super-ricos, de pessoas que ganham “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”. Serão 140 mil super-ricos incluídos na cobrança de 10% de imposto sobre a renda. Segundo ele, o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Tabela do IR A nova lei não faz, entretanto, uma correção da tabela do IR. A novidade é apenas a aplicação da isenção e descontos para essas novas faixas de renda. Então, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda. Uma eventual correção de toda a tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, segundo cálculos do governo. Desde 2023, o governo tem garantido a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso só beneficia a faixa inferior da tabela. No total, a tabela tem cinco alíquotas: de zero, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. Mais ricos Para compensar a perda de arrecadação, o texto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada. Hoje, contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Enquanto isso, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos. Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual. Foto: Ricardo Stuckert Fonte: Agência Brasil
Após título do Fla, Brasil iguala Argentina no topo da Libertadores, com 25 títulos

O título do Flamengo, conquistado neste sábado (29) no Estádio Monumental de U, em Lima (Peru), sobre o Palmeiras, colocou o Brasil no topo do ranking de conquistas de Libertadores ao lado da Argentina. Os dois países acumulam 25 troféus do mais importante torneio interclubes da América do Sul. O Brasil volta a ocupar o posto depois de 61 anos. Em 1963, quando o Santos ganhou a Libertadores pela segunda vez, o futebol brasileiro se igualou ao Uruguai, vencedor em 1960 e 1961 com o Peñarol. Em 1964 e 1965, graças ao Independiente, a Argentina também foi a duas conquistas. Em 1966, o Peñarol foi tricampeão e recolocou o Uruguai, de forma isolada, no topo de países com mais títulos, tirando o Brasil da ponta. A liderança charrua, porém, durou somente até 1968, quando o Estudiantes levantou a quarta taça dos argentinos – a terceira, que os igualou aos uruguaios, veio em 1967, com o Racing. De lá para cá, os hermanos mantiveram, sozinhos, o status de país com mais Libertadores. Nos últimos anos, porém, a diferença para os argentinos, construída nos anos 1960 e 1970, foi caindo drasticamente. Desde 2019, apenas clubes brasileiros levantaram o troféu. São sete títulos em sequência, um recorde no torneio Os maiores campeões da Libertadores ainda são argentinos. O Independiente lidera a estatística, com sete títulos, seguido pelo Boca Juniors, com seis, e o intruso uruguaio Peñarol, com cinco. Ainda há River Plate e Estudiantes com os mesmos quatro títulos que o Flamengo igualou neste sábado. Em número de campeões, o Brasil lidera com folga. São 12 clubes diferentes a terem erguido a taça, com o Rubro-Negro assumindo o posto de maior vencedor do país com o título em Lima. Na Argentina, são oito equipes. Apenas Peru, Bolívia e Venezuela nunca tiveram um time que conquistou a América, sendo que somente os peruanos já estiveram em finais. Em 1972, o Universitário foi derrotado pelo Independiente, enquanto em 1997 o Sporting Cristal foi vice para o Cruzeiro. Considerando as cidades, Buenos Aires é a mais laureada, com as 13 conquistas de Boca Juniors, River Plate, Argentinos Juniors, San Lorenzo e Vélez Sarsfield. A também argentina Avellaneda aparece na sequência, com oito taças (sete do Independiente e uma do Racing). Graças ao tetra do Flamengo, o Rio de Janeiro se igualou a São Paulo, ambas com sete títulos – Fluminense, Vasco e Botafogo têm um troféu cada. Fonte: Agência Brasil
Flamengo vence Palmeiras e vira 1º brasileiro tetra da Libertadores

O primeiro tetracampeão da América do futebol brasileiro se chama Clube de Regatas do Flamengo. Neste sábado (29), o Rubro-Negro se tornou o time do Brasil com mais títulos de Libertadores ao derrotar o Palmeiras por 1 a 0 no Estádio Monumental de U, em Lima (Peru). O último ano em que o posto de brasileiro mais vezes campeão do torneio esteve isoladamente com um clube foi 2011. O Santos venceu aquela edição e se igualou ao São Paulo, que era o único tricampeão desde 2005. Revanche A vitória teve gosto de revanche para os rubro-negros, que perderam a decisão de 2021 para o próprio Verdão, no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Na ocasião, o título alviverde veio após um erro de Andreas Pereira, à época no time carioca, que o atacante Deyverson aproveitou. O volante desta vez esteve no lado palmeirense da final, com participação discreta. O título coroa uma geração extremamente vitoriosa, que levantou 16 taças desde 2019, sendo três Libertadores (2019, 2022 e 2025). Todas com as presenças do meia Giorgian de Arrascaeta – eleito o craque da edição deste ano – e do atacante Bruno Henrique. Ambos se tornaram os jogadores mais vezes campeões pelo clube. E eles podem colocar mais um troféu nessa estatística na próxima quarta-feira (2). Se a equipe carioca vencer o Ceará no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 21h30 (horário de Brasília), conquista o Brasileirão com uma rodada de antecedência. Arrascaeta e Bruno Henrique, aliás, festejaram um título de Libertadores pela segunda vez no Monumental. Foi lá que eles conquistaram a taça em 2019, na final contra o River Plate (Argentina), a primeira no formato de jogo único. O técnico Filipe Luís – que se tornou o nono a vencer o torneio sul-americano como treinador e jogador – e o auxiliar Rodrigo Caio também estiveram em campo naquela decisão, respectivamente como lateral-esquerdo e zagueiro do time dirigido por Jorge Jesus. O Jogo A partida teve início 15 minutos depois do previsto, por conta do atraso do ônibus do Palmeiras, que teve dificuldades para chegar ao estádio devido ao trânsito de Lima. Se Abel não trouxe novidades na formação alviverde, no Flamengo foi diferente, com Samuel Lino ganhando de Everton Cebolinha a disputa pela vaga no ataque. Com a bola rolando, o Flamengo iniciou a partida ocupando o campo de ataque e diminuindo os espaços do Palmeiras. O Rubro-Negro teve duas boas chances, uma de cada lado. Aos 14 minutos, o lateral Guillermo Varela lançou Bruno Henrique às costas da marcação. O atacante finalizou da entrada da área, mas por cima. No lance seguinte, Samuel Lino recebeu pela esquerda, saiu da marcação do lateral Khellven e bateu cruzado, próxima à trave esquerda do goleiro Carlos Miguel. À medida que transcorreu, a primeira etapa ficou mais tensa e faltosa. Foram quatro cartões amarelos antes dos 40 minutos (três para o Flamengo e um para o Palmeiras). Um deles, aplicado no volante Erick Pulgar, gerou reclamações do Verdão. O chileno acertou a canela de Bruno Fuchs, com o jogo parado, após falta do zagueiro no lance anterior. Os jogadores alviverdes pediram vermelho, em vão. O Palmeiras, gradualmente, acertou a marcação e passou a frequentar o campo do Flamengo, mas sem grande efetividade. A melhor chance foi aos 20, em um cruzamento de Khellven, pela direita, que o atacante Vitor Roque cabeceou para baixo, a bola quicou no gramado e subiu rente ao travessão. As equipes voltaram para o segundo tempo impondo correria e buscando mais finalizações. O Flamengo, assim como na etapa inicial, buscou ditar o ritmo. O melhor rendimento rubro-negro, desta vez, foi recompensado. Aos 21 minutos, Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda, Danilo subiu sozinho e, de cabeça, mandou no canto direito de Carlos Miguel. Quatorze anos depois de fazer o gol do título do Santos contra o Peñarol (Uruguai), o zagueiro voltou a balançar as redes em uma final de Libertadores. E novamente de forma decisiva. O Verdão se lançou ao ataque em busca do empate. Aos 43 minutos, Vitor Roque teve a melhor oportunidade da equipe paulista no jogo, na sequência de uma cabeçada do zagueiro Gustavo Gómez travada pela defesa. O atacante concluiu na pequena área, mas a bola desviou em Danilo e saiu pela linha de fundo. Cebolinha, que perdeu a vaga para Samuel Lino no time titular, entrou bem no jogo e tirou a pressão que o Flamengo sofria após o gol. Nos últimos minutos, conseguiu puxar contra-ataques e tirar a bola da defesa. Nos acréscimos, ele avançou em velocidade em grande jogada e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, ele bateu falta rasteira, Carlos Miguel não segurou e a bola foi na trave esquerda. O quase gol não fez falta. O apito final fez explodir a festa rubro-negra em Lima, como em 2019, no Rio de Janeiro em vários cantos do Brasil. Fonte: Agência Brasil
Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária em dezembro passou da vermelha no patamar 1, em novembro, para amarela em dezembro. Isso significa que a pessoa deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passa a pagar R$ 1,885. De acordo com a Aneel, a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país. “Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, informou a Agência. A Aneel acrescentou “que a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”. A redução ocorre após a adoção da bandeira vermelha patamar 1 em outubro e novembro. Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. >>Agência Brasil explica: como funcionam as bandeiras tarifárias Custos extras Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Compras de Natal devem movimentar R$ 1,69 bilhão no Espírito Santo, aponta pesquisa do Sebrae/ES

As compras de Natal devem injetar R$ 1,69 bilhão na economia capixaba em 2025, segundo levantamento realizado pelo Sebrae/ES em parceria com a Qualitest. O estudo, que ouviu 1.200 pessoas em oito municípios do estado, revela um cenário de maior otimismo do consumidor e indica um período de festas mais movimentado, tanto para o comércio quanto para o setor de turismo. Para os pequenos negócios, o momento é de otimismo e preparação para a demanda que está por vir. Para o diretor-técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, a pesquisa é uma boa notícia para o empreendedor capixaba: “A economia já começa a aquecer neste final de semana, com o depósito da primeira parcela do 13º para os trabalhadores celetistas. De acordo com o levantamento, as pessoas não querem deixar as festas passarem em branco: vão celebrar, viajar, presentear e, principalmente, gastar. Os empreendedores podem aproveitar essas expectativas para investir na divulgação dos seus produtos e em boas promoções, principalmente nos itens de vestuário, acessórios e brinquedos”, destaca. A pesquisa mostra que 57% dos capixabas pretendem comprar presentes de Natal, com média de cinco itens por consumidor. Entre os principais presenteados estão filhos e enteados (54,8%), pais (41,3%) e cônjuges (32,8%). O gasto médio previsto para presentes é de cerca de R$ 1.027. A partir desses dados, a estimativa de público que irá presentear chega a mais de 1,2 milhão de pessoas, gerando a movimentação bilionária registrada pelo estudo. Roupas e calçados lideram a lista de presentes (64,6%), seguidos por brinquedos (32,3%) e acessórios de vestuário (20,6%). A Black Friday segue exercendo influência: 44,1% dos consumidores antecipam as compras de Natal aproveitando as promoções de novembro. O público acima de 60 anos se sobressai como o principal movimentador da economia capixaba no final do ano. Considerando essa faixa etária, 43,5% pretendem presentear, especialmente netos (68%) e filhos (56%), com orçamento médio de R$ 1.500, quase o dobro da média das faixas etárias mais jovens. Sozinho, esse grupo tem o potencial de movimentar cerca de R$ 472 milhões em compras de presentes, com grande preferência pelas lojas físicas. Empreendedor deve se prepararPara micro e pequenas empresas, o cenário exige atenção às preferências do público: preços competitivos, atendimento de qualidade, presença ativa nas redes sociais e facilidades de pagamento tornam-se diferenciais para aproveitar o melhor momento do varejo. Os empreendedores podem aproveitar três grandes oportunidades reveladas pela pesquisa: antecipação das compras, força das redes sociais como canal de pesquisa e preferência por lojas físicas no interior e por Pix na Grande Vitória. Um dos fatores que mais influenciam o comportamento do consumidor é a antecipação promovida pela Black Friday: 44% dos capixabas já começam a comprar em novembro, embora a maior parte deixe para dezembro e 20% compre apenas na véspera (21 a 24/12). Para se destacar nesse período, os pequenos negócios podem intensificar promoções, ampliar estoques de itens mais desejados – como roupas, calçados, acessórios e brinquedos – e organizar ações específicas para os dias de maior fluxo. Outro ponto crucial é o uso das redes sociais, que hoje funcionam como principal canal de pesquisa para um em cada três consumidores. A recomendação é apostar em fotos de qualidade, descrições claras, preços atualizados e facilidades de pagamento. Para quem deseja expandir sua presença digital, o Sebrae oferece apoio para entrada em marketplaces, como Shopee, Amazon e Mercado Livre, que concentram grande parte das buscas e compras on-line no período de festas. Dona do Brinquechó (@brinque.cho), brechó de brinquedos em Jardim Camburi, Viviane dos Santos espera um aumento de 50% nas vendas neste fim de ano. “Tenho um faturamento médio de R$ 30 mil por mês atualmente, mas com as festas de fim de ano, espero poder vender mais. Para me preparar para essa grande demanda, estou trabalhando no aumento do número de fornecedores, alguns descontos especiais e opções de parcelamento. Os brinquedos mais procurados são principalmente os mais caros que, aqui, saem mais em conta que os novos: pistas da Hot Wheels, bebês Reborn, Barbies e casinhas de boneca, por exemplo”, explicou. Onde e como o capixaba compraAs lojas de rua seguem como o principal canal de compra para o Natal (34,8%), seguidas por centros comerciais de bairro (22,1%) e shopping centers (23,7%). Já no ambiente digital, grandes plataformas como Shoppee, Mercado Livre e Amazon concentram 25,1% das intenções de compra. As redes sociais surgem como principal meio de pesquisa (33%), superando lojas físicas e sites de busca. O preço e a qualidade do produto são os critérios mais relevantes para o consumidor. O Pix aparece como forma de pagamento preferida (30,4%), seguido por dinheiro (19,3%) e parcelamento no cartão de crédito (18,9%). O pagamento em espécie é mais comum no interior, enquanto na Região Metropolitana o Pix domina. Além das comprasO levantamento aponta maior disposição para celebrar as festas. Este ano, 70,3% dos capixabas pretendem comemorar tanto o Natal quanto o Ano Novo, contra 65,9% que celebraram ambas as datas no ano passado. O percentual dos que não participarão de nenhuma festividade caiu de 27,8% para 23%, reforçando o ambiente de confiança do consumidor. O estudo também estima forte movimentação em outros segmentos. Para as festas de fim de ano, 63% devem gastar com alimentação, com gasto médio de R$ 700 – o que representa R$ 1,68 bilhão movimentados no Estado apenas com ceias e confraternizações. Já as compras de vestuário específicas para o período devem alcançar R$ 834 milhões. O turismo também ganha fôlego – cerca de 13,1% dos capixabas pretendem viajar no Natal e percentual semelhante viajará apenas no Ano Novo. Destinos dentro do próprio Espírito Santo atraem boa parte dos viajantes, especialmente Guarapari, Vitória, Vila Velha e Marataízes. O gasto médio nas viagens estaduais varia entre R$ 735 (Natal) e R$ 1.593 (Ano Novo), impulsionando a cadeia turística. Outro dado relevante apurado na pesquisa é o de que 44,1% das pessoas afirmam que irão gastar mais do que no ano passado, reforçando a expectativa de um fim de ano mais favorável para os empreendedores. Retrato do consumidorO perfil dos entrevistados destaca predominância da
Operação da PF mira obras financiadas com emendas parlamentares

A Polícia Federal (PF) realiza uma operação, nesta sexta-feira (28), para apurar supostos desvios em pavimentação de rodovias financiadas por emendas parlamentares. A investigação calcula que o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 22 milhões. A PF foi às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sendo nove em Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN). Alvos da investigação são contratos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). A Controladoria-Geral da União (CGU) também participa da ação apelidada de Fake Road, que é rodovia falsa em inglês. A PF informou que os alvos são servidores públicos e representantes de empresas privadas. A operação inclui ainda pedidos de bloqueio judicial de bens e valores, indisponibilidade de imóveis e veículos, busca pessoal e veicular, bem como a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados. A Agência Brasil entrou em contato com o DNOCS para comentar a operação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Emendas parlamentares Até o momento, não há informação sobre deputados e senadores investigados. As chamadas emendas parlamentares são verbas do orçamento público destinadas pelos parlamentares para determinadas políticas públicas. Nos últimos anos, as emendas parlamentares vem sendo alvos de diversas investigações da PF e da CGU. No final de agosto, o ministro do STF Flávio Dino mandou a PF investigar 964 emendas individuais de parlamentares de transferência especial, chamadas “emenda Pix”, que somam R$ 694 milhões. Emendas parlamentares vêm sendo alvo de bloqueios bilionários. Em dezembro de 2024, Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas por suspeitas de irregularidades. Fonte: Agência Brasil Foto: Divulgação Polícia Federal
Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada

Foto: Marcello Casal Jr. Fonte: Agênia BRasil A expectativa do brasileiro chegou a 76,6 anos em 2024. É o maior valor já registrado desde 1940, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, o indicador estava em 76,4 anos. A expectativa de vida ao nascer representa quantos anos uma pessoa viverá, em média, se forem mantidos os padrões atuais de mortalidade. Já em comparação com o início da década de 40, houve avanço de 31,1 anos. À época, o brasileiro que nascia tinha expectativa de viver apenas 45,5 anos. Os dados fazem parte da chamada Tábua de Mortalidade, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo instituto. No mundo, os locais com maiores expectativas de vida são Mônaco (86,5 anos), San Marino (85,8), Hong Kong (85,6), Japão (84,9) e Coreia do Sul (84,4). Efeito pandemia O IBGE aponta que, de uma maneira geral, a expectativa do brasileiro tem trajetória de crescimento. A exceção foi durante a pandemia de covid-19. Em 2019, quem nascia esperava viver 76,2 anos, patamar que foi reduzido para 72,8 anos em 2021. Confira a evolução da expectativa de vida ao nascer nos últimos anos: Mulheres vivem mais A projeção do IBGE mostra que as mulheres, historicamente, têm expectativa de vida maior do que os homens. Em 2024, a esperança delas era de 79,9 anos, enquanto a deles era 73,3 anos. Isso significa que as mulheres têm em média 6,6 anos de vida a mais do que os homens. Em 1940, essa diferença era de 5,4 anos, a menor já registrada. A maior disparidade foi no ano 2000, quando ficou em 7,8 anos. A Tábua da Mortalidade apresenta também o indicador de sobremortalidade masculina, que analisa a relação entre as taxas de mortalidade de homens e mulheres. O dado aponta que, em 2024, na faixa etária de 20 a 24 anos, a sobremortalidade masculina era 4,1 vezes o das mulheres. Isso significa que, nesse grupo de idade, um homem de 20 anos tinha 4,1 vezes mais chance de não chegar aos 25 anos do que uma mulher. No grupo de 15 a 19 anos, a taxa ficou em 3,4; já no grupo de 25 a 29 anos, 3,5. Ao apontar que na década de 1940 não havia essa diferença elevada entre os sexos, o IBGE explica que o fato de morrerem mais homens está relacionado ao processo de urbanização e metropolização do Brasil. “A partir dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito etc.) passaram a elevar as taxas de mortalidade da população, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino”, cita o IBGE. Efeito na Previdência A Tábua da Mortalidade é uma das fontes de informação do governo para ajustar o chamado fator previdenciário, que integra o cálculo dos valores das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O estudo aponta a expectativa de vida do brasileiro em determinadas idades. Por exemplo, em 2024, a população do país que chega aos 60 anos de idade vive, em média, mais 22,6 anos (20,8 anos para homens e mais 24,2 anos para as mulheres). Em 1940, esse período a mais de vida para uma pessoa de 60 anos era 13,2 anos. Já uma pessoa de 80 anos tinha a expectativa de viver mais 9,5 anos (mulheres) e 8,3 anos (homens). Em 1940, esses valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4 anos para os homens. Mortalidade infantil Bebês recebem as vacinas do calendário básico do SUS – Rovena Rosa/Agência Brasil O levantamento mostra que a mortalidade infantil, que considera para o cálculo bebês com menos de 1 anos de idade, era de 12,3 para cada mil crianças em 2024. O dado representa melhora na comparação com 2023 (12,5), mas fica ainda acima de 2000, quando a taxa era de 11,4 para cada mil crianças. Em uma comparação mais longa, a evolução é explícita. Em 1940, de cada mil crianças que nasciam, 146,6 morriam com menos de 1 ano de idade. Confira a evolução da mortalidade infantil no Brasil (por mil crianças nascidas): O IBGE associa a evolução a fatores como campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, ao aleitamento materno, ação dos agentes comunitários de saúde e programas de nutrição infantil, entre outros fatores. “Também contribuíram para a diminuição desse fatídico indicador os aumentos da renda, da escolaridade e do número de domicílios com acesso a serviços de saneamento adequado”, completa o instituto.
Taxa de desemprego cai para 5,4%, a menor desde 2012

O Brasil atingiu no trimestre encerrado em outubro a taxa de desemprego de 5,4%. É o menor índice registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O período de três meses terminou também com recorde no número de pessoas com carteira assinada e no rendimento médio do trabalhador. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira (28). Destaques da pesquisa: – Desemprego no trimestre terminado em outubro caiu para 5,4%. No trimestre móvel anterior, terminado em setembro, era de 5,6%. No trimestre terminado em outubro de 2024, a taxa era 6,2%. A maior taxa já anotada foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19. – O número de desocupados atingiu 5,910 milhões, menor contingente da série histórica. Esse total de pessoas representa queda de 11,8% (menos 788 mil pessoas procurando emprego) em relação ao mesmo trimestre de 2024. Já o total de ocupados ficou em 102,5 milhões, patamar recorde. – O total de ocupados com carteira assinada chegou a 39,182 milhões, outro recorde da pesquisa. – Massa salarial: o aumento do rendimento e o crescente número de ocupados fez com que a massa de rendimento, o total de renda dos trabalhadores, atingisse o recorde de R$ 357,3 bilhões, representando expansão de 5% em um ano. Juro alto e renda na máxima A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destaca que a massa de rendimentos funciona como um estímulo na economia, de forma a ser um contraponto aos juros altos, que encarecem o crédito e tendem a esfriar a economia. “Ter essa massa em patamares elevados influencia o consumo”, diz. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. É um esforço do Banco Central (BC) para conter a inflação, que está há 13 meses acima da meta do governo, de 4,5% no máximo. Setores Dos dez grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE, dois aumentaram a ocupação: construção (2,6%, ou mais 192 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%, ou mais 252 mil pessoas). O único com redução foi o classificado como “outros serviços” (2,8%, ou menos 156 mil pessoas). Mercado de trabalho A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Informalidade e recorde da previdência No trimestre encerrado em outubro, a taxa de informalidade, ou seja, proporção de pessoas da população ocupada sem direitos trabalhistas, foi de 37,8%, o que significa 38,7 milhões de trabalhadores informais. É o mesmo patamar do trimestre encerrado em julho e móvel anterior e abaixo dos 38,9% do trimestre encerrado em outubro de 2024. A pesquisa do IBGE revela que o número de trabalhadores que contribuíram para institutos de previdência foi recorde. No trimestre encerrado em outubro alcançou 67,8 milhões de pessoas. Em termos proporcionais, isso representa que 66,1% dos ocupados contribuíram para a aposentadoria, igualando o recorde atingido no trimestre encerrado em janeiro de 2016. “Isso está muito associado à retração maior da informalidade. Normalmente os informais são os mais afastados da cobertura previdenciária”, diz Adriana Beringuy. Caged A Pnad foi divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada. De acordo com o Caged, outubro apresentou saldo positivo de 85,1 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,35 milhão de postos com carteira assinada. Fonte: Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo