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“Aumento do Bolsa Família já estava previsto quando veio o meteoro”, diz Guedes

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A necessidade faz o sapo pular, disse Guedes
Fernanda Capelli

A necessidade faz o sapo pular, disse Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (3) que os precatórios representam uma ameaça às contas públicas brasileiras. Segundo ele, a despesa atinge 93% da verba total livre para o governo federal em 2021, e a fim de evitar calotes, vai elaborar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que estipula regras para o pagamento das dívidas. 

“Os precatórios chegam a R$ 90 bilhões, o governo trabalha com um Orçamento de R$ 96 bilhões, é como se fosse algo que para ser cumprido, paralisaria todas as atividades do governo. O Bolsa Família já estava orçado dentro do teto, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, quando o meteoro nos atingiu”, disse Guedes.

O ministro detalhou o plano para viabilizar sua proposta. Pagar todas as “milhões” de sentenças de pequeno valor, mantendo o teto de R$ 60 mil integral e imediatamente. Já os “superprecatórios”, dívidas acima de R$ 66 milhões, serão parcelados em uma entrada de 15% e 9 prestações iguais anuais. 

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Para esses valores acima de R$ 66 milhões, o governo oferecerá a possibilidade de criar um “fundo de precatórios”, que será bancado pelos recursos obtidos com privatizações.

Também mencionou que o governo “dormiu no ponto” ao não observar o crescimento do que chamou de “crescimento da indústria dos precatórios”. Para ele, faltou diálogo com estados e municípios a fim de saber quanto precisaria ser pago em dívidas judiciais neste ano.

Segundo Guedes, a notificação do valor pelo Ministério da Justiça pegou a equipe econômica de surpresa, e agora eles precisarão de respaldo da política. Nos próximos dias, o Ministério deve apresentar uma PEC para conseguir flexibilizar o teto de gastos. 

Além disso, o ministro mencionou a possibilidade de acordos com estados e municípios para postergar o pagamento dos precatórios. 

“A necessidade faz o sapo pular”

Para Guedes, o surgimento dos precatórios fez o estado brasileiro precisar se adequar as contas e “transformar o limão numa limonada”. Ele afirma que não haverão calotes graças à venda das estatais, prometidas por ele desde o início de 2019. 

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Ele disse que outros poderes legislam sobre o Executivo, e apertam a capacidade de investimento da sua pasta. Citou iniciativas criadas no Legislativo que seu governo teve que bancar, como o Fundeb e o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério).





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Bolsonaro diz que economia vai “muito bem” e descarta trocas no ministério

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Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura
Reprodução/redes sociais

Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (18) que economia do país vai “muito bem” e afastou a ideia de trocar peças no Ministério. A fala foi feita durante o Fórum da Rota da Fruticultura da RIDE/DF (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno), em Brasília.

“Nossa economia não pode e não vai parar. [Quero] dizer a vocês, a gente faz analogia com futebol, quando um time não está indo bem, a gente pensa logo em trocar o técnico. O meu time está indo muito bem”, disse o chefe do Executivo. 

Além de Bolsonaro, o evento contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes; o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda; a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF); o deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF); o advogado-geral da União, Bruno Bianco e o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães;

A Rota da Fruticultura é responsável pela cadeia produtiva da fruta no Distrito Federal e em 33 municípios de Goiás e Minas Gerais. 

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