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Assembleia destaca atuação do setor agrícola

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A Assembleia Legislativa (Ales) prestou homenagem aos trabalhadores, técnicos, pesquisadores e produtores rurais capixabas com a entrega da Comenda do Mérito Agrícola para 29 pessoas. A sessão solene, proposta pela deputada Janete de Sá (PSB), aconteceu nesta quarta-feira (22), no Plenário Dirceu Cardoso.

Fotos da sessão solene
 
A homenagem foi antecipada por conta do início do período eleitoral, a partir de 1º de julho, quando não poderá haver mais eventos deste tipo. Nos anos sem período eleitoral, a comenda é entregue em julho, próximo do Dia Nacional do Agricultor, que é comemorado no dia 28 de julho.

A deputada Janete de Sá, que é presidente da Comissão de Agricultura da Ales, recepcionou os convidados e destacou a importância da agricultura do estado para a economia, transcendendo o estado e o país. 

“A agricultura do Espírito Santo é referência não apenas em nosso estado, mas em nosso país e além de nossas fronteiras. No exterior, onde nosso café é muito apreciado, o nosso mamão, a nossa pimenta do reino, o gengibre. Produtos que vêm de nossa terra, que vêm do trabalho de nossa gente, que são frutos de muita pesquisa, de muita orientação e trabalho”, registrou Janete. 

A deputada também destacou a integração das entidades públicas e privadas que estão “em constante interação visando o aprimoramento das técnicas agrícolas em benefício do produtor rural. Os produtores são os grandes responsáveis na produção agrícola, mas que são atualmente dependentes de políticas públicas e tecnologias para melhorar a produtividade e a qualidade dos alimentos e, consequentemente, o aumento da renda familiar e o desenvolvimento social e econômico de nosso estado”, registrou.

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O deputado Luciano Machado (PSB) também deu as boas-vindas aos homenageados, destacando a importância da produção agrícola para a economia capixaba. 

Mais que alimento

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), Jorge Luiz e Silva, lembrou que o meio rural não produz apenas alimentos, apesar de seu papel na mesa das famílias do Brasil e do mundo. “Não produzimos só alimentos, produzimos água, energia, fibra e tudo isso vai se somar para que as pessoas tenham dias melhores”, enfatizou. 

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Wesley Mendes, comentou que a produção brasileira agrícola alimenta 1,2 bilhão de pessoas no mundo. Mas ressaltou as dificuldades vividas pelos agricultores. “Nós, agricultores, sabemos o que precisamos fazer para alimentar essas pessoas: o custo do insumo, a dificuldade do transporte, o custo do diesel, a dificuldade de mão de obra para colher o café, a insegurança – que, graças a Deus, com o apoio do governo, o policiamento chegou mais forte. Temos muito a fazer porque não chegamos nem a 50% de nosso potencial”, avaliou Mendes.

Convidados

Além dos convidados que fizeram uso da palavra, compuseram a mesa o superintendente do Ministério da Agricultura, Aureliano Nogueira da Costa; o prefeito e o vice-prefeito de Itarana, Vander Enfermeiro e Professor Ozéas Baldotto, respectivamente; e os vereadores Teodoro Hammer, Clovis Braun, Valdemiro Jonas (Santa Maria de Jetibá); Breno do Salão (Ibiraçu); Carlos Agner (Itarana); Maicon Gomes (Boa Esperança); Pimenta Filho (Venda Nova do Imigrante); além do pastor da Igreja Batista Renovação, de Fundão, Carllan Andréas Almondes.

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Mérito agrícola

A Comenda do Mérito Agrícola é conferida aos trabalhadores rurais, produtores, técnicos e pesquisadores voltados para a agricultura no estado. A solenidade de entrega acontece anualmente, próximo ao Dia Nacional do Agricultor, comemorado em 28 de julho. A criação da comenda foi de iniciativa da deputada Janete de Sá, em 2018.

Homenageados com a Comenda do Mérito Agrícola

Agno Tadeu da Silva
Anderson Geraldo Pagotto de Moura
Armindo Lemke 
Arthur Porto Miranda
Cesar Abel Krohling
Delcimar Ahnert 
Edmilson Firme Sião Neto
Fabricio Tonon segatto
Gerson Gonçalves de Laia
Gilberto Leite Vieira Júnior
João Carlos Jantorno
Jorge Luiz e Silva
José Adilson de Oliveira
José Adriano Rangel Gomes
José Arnaldo Alencar 
José Luiz Pimenta de Sousa
Lourenço Schulz 
Luis Carlos da Silva Gomes 
Odair Antonio Favaro
Paula Giacomin Cani 
Robson Almeida Britto
Rosenberg Bragança
Sereno José Gardin Rubert
Valdelino Cruz de Oliveira
Valdemar Flegler
Velmar Schulz 
Wesley Mendes
Paulo Henrique de Menezes Souza
Danilo Sanson

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Política

Deputados comentam PEC “Kamizake”

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A sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) desta segunda-feira (4), no Plenário Dirceu Cardoso, contou com dois pronunciamentos dos parlamentares sobre projeto que tramita no Congresso Nacional e que eleva o teto dos gastos do governo federal ainda nestes últimos seis meses de 2022.
 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022, apresentada por dezenas de senadores, e que tramita no Congresso, foi tema dos discursos dos deputados Sergio Majeski (PSDB) e Iriny Lopes (PT). A iniciativa institui medidas como aumento do vale-gás para R$ 120 e do valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, além da criação de auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos. Já aprovada no Senado, a proposta está agora em tramitação na Câmara Federal.

A iniciativa, conhecida como PEC Kamikaze, deve exigir do governo federal o desembolso de bilhões de reais e os custos, segundo analistas, devem ser transferidos para o próximo governo.

Fotos da sessão ordinária

Ao comentar o assunto, Majeski considerou o projeto meramente eleitoreiro, pois, na avaliação do deputado, não há recursos para cobrir tais gastos que, fatalmente, deverão recair sobre o próximo governo. “A gente viu na semana passada a redução dos combustíveis, reduzindo o ICMS dos estados, o que por si só já é um problema porque nenhum estado no Brasil tem folga. Todos estão na margem entre aquilo que arrecadam e o que gastam. Sendo que alguns já estão praticamente falidos, como Minas Gerais. A redução do ICMS, da forma como foi feita, incide diretamente na redução dos investimentos em duas áreas: educação e saúde. Essas medidas têm uma conotação mais eleitoral do que efetivamente de preocupação de resolver um problema”, apontou Majeski.

O parlamentar alertou que a chamada PEC “Kamikaze” deve gerar gasto bilionário para o governo federal. “Muito provavelmente, o governo federal não tem R$ 41 bilhões de reais sobrando para o Auxílio Brasil e para os caminhoneiros. A PEC ainda possibilita que o governo federal altere a qualquer momento o teto de gastos, e isto faltando três meses para as eleições. Se você faz um gasto até 31 de dezembro, isso vai ser jogado para o ano que vem. O próximo governo que entrar é que vai ter que lidar com a situação. E quem vai pagar essa conta? As mesmas pessoas que acham que estão sendo beneficiadas hoje. Quem paga é a sociedade, sobretudo os mais pobres”, criticou o deputado.
 
Quem também teceu comentários sobre a proposta foi a deputada Iriny Lopes (PT). “Nós estamos num processo eleitoral duríssimo. O que se disputa no Brasil hoje é a barbárie e a civilização. Obviamente, que o chamado pacote da boa vontade é uma declaração pública da falência da economia brasileira. Se não tivéssemos uma inflação desenfreada, maior dos últimos 26 anos, se não tivéssemos os preços dos combustíveis sendo determinados pela bolsa de valores e por dólares, a nossa economia não estaria desse jeito”, observou.

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Quilombolas

A deputada Iriny Lopes (PT) pediu apuração rigorosa sobre denúncias feitas por quilombolas de Sapê do Norte, em São Mateus, que teriam sido alvo de violência física praticada por seguranças da empresa Suzano, além de ameaça de avançar sobre o grupo com tratores.

“O Espírito Santo é sempre marcado pela violência. É sempre marcado pela intolerância contra negros, contra negras, contra o pobre, contra mulheres. Nós temos que acabar com isso, nós temos que ser outro tipo de estado. Não podemos ser um estado privatizado, onde empresas, sejam elas quais forem, possam ter a sua segurança determinando para onde e o que pode ser feito ou não pelos nossos cidadãos. O Ministério Público federal e estadual já receberam a denúncia e já levamos para a Defensoria Pública e encaminhamos à Comissão de Direitos Humanos da Casa”, registrou Iriny.

Violência no estado

Bahiense comentou os principais resultados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2022, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no que diz respeito ao Espírito Santo. Os dados se referem ao ano de 2021.
 
“Os suicídios de policiais foram três. Nós precisamos cuidar da saúde de nossos policiais. É uma quantidade muito grande de policiais que perderam suas vidas dessa forma. Todos eram militares, o que é lamentável. Pessoas desaparecidas, 1.758, foi um aumento de 7,8% em relação a 2020. Muitos que desaparecem são adolescentes, uma média de quatro ao dia. As meninas adolescentes desaparecem mais, se juntam aos jovens do tráfico e acabam desaparecendo”, apontou.

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Bahiense ainda destacou dados referentes a roubos e furtos de celulares, que coloca o Espírito Santo na quinta posição quanto a esse tipo de delito no Brasil. O deputado ainda chamou atenção para as 12.107 medidas protetivas distribuídas no estado e casos de violência doméstica. “Temos uma alta concentração de violência contra a mulher no Espírito Santo, e não é à toa que foram registrados 38 feminicídio somente no ano passado. Foram 46 mil chamadas de violência doméstica. Isto quer dizer que são registradas 126 denúncias por dia, ou seja, cinco por hora”.

Os casos de violência sexual também foram apontados no discurso. Conforme o deputado, ocorreram 1.447 casos no ano passado, sendo 335 com vítimas maiores de idade e 1.062 vulneráveis. Bahiense concluiu apontando que foram registrados 299 partos de crianças de 10 a 14 anos ao longo de 2021.

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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