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Assassinato de João Pedro: “É a dor de todas as mães”, diz tia do adolescente

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Na tarde de segunda-feira (18), João Pedro Mattos Pinto, 14 anos, foi morto em uma operação das polícias Federal e Civil no Complexo do Salgueiro , em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. O garoto estava na casa da tia com mais cinco adolescentes quando policiais invadiram a residência e dispararam contra ele com um fuzil . Ao Delas, Denize Roza, tia de João Pedro, relata a injustiça e a dor da morte que assola mães, tias e avós daquela região. 

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Reprodução Redes Sociais

João Pedro, 14 anos, morto na segunda-feira (18), no Complexo do Salgueiro, Rio de Janeiro

“É a dor de todas as mães”, comenta ao lembrar do enterro de João Pedro , na terça-feira (19), que, mesmo com a pandemia, estava cheio de parentes, amigos e vizinhos. “A dor da Rafaela [mãe] é a nossa dor. Assim como foi com ele, poderia ser qualquer uma de nossas crianças”. 

O caso de João Pedro não é isolado. Segundo dados da ONU, um jovem negro é assassinado no Brasil a cada 23 minutos. São 63 mortes por dia, com um total de 23 mil vidas interrompidas pela violência letal por ano. E as mulheres do Complexo do Salgueiro sabem disso.

Denize lembra que já era rotina orientar o filho e o sobrinho sobre como agir em caso de uma operação. As indicações eram que eles deveriam deitar no chão e, caso a polícia batesse, deveriam abrir a porta. 

“A gente vê isso todos os dias e sabemos que não é algo isolado, mas você não acha que vai acontecer com você, com a sua família. Várias operações acontecem, eles entram arrombando porta… Isso não é mentira para ninguém, mas achamos que estamos protegidos dentro de casa”. 

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“Queremos justiça”

Denize lembra que estava na Praia da Luz, em  São Gonçalo , no quiosque da sogra, quando a operação policial começou. O barulho de tiro foi ficando cada vez mais intenso e ela e o pai de João tentaram contato com os meninos, mas, como ninguém atendeu, os dois foram até a casa dela. 

“Mesmo com o tiroteio e o helicóptero em cima da gente, não podíamos deixar de ir. Quando chegamos lá, encontramos muitos policiais e as crianças encostadas no muro. Meu filho me viu e começou a chorar”, lembra. Assim que ela e o cunhado entenderam o que tinha acontecido com João, começaram a questionar onde estava o menino, mas não tiveram respostas. 

Segundo Denize, os policiais disseram apenas que um helicóptero resgatou o corpo de João ainda com vida , mas não deram mais informações. Sem ser informada sobre o destino do garoto, a família demorou 17 horas até encontrá-lo no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo. 

A família ainda contesta a versão dos policiais sobre troca de tiros e a presença de bandidos na casa. Em entrevista ao programa Fátima Bernardes , Neilton Matos, pai de João, afirmou: “A polícia quer forjar uma situação. Não tinha bandido . Entraram na casa e tacaram duas granadas. Além dos tiros. Só tinha adolescentes de família”.

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Na quarta-feira, o delegado Allan Duarte, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que investiga o caso, disse ao “RJTV” que já ouviu o depoimento de três policiais civis, duas testemunhas e que ainda receberia um dos pilotos do helicóptero que levou o menino para Lagoa Rodrigo de Freitas também para ouvi-lo.

Segundo o delegado, os  policiais descartaram qualquer envolvimento dos jovens que estavam dentro da residência com traficantes em fuga e que também está solicitando a Polícia Federal informações sobre a operação ocorrida no Complexo do Salgueiro e qual foi o resultado. Já a PF confirmou ter participado da operação e afirmou, em nota, que “acompanhará e prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos”.

A família se divide entre a dor do luto e a luta por justiça. “Foi uma barbaridade. Ainda tem vestígios de granada na casa”, acrescenta Denize ao Delas. De acordo com ela, os policiais deixaram a residência marcada com mais de 70 tiros e, até hoje, nenhuma perícia foi feita para avaliar o local. 

“A gente vai lutar até o fim. Queremos fazer justiça. Quem fez isso com ele deve pagar de alguma maneira. Isso não vai o trazer de volta, mas saber que essa pessoa será punida já alivia a dor”, fala. 

Quem traz conforto para a dor dos pais e familiares é Rebeca, irmã de cinco anos de João Pedro. “A mãe explicou que o João foi para o céu, mas ela ainda não tem esse entendimento. Ela quer brincar e tirar um sorriso da gente. Apesar de tanta dor, ela consegue amenizar”.

Fonte: IG Mulher

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Qual o significado de ciclos menstruais irregulares?

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Entenda a menstruação irregular


Quando a mulher tem controle de seus ciclos menstruais , esse é um dos passos mais poderosos para cuidar da saúde reprodutiva . “Isso significa conhecer seu corpo – algo que muitas mulheres não fazem até que precisem de seu corpo para uma função específica, como engravidar”, diz a ginecologista e obstetra Eloisa Pinho, da clínica GRU.

Se você sofre com períodos irregulares, saiba que não está sozinha. Muitas mulheres enfrentam problema, que pode ter influência até mesmo do estresse. A seguir, descubra tudo que as mulheres devem saber sobre períodos irregulares – incluindo quando não se preocupar e o momento em que deve procurar aconselhamento médico.

O ciclo menstrual

Períodos irregulares são quando a duração do seu ciclo menstrual (o intervalo entre o início de um período e o início do próximo) muda constantemente. “O ciclo menstrual médio dura 28 dias, embora seja normal que varie alguns dias a cada mês”, afirma Eloisa.

Segundo o ginecologista obstetra Rodrigo da Rosa Filho, o que acontece é que o ciclo menstrual é dividido em duas fases: a primeira fase é variável e compreende o período entre o primeiro dia do fluxo menstrual até a ovulação; a segunda fase vai da ovulação ao dia que antecede o fluxo do próximo ciclo e essa fase é fixa, durando 14 dias. 

“Portanto, para as mulheres com ciclos menstruais regulares, é possível prever o dia da ovulação e período fértil (por exemplo, a mulher com ciclo de 28 dias ovula no 14º dia, a mulher com ciclo de 32 dias ovula no 18º)”, diz Rosa Filho. 

O que define um ciclo irregular?


Aparentemente, os períodos menstruais podem parecer bastante imprevisíveis. Então, como sabemos se nosso ciclo menstrual é realmente irregular? “Mulheres com períodos irregulares notam que não podem prever com segurança quando estão menstruadas e, como resultado, é difícil identificar a ovulação ou apontar a janela fértil”, explica a médica.

“Períodos irregulares são comuns durante a puberdade, durante a amamentação e também em torno da perimenopausa [o momento em que seu corpo faz a transição natural para a menopausa]”, comenta Eloisa.

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Ela defende a importância de conhecer bem o seu ciclio. “Se usar um aplicativo não combina com você, mantenha um diário”, diz a médica. “Esse acompanhamento é a chave para saber o que é normal para você, então é sempre importante documentar outros sintomas que você observa ao longo do seu ciclo, como dor pélvica, secreção cervical, sintomas de TPM [síndrome pré-menstrual] e muito mais”, continua.

“Para ter uma ideia, aqui estão alguns recursos a serem observados: seu ciclo está fora da faixa de 21 a 35 dias; os períodos menstruais duram mais de sete dias; há uma grande diferença (pelo menos 20 dias) entre o seu ciclo menstrual mais curto e o mais longo”, diz a ginecologista.

O que causa ciclos menstruais irregulares?

Descobrir o que está causando seus períodos irregulares pode parecer um campo minado, e há muitas causas possíveis a serem observadas. “Durante a puberdade, é normal ter períodos irregulares nos primeiros anos após o seu primeiro ciclo menstrual. Mais tarde, durante a perimenopausa, seus períodos podem se tornar irregulares – mais frequentes ou mais espaçados conforme você se aproxima da menopausa”, diz a ginecologista. 

Claro, a gravidez precoce pode ser um fator (se você estiver atrasada, faça um teste de gravidez). Também é importante tomar nota de fatores como problemas de tireoide, síndrome do ovário policístico (SOP), endometriose, perda ou ganho de peso extremo e formas de contracepção hormonal. 

“A contracepção que contém progesterona, como a pílula combinada ou a bobina do DIU Mirena, faz com que o revestimento do útero fique fino e pode fazer com que a menstruação pare ou se torne muito leve e pouco frequente. No caso da variação de peso, sabemos que exercícios ou estresse excessivos podem afetar a produção cerebral dos hormônios envolvidos no ciclo menstrual. Com relação à SOP e endometriose, essas condições podem causar a formação de cistos nos ovários, resultando em distúrbios hormonais”, explica a médica.

É possível amenizar períodos irregulares?

“O ciclo menstrual está intimamente ligado ao estilo de vida, e mudanças na dieta, exercícios e estresse podem ter um grande impacto em seus períodos”, explica Eloisa. Para otimizar sua menstruação, é uma boa ideia parar de fumar e reduzir o consumo de álcool, por exemplo.

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O exercício regular que não seja excessivo tem uma ampla gama de benefícios. “Além disso, certifique-se de que está dormindo bastante. Seus períodos serão frequentemente sensíveis ao estresse, restrição extrema de calorias e certas drogas e medicamentos”, diz ela.

No entanto, se você abordou todos esses fatores possíveis e ainda está enfrentando irregularidades, falar com seu médico deve ser o próximo passo.

Luta para engravidar x ciclos menstruais irregulares


É bastante comum que as mulheres que experimentam alterações ou irregularidades em seus ciclos menstruais também se sintam preocupadas com sua fertilidade – afinal, tudo está relacionado – mas você não deve se preocupar excessivamente.

“Muitas mulheres têm menstruações irregulares e ainda engravidam. No entanto, engravidar pode demorar um pouco mais, pois você pode não ovular com tanta frequência quanto mulheres com períodos regulares. As condições subjacentes podem afetar sua própria fertilidade, sendo a mais comum a SOP “, diz Eloisa.

“É importante a mulher conhecer as mudanças do seu corpo e detectar os dias mais férteis e alguns aplicativos podem auxiliá-la, mas os testes de ovulação de farmácia ainda continuam sendo os mais eficazes na detecção da ovulação. Vale ressaltar também que a ausência de ovulação é responsável por apenas 25% das causas de infertilidade feminina e cerca de 15% de todas as causas”, afirma o especialista em Reprodução Humana Rodrigo da Rosa Filho. 

Segundo o médico, a infertilidade conjugal atinge um em cada sete casais, em média, e após os 38 anos, esse número é de um em cada três casais.

“O aumento da prevalência de infertilidade é devido às mudanças sociais, como adiamento da gestação e piora do estilo de vida (dieta inadequada, alterações do peso, abuso de álcool, tabagismo, entre outros). Quando o casal não consegue engravidar após 12 meses de tentativas, é fundamental procurar ajuda médica para identificar todas as possíveis causas de infertilidade, tanto masculina quanto feminina”, explica Rodrigo.

Fonte: IG Mulher

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