Sem dúvidas, um dos resultados mais extraordinário dessas eleições vem de Mimoso do Sul. O ex-prefeito Peter Costa (PP) ensinou como se faz política, acordos e arranjos, para multiplicar os votos e chegar a uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Por isso, a ciência do voto é uma das mais difíceis de ser decifrada e estudada. Nenhum cientista político, por melhor que seja, consegue definir de onde vem esse desejo do voto.
O desempenho de Peter é algo que salta aos olhos porque imaginava-se que seria bem votado, sobretudo na sua região (Mimoso e Muqui), mas que seria quase impossível sua eleição, dada as dificuldades partidárias.
Olhando a geografia do voto, fica quase impossível entender como ele conseguiu chegar a inacreditáveis 31.537 votos, sendo que sua cidade natal, ou seja, seu reduto eleitoral, tem apenas 19.768 eleitores, e, claro, considerando que nem todos vão às urnas. Lá, Peter obteve 47,40% dos votos válidos, ou seja, 6.859 votos. Mas de onde vieram os outros votos?
Peter “lavou a égua” (só para usar uma linguagem de interior) em municípios importantes como Cachoeiro, com mais 5 mil votos, Itapemirim com quase 2.500 votos, Muqui com quase 2.500 também, Castelo quase 2.000 votos e por aí vai. Qual o milagre da multiplicação?
Em Cachoeiro, Peter foi o sétimo mais votado, ficando bem próximos de nomes conhecidos do eleitorado local, como os vereadores Creone da Fármacia (5.912 votos) e Vandinho da Padaria (5.112 votos). No município, tinha um bom grupo com ele, mas o resultado foi surpreendente. Em Castelo também notou-se um bom grupo apoiando.
Em Itapemirim Peter obteve 2.390 votos. Só para se ter ideia, o Marcão Vivácqua (Agir) que é da região, foi o segundo mais votado, obteve 2.695 votos. Ou seja, quase um empate.
Se compararmos a outros nomes do município, Peter teve mais votos do que André Peçanha (Republicanos) que obteve 1.450 votos, e Paulo Neto (Podemos) que obteve 1.371 votos. Observação: Peçanha é irmão do ex-prefeito Thiago, e Neto é atual vereado na cidade. Nesse caso itapemirinense, vale ressaltar o grande apoio do prefeito Geninho (PDT).
Enfim, surge um nome forte da politica sulina, e que terá uma região totalmente aberta de representatividade para trabalhar durante o seu mandato. Sabendo aproveitar e distribuir seu trabalho, pode alçar novos voos futuros e chegar até onde pouco se imaginava que poderia.
Vamos conferir os votos de Peter Costa por cidades, para tentar entender o milagre da multiplicação de votos (Parcial do TSE — 04/10/2026, às 20h46, com 99,85% das seções apuradas).
Mimoso do Sul: 6.859
Cachoeiro de Itapemirim: 5.036
Itapemirim: 2.390
Muqui: 2.279
Castelo: 1.686
Bom Jesus do Norte: 1.311
Atílio Vivácqua: 1.216
Marataízes: 1.019
Alegre: 837
Guaçuí: 823
Rio Novo do Sul: 792
Iconha: 787
Vargem Alta: 787
Piúma: 773
São José do Calçado: 701
Apiacá: 665
Anchieta: 578
Presidente Kennedy: 422
Venda Nova do Imigrante: 406
Vitória: 332
Jerônimo Monteiro: 309
Vila Velha: 246
Conceição do Castelo: 201
Serra: 123
Guarapari: 106
Muniz Freire: 100
Cariacica: 80
Domingos Martins: 72
Colatina: 71
Iúna: 43
Alfredo Chaves: 41
Dores do Rio Preto: 41
Ponto Belo: 40
Marechal Floriano: 38
Jaguaré: 34
Pancas: 32
Ibitirama: 30
Afonso Cláudio: 24
Divino de São Lourenço: 17
Ecoporanga: 16
Linhares: 16
Mucurici: 15
Baixo Guandu: 12
Irupi: 9
Barra de São Francisco: 8
Viana: 8
Aracruz: 7
Laranja da Terra: 7
Santa Maria de Jetibá: 7
Sooretama: 6
São Mateus: 6
Ibiraçu: 5
Brejetuba: 4
Conceição da Barra: 4
Ibatiba: 4
Itaguaçu: 4
Itarana: 4
João Neiva: 4
Nova Venécia: 4
Santa Leopoldina: 4
Alto Rio Novo: 3
Pedro Canário: 3
Santa Teresa: 3
Montanha: 2
Rio Bananal: 2
São Domingos do Norte: 2
Vila Valério: 2
Água Doce do Norte: 2
Fundão: 1
Marilândia: 1
Pinheiros: 1
São Roque do Canaã: 1
TOTAL: 31.524 votos em 72 municípios.










