Política Nacional

Aliados querem rifar Tebet para ter Temer como candidato do MDB

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Michel Temer
Reprodução: Flickr

Michel Temer


Após uma ala do MDB ampliar a pressão para a retirada da candidatura presidencial da senadora Simone Tebet (MS), aliados voltaram a insuflar a hipótese de uma eventual candidatura do ex-presidente Michel Temer ao Palácio do Planalto.

Conforme mostrou a coluna de Lauro Jardim, embora a chance dessa articulação prosperar seja mínima, o prestígio de Temer entre os empresários e parte da classe política é alto, de fato, por causa das reformas que foram feitas em seu governo.

Na terça-feira,  o ex-presidente recebeu em seu escritório o grupo de caciques do MDB que apoiam o ex-presidente Lula e atendeu o apelo deles de pedir o adiamento da convenção da sigla, que está prevista para o dia 27 e deve homologar a senadora como candidata a presidente. A estratégia do grupo pró-Lula é ganhar tempo para rifar Tebet.

Embora Temer negue oficialmente a possibilidade de candidatura, assessores próximos citam sua “experiência” e “capacidade de conciliação” e dizem que alguns setores da sociedade o veem com mais capacidade de furar a polarização do que a senadora. Eles argumentam que o líder emedebista já é conhecido nacionalmente, enquanto Tebet corre o país para apresentar seu nome.

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Refutam até mesmo o problema de sua impopularidade na presidência. Temer deixou o cargo em dezembro de 2018 com apenas 7% de aprovação, segundo o instituto Datafolha. Ainda assim, pessoas próximas dizem que ele melhorou sua imagem após o episódio do dia 7 de setembro de 2021, quando conseguiu atuar como bombeiro em meio a um conflito entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Bolsonaro flertou com ameaças de ruptura institucional.

Para o entorno de Temer, o episódio poderia ser ressuscitado para catapultá-lo com o mote de “pacificador” em meio ao clima de beligerância política no país.

Assessores do ex-presidente dizem que ele só toparia a possibilidade de uma candidatura caso recebesse apoio de outros nomes de centro como a própria Tebet, além do apresentador Luciano Huck, do ex-governador João Doria (PSDB) e de Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD. Kassab, no entanto, tem defendido que sua sigla opte pela neutralidade nas eleições e deve levar essa proposta à convenção. Com isso, os diretórios do PSD nos estados poderiam se alinhar ao ex-presidente Lula ou ao presidente Jair Bolsonaro, a depender das circunstâncias locais.

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Em conversas internas, Temer reconhece as dificuldades da candidatura de Tebet e demonstra desânimo com a falta de apoio ao nome da senadora no MDB e com a terceira via.


O ex-presidente tem dito que aos poucos a história tem reconhecido os feitos de sua gestão de forma “extraordinária”. Ainda assim, afirma que uma candidatura sua só seria viável se houvesse um chamamento e a unidade de segmentos de centro, o que hoje, em suas palavras cuidadosamente escolhidas, “não há”.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

PGR pede multa a Bolsonaro por ataque às urnas

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Jair Bolsonaro criticou o sistema eleitoral em encontro com embaixadores
Clauber Cleber Caetano/PR – 25.07.2022

Jair Bolsonaro criticou o sistema eleitoral em encontro com embaixadores

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) propôs ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro pela realização de uma reunião com embaixadores onde promoveu uma série de ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral.

Na representação, o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, pede a remoção de 13 links contendo os vídeos da reunião das plataformas de redes sociais e a aplicação de multa contra o presidente em razão da ocorrência de propaganda eleitoral antecipada.

De acordo com o Ministério Público, “os dados constantemente apresentados pela Justiça Eleitoral não podem ser omitidos em discurso que queira ser crítico do sistema de votação, máxime quando as eleições se avizinham e à vista da circunstância de, recentemente, os representantes do povo terem mantido o sistema de votação eletrônico”.

No evento, que ocorreu dentro do Palácio do Planato no dia 18 de julho e teve transmissão ao vivo, o chefe do Executivo também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao TSE.

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Na avaliação da PGR, as declarações proferidas pelo presidente contra o sistema eleitoral e contra as urnas eletrônicas “não são inéditas”. Mas observa, no entanto, que na reunião com os embaixadores foram “lançadas em período próximo das eleições, veiculando noções que já foram demonstradas como falsas, sem que o representado haja mencionado os desmentidos oficiais e as explicações dadas constantemente no passado”.

“Algumas frases, ainda, apresentam à audiência fatos que, descontextualizados, mostram-se engendradas para abalar a confiança no sistema”, ressalta Gonet.

No encontro com embaixadores, Bolsonaro voltou a levantar suspeitas com alegações de fraude não comprovadas nas eleições de 2018. A certa altura do discurso, disse haver “mais de cem vídeos” de eleitores que tentavam​ ​apertar o número 17 na votação​ ​de 2018, mas a urna registrava​ ​o número 13. Nunca houve comprovação de fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas eletrônicas foram implantadas, em 1996.

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Fonte: IG Política

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