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Alexandre de Moraes tem maioria: STF deve manter inquérito das fake news

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Alexandre de Moraes stf
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

O inquérito do Supremo Tribunal Federal (  STF  ) sobre fake news e ameaças contra a corte deve ser mantido, segundo divulgou na tarde desta quinta-feira (28) a coluna Painel, da Folha de S. Paulo . A maioria dos ministros é contra a suspensão que foi pedida pelo Procurador-Geral da República , Augusto Aras.

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Ao menos sete dos 11 ministros do STF são a favor da permanência do inquérito. Os magistrados têm conversado por meio de videoconferência e devem votar nos próximos dias a suspensão da investigação .

O inquérito está sendo conduzida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes . A investigação foi aberta em março de 2019 e já era vista como polêmica.

Na época Raquel Dodge, então procuradora-geral, também pediu a suspensão. O inquérito das fake news é vista por alguns como ilegal por ter sido aberta pelo mesmo órgão que irá julgá-lo.

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Quando Augusto Aras assumiu a procuradoria-geral, ele foi a favor do inquérito, mas pediu nesta quarta-feira (27) que fosse cancelada. Nesta quinta, o ministro do STF pediu para o presidente da corte, Dias Toffoli, agendar um plenário para votar o pedido de Aras.

 

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Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

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Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

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Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

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