Política

Ales reforça campanha para estimular doação de sangue

Publicados

em


Durante a pandemia, para se preservar da contaminação pelo novo coronavírus, muita gente deixou de sair de casa. E assim, por causa do isolamento social, os doadores habituais de sangue também deixaram de ir aos hemocentros, comprometendo os estoques. A Secretaria de Comunicação Social (SCS) da Assembleia Legislativa (Ales) está desenvolvendo uma campanha em seus veículos para mobilizar doadores.

Com o objetivo de ajudar o Hemoes, a SCS disponibilizou seus veículos para contribuir com a campanha lançada neste ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS) “Seja solidário. Doe sangue. Doar é um ato de amor”. Nas redes sociais, no portal e na TV Assembleia serão divulgadas informações sobre o assunto.

“Queremos contribuir com essa causa que é mundial e urgente. Precisamos ajudar a criar essa cultura da doação voluntária e, ao mesmo tempo, aproveitamos esta oportunidade para prestar homenagem aos capixabas anônimos que já desempenham esse papel tão importante de salvar vidas”, disse a secretária de Comunicação Social da Ales, Margô Devos.

Queda

Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), a coleta caiu 2,5% nos últimos quatro anos, embora a necessidade de transfusões tenha aumentado. E no contexto da pandemia, a situação piorou.  De acordo com informação apuradas pela Agência Brasil (EBC), os bancos de sangue passam por um desabastecimento em escala mundial. No Brasil, os hemocentros vêm registrando queda de 30% em volume desde o mês de maio. A situação é emergencial para os tipos O positivo e O negativo e crítica para o tipo A.

A margem de segurança entre estoque e demanda gerou alerta também entre os capixabas. Mesmo sem citar números, a diretora técnica do Hemocentro do Estado (Hemoes), Rachel Lacourt, disse que a pandemia de Covid-19 diminuiu a quantidade de doadores por conta do isolamento social e que existe risco de chegar a um nível crítico. “Esse risco existe, uma vez que dependemos exclusivamente da presença dos doadores de sangue nos hemocentros, o recurso para manutenção do estoque é finito. Sem o doador, não existe outro meio de conseguir esse insumo”, disse.

Leia Também:  Cirurgião-dentista destaca importância da saúde bucal

De acordo com Rachel Lacourt, não há um número exato de bolsas de sangue para estabelecer uma referência de estoque ideal. “Fazemos cálculos baseados na solicitação de hemocomponentes pelos serviços de saúde, tendo como objetivo manter um estoque suficiente para o atendimento de cinco dias. O nível crítico é atingido quando não conseguimos ter estoque de sangue suficiente para o atendimento de dois dias de solicitações ou menos”, explica.

Corrente pela vida

O arquivista Flaviano Pereira Fernandes, de 49 anos, já é doador há duas décadas. E mesmo na pandemia não deixou de doar. Ele começou a praticar a doação após a emergência de um amigo. “Desde então eu doo com frequência e nunca tive nenhum desconforto, muito pelo contrário, é tão bom saber que estou salvando uma pessoa que me sinto gratificado e busco incentivar os amigos nas redes sociais a despertar para esse gesto de amor e humanidade”, conta.

Por outro lado, a assistente de finanças Aliskarla Fernandes, 39 anos, precisou receber sangue após complicações de saúde. “Precisei ficar internada para tomar sangue, mas fiquei muito feliz por existir pessoas que dão importância à vida do próximo, mesmo sem conhecê-lo”, explica Aliskarla que, agora, pretende recompensar a solidariedade e se tornar voluntária. “Sempre gostei de ajudar as pessoas e agora também incentivo os amigos a pensar na causa”, afirma.

Quem pode doar

Pode ser doador quem tem entre 16 e 69 anos (incompletos) e pesa mais de 50 quilos. Existem impedimentos temporários com prazos que precisam ser respeitados como os sete dias de recuperação após resfriado, 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana. As lactantes só podem doar se o bebê tiver mais de um ano, quem fez tatuagem precisa esperar 12 meses. E ainda quem passou por  risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis também deve aguardar 12 meses após a prática do sexo sem proteção.

Leia Também:  Plano de saúde: mantida tramitação de PL que ampara inadimplentes

Há também as pessoas que apresentam incompatibilidade permanente com a doação de sangue: quem teve Hepatite A após 11 anos de idade, quem tem Hepatite B ou C e pessoas que convivem com o vírus da Aids. Também não pode doar quem já teve malária ou Doenças de Chagas e ainda quem se contaminou com o vírus t-linfotrópico humano (htlv), que atinge as células de defesa do organismo. Outro impedimento para doar sangue é o uso de drogas injetáveis.

Quantas vidas uma doação salva?

Com todos os avanços da ciência, ainda não há um substituto para o sangue humano. Por isso, só a solidariedade pode salvar quem precisa de uma transfusão. O sangue doado é utilizado em diversas situações: para pessoas com doenças hematológicas variadas, câncer, pessoas que se submetem a cirurgias eletivas de grande porte e para emergências. Uma bolsa de sangue pode salvar quatro pessoas. Por isso, é tão importante que a doação de sangue se torne um hábito.

Agendamento

Para incentivar o retorno dos voluntários, o Hemoes está promovendo o agendamento individual de doações para garantir a segurança de quem vai doar e dos que trabalham no local. Os interessados podem ligar para (27) 3636-7920. “Estamos trabalhando com restrição do número de pessoas dentro dos hemocentros, triagem com aferição de temperatura e paramentação da equipe com todos os equipamentos de proteção individual necessários”, afirma a diretora Rachel Lacourt.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Projeto veda vacinação compulsória contra Covid

Publicados

em


Projeto em tramitação na Assembleia Legislativa proíbe o governo do estado de executar ações ou procedimentos que visem à vacinação compulsória contra a Covid-19. O PL 539/2019 foi lido na sessão ordinária da última segunda-feira (26) e foi encaminhado para análise às comissões de Justiça, Saúde, Defesa do Consumidor e Finanças.

A defesa das liberdades individuais foi a justificativa apresentada pelo deputado Capitão Assumção (Patri) para apresentar a proposta: “A possibilidade de aplicação compulsória em toda a população de um dos estados do Brasil é inconcebível em um estado democrático de direito, que preza e assegura a liberdade do indivíduo”, afirma.

O parlamentar cita o artigo 3º da Lei Federal 6.259/1975, segundo a qual cabe ao Ministério da Saúde a responsabilidade de elaborar o Programa Nacional de Imunizações, que definirá as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório, não cabendo, de acordo com o parlamentar, aos governadores ou prefeitos a definição quanto a eventual obrigatoriedade da vacinação compulsória.

“Diante da ameaça de tal imposição do estado à população, a iniciativa quer proibir qualquer tipo de execução de ação ou procedimentos que obriguem o cidadão a tomar a vacina, mesmo passado o período de pandemia pelo qual vivemos”, diz.
 

Leia Também:  Saúde: PL que garante atendimento salvo do arquivo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA