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Ales lança campanha contra a fome na pandemia

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Durante a sessão virtual ordinária desta quarta-feira (7), o presidente Erick Musso (Republicanos) lançou a campanha “A Fome Não Espera!”, iniciativa do Legislativo estadual para arrecadar donativos a famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente por causa da pandemia pelo novo coronavírus. Alimentos não perecíveis e itens de higiene podem ser entregues no ponto de coleta, uma tenda organizada em frente ao prédio legislativo, na Enseada do Suá. A campanha vai até o dia 16 de abril, com a participação de voluntários, das 8 às 17 horas.

O presidente da Casa disse que a campanha foi sugerida pelo deputado Alexandre Xambinho (PL) e pediu que todo o material de marketing seja divulgado com ajuda dos demais colegas. Revelou que, de início, já assegurou em conversa com empresários a doação de 200 a 300 cestas básicas.

Citando matérias jornalísticas, Musso reforçou que mais de 116 milhões de brasileiros passam fome. “E aqui no Espírito Santo não é diferente. Vamos resolver o problema do Brasil? Não. Mas acho que a Assembleia, a partir de hoje, passa a dar exemplo”, pontuou. “Dos efeitos colaterais (da pandemia), esse é o mais grave, porque alimento é o básico”, concluiu. A iniciativa ganhou a adesão dos deputados na sessão plenária.

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Campanha

A orientação é que quem puder e quiser doar vá até o local usando máscara de proteção e atento aos cuidados de manter o distanciamento social. A Polícia Militar vai dar apoio operacional à campanha, uma iniciativa de deputados e servidores da Casa em pareceria com a Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes). Também conhecida como Federação do Terceiro Setor Capixaba, a Fundaes vai receber as arrecadações e repassar a instituições capixabas.

De acordo com o diretor-geral da Fundaes, Robson de Almeida Melo e Silva, a federação se organizou para a ação junto a entidades que já fazem esse tipo de trabalho. “A situação em que vivemos requer uma atitude solidária de todos nós. As entidades do terceiro setor já conhecem de perto essa questão da vulnerabilidade de muitas famílias. Fomos chamados pela direção da Assembleia Legislativa e já entramos em contato com aquelas entidades que têm esse perfil, ou seja, que já trabalham junto a famílias carentes. Vamos atuar fazendo a ponte entre o doar e o receber. O momento exige solidariedade e pressa”, explicou. 

As seguintes entidades estão listadas, até o momento, para receber doações: Instituto Abequar (Linhares); Instituto João XXIII (Vitória); Fundação Carmem Lúcia (Vila Velha); Associação Recreativa e Cultural Mocidade Unida da Glória – MUG (Vila Velha); Serviço de Engajamento Comunitário – Secri (Vitória); Associação dos Amigos dos Autistas – Amaes (Vitória); Rochativa (Cachoeiro de Itapemirim); Fundação Beneficente Praia do Canto (Vitória); Ateliê das Ideias (Vitória); e Associação Amigos da Justiça (Aracruz, Ibiraçu, João Neiva e Serra).

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A ação foi pensada diante do cenário delicado de pandemia no qual a situação de fome se acentua em muitas famílias. No atual momento, não são apenas os números de contaminação e mortalidade relacionadas à pandemia que assustam. De acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, a fome atingiu 19 milhões de brasileiros em 2020.

Não é a primeira vez que a Ales mobiliza os capixabas em uma causa solidária. Em 2019, a Casa Legislativa recebeu milhares de itens, entre alimentos, materiais de higiene, água potável, roupas e mobílias, para doação aos municípios atingidos pelas fortes chuvas que assolaram o Estado no final daquele ano.

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Política

Combate ao preconceito psiquiátrico é alvo de PL

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Para a maioria dos brasileiros o termo psicofobia ainda é bastante novo, mas se trata de expressão usada para designar atitudes preconceituosas e discriminatórias contra pessoas com deficiências ou transtornos mentais.

Para conscientizar a sociedade capixaba sobre a importância de combater esse tipo de discriminação o deputado Doutor Emílio Mameri (PSDB) apresentou o Projeto de Lei (PL) 44/2021 para que seja incluída no calendário oficial de eventos do estado uma data com essa finalidade. Caso vire lei, 12 de abril será considerado o Dia Estadual contra a Psicofobia.

Chico Anysio

Mameri relata no projeto que o termo psicofobia foi criado a partir de um pedido do falecido humorista Chico Anysio, que fez acompanhamento psiquiátrico, por causa da depressão, durante mais de duas décadas.

Num depoimento gravado para a Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP) Chico revelou sua luta para se manter produtivo apesar da doença e opinou que faltava uma expressão que denominasse a discriminação sofrida por muitos que dependem de acompanhamento psiquiátrico.

“Chico Anysio sugeriu que fosse criado um nome para conceituar esse tipo de preconceito, daí a escolha do termo ‘psicofobia’ pela Associação Brasileira de Psiquiatria”, explica Emílio Mameri.

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Frente Parlamentar

O deputado acrescentou que, em julho de 2020, o presidente da SBP participou de reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental, instituída pela Assembleia Legislativa (Ales), que debateu a história das políticas de saúde mental no país e a correlação com o estigma social e a psicofobia.

Na ocasião, ele recomendou medidas no estado, como a criação do dia estadual contra a psicofobia e informou que há um projeto nesse sentido tramitando no Congresso Nacional.

O deputado considera que a aprovação da iniciativa, tornando 12 de abril Dia Estadual de Combate à Psicofobia, significará um apoio importante na luta contra o preconceito sofrido por milhões de brasileiros acometidos por transtornos psíquicos.

Por se tratar de matéria que altera a norma sobre legislação em vigor referente às semanas e aos dias estaduais comemorativos de relevantes datas e de assuntos de interesse público (Lei 11.212/2020), a proposta será analisada conclusivamente pela Comissão de Justiça, colegiado responsável por emitir parecer quanto à legalidade, juridicidade e constitucionalidade dos projetos que tramitam na Casa. 
 

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